O Diário da República publicou em 7 de setembro uma resolução da Assembleia da República a recomendar ao Governo “a reabertura do serviço de urgência básica no Hospital do Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede, com funcionamento diário e horário alargado, das 08:00 às 00:00”.
O texto da resolução recomenda ainda que o Ministério da Saúde “atualize a página eletrónica na Internet do Hospital Arcebispo João Crisóstomo, incluindo na mesma informação detalhada sobre os serviços prestados, tempos de espera, exames disponíveis, horários de visita e atendimento, bem como a nova informação relativa ao serviço de urgência básica a ser implementado”.


Nessa altura, gerou-se um movimento que mobilizou todas as forças políticas a nível local e várias entidades a reclamar a criação de um serviço capacitado para dar resposta a essas situações, o que na perspetiva da presidente da Câmara Municipal deveria passar pela criação de uma urgência básica. A resolução agora aprovada pela Assembleia da República é na prática a síntese de duas outras apresentadas em junho deste ano, uma pelo Chega, outra pelo Livre, ambas aprovadas sem votos contra.
Helena Teodósio enviou entretanto à Ministra da Saúde uma carta em que reitera nunca ter considerado a Consulta Aberta como a solução adequada para as situações que requerem cuidados urgentes e emergentes, mas admitia que os Centros de Atendimento Clínico que o atual Governo preconiza para situações agudas de menor complexidade e urgência clínica como “um grande avanço no sentido daquilo que a Câmara Municipal de Cantanhede tem reivindicado reiteradamente para o Hospital Arcebispo João Crisóstomo”.

