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Salome Dias

O Município de Oliveira do Bairro assinalou, ontem, 26 de agosto, o 23.º aniversário da elevação de Oliveira do Bairro a cidade e de Bustos, Mamarrosa, Palhaça e Troviscal a vilas, com um programa dedicado à cultura e à identidade local.

As comemorações tiveram início na Biblioteca Municipal, com o programa “TSF – Um Dia no Município de Oliveira do Bairro”, promovido pela TSF – Rádio Notícias. Ao longo da emissão, o Presidente da Câmara Municipal, Duarte Novo, e Leontina Novo, ex-Vereadora da Câmara Municipal, deram a conhecer a história do concelho e da sua gestão autárquica.

Seguiu-se a Missa de Ação de Graças, celebrada na Igreja Matriz de Oliveira do Bairro, conferindo especial solenidade e simbolismo à comemoração desta data.

O programa incluiu também a apresentação da nova revista cultural “Raízes”, que decorreu na cafetaria do Quartel das Artes Dr. Alípio Sol. A nova publicação reúne conteúdos dedicados às tradições e à memória do concelho, tendo a fotografia um papel de destaque enquanto forma de registo e valorização da história.

Luís Rabaça, Vereador da Cultura do Município de Oliveira do Bairro, destacou a importância deste novo projeto editorial, sublinhando que a revista “pretende dar a conhecer e valorizar as tradições, a cultura e o património do concelho, contribuindo para preservar e partilhar a identidade local”.

PUBAs comemorações culminaram com a Sessão Solene do 23.º Aniversário da Elevação de Oliveira do Bairro a Cidade, realizada no Quartel das Artes Dr. Alípio Sol, perante uma sala praticamente cheia. A cerimónia contou com vários momentos musicais e com a entrega de louvores e condecorações a personalidades, instituições e trabalhadores que se destacaram pelo seu percurso e contributo para o Município.

No âmbito dos Louvores, foram distinguidos todos os trabalhadores do Município que completam, este ano, 25 anos de serviço, bem como os trabalhadores que se aposentaram durante o presente ano, até à data.

Já no âmbito das Condecorações Municipais de Mérito, foram atribuídas Medalhas Municipais de Mérito, Grau Ouro à Sapataria Valério, Associação de Desportos Motorizados – Oiacelera, Alberto Ferreira Rodrigues, Henrique Manuel Oliveira Carriço, Carla Alexandra Martinho, Tiago Matias e João Silva e Sousa, bem como, a título póstumo, ao casal Maria Teresa Martins Grangeia e Francisco Manuel Serrenho Dias.

Para Duarte Novo, Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, este aniversário foi, sobretudo, uma oportunidade para reconhecer e homenagear todos aqueles que, diariamente, contribuem para a construção do concelho.

Um reconhecimento que ganha particular significado numa comunidade que, como sublinhou o autarca, se constrói com o contributo de todos: “Porque Oliveira do Bairro não é apenas aquilo que a Câmara Municipal faz. Oliveira do Bairro é aquilo que todos nós fazemos dela.”

As comemorações do 23.º aniversário ficaram, assim, marcadas pela valorização da identidade local, mas também pelo reconhecimento daqueles que, através do seu trabalho e dedicação, contribuem para o desenvolvimento de Oliveira do Bairro.

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O Município de Anadia vai aumentar, no ano letivo 2026/2027, o valor das Bolsas de Estudo atribuídas a estudantes do Ensino Superior, que passa a ser de 1.200 euros por bolsa. A decisão foi tomada pelo executivo municipal, em reunião realizada no passado dia 27 de agosto, no âmbito do Regulamento Geral de Ação Social do Município de Anadia (RGASMA).

À semelhança dos anos anteriores, o Município de Anadia irá atribuir 50 Bolsas de Estudo, destinadas a apoiar os estudantes e respetivas famílias na comparticipação das despesas associadas à frequência do Ensino Superior.

O período para apresentação de candidaturas decorre de 21 de setembro a 9 de outubro. Os estudantes interessados deverão apresentar a candidatura através do preenchimento do respetivo requerimento, acompanhado da documentação solicitada, podendo remetê-la por email para bolsasdeestudo.aes@cm-anadia.pt ou entregá-la presencialmente no Serviço de Ação Social do Município de Anadia. Para esclarecimento de quaisquer dúvidas, os interessados podem contactar o Serviço de Ação Social, através do telefone 231 510 484.

A “Bolsa de Estudo a Estudantes do Ensino Superior” consiste num benefício monetário elegível para estudantes que estejam matriculados ou inscritos no ensino superior para frequência de cursos, devidamente homologados, que confiram os graus académicos de técnico superior profissional, licenciatura ou mestrado, ministrados em estabelecimentos de ensino públicos ou privados, em Portugal. O benefício é uma prestação pecuniária anual, no valor de mil e duzentos euros, destinada a comparticipar os encargos com a frequência de um curso, atribuída pelo Município de Anadia a fundo perdido.

Com este apoio, o Município de Anadia reforça o seu compromisso com a igualdade de oportunidades no acesso e frequência do Ensino Superior, contribuindo para minimizar os encargos suportados pelas famílias.

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A Câmara Municipal de Águeda promove, nos dias 9 e 10 de setembro, o Encontro Municipal de Educação 2026, uma iniciativa que pretende criar um espaço de reflexão, conhecimento, partilha e inspiração sobre o presente e o futuro da Educação.

Subordinado ao mote “Do conhecimento à inovação, do cuidado ao bem-estar”, o encontro realizar-se-á no Centro de Artes de Águeda e reunirá especialistas, professores, educadores e outros profissionais ligados à área da Educação, proporcionando dois dias de debate em torno de alguns dos principais desafios e oportunidades que marcam atualmente o setor.

Com apresentação de João Paulo Sousa, o programa aborda áreas tão diversas como o neurodesenvolvimento e a aprendizagem, a construção do projeto curricular, a preparação do corpo e da mente para aprender, a inteligência artificial e a inovação pedagógica, a felicidade na escola, a Educação enquanto motor de desenvolvimento local, a dislexia e a aprendizagem ativa em contacto com a natureza.

Para a Câmara de Águeda, o Encontro Municipal de Educação constitui uma oportunidade para aprofundar conhecimento, promover a partilha de experiências e aproximar profissionais, especialistas e comunidade educativa, contribuindo para uma reflexão conjunta sobre práticas educativas mais inovadoras, inclusivas e centradas no bem-estar e no desenvolvimento integral das crianças e jovens.

 

Programa

A sessão de abertura, no dia 9 de setembro, estará a cargo de Marlene Gaio, Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Águeda, seguindo-se a intervenção do neuropediatra Nuno Lobo Antunes, diretor e coordenador das áreas de Neurodesenvolvimento e Neurologia do PIN – Progresso Infantil, que abordará a relação entre segurança, neurodesenvolvimento, aprendizagem e bem-estar.

O programa prosseguirá com Bruno Leite, educador de infância e professor assistente na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria, que falará sobre a construção do projeto curricular de grupo. A tarde será marcada pelo podcast “Reunião de Pais”, conduzido por João Paulo Sousa e Gonçalo Oliveira.

No segundo dia, 10 de setembro, a programação arrancará com uma sessão dedicada à preparação do corpo e da mente para aprender, através de treino de respiração guiada, dinamizada por Ana Maria Soromenho, mestre em Pedagogia e educadora na Escola Tom da Terra.

A relação entre inteligência artificial e inovação pedagógica estará em destaque na intervenção de Marcelo Cruz, responsável pelo Google for Education em Portugal, que apresentará ferramentas e possibilidades associadas à utilização da tecnologia no contexto educativo.

O programa inclui ainda a participação do psicólogo e psicanalista Eduardo Sá, que refletirá sobre a felicidade e o papel da escola, e de António Sampaio da Nóvoa, Reitor Honorário e Professor Catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, numa sessão dedicada à Educação como motor de desenvolvimento local.

A inclusão e a resposta à diversidade das formas de aprendizagem serão igualmente abordadas, com Rita Bonança, doutora em Educação pela Universidade Iberoamericana e autora e coordenadora do Kit de Ferramentas para a Dislexia, que falará sobre a compreensão, apoio e intervenção perante a dislexia.

O encontro terminará com uma sessão dedicada à natureza, movimento e aprendizagem ativa, novamente conduzida por Ana Maria Soromenho, seguindo-se a sessão de encerramento, a cargo da Vereadora da Educação do Município de Águeda, Marlene Gaio.

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A Praça da Juventude, em Anadia, recebe, esta sexta-feira, 4 de setembro, pelas 22h00, o concerto da banda “On Off”, no âmbito do programa “Às Sextas na Praça”.

Há quase duas décadas que os “On Off” mantêm no sangue a imagem inconfundível e estilo vincados, levando a energia do rock e da música ao vivo a milhares de pessoas. Com uma história construída concerto após concerto, a banda continua a reinventar-se sem perder a essência que a tornou uma referência na bairrada desde os primórdios colegiais no início dos anos 2000. O melhor ainda está por vir.

O “Às Sextas na Praça” é um projeto de dinamização cultural ao ar livre, que pretende preencher com música as noites de sexta-feira, na Praça da Juventude, numa organização do Município.

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O homem contemporâneo parece viver sob o império do instante. O novo seduz antes de ser compreendido, a mudança adquire prestígio pelo simples facto de romper com o que existia, as ideias sucedem-se com a rapidez das modas, usadas por algum tempo e abandonadas mal perdem o brilho da novidade. Nesta vertigem, a continuidade tornou-se suspeita, quase um sinal de atraso. Esquece-se, porém, que nenhuma obra humana floresce no vazio e que aquilo que hoje se anuncia como criação súbita repousa sobre uma lenta acumulação de experiências, erros corrigidos, intuições amadurecidas e esforços cujo nome o presente já não recorda. Uma comunidade que despreza o passado assemelha-se a um organismo decidido a amputar a própria memória. Poderá até conservar durante algum tempo a aparência de vigor, alimentando-se das reservas que recebeu, mas cedo descobrirá que cortou o caminho por onde lhe chegava a seiva. A tradição é esse curso subterrâneo que não consiste na repetição servil de gestos antigos nem na conservação supersticiosa de formas vazias, mas numa transmissão viva através da qual cada geração recebe uma experiência humana mais vasta do que a duração da sua própria existência.

O que merece ser preservado não é a superfície imóvel dos costumes, sujeita à erosão das circunstâncias, mas o núcleo de sentido que os tornou duradouros. Cada época tem o dever de interrogar a herança recebida, corrigir-lhe as deformações e adaptá-la às necessidades presentes. Nenhuma geração, todavia, cria a partir do nada. Mesmo a rebeldia fala uma língua herdada e até o gesto de rutura depende daquilo que pretende superar. A originalidade verdadeira nasce deste diálogo exigente com os mortos, cujas vozes continuam inscritas nas palavras, nas instituições e nas formas de compreender o mundo. Um dos equívocos mais persistentes do nosso tempo consiste em identificar a herança com a paralisia. Julga-se que reconhecer uma continuidade significa renunciar à invenção, porém, a experiência ensina precisamente que as criações mais audazes exigem fundamentos resistentes. Quem desconhece o solo que pisa confunde facilmente movimento com progresso. Por outras palavras, a árvore pode elevar os ramos e procurar nova luz porque as raízes a ligam à terra, mas quando essa ligação se perde, a liberdade do crescimento converte-se em fragilidade diante do primeiro vento. A rutura erigida em princípio permanente não liberta: condena cada geração a recomeçar na indigência.

Na esfera da cultura, esta verdade manifesta-se com especial clareza. Nenhuma grande obra surge como um relâmpago isolado num céu sem história. A literatura prolonga uma conversação secular entre vozes que se respondem, se contestam e se enriquecem. A filosofia avança retomando perguntas antigas sob novas condições. Também a arte, mesmo quando deseja escandalizar o seu tempo, trabalha sobre formas que aprendeu a reconhecer. O criador que ignora o passado arrisca-se a repetir com ingenuidade aquilo que imagina ter inventado. A tradição não diminui a liberdade criadora: concede-lhe profundidade, consciência e medida. A questão torna-se ainda mais grave no domínio político. Uma sociedade que trata os seus princípios fundadores como resíduos descartáveis enfraquece a própria estabilidade. As instituições, os costumes e as regras que atravessaram gerações encerram frequentemente uma sabedoria que não se deixa reduzir às intenções de quem os criou. Sobreviveram porque responderam, ainda que imperfeitamente, a necessidades permanentes da vida comum. Isto não as torna invioláveis: torna apenas imprudente a leviandade com que tantas vezes se pretende destruí-las antes de compreender a razão da sua duração. Reformar exige prudência, exige conhecer a matéria sobre a qual se age, prever consequências e distinguir o defeito acidental da função essencial.

PUBA tradição oferece às novas gerações um ponto de partida e um horizonte de orientação. Não lhes determina o destino, nem lhes encerra os caminhos, mas coloca-lhes nas mãos uma linguagem, uma memória e um conjunto de critérios mediante os quais podem reconhecer o justo, o belo e o digno. Sem este quadro, a liberdade perde direção e a criatividade reduz-se a improvisação incessante. Quem acredita libertar-se de todas as referências acaba, muitas vezes, submetido às modas mais efémeras, precisamente porque já não dispõe de uma medida interior que lhe permita julgá-las. Há algo de profundamente humano e poético nesta relação entre os tempos. Cada geração recebe um património que não produziu e que jamais lhe pertence por inteiro. Somos meros depositários temporários de bens visíveis e invisíveis: uma língua, narrativas, hábitos de convivência, obras, símbolos, princípios de justiça e formas de atenção ao mundo. A nossa tarefa consiste em cultivá-los, depurá-los e transmiti-los com maior consciência. O herdeiro digno não conserva tudo indiscriminadamente: sabe distinguir o que deve permanecer, o que precisa de ser corrigido e aquilo cuja perda empobreceria os que ainda não nasceram.

As civilizações mais duradouras foram aquelas que souberam renovar-se sem perder a memória de si. Quando a fidelidade se torna cega, a tradição degenera em rigidez. Quando a inovação despreza toda a herança, dissolve-se em volatilidade. A maturidade coletiva reside na capacidade de manter entre ambas uma tensão fecunda, permitindo que o passado ilumine o futuro sem o aprisionar. O homem nasce sempre no interior de um mundo anterior à sua vontade, recebendo uma língua antes de formular qualquer pensamento, encontrando costumes, crenças e vínculos que precedem a sua escolha. Estes elementos constituem o solo a partir do qual se torna capaz de escolher. A identidade, quando vivida com inteligência, oferece consistência à abertura e impede que ela se transforme em dispersão. Talvez seja necessário recuperar a consciência de que o futuro se constrói a partir do passado, levando adiante o que nele permanece vivo. A vitalidade de uma comunidade mede-se pela arte com que transforma a herança sem a consumir. Onde a continuidade é rompida por orgulho, instala-se uma esterilidade disfarçada de novidade. Onde é cultivada com discernimento, surgem possibilidades inesperadas. A tradição revela-se então como energia latente: sustenta a invenção, dá espessura ao presente e recorda que nenhuma árvore oferece frutos duradouros quando as suas raízes deixam de alcançar a profundidade da terra.

 

por Carlos Vinhal Silva

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A sexta edição do São Domingos Summer Fest, que decorreu no passado dia 29 de agosto, na Quinta de São Lourenço, em Anadia, superou as expectativas da organização e voltou a juntar espumante, gastronomia, música e experiências num ambiente descontraído, em plena Bairrada.

Em balanço do evento, Duarte Amorim, representante das Caves São Domingos, destaca a adesão do público, que voltou a crescer face à edição anterior. “Superou as nossas expectativas. Tivemos mais algumas centenas de pessoas do que no ano passado”, explica, apontando para uma afluência que se aproximou do milhar de participantes.

Uma das apostas desta edição passou pelo reforço e diversificação das atividades, com várias novidades que convidaram os participantes a explorar diferentes espaços da quinta ao longo do evento. Entre passeios de buggy, bicicletas de bambu, pinturas em copos e garrafas, provas de azeite e o workshop de remuagem, houve várias experiências disponíveis, contribuindo para um ambiente mais dinâmico e para uma circulação constante pelo recinto.

As Caves São Domingos fizeram também questão de envolver outros produtores da região, numa celebração que procurou dar espaço à diversidade e riqueza da produção vínica da Bairrada. O festival funcionou, assim, não só como montra da região, mas também como ponto de encontro entre diferentes produtores, parceiros e visitantes.

Ao mesmo tempo, o evento serviu de palco para dar a conhecer algumas das novas propostas das próprias Caves São Domingos. Entre as novidades estiveram os cocktails preparados a partir de produtos da marca, que se juntaram à habitual seleção de vinhos e espumantes e trouxeram uma nova dimensão à oferta do festival.

A gastronomia voltou a assumir um papel de destaque, com leitão, sushi, cozinha de fogo, ostras e outros petiscos a acompanhar as provas, enquanto a música de Bernardo Vaz marcou o ritmo da noite.

Com uma programação mais diversificada e um recinto pensado para proporcionar diferentes experiências, o São Domingos Summer Fest encerrou mais uma edição reforçando a aposta das Caves São Domingos num evento que pretende celebrar o verão e, ao mesmo tempo, dar a conhecer a Bairrada através dos seus vinhos, sabores e produtores.

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O MACC – Museu de Arte e do Colecionismo de Cantanhede apresenta a exposição “O Universo do Colecionador: coleção Joaquim Roque”, uma mostra que celebra a paixão, a memória e o património cultural através do olhar de um dos seus maiores entusiastas. A exposição estará aberta ao público e pode ser visitada até ao dia 4 de outubro.

Com esta exposição, o museu está a concretizar uma das suas missões que passa por dar palco e visibilidade às coleções particulares e aos seus protagonistas.

A apresentação da coleção Joaquim Roque constitui o primeiro exemplo da concretização deste projeto museológico, inaugurando um ciclo de exposições dedicado aos apaixonados pelo universo do colecionismo e às histórias que as suas coleções encerram.

“Celebrar o colecionismo é homenagear os colecionadores e o seu papel como guardiões do tempo e da memória, na maior parte das vezes o primeiro porto de abrigo da arte e da história. Homens e mulheres movidos por uma curiosidade infatigável, por uma paixão e respeito pela história, construtores de arquivos impensáveis que conectam o presente ao passado, gente que ao partilhar esse legado transformam generosamente coleções privadas num bem público de valor incalculável”, destacou o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, com o pelouro da Cultura, Pedro Cardoso, que presidiu à cerimónia de inauguração.

“Dar visibilidade e palco às coleções de um dos grandes colecionadores do concelho como o Joaquim Roque é começar com a prata da casa, e uma forma de reconhecimento público ao esforço enquanto colecionador. Muito agradecemos o investimento e o trabalho de resgatar valores históricos e preservar momentos, objetos e memórias que tenderiam a desaparecer com a passagem do tempo”, referiu o edil.

Construída ao longo de cerca de 60 anos, a coleção distingue-se pela sua natureza eclética e espontânea. Sem a exigência de uma organização rígida, de um tema orientador ou de uma sistematização formal, cada objeto foi reunido unicamente pelo prazer da descoberta e pelo fascínio que despertou em Joaquim Roque.

Mais do que um mero repositório de peças, a mostra reflete a personalidade, a curiosidade e a dedicação de Joaquim Roque, demonstrando que o verdadeiro espírito do colecionismo reside na relação entre o objeto, a sua história e quem o preserva.

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O Município de Anadia vai associar-se, uma vez mais, à “Semana Europeia do Desporto”, que decorre de 24 a 30 de setembro, promovendo um conjunto diversificado de atividades dirigidas à população de diferentes faixas etárias.

A iniciativa pretende incentivar a adoção de hábitos de vida saudáveis, promover a prática regular de atividade física e reforçar a importância do desporto enquanto fator de bem-estar, inclusão e qualidade de vida.

O programa arranca a 24 de setembro com o Encontro Municipal de Boccia, integrado no âmbito do Desporto de Inclusão, que decorre entre as 09h00 e as 13h00, no Pavilhão de Desportos de Anadia. A iniciativa conta com a colaboração da APPACDM de Anadia e a participação da APPACDM de Albergaria-a-Velha, CerciMira, Cerciag e da Delegação da APPACDM de Anadia de Santo Amaro, em Casal Comba (Mealhada).

No dia 25 de setembro, entre as 10h00 e as 12h00, realiza-se o projeto “A Brincar também se Aprende”, dirigido a crianças e jovens, nas Escolas Básicas da Moita e de Vila Nova de Monsarros.

Já no dia 26, sábado, as Piscinas Municipais de Anadia recebem a sessão de hidroginástica “Hidro by Night”, entre as 19h30 e as 20h30.

No domingo, 27 de setembro, é tempo de atividade ao ar livre, com a realização do percurso pedestre “Rota das Avelãs”, nas freguesias de Avelãs de Cima e Avelãs de Caminho. A partida está marcada para as 9h30, junto à Igreja Paroquial de S. Pedro, em Avelãs de Cima.

O dia 28 é dedicado à população sénior, com a sessão de ginástica geriátrica “Movimento Sénior é Vida”, entre as 10h30 e as 11h30, no Pavilhão de Desportos de Anadia.

No âmbito da promoção da saúde mental, o Parque Urbano de Anadia acolhe, no dia 29, entre as 18h00 e as 20h00, uma sessão de Chi Kung e meditação guiada, com recurso a gongos, taças de som e outros instrumentos.

A programação encerra no dia 30 de setembro, com uma iniciativa dedicada ao desporto no trabalho. Entre as 16h30 e as 17h30, os funcionários do Município de Anadia vão ser convidados a participar numa pausa ativa, com uma sessão de zumba.

A “Semana Europeia do Desporto” é uma iniciativa da Comissão Europeia, desenvolvida em Portugal pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), que tem como principal tema “#BeActive”. A campanha pretende incentivar todos os cidadãos a manterem-se ativos não apenas durante esta semana, mas ao longo de todo o ano, promovendo um estilo de vida mais saudável e ativo.

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O Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, esteve em Águeda, numa visita que incluiu três importantes pontos do concelho ligados à agricultura, ao desenvolvimento rural e à valorização dos recursos naturais: as obras de requalificação do Mercado Municipal de Águeda; a Pateira de Fermentelos, em Óis da Ribeira; e uma exploração agropecuária, em Travassô. A visita contou também com a presença dos presidentes do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

A visita do governante a Águeda começou no Mercado Municipal, cuja intervenção se encontra na fase final. A empreitada, com um investimento global de mais de oito milhões de euros, representa uma profunda transformação daquele espaço, que pretende assumir-se como um equipamento de referência no concelho, conjugando a comercialização de produtos locais e agrícolas com novos serviços e valências.

Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, salientou que “agora é hora de colocar o novo Mercado a funcionar”, sublinhando que a prioridade do Município passa, nesta fase, por garantir que o novo equipamento se afirma como uma referência para a população, para os produtores locais e para a atividade económica do concelho.

Questionado sobre o atraso verificado na conclusão da obra, Jorge Almeida explicou que esteve relacionado com problemas graves identificados no projeto inicial, que obrigaram à rescisão litigiosa do contrato com o projetista, à contratação de um novo projetista e à alteração do projeto, bem como ao lançamento de novos procedimentos de contratação.

“Tivemos aqui um grande problema com o projetista e com o projeto”, afirmou o Presidente da Câmara de Águeda, recordando que a obra teve início em 2022 e esteve cerca de dois anos parada. “Tivemos que tratar das coisas de acordo com a legislação, com a legalidade e com a regularidade dos processos”, acrescentou, frisando que o atraso deve-se precisamente ao cumprimento rigoroso de todos os procedimentos legais.

O autarca destacou e reconheceu a colaboração do atual empreiteiro ao longo deste processo, considerando que “portou-se extraordinariamente bem com a Câmara” e que foi possível, em conjunto, encontrar soluções para que a intervenção pudesse avançar.

Apesar dos constrangimentos, Jorge Almeida sublinhou que “a obra está a chegar ao fim” e que o financiamento está assegurado. O Presidente da Câmara de Águeda rejeitou, por isso, falar em “prejuízo”, apontando antes para eventuais custos adicionais associados às revisões de preços decorrentes do prolongamento do prazo da obra.

“Neste momento, estou muito mais preocupado com o pô-lo a funcionar devidamente, fazer com que ele seja a tal referência, juntando ao construído o funcionamento”, afirmou, apontando a abertura do Mercado para os próximos meses.

O novo equipamento terá, além da área dedicada ao comércio e à produção agrícola, novas valências e serviços. No primeiro piso ficará instalada a Autoridade Tributária, que será transferida das atuais instalações da Avenida Dr. Eugénio Ribeiro, constituindo uma das “lojas âncora” do novo espaço. Também as Águas da Região de Aveiro terão aqui instalações, estando ainda previstas áreas de restauração e outros que contribuirão para dinamizar o equipamento e torná-lo num espaço de visita e de fruição.

Para Jorge Almeida, o novo Mercado Municipal deverá afirmar-se como uma montra das “coisas boas” do concelho, valorizando a produção local e contribuindo para a promoção de Águeda enquanto território turístico e económico.

 

Ministro destaca importância do investimento municipal na agricultura

Na visita, José Manuel Fernandes destacou o papel das autarquias no desenvolvimento rural e na valorização da agricultura e da produção local, considerando o novo Mercado Municipal de Águeda um exemplo desse compromisso.

“É também a prova de que as autarquias são essenciais para o desenvolvimento rural, para a agricultura, para a produção”, afirmou o Ministro da Agricultura e Mar, salientando o esforço financeiro realizado pelo Município e o contributo dos fundos europeus, através do Programa Centro 2030, para a concretização do investimento.

José Manuel Fernandes sublinhou ainda a importância de criar condições para aproximar produtores e consumidores, valorizar a produção nacional e reforçar a segurança alimentar. “É uma forma de encurtarmos cadeias, de valorizarmos a nossa produção, de contribuirmos para a segurança alimentar”, afirmou, defendendo que o aproveitamento das potencialidades dos territórios contribui igualmente para a valorização da gastronomia e da economia local.

O governante felicitou o Município pela concretização do projeto e deixou uma palavra de reconhecimento ao Presidente da Câmara pela persistência demonstrada perante os constrangimentos que marcaram o processo. “Dou os parabéns por esta obra excelente”, afirmou. José Manuel Fernandes aproveitou ainda a visita para defender a necessidade de acelerar procedimentos e reduzir a burocracia, apontando a contratação pública como uma das áreas em que é necessário introduzir maior celeridade, sem comprometer a transparência e a concorrência.

“Os nossos empresários, os nossos autarcas são os heróis, porque, ainda que os obstáculos às vezes sejam enormes, nunca desistem”, afirmou o governante, defendendo a simplificação e aceleração dos processos administrativos e de contratação pública.

Após a passagem pelo Mercado Municipal, a comitiva deslocou-se à Pateira de Fermentelos, em Óis da Ribeira, onde foram abordadas matérias relacionadas com a gestão e valorização daquele importante recurso natural.

A presença do Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e do Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) permitiu igualmente acompanhar, no terreno, questões relacionadas com a conservação da natureza, os recursos hídricos e a gestão daquele ecossistema, que constitui um dos principais ativos ambientais e turísticos do concelho de Águeda.

A visita terminou numa exploração agropecuária, em Travassô, proporcionando um contacto direto com a realidade da produção agrícola e pecuária do concelho e com os desafios enfrentados pelos produtores.

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O Município de Oliveira do Bairro disponibilizou o Ecocentro Móvel, uma nova solução destinada a facilitar a entrega e a correta separação de resíduos que não são produzidos diariamente nas habitações e que, muitas vezes, acabam acumulados ou encaminhados para aterro.

Entre os resíduos que podem ser depositados no Ecocentro Móvel encontram-se lâmpadas normais e tubulares, pilhas e acumuladores portáteis, pequenos equipamentos elétricos e eletrónicos, tinteiros e toners, peças de vestuário, latas de tinta e vernizes de uso doméstico, loiças de porcelana, espelhos e vidro temperado, cápsulas de café, rolhas de cortiça, CDs, DVDs e cassetes, bem como tachos, panelas e frigideiras.

Numa primeira fase, o equipamento encontra-se instalado na Rua Conde Ferreira, no centro da cidade de Oliveira do Bairro, permitindo à população conhecer e utilizar este novo serviço.

O objetivo do Município passa, contudo, por alargar esta dinâmica móvel às diferentes freguesias do concelho, aproximando esta resposta das populações e facilitando o encaminhamento adequado dos resíduos.

A disponibilização deste equipamento pretende ainda promover práticas mais sustentáveis, incentivar a reciclagem e contribuir para a redução da quantidade de resíduos enviados para aterro.

Luís Rabaça, vereador do ambiente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, destaca que “o Município pretende reforçar a sensibilização para a importância da separação de resíduos e incentivar comportamentos ambientalmente responsáveis, contribuindo para um concelho mais sustentável”.

Esta iniciativa surge no âmbito do projeto “O.Bairro Digital – Bairro Comercial Digital de Oliveira do Bairro”, financiado pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, e integra a estratégia do Município de promoção da reciclagem e da sustentabilidade ambiental, nomeadamente através das ações “Separar para Mais Reciclar” e de recolha de resíduos. Pretende, assim, contribuir para a melhoria do desempenho ambiental e para a sustentabilidade das diversas atividades lúdicas, culturais ou de dinamização económica que ocorram no concelho.

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