Dar Voz: resposta social apoia vítimas de violência doméstica em Anadia

A iniciativa Dar Voz, da Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa, surgiu em 2019 com o objetivo de “colmatar a insuficiência de estruturas de apoio às vítimas de violência doméstica no distrito de Aveiro”.

Sob coordenação da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), esta “resposta social” aposta nos “princípios e nos pressupostos que promovem a eliminação de todas as formas de violência de género e de violência doméstica”.

“A Dar Voz visa o apoio direto às vítimas, em especial nas valências de apoio psicológico, social e jurídico”, afirma a Delegação, acrescentando que o apoio prestado é “gratuito e confidencial”, podendo ser prestado em qualquer um dos concelhos que fazem parte do protocolo, como é o caso de Anadia.

Desde 2021 a Dar Voz presta também apoio a crianças e jovens vítimas de violência doméstica.

“A Dar Voz promove ainda atividades de informação, de sensibilização e de capacitação, desde a criação de campanhas sociocomunitárias à organização de espaços públicos de discussão e formação técnica”, enfatizou a Delegação.

No concelho de Anadia, a Dar Voz concentra a sua ação nas áreas de prevenção e sensibilização, apoio e proteção às vítimas, capacitação de profissionais e serviços e articulação com as entidades locais.

PUB“Das vítimas acompanhadas pela Dar Voz, cerca de 14% são do concelho de Anadia. Este grupo inclui 3 homens e 48 mulheres”, revela a Delegação, acrescentando que estes dados refletem apenas os casos sinalizados à Dar Voz e reconhecendo a existência de casos que não chegam a ser denunciados.

“No que concerne à experiência da Dar Voz, registaram-se, desde dezembro de 2019 até 31 de março de 2024, um total de 392 pedidos de ajuda, que representou um aumento em cada ano”, destaca a Delegação da Cruz Vermelha.

A iniciativa tem enfrentado vários desafios. A burocracia a nível institucional, a dependência de financiamento externo, a dificuldade de garantir uma identificação precoce dos casos de violência doméstica e a necessidade de recursos humanos especializados são alguns dos principais obstáculos que esta resposta social tem encontrado.

“Enfrentar estes desafios requer um compromisso contínuo das partes interessadas, incluindo o governo, organizações da sociedade civil, autarquias, serviços de saúde, sociais e de justiça, para garantir que as vítimas de violência doméstica recebam o apoio e a proteção de que precisam”, destaca a Delegação.

Os objetivos de futuro passam pela continuidade e eficácia na proteção das vítimas, pelo cumprimento dos objetivos das políticas públicas, pela autonomia financeira e pela capacitação de profissionais e serviços.

“Garantir que a Dar Voz continua a desempenhar um papel fundamental na proteção e apoio às vítimas de violência doméstica e de género, promovendo uma sociedade mais igualitária e uma cultura de não violência”, concluiu a Delegação.

 

Adriana Vicente

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