Luís Cruz lança novo álbum “Ruas da Cidade” em concerto

Foi com apenas 15 anos que Luís Cruz começou a cantar e a compor, quase ao mesmo tempo em que deu os primeiros toques na guitarra. Já com 31 anos, o jovem, natural de Monsarros em Anadia, vai fazer o concerto de lançamento do seu segundo álbum, “Ruas da Cidade”, sábado, 2 de dezembro, em Águeda, no Auditório CEFAS.

Foi em Anadia que deu os seus primeiros passos e não nega as suas origens, como revelou em entrevista ao Jornal de Anadia. Foi na sua terra Natal que estudou e foi também ali que escreveu as suas primeiras canções para a escola. Do seu percurso profissional, que já conta com 16 anos, foi difícil destacar apenas um momento depois de já ter realizado espetáculos no Campo Pequeno e em Coliseu, quando o artista promissor fez as aberturas dos concertos dos Roupa Nova, em 2018.

Entre originais, com música e letra suas, soma cerca de 70. Participou em vários em programas de televisão, como os “Ídolos”, “The Voice”, “Você na TV”, “Alô Portugal”, “Caixa Mágica”, “O Preço Certo” ou “Praça da Alegria”.

Vários nomes foram destacados ao longo da conversa, como o de António Sala, que é o seu “padrinho de alma e coração” nos últimos anos na sua carreira como cantor e compositor. É também o especialista em rádio, que sabe “avaliar o potencial de novos talentos”, que está a fazer a produção executiva do novo álbum de Luís Cruz.

José Cid foi quem o “descobriu”. Com ele, atua regularmente em espetáculos e, quando nos seus próprios, também interpreta temas da autoria de Cid, que também cresceu numa terra perto de Anadia.

O primeiro álbum de Luís foi “Filho do Tempo”, lançado em 2020. No novo projeto, “Ruas da Cidade”, encontramos um “álbum que é uma declaração”, e mais que isso, reflete o percurso do artista até hoje e fala de tudo o que contempla o seu dia a dia.

“De certa forma, assume uma parte histórica daquilo que foram os últimos tempos. Tem muita reflexão e assumo um compromisso publico da minha fé, enquanto cristão. A minha mulher, Bárbara, e o António Sala foram os mentores e impulsionaram-me a fazer o álbum”, acrescenta Luís, que admite inspirar-se também na natureza e no amor. Os temas abrangem todos os aspetos da sua vida. Fala de família, de amor próprio e de Jesus.

“Ruas da Cidade”, a canção mais antiga do álbum, “Bem Querer”, “Ainda Bem”, “Eu Sei”, “Cartas são Papéis”, “De que cor e “No fim do dia” são sete faixas, de onde destaca, além do tema de abertura, o “De que Cor”, com letra de Maria de Lurdes Godinho e música de António Sala. Luís Cruz explicou ainda que este projeto foi fácil de concretizar porque tinha as pessoas certas do seu lado, além dos seus músicos, que foram “indispensáveis”.

Há dois lados de artista neste jovem promissor. Além do jeito para a música, seja para cantar, compor ou tocar instrumentos, é também marceneiro. “Sempre gostei da natureza e de mexer na madeira. Há cerca de dois anos, comecei o meu projeto, Madeira de Cedro, e tenho feito alguns trabalhos também”, remata.

Mas é a madeira dos palcos que Luís Cruz mais gosta de pisar, e é na música e nos espetáculos ao vivo que encara o próximo futuro. Com a sua guitarra e os músicos da sua banda (um teclista, um baterista, um baixista e uma backingvocal) o intérprete tanto aprecia cantar para milhares de pessoas como em ambientes mais intimistas, porque o que mais conta é “despertar emoções”. “Ruas da Cidade”, de Luís Cruz, vai ser disponibilizado nas plataformas digitais, incluindo o YouTube.

 

Filipa Pereira

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