“Mais de uma década de constrangimentos na saúde” lembrados a Ministro

As obras de requalificação do Centro de Saúde de Anadia foram inauguradas ontem, dia 25, pelo Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, na presença de diversas entidades na área da saúde e autarcas locais. Mais conforto e mais qualidade são as palavras-chave deste que foi um investimento de quase um milhão e duzentos mil euros.

“Há mais de uma década que Anadia sofre constrangimentos no que toca à saúde”, começou por dizer Teresa Cardoso, presidente da autarquia anadiense, lembrando o encerramento do serviço de urgência no concelho em 2008 e a devolução do Hospital José Luciano de Castro, em 2016, à Santa Casa da Misericórdia de Anadia para gestão.

A edil referiu que, no seu entender, Anadia teria possibilidade de voltar a ter um serviço de urgência, descongestionando assim as respostas dos grandes hospitais da região. Lembrou, ainda, o encerramento de algumas unidades locais de proximidade, com a reforma na saúde em 2011 e o investimento que tem sido feito pelo Município quando não é essa a sua obrigação.

“Preparámos outros projetos e estamos prontos para dentro em breve iniciarmos uma intervenção similar na extensão de saúde de Sangalhos. Escusado será dizer que contamos que este investimento seja igualmente incluído nos investimentos na área da Saúde, já no próximo aviso de concurso ainda no âmbito do PRR. E estamos de igual forma determinados em avançar com a requalificação da unidade funcional de São Lourenço do Bairro”, acrescentou, dando ainda nota da implementação no concelho do balcão móvel do SNS.

“O Município em feito mais pela saúde no concelho do que lhe é exigido. Assumimos a descentralização de competências na saúde mas entendemos ser pouco. Gostaríamos de fazer mais”, lançando o repto ao Ministro.

Manuel Pizarro lembrou que todos estes investimentos (em criação e requalificação de centros de saúde) é resultado do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), sendo que os centros de saúde dão a maior parte das respostas de saúde que as pessoas precisam.

“Os cuidados de saúde primários e a descentralização das competências são fatores que ajudam a que tudo corra melhor. Com Municípios como o de Anadia, a fazerem bem o seu trabalho, a juntar ao empenho do Governo, é mais fácil. Nos últimos anos houve um aumento de investimento no SNS e prestamos hoje muito mais cuidados do que prestávamos. Em Portugal as pessoas recorrem muito mais aos serviços de urgência, o que não está errado, nós é que temos que capacitar os restantes serviços de saúde para as pessoas não precisarem de ir a um serviço de urgência”, disse.

A visita do membro do Governo permitiu ainda uma visita às instalações e ao descerrar de duas placas comemorativas.

 

 

O edifício foi alvo de uma intervenção profunda, num investimento superior a um milhão e 200 mil euros. Pretendeu-se sanar algumas patologias de construção, por forma a melhorar, substancialmente, as condições de funcionamento e de conforto deste equipamento de saúde, dotando-o de meios modernos e funcionais, permitindo um acesso aos cuidados primários de saúde com maior qualidade e adaptado às novas exigências.

Por outro lado, a reestruturação teve ainda como intuito a criação de condições físicas para a implementação de uma USF – Unidade de Saúde Familiar, bem como de um gabinete dedicado à saúde oral e outro de fisioterapia, dotados dos equipamentos necessários ao seu bom funcionamento.

Para além da reorganização e adaptação de alguns espaços, foi também feita a remodelação da instalação da rede elétrica e de abastecimento água, bem como a substituição de todos os equipamentos de climatização e ventilação. No que respeita às águas quentes, foi concebido um sistema solar de aquecimento, com apoio de uma caldeira mural. Foi instalado um parque fotovoltaico, com 42 painéis solares, e criadas as infraestruturas para instalação de seis postos de carregamento de veículos elétricos (4 públicos e 2 privados), com alimentação de energia elétrica fazendo também o aproveitamento da energia proveniente do parque fotovoltaico, diminuindo assim o impacto ambiental.

As zonas exteriores também foram alvo de intervenção, nomeadamente a reabilitação de pavimentos degradados, relativos a zonas de circulação automóvel e de circulação pedonal, a construção de novos passeios, reabilitação dos muros de vedação e suporte de terras e instalação de nova sinalização horizontal e vertical para as vias de circulação automóvel.

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