Município de Cantanhede e famílias do Bairro Vicentino assinaram contratos de comodato

Onze das 20 famílias que vão usufruir das habitações do Bairro Vicentino, alvo de uma profunda requalificação, assinaram no dia 31 de outubro, os respetivos contratos de comodato, numa sessão que contou com a presença da presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, e da vereadora da Ação Social, Célia Simões.

O Município avançou com esta intervenção em habitações sociais no âmbito do Programa Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) de Cantanhede, num investimento superior a 1,4 milhões de euros. A presidente do Município salientou a “dimensão social” desta intervenção, congratulando-se com o facto de ser possível “oferecer condições condignas de habitabilidade a 52 moradores”.

“Esta é uma área que consideramos crucial e que tem impacto direto na qualidade de vida das pessoas. Desse ponto de vista, não encontro melhor aposta do que esta, estando certa de que vamos contribuir para a melhoria das condições de vida destas 20 famílias”, considerou.

A entrega das chaves às famílias, que transitam das antigas habitações, decorre em duas fases, estando neste momento o processo a ser finalizado com 11 agregados familiares, num total de 21 pessoas. De acordo com o caderno de encargo da empreitada, para além da intervenção realizada nos 20 fogos existentes (11 T2, sete T3 e dois T4), todos ao nível do rés-do-chão, avançou-se com a reabilitação urbana das ruas confinantes ao bairro, nomeadamente a Rua da Alegria (poente), Rua Dr. Silva Pereira (nascente), Rua dos Malmequeres (sul) e a travessa da Rua Silva Pereira (norte).

O Bairro Vicentino, recorde-se, estava sob gestão da Sociedade de S. Vicente de Paulo de Cantanhede, instituição que, ao longo de décadas, tem ajudado pessoas e famílias carenciadas, providenciando alojamento entre outros apoios.

Para a concretização deste objetivo foi assinado um contrato de cedência de direito de superfície, entre a Câmara Municipal e a Diocese de Coimbra, visando autorizar a autarquia a reabilitar as 20 habitações, assim como a zona envolvente, mantendo a sua gestão durante um prazo mínimo de 20 anos.

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