Violência no namoro combate-se com valores, disse-se no Luso

A Mesa redonda “Violência no namoro”, que se realizou no Luso, colocou a descoberto algumas das maiores fragilidades da sociedade atual: a falta de tolerância e empatia para com o outro, a ausência de uma verdadeira educação para a igualdade de género, bem como a necessidade de se fazer um corte na violência geracional e transgeracional. Urge que a sociedade seja uníssona na afirmação de que a violência não é aceitável e procuram-se várias formas de passar esta mensagem a jovens e não só. Um dos meios para o fazer é através do programa “Namorar com fair play”, do Instituto Português da Juventude e Desporto (IPDJ).

A violência está presente no namoro, seja ela física, psicológica ou sexual e uma das causas é o facto das pessoas olharem, cada vez mais, só para si, sendo intoleráveis com o outro e vendo-o como objeto para satisfação dos seus objetivos. O combate a este estado de coisas deve começar por quem educa, pela transmissão de valores de igualdade bem como pelo estabelecimento de relações de vínculo e afeto saudáveis. Estas foram algumas das ideias partilhadas pelos oradores convidados para a mesa redonda que encerrou o programa alusivo ao Dia dos Namorados e que se realizou, no sábado, no Posto de Turismo Luso – Bussaco.

Pedro Pala de Sá, psicólogo, Vera Carnapete, psicóloga da Associação para o Planeamento da Família e o Cabo-Mor Marques, da Seção de Prevenção Criminal e Policiamento da GNR de Anadia, falaram sobre as dificuldades dos jovens, da diferença entre violência e agressividade, da diferença, ainda muito vincada, entre sexos na educação para a igualdade, no perigo das relações virtuais.

Isabel Henriques, do IPDJ, apresentou o “Namorar com Fair Play”, um programa dirigido a entidades privadas sem fins lucrativos e a jovens entre os 14 e os 30 anos, que visa prevenir a vitimização de jovens e a violência com base nas desigualdades de género; combater a violência no namoro; eliminar estereótipos de género promovendo uma cultura de não-violência e promover igualdade de género como parte integrante dos Direitos Humanos.

Hugo Silva, vereador da Juventude, abriu a mesa redonda, deixando um desafio aos jovens e associações juvenis. “Gostaria que as associações do nosso concelho tivessem a capacidade de abraçar este desafio de voluntariado e que os jovens se possam comprometer com esta temática, disseminando de cultura de tolerância e de partilha na construção das suas relações, de forma a que estas sejam saudáveis”, afirmou o autarca.

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