APPACDM de Anadia leva 22 jovens/adultos aos grandes Festivais de Verão

O projeto “Os festivaleiros”, cofinanciado pelo IDiPD – Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência, I. P., deu a conhecer aos jovens e adultos com Perturbação do Desenvolvimento Intelectual (PDI) uma realidade completamente desconhecida: a dos grandes Festivais de Verão.

Nos dias 20 de junho, 17 e 25 de julho, os adultos com PDI, acompanhados por elementos da equipa da APPACDM de Anadia, rumaram às grandes cidades de Lisboa, Porto/Matosinhos e Cascais para assistir aos concertos de alguns dos festivais mais consolidados e emblemáticos do nosso país: o MEO Marés, o Rock in Rio e o Ageas Cool Jazz. Esta experiência envolveu ainda a utilização de transportes públicos nas viagens de longo curso e na deslocação dentro das cidades e a pernoita num hotel. Experiências únicas que ficarão na memória de todos. Partilhas como “isto é 100%”, “estou a adorar”, “para o ano, quero vir outra vez!” e “não foi bom. Foi muito bom!”, são indicativas de que o balanço é muito positivo e que este projeto foi muito bem-sucedido indo ao encontro das expectativas e interesses dos participantes.

Esta experiência permitiu contactar com vários exemplos de boas práticas ao nível da inclusão e acessibilidade: prioridade nas filas e entradas exclusivas, serviços gratuitos de mobilidade, salas de pausa e kits sensoriais, informações disponíveis em vários formatos, gratuitidade de bilhetes para acompanhantes e isenção de taxas turísticas para pessoas com incapacidade igual ou superior a 60% e acompanhantes, Serviço Integrado de Mobilidade (SIM) da CP, etc. No entanto, também nos deparámos com alguns obstáculos como a utilização de máquinas para a compra de bilhetes de metro, obrigatoriedade de utilização do cartão multibanco em alguns festivais, ausência de sinalética que facilitaria a orientação espacial, plataformas inacessíveis, WC adaptados sem condições adequadas, etc.

Pode, efetivamente, afirmar-se que o projeto atingiu os seus objetivos promovendo a participação e a acessibilidade em atividades artísticas, lúdicas e culturais e, ainda, a igualdade no acesso à cultura com vista à inclusão de todas as pessoas em todos os espaços, serviços e ofertas da comunidade.

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