R66 aposta na electroestimulação para potenciar resultados em menos tempo

O estúdio R66, em Anadia, já assinalou mais de um ano no atual espaço com uma novidade que está a despertar curiosidade: o treino com electroestimulação, uma tecnologia que promete aumentar a eficiência do exercício físico, otimizar o tempo e reforçar a segurança articular.

À primeira vista, parece apenas um fato desportivo. Na prática, trata-se de um equipamento composto por elétrodos secos, distribuídos pelos principais grupos musculares — ombros, peito, costas, abdominais, lombares, glúteos e pernas — que permite ativar cerca de 90% da massa muscular durante o treino: “É como treinar com uma roupa que aumenta a eficiência do exercício”, resume João Rosas (sócio-gerente e diretor técnico do R66).

A tecnologia, desenvolvida por uma marca alemã de equipamentos médicos e integrada em Portugal através da TechBody — rede da qual o estúdio de Anadia faz parte como o único representante na zona Centro — funciona de forma personalizada.

Cada aluno realiza uma avaliação inicial, onde são identificadas eventuais limitações ou condições de saúde, e o fato fica registado individualmente no seu perfil. Existem 16 a 17 tamanhos diferentes e cada equipamento é calibrado de acordo com a tolerância e os objetivos do utilizador.

“Podemos ajustar a intensidade consoante a pessoa e o objetivo. Se alguém quiser trabalhar mais pernas e glúteos, por exemplo, reforçamos esses grupos musculares. Se for uma mãe recente, desligamos a zona peitoral. É tudo adaptado”, explica.

Durante o treino, o utilizador sente um formigueiro progressivo, semelhante ao estímulo utilizado em fisioterapia, mas de forma generalizada e controlada. O objetivo é potenciar a contração muscular sem necessidade de cargas elevadas. “Para atingir determinados níveis de ativação num treino convencional, seria preciso trabalhar com pesos muito altos. Com o fato, conseguimos resultados semelhantes com menos carga e maior segurança”, acrescenta.

As sessões têm a duração de cerca de 25 minutos, após um breve aquecimento, o que torna este modelo particularmente apelativo para quem dispõe de pouco tempo. “Não vendemos milagres. A lógica é potenciar o treino em menos tempo”, sublinha o responsável. No final, há ainda uma fase de relaxamento, com estímulos mais superficiais, que proporcionam uma sensação semelhante a uma massagem de recuperação.

 

Um conceito que nasceu do treino personalizado

O R66 não nasceu com a electroestimulação. O projeto começou há quase dez anos, na Mealhada, num espaço pequeno e dedicado exclusivamente ao treino personalizado.

“Era como uma garagem onde dávamos treinos a cinco ou seis alunos”, recorda João.

Com o crescimento da procura, o conceito evoluiu para incluir aulas de grupo, mantendo sempre o treino personalizado como base do negócio. Atualmente, o R66 conta com dois estúdios — Mealhada e Anadia — e mais de 200 atletas no total, sendo que o espaço de Anadia tem uma dimensão mais reduzida e aposta numa lógica de acompanhamento próximo e personalizado.

Em Anadia, o estúdio abriu inicialmente no centro da cidade, num espaço mais pequeno, há cerca de dois anos. No atual local, onde funciona há um ano, conseguiu alargar a oferta: treino personalizado convencional, treino personalizado com electroestimulação e aulas de grupo como pilates, treino funcional, resistência muscular e, brevemente, jump.

Além do formato individual, o estúdio disponibiliza treino em duo ou em pequenos grupos privados, adaptados aos objetivos e necessidades de cada participante. O acompanhamento integra ainda consultas de nutrição.

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