A atleta Sandra Semedo vai fazer parte da Seleção Nacional que, entre os dias 19 e 26 de julho, representará Portugal na Taça Internacional de Tricicleta, que vai decorrer na Dinamarca. A triciclista de Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) está, assim, de regresso a uma competição – anteriormente também realizada sob a designação de Campeonato do Mundo – em que já participou por três vezes e na qual conquistou até ao momento oito medalhas (seis de ouro e duas de prata).
Será mais uma oportunidade para Sandra Semedo confirmar a inscrição do seu nome entre os maiores da modalidade a nível mundial, graças a um palmarés onde constam, além dos triunfos alcançados em solo dinamarquês, outras sete medalhas em grandes provas internacionais: quatro nos Jogos Mundiais da Paralisia Cerebral e três nos Jogos Mundiais da IWAS. A atleta, de 35 anos e residente em Anadia, conta ainda com 34 medalhas em campeonatos nacionais, sendo a atual campeã dos 100, 400 e 800 metros da classe RR2 e detentora de sete recordes nas classes RR2 e RR3.
Na Dinamarca, a triciclista da APCC será orientada por Ana Nunes, treinadora da instituição – que a acompanha desde que se iniciou na modalidade, em 2012 – e também atual selecionadora nacional de tricicleta, qualidade em que convocou outros quatro atletas para esta prova. Antes da partida para o norte da Europa, as duas integrarão ainda o estágio de preparação, que terá lugar no dia 13 de julho, no Centro de Estágios de Luso.


A Taça Internacional de Tricicleta 2023 será realizada no município de Frederiksberg, sob a égide da World Abilitysport, entidade cujas organizações fundadoras estiveram na origem do movimento paralímpico. Corresponde à vertente competitiva do Frame Running Development Camp, que juntará atletas, treinadores e acompanhantes para uma semana de corridas, treinos conjuntos, formação de técnicos e atividades sociais.
A tricicleta é uma disciplina do atletismo adaptado em que os atletas correm com os pés, sentados num equipamento com três rodas e três apoios. É dirigida a pessoas com paralisia cerebral e deficiências motoras que afetem o movimento ou o equilíbrio, que se desloquem em cadeira de rodas ou que não tenham uma corrida funcional a pé.

