“Fui pai e ninguém me avisou” apresentado em Anadia com casa cheia

O livro “Fui pai e ninguém me avisou”, de João Ferreira, foi apresentado no passado dia 25 de abril, numa sessão que decorreu no Museu do Vinho Bairrada e que contou com casa cheia.

A apresentação teve como convidada Francisca Verdade, que explicou ter aceitado o convite por, além de ser mãe, partilhar nas redes sociais o quotidiano e os desafios da maternidade, criando uma ligação natural com os temas abordados na obra.

Durante a sessão, João Ferreira revelou que o livro nasceu da decisão de tornar público o seu processo de paternidade. “Dividi o livro por temas e, apesar de todas as histórias terem uma base real, não são todas exatamente iguais ao que aconteceu. Acredito que façam a leitura deste livro com um sorriso”, afirmou.

O autor destacou ainda a componente emocional da obra, que aborda não só as vivências da maternidade, mas também a perspetiva do pai: “Este é um livro que aborda todas as emoções que a mulher sente em todos os momentos da maternidade, mas também as emoções do pai, que muitas vezes se sente em segundo plano”, referiu.

A escrita da obra ficou também marcada por um momento pessoal difícil, com a morte do pai do autor, ocorrida cerca de um ano antes. João Ferreira sublinhou que esse acontecimento lhe deu ainda mais motivação para concluir o livro, que acaba por ser também uma homenagem: “Foi através do esforço do meu pai e da minha mãe que eu e as minhas irmãs conseguimos tudo até hoje”, recordou.

Entre os testemunhos partilhados, Luís Rodrigues, amigo, destacou o percurso do autor, referindo que acompanhou todo o processo de escrita: “Identifiquei-me com muitas coisas que li. O João é um grande pai, um grande marido, profissional, escritor, desportista e amigo, e tem todo o mérito por ter conseguido completar este projeto”, afirmou.

João Ferreira falou ainda sobre a sua experiência pessoal enquanto pai, destacando a relação com o filho: “Ser pai do Afonso é uma experiência diferente de tudo o que conhecia. E sinceramente nunca esperei que ser pai fosse tão bom”, partilhou.

Durante a apresentação, foram também abordados outros temas ligados à parentalidade, como a sexualidade antes e depois do parto, num momento de conversa aberta com o público.

A obra é dedicada ao pai do autor, assumindo-se como um testemunho pessoal e emocional sobre os desafios e descobertas da paternidade.

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