A Comissão Política de Secção do PSD Anadia manifestou a sua oposição ao pedido de prospeção e pesquisa de depósitos minerais na zona do “Barro do Moleiro”, no concelho de Anadia, considerando que o projeto é lesivo para o território e incompatível com o modelo de desenvolvimento local.
Em comunicado, a estrutura social-democrata sustenta a sua posição com base em argumentos técnicos, destacando desde logo a incompatibilidade da iniciativa com o Plano Diretor Municipal (PDM), que classifica a área maioritariamente como solo agrícola e florestal, não prevendo a instalação de atividades extrativas.
O PSD alerta ainda para a sensibilidade ambiental da zona em causa, referindo que a área abrange territórios integrados na Reserva Agrícola Nacional (RAN), na Reserva Ecológica Nacional (REN) e na estrutura ecológica municipal. Na perspetiva do partido, a eventual concretização do projeto poderá comprometer a integridade dos solos, dos ecossistemas e da paisagem.
Do ponto de vista ambiental e da saúde pública, os social-democratas apontam também riscos associados à contaminação de recursos hídricos, incluindo aquíferos que abastecem uma parte significativa da população do concelho, bem como impactos na atividade agrícola, nomeadamente ao nível do regadio e da produtividade das culturas.


A estrutura liderada por Pedro Esteves recorda que o concelho já é afetado por explorações existentes, designadamente nas freguesias de Sangalhos e Avelãs de Cima, cujos impactos, afirma, são “profundos e bem conhecidos”.
Perante este enquadramento, o PSD Anadia considera que o projeto não reúne condições para avançar e reafirma a sua solidariedade com o Município, juntas de freguesia e populações potencialmente afetadas. O partido assume ainda o compromisso de intervir junto do Governo e da Assembleia da República no sentido de travar o processo.
Citado no comunicado, Pedro Esteves defende que “não podem ser aceites decisões que coloquem em causa o território, os recursos e a qualidade de vida das populações”, sublinhando que o concelho deve continuar a apostar num modelo assente na agricultura, no ambiente e na valorização do território.

