O projeto da nova linha de muito alta tensão (400 kV) entre Abrantes e a zona de Anadia está em fase de consulta pública, prevendo a instalação de uma infraestrutura estruturante para a Rede Nacional de Transporte de eletricidade, com impacto direto no território anadiense. A intervenção integra um conjunto mais alargado de reforços da rede elétrica nacional, destinados a responder ao crescimento da produção de energia renovável, em particular de origem solar.
No concelho de Anadia, o traçado proposto atravessa zonas das freguesias de Moita e Vila Nova de Monsarros, inserindo-se num corredor que foi definido após análise de várias alternativas, tendo em conta condicionantes ambientais, urbanísticas e técnicas. O projeto procura minimizar a proximidade a aglomerados populacionais e áreas sensíveis, embora implique inevitavelmente alterações na paisagem e na ocupação do solo.
A nova ligação elétrica faz parte de um plano que inclui duas linhas principais — Abrantes–Bodiosa e Abrantes–Paraimo — e a adaptação de infraestruturas existentes, num total de cerca de 150 quilómetros de extensão e centenas de apoios metálicos de grande dimensão. Esta infraestrutura permitirá aumentar significativamente a capacidade de transporte de energia, viabilizando a integração de mais de 1,5 GVA de nova potência na rede, sobretudo proveniente de centrais solares em expansão no interior do país.


Apesar disso, os promotores do projeto referem que o traçado foi otimizado para reduzir os impactos mais significativos, evitando áreas classificadas, zonas urbanas densas e outros pontos críticos. Estão também previstas medidas de minimização e compensação ambiental, bem como o acompanhamento técnico das fases mais sensíveis da obra.
O processo encontra-se atualmente em consulta pública na plataforma participa.pt, permitindo a cidadãos, autarquias e entidades apresentar contributos, sugestões ou preocupações relativamente a um projeto que terá impacto direto no concelho de Anadia e na região envolvente. A participação pública será determinante para a avaliação final e eventual viabilização desta infraestrutura estratégica.

