A Biblioteca Municipal de Anadia acolheu, na tarde de sábado, 9 de maio, o lançamento do livro “Correntes Invisíveis da Consciência”, da autoria de Paulo Rodrigues, numa sessão marcada pela reflexão, emoção e partilha em torno da poesia e da inquietação humana.
A apresentação contou com a presença de familiares, amigos e convidados do autor, bem como de intervenientes que ajudaram a revelar diferentes dimensões da obra. Na abertura da sessão, a diretora da Biblioteca Municipal de Anadia, Sílvia Fernandes, agradeceu a Paulo Rodrigues por ter escolhido aquele espaço para apresentar a sua primeira obra poética. A responsável destacou ainda a importância de a biblioteca continuar a acolher iniciativas culturais ligadas à literatura e à criação artística, valorizando o talento local e incentivando a aproximação da comunidade ao livro e à poesia.
Ao longo da apresentação, os convidados foram desvendando o universo introspetivo presente nos 32 poemas que compõem a obra. Alexandra Rosa, colega de trabalho do autor, recordou que acompanhou o projeto desde os primeiros poemas e revelou ter sido uma das pessoas a incentivar Paulo Rodrigues a divulgar os seus textos. Segundo explicou, o livro divide-se em três grandes momentos — “a prisão da consciência”, “o amor e dependência” e “o mundo exterior” — abordando temas como a dúvida, o excesso de pensamento, a solidão interior e o peso da consciência.
Também Fernando Santos deixou palavras de reconhecimento ao percurso do autor, descrevendo-o como “um verdadeiro lutador nato” e alguém movido pela vontade constante de evoluir e construir um mundo melhor. Para Fernando Santos, o título da obra convida inevitavelmente à reflexão sobre “pensamentos, emoções, decisões e inquietações” que moldam cada indivíduo.


Num momento marcante da sessão, Paulo Rodrigues pediu ao público que fechasse os olhos antes de declamar o poema “Mar de Dúvidas”, criando um ambiente de silêncio e introspeção. O autor partilhou ainda alguns dos seus primeiros textos escritos, incluindo um poema publicado na juventude sob pseudónimo, e apresentou um poema dedicado a Lisboa, numa vertente distinta daquela explorada neste livro.
No encerramento, o escritor agradeceu a presença de todos e confessou que, embora a obra não seja autobiográfica, representa uma parte importante de si próprio: “Não conta a minha vida, mas conta aquilo que me atravessa: correntes, tensões, inquietações, perceções, sombras e claridade também”, afirmou.
“Correntes Invisíveis da Consciência” apresenta-se como um mergulho poético nas inquietações da mente humana, explorando a dúvida, a consciência e a busca constante de sentido, numa escrita marcada pela influência de autores como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Jean-Paul Sartre.

