ANCEVE debate hoje o futuro do vinho português com participação da Bairrada

A Associação Nacional dos Comerciantes e Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas (ANCEVE) promove hoje, 16 de dezembro, a conferência “O sector do vinho português está preparado para enfrentar os desafios do futuro?”, que decorre a partir das 14h30, na Aula Magna da Universidade Portucalense, no Porto.

A iniciativa, que assinala igualmente o 50.º aniversário da ANCEVE, reúne responsáveis institucionais, produtores, especialistas e decisores para refletir sobre os principais desafios que se colocam atualmente à fileira vitivinícola nacional, num contexto marcado por profundas alterações nos hábitos de consumo, instabilidade internacional, exigências regulatórias acrescidas e impactos crescentes das alterações climáticas.

Entre os participantes da mesa-redonda destaca-se a presença de Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, que levará ao debate a perspetiva de uma das regiões vitivinícolas históricas do país, num momento particularmente exigente para os produtores e entidades certificadoras. O papel do enoturismo como alavanca de valorização das marcas e de dinamização das vendas será um dos temas em análise, numa altura em que este segmento já representa uma fatia significativa da comercialização de vinho em Portugal.

A mesa-redonda conta ainda com intervenções do inspetor-geral da ASAE, coronel Luís Filipe Cardoso Lourenço; do presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), Francisco Toscano Rico; da especialista em alterações climáticas Helena Freitas, professora catedrática da Universidade de Coimbra; do presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, Luís Sequeira; do produtor José Luís Santos Lima Oliveira da Silva, do Grupo Casa Santos Lima; e de Bebiana Monteiro, especialista em enoturismo. A moderação estará a cargo do jornalista António Freitas de Sousa, do Jornal Económico.

Em cima da mesa estarão questões como a quebra e transformação dos padrões de consumo, a remuneração dos viticultores, as dificuldades de produção associadas às alterações climáticas, a fiscalização do setor, o futuro do programa VITIS e o enquadramento político necessário para garantir a sustentabilidade da atividade vitivinícola.

A conferência inclui ainda uma intervenção de fundo sobre geopolítica, a cargo do embaixador António Martins da Cruz, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, encerrando um encontro que a organização pretende que seja um espaço de reflexão e contributo para soluções num período considerado decisivo para o futuro do vinho português.

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