Uma equipa da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, na Mealhada, vai disputar a final nacional da 12.ª edição do Apps for Good com uma aplicação destinada a reforçar a prevenção e a resposta em situações de emergência.
Denominada S.O.S. – Safety on Sight, a solução permite alertar contactos e entidades, partilhar a localização do utilizador em tempo real e consultar medidas de proteção. O projeto procura combinar a prevenção com uma resposta rápida perante situações de perigo.
A aplicação está associada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 das Nações Unidas — Paz, Justiça e Instituições Eficazes — e será apresentada na final nacional do programa, marcada para esta sexta-feira, 18 de setembro, a partir das 10h00, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.
A equipa da Escola Profissional Vasconcellos Lebre conquistou um lugar na final depois de se destacar no Encontro Regional Norte do Apps for Good, que reuniu 64 projetos desenvolvidos por cerca de 200 alunos, provenientes de 30 escolas de 19 municípios.
Cinco projetos do distrito de Aveiro na final
Além da escola da Mealhada, estarão representados na competição nacional outros quatro estabelecimentos de ensino do distrito de Aveiro.
A Escola Profissional de Aveiro apresenta o DoctSupport, uma aplicação que integra um robô inteligente de triagem hospitalar. A solução mede automaticamente sinais vitais e utiliza inteligência artificial para ajudar a reduzir os tempos de espera, apoiar as equipas médicas e melhorar a priorização clínica.
A Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, no concelho de Ílhavo, concorre com a Black Glove, uma aplicação associada a uma luva inteligente capaz de traduzir língua gestual e Braille em tempo real. O projeto pretende promover a autonomia comunicacional de pessoas surdas, cegas e surdocegas.


A Escola Secundária de Albergaria-a-Velha apresenta a Logiox, uma aplicação de estimulação cognitiva com minijogos de memória, lógica e reflexos. A solução destina-se a jovens, adultos e idosos, incluindo pessoas que vivem em lares, permitindo acompanhar o desempenho dos utilizadores em diferentes dispositivos.
Final reúne 30 soluções tecnológicas
A final nacional da 12.ª edição do Apps for Good reunirá 30 projetos desenvolvidos por alunos do ensino básico e secundário e, pela primeira vez, do ensino superior.
As soluções foram concebidas para responder a problemas identificados pelos próprios jovens nas respetivas comunidades e encontram-se relacionadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Entre as áreas representadas estão a saúde e o bem-estar, a educação, a redução das desigualdades, a sustentabilidade, a ação climática e a proteção das pessoas e das comunidades.
“Quando um jovem deixa de ser apenas consumidor e passa a criador de tecnologia, transforma-se a sua perceção sobre aquilo que é possível”, afirma João Baracho, diretor-executivo do CDI Portugal.
O responsável acrescenta que os alunos partem de problemas existentes nas suas comunidades e percebem que têm capacidade para construir respostas com impacto, desenvolvendo competências tecnológicas, criatividade, pensamento crítico, comunicação, trabalho em equipa e uma maior consciência do seu papel na sociedade.
Promovido pelo CDI Portugal, o Apps for Good envolveu, ao longo dos últimos 12 anos, mais de 35 mil alunos, 1.800 professores e 800 escolas, dando origem a milhares de soluções tecnológicas.
O momento institucional da final está marcado para as 17h30 e contará com a presença de João Baracho, diretor-executivo do CDI Portugal; James Garnett, presidente do Conselho de Administração do Apps for Good UK; e Erin Chemery, Senior Project Officer da UNESCO ligada à Teacher Task Force.
A sessão será encerrada por Alexandre Homem-Cristo, secretário de Estado Adjunto e

