A criação de um nó de acesso à A1 entre Anadia e Oliveira do Bairro volta a estar no centro da agenda política nacional, com o tema a subir a plenário da Assembleia da República esta quinta-feira, 30 de abril.
A discussão surge no seguimento de um diploma apresentado pelo Partido Social Democrata (PSD), que visa reforçar a pressão sobre o Governo para concretizar uma infraestrutura há muito reivindicada pelas populações e autarquias da região da Bairrada.
A ligação direta à autoestrada A1 — que conecta Lisboa ao Porto — é considerada pelos responsáveis locais como um investimento estratégico, essencial para impulsionar o desenvolvimento económico e melhorar a mobilidade. Atualmente, os acessos mais próximos situam-se em Oiã e na Mealhada, distando cerca de 23,6 quilómetros entre si, uma das maiores distâncias entre nós consecutivos na A1.
A reivindicação não é nova. Ao longo dos últimos anos, os municípios de Anadia e Oliveira do Bairro têm promovido várias diligências junto de diferentes forças políticas, defendendo os benefícios da obra ao nível da competitividade empresarial, da atração de investimento e da qualidade de vida das populações. Também o presidente da Câmara de Oliveira do Bairro, Duarte Novo, tem insistido publicamente na necessidade de melhorar as acessibilidades às zonas industriais, apontando o novo nó como prioridade.


Do lado do Governo, o secretário de Estado das Infraestruturas e Habitação indicou que a construção do nó está contemplada no processo de renegociação da concessão da A1 com a Brisa, o que poderá abrir caminho à sua concretização.
A discussão parlamentar desta semana representa, assim, mais um passo num processo longo, marcado por sucessivas reivindicações políticas e institucionais. Para os defensores do projeto, trata-se de uma “obra de interesse público” que poderá reduzir tempos de deslocação, custos logísticos e emissões de CO₂, contribuindo simultaneamente para o fortalecimento da economia local e regional.
O desfecho do debate poderá indicar o grau de prioridade que o Governo está disposto a atribuir a uma infraestrutura que continua a ser vista, na região, como determinante para o seu futuro desenvolvimento.

