Parlamento debate hoje nó de acesso à A1 entre Anadia e Oliveira do Bairro

A criação de um nó de acesso à A1 entre Anadia e Oliveira do Bairro volta a estar no centro da agenda política nacional, com o tema a subir a plenário da Assembleia da República esta quinta-feira, 30 de abril.

A discussão surge no seguimento de um diploma apresentado pelo Partido Social Democrata (PSD), que visa reforçar a pressão sobre o Governo para concretizar uma infraestrutura há muito reivindicada pelas populações e autarquias da região da Bairrada.

A ligação direta à autoestrada A1 — que conecta Lisboa ao Porto — é considerada pelos responsáveis locais como um investimento estratégico, essencial para impulsionar o desenvolvimento económico e melhorar a mobilidade. Atualmente, os acessos mais próximos situam-se em Oiã e na Mealhada, distando cerca de 23,6 quilómetros entre si, uma das maiores distâncias entre nós consecutivos na A1.

A reivindicação não é nova. Ao longo dos últimos anos, os municípios de Anadia e Oliveira do Bairro têm promovido várias diligências junto de diferentes forças políticas, defendendo os benefícios da obra ao nível da competitividade empresarial, da atração de investimento e da qualidade de vida das populações. Também o presidente da Câmara de Oliveira do Bairro, Duarte Novo, tem insistido publicamente na necessidade de melhorar as acessibilidades às zonas industriais, apontando o novo nó como prioridade.

Mais recentemente, a 20 de março, o deputado do PSD Paulo Cavaleiro voltou a sublinhar o tema na Comissão de Economia, Obras Públicas e Habitação, classificando a infraestrutura como um “investimento estratégico” para a região. Na mesma ocasião, foi recordado que já existe um estudo prévio desenvolvido pelos dois municípios para a localização do futuro acesso.

Do lado do Governo, o secretário de Estado das Infraestruturas e Habitação indicou que a construção do nó está contemplada no processo de renegociação da concessão da A1 com a Brisa, o que poderá abrir caminho à sua concretização.

A discussão parlamentar desta semana representa, assim, mais um passo num processo longo, marcado por sucessivas reivindicações políticas e institucionais. Para os defensores do projeto, trata-se de uma “obra de interesse público” que poderá reduzir tempos de deslocação, custos logísticos e emissões de CO₂, contribuindo simultaneamente para o fortalecimento da economia local e regional.

O desfecho do debate poderá indicar o grau de prioridade que o Governo está disposto a atribuir a uma infraestrutura que continua a ser vista, na região, como determinante para o seu futuro desenvolvimento.

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