Arcada Imobiliária: “Um agente imobiliário tem que ouvir as pessoas”

Marco Pereira é mediador imobiliário na Arcada Imobiliária há 13 anos e escolheu este ramo para estar em contacto com as pessoas e ajudá-las naquela que é uma das mais difíceis decisões das suas vidas: escolher e comprar casa. O facto de a sua formação ser em Engenharia Civil deu também o empurrão final para que fosse este o desfecho.

“Um agente imobiliário tem que ter uma distinta capacidade de ouvir as pessoas, de entender o que elas pretendem, quais os seus receios e as suas expectativas. Para além disso, consideramos fundamental uma boa capacidade de comunicação, organização e resiliência”, explica-nos.

O mediador entende que os valores no mercado habitacional sofreram uma valorização fruto da escassez de produto no mercado e fruto também dos preços de construção mais altos (consequência do aumento do valor das matérias-primas e da mão-de-obra). Dado que a grande procura se centra no sector habitacional e que a escassez do produto também atinge fortemente este sector, a grande diferença é que os valores deste setor aumentaram em relação ao mercado comercial.

Lamenta que o mercado em Anadia seja pouco dinâmico, dado que a construção nova é residual, o que leva a pouca rotação dos imóveis. No entanto, no global, diria que há mais procura de imóveis para arrendamento, embora o produto seja bastante escasso.

“Estamos numa fase em que as taxas de juro estão a subir para tentar pôr cobro à inflação galopante que temos vindo a sentir. Espera-se que as taxas de juro estabilizem e passem a ser o novo normal na nossa vida. Nós já nos tínhamos habituado a taxas de juro negativas, que não eram de todo saudáveis para a economia, por isso ainda vai custar habituarmo-nos a esta nova realidade”, acredita.

Marco diz-nos que têm chegado muitos estrangeiros a Portugal, designadamente à nossa região, à procura de trabalho e melhores condições de vida, pelo que tem havido muita procura para arrendamento por parte destas comunidades. Alguns deles já têm condições de comprar. Têm outro tipo de clientes, mais maduros, que procuram uma habitação para comprar e gozar a sua reforma em Portugal.

Com a chegada do verão, mudança de hora e consequentemente dias maiores, há maior disponibilidade e propensão das pessoas para procurar casa. Para além disso há mais tempo útil de visita aos imóveis com qualidade, dando mais tempo para que possíveis clientes conheça melhor os imóveis.

Marco assegura que atualmente o comprador está muito mais bem informado e tem à sua disposição informação facilmente acessível nos vários meios digitais. Olha para a pandemia como uma mudança de “gostos” nas pessoas, que procuram cada vez mais casas com espaços abertos, como varandas, pátios, jardins e quintais.

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