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Salome Dias

A Praça da Juventude, em Anadia, recebe, esta sexta-feira, 4 de setembro, pelas 22h00, o concerto da banda “On Off”, no âmbito do programa “Às Sextas na Praça”.

Há quase duas décadas que os “On Off” mantêm no sangue a imagem inconfundível e estilo vincados, levando a energia do rock e da música ao vivo a milhares de pessoas. Com uma história construída concerto após concerto, a banda continua a reinventar-se sem perder a essência que a tornou uma referência na bairrada desde os primórdios colegiais no início dos anos 2000. O melhor ainda está por vir.

O “Às Sextas na Praça” é um projeto de dinamização cultural ao ar livre, que pretende preencher com música as noites de sexta-feira, na Praça da Juventude, numa organização do Município.

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O homem contemporâneo parece viver sob o império do instante. O novo seduz antes de ser compreendido, a mudança adquire prestígio pelo simples facto de romper com o que existia, as ideias sucedem-se com a rapidez das modas, usadas por algum tempo e abandonadas mal perdem o brilho da novidade. Nesta vertigem, a continuidade tornou-se suspeita, quase um sinal de atraso. Esquece-se, porém, que nenhuma obra humana floresce no vazio e que aquilo que hoje se anuncia como criação súbita repousa sobre uma lenta acumulação de experiências, erros corrigidos, intuições amadurecidas e esforços cujo nome o presente já não recorda. Uma comunidade que despreza o passado assemelha-se a um organismo decidido a amputar a própria memória. Poderá até conservar durante algum tempo a aparência de vigor, alimentando-se das reservas que recebeu, mas cedo descobrirá que cortou o caminho por onde lhe chegava a seiva. A tradição é esse curso subterrâneo que não consiste na repetição servil de gestos antigos nem na conservação supersticiosa de formas vazias, mas numa transmissão viva através da qual cada geração recebe uma experiência humana mais vasta do que a duração da sua própria existência.

O que merece ser preservado não é a superfície imóvel dos costumes, sujeita à erosão das circunstâncias, mas o núcleo de sentido que os tornou duradouros. Cada época tem o dever de interrogar a herança recebida, corrigir-lhe as deformações e adaptá-la às necessidades presentes. Nenhuma geração, todavia, cria a partir do nada. Mesmo a rebeldia fala uma língua herdada e até o gesto de rutura depende daquilo que pretende superar. A originalidade verdadeira nasce deste diálogo exigente com os mortos, cujas vozes continuam inscritas nas palavras, nas instituições e nas formas de compreender o mundo. Um dos equívocos mais persistentes do nosso tempo consiste em identificar a herança com a paralisia. Julga-se que reconhecer uma continuidade significa renunciar à invenção, porém, a experiência ensina precisamente que as criações mais audazes exigem fundamentos resistentes. Quem desconhece o solo que pisa confunde facilmente movimento com progresso. Por outras palavras, a árvore pode elevar os ramos e procurar nova luz porque as raízes a ligam à terra, mas quando essa ligação se perde, a liberdade do crescimento converte-se em fragilidade diante do primeiro vento. A rutura erigida em princípio permanente não liberta: condena cada geração a recomeçar na indigência.

Na esfera da cultura, esta verdade manifesta-se com especial clareza. Nenhuma grande obra surge como um relâmpago isolado num céu sem história. A literatura prolonga uma conversação secular entre vozes que se respondem, se contestam e se enriquecem. A filosofia avança retomando perguntas antigas sob novas condições. Também a arte, mesmo quando deseja escandalizar o seu tempo, trabalha sobre formas que aprendeu a reconhecer. O criador que ignora o passado arrisca-se a repetir com ingenuidade aquilo que imagina ter inventado. A tradição não diminui a liberdade criadora: concede-lhe profundidade, consciência e medida. A questão torna-se ainda mais grave no domínio político. Uma sociedade que trata os seus princípios fundadores como resíduos descartáveis enfraquece a própria estabilidade. As instituições, os costumes e as regras que atravessaram gerações encerram frequentemente uma sabedoria que não se deixa reduzir às intenções de quem os criou. Sobreviveram porque responderam, ainda que imperfeitamente, a necessidades permanentes da vida comum. Isto não as torna invioláveis: torna apenas imprudente a leviandade com que tantas vezes se pretende destruí-las antes de compreender a razão da sua duração. Reformar exige prudência, exige conhecer a matéria sobre a qual se age, prever consequências e distinguir o defeito acidental da função essencial.

PUBA tradição oferece às novas gerações um ponto de partida e um horizonte de orientação. Não lhes determina o destino, nem lhes encerra os caminhos, mas coloca-lhes nas mãos uma linguagem, uma memória e um conjunto de critérios mediante os quais podem reconhecer o justo, o belo e o digno. Sem este quadro, a liberdade perde direção e a criatividade reduz-se a improvisação incessante. Quem acredita libertar-se de todas as referências acaba, muitas vezes, submetido às modas mais efémeras, precisamente porque já não dispõe de uma medida interior que lhe permita julgá-las. Há algo de profundamente humano e poético nesta relação entre os tempos. Cada geração recebe um património que não produziu e que jamais lhe pertence por inteiro. Somos meros depositários temporários de bens visíveis e invisíveis: uma língua, narrativas, hábitos de convivência, obras, símbolos, princípios de justiça e formas de atenção ao mundo. A nossa tarefa consiste em cultivá-los, depurá-los e transmiti-los com maior consciência. O herdeiro digno não conserva tudo indiscriminadamente: sabe distinguir o que deve permanecer, o que precisa de ser corrigido e aquilo cuja perda empobreceria os que ainda não nasceram.

As civilizações mais duradouras foram aquelas que souberam renovar-se sem perder a memória de si. Quando a fidelidade se torna cega, a tradição degenera em rigidez. Quando a inovação despreza toda a herança, dissolve-se em volatilidade. A maturidade coletiva reside na capacidade de manter entre ambas uma tensão fecunda, permitindo que o passado ilumine o futuro sem o aprisionar. O homem nasce sempre no interior de um mundo anterior à sua vontade, recebendo uma língua antes de formular qualquer pensamento, encontrando costumes, crenças e vínculos que precedem a sua escolha. Estes elementos constituem o solo a partir do qual se torna capaz de escolher. A identidade, quando vivida com inteligência, oferece consistência à abertura e impede que ela se transforme em dispersão. Talvez seja necessário recuperar a consciência de que o futuro se constrói a partir do passado, levando adiante o que nele permanece vivo. A vitalidade de uma comunidade mede-se pela arte com que transforma a herança sem a consumir. Onde a continuidade é rompida por orgulho, instala-se uma esterilidade disfarçada de novidade. Onde é cultivada com discernimento, surgem possibilidades inesperadas. A tradição revela-se então como energia latente: sustenta a invenção, dá espessura ao presente e recorda que nenhuma árvore oferece frutos duradouros quando as suas raízes deixam de alcançar a profundidade da terra.

 

por Carlos Vinhal Silva

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A sexta edição do São Domingos Summer Fest, que decorreu no passado dia 29 de agosto, na Quinta de São Lourenço, em Anadia, superou as expectativas da organização e voltou a juntar espumante, gastronomia, música e experiências num ambiente descontraído, em plena Bairrada.

Em balanço do evento, Duarte Amorim, representante das Caves São Domingos, destaca a adesão do público, que voltou a crescer face à edição anterior. “Superou as nossas expectativas. Tivemos mais algumas centenas de pessoas do que no ano passado”, explica, apontando para uma afluência que se aproximou do milhar de participantes.

Uma das apostas desta edição passou pelo reforço e diversificação das atividades, com várias novidades que convidaram os participantes a explorar diferentes espaços da quinta ao longo do evento. Entre passeios de buggy, bicicletas de bambu, pinturas em copos e garrafas, provas de azeite e o workshop de remuagem, houve várias experiências disponíveis, contribuindo para um ambiente mais dinâmico e para uma circulação constante pelo recinto.

As Caves São Domingos fizeram também questão de envolver outros produtores da região, numa celebração que procurou dar espaço à diversidade e riqueza da produção vínica da Bairrada. O festival funcionou, assim, não só como montra da região, mas também como ponto de encontro entre diferentes produtores, parceiros e visitantes.

Ao mesmo tempo, o evento serviu de palco para dar a conhecer algumas das novas propostas das próprias Caves São Domingos. Entre as novidades estiveram os cocktails preparados a partir de produtos da marca, que se juntaram à habitual seleção de vinhos e espumantes e trouxeram uma nova dimensão à oferta do festival.

A gastronomia voltou a assumir um papel de destaque, com leitão, sushi, cozinha de fogo, ostras e outros petiscos a acompanhar as provas, enquanto a música de Bernardo Vaz marcou o ritmo da noite.

Com uma programação mais diversificada e um recinto pensado para proporcionar diferentes experiências, o São Domingos Summer Fest encerrou mais uma edição reforçando a aposta das Caves São Domingos num evento que pretende celebrar o verão e, ao mesmo tempo, dar a conhecer a Bairrada através dos seus vinhos, sabores e produtores.

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O MACC – Museu de Arte e do Colecionismo de Cantanhede apresenta a exposição “O Universo do Colecionador: coleção Joaquim Roque”, uma mostra que celebra a paixão, a memória e o património cultural através do olhar de um dos seus maiores entusiastas. A exposição estará aberta ao público e pode ser visitada até ao dia 4 de outubro.

Com esta exposição, o museu está a concretizar uma das suas missões que passa por dar palco e visibilidade às coleções particulares e aos seus protagonistas.

A apresentação da coleção Joaquim Roque constitui o primeiro exemplo da concretização deste projeto museológico, inaugurando um ciclo de exposições dedicado aos apaixonados pelo universo do colecionismo e às histórias que as suas coleções encerram.

“Celebrar o colecionismo é homenagear os colecionadores e o seu papel como guardiões do tempo e da memória, na maior parte das vezes o primeiro porto de abrigo da arte e da história. Homens e mulheres movidos por uma curiosidade infatigável, por uma paixão e respeito pela história, construtores de arquivos impensáveis que conectam o presente ao passado, gente que ao partilhar esse legado transformam generosamente coleções privadas num bem público de valor incalculável”, destacou o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, com o pelouro da Cultura, Pedro Cardoso, que presidiu à cerimónia de inauguração.

“Dar visibilidade e palco às coleções de um dos grandes colecionadores do concelho como o Joaquim Roque é começar com a prata da casa, e uma forma de reconhecimento público ao esforço enquanto colecionador. Muito agradecemos o investimento e o trabalho de resgatar valores históricos e preservar momentos, objetos e memórias que tenderiam a desaparecer com a passagem do tempo”, referiu o edil.

Construída ao longo de cerca de 60 anos, a coleção distingue-se pela sua natureza eclética e espontânea. Sem a exigência de uma organização rígida, de um tema orientador ou de uma sistematização formal, cada objeto foi reunido unicamente pelo prazer da descoberta e pelo fascínio que despertou em Joaquim Roque.

Mais do que um mero repositório de peças, a mostra reflete a personalidade, a curiosidade e a dedicação de Joaquim Roque, demonstrando que o verdadeiro espírito do colecionismo reside na relação entre o objeto, a sua história e quem o preserva.

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O Município de Anadia vai associar-se, uma vez mais, à “Semana Europeia do Desporto”, que decorre de 24 a 30 de setembro, promovendo um conjunto diversificado de atividades dirigidas à população de diferentes faixas etárias.

A iniciativa pretende incentivar a adoção de hábitos de vida saudáveis, promover a prática regular de atividade física e reforçar a importância do desporto enquanto fator de bem-estar, inclusão e qualidade de vida.

O programa arranca a 24 de setembro com o Encontro Municipal de Boccia, integrado no âmbito do Desporto de Inclusão, que decorre entre as 09h00 e as 13h00, no Pavilhão de Desportos de Anadia. A iniciativa conta com a colaboração da APPACDM de Anadia e a participação da APPACDM de Albergaria-a-Velha, CerciMira, Cerciag e da Delegação da APPACDM de Anadia de Santo Amaro, em Casal Comba (Mealhada).

No dia 25 de setembro, entre as 10h00 e as 12h00, realiza-se o projeto “A Brincar também se Aprende”, dirigido a crianças e jovens, nas Escolas Básicas da Moita e de Vila Nova de Monsarros.

Já no dia 26, sábado, as Piscinas Municipais de Anadia recebem a sessão de hidroginástica “Hidro by Night”, entre as 19h30 e as 20h30.

No domingo, 27 de setembro, é tempo de atividade ao ar livre, com a realização do percurso pedestre “Rota das Avelãs”, nas freguesias de Avelãs de Cima e Avelãs de Caminho. A partida está marcada para as 9h30, junto à Igreja Paroquial de S. Pedro, em Avelãs de Cima.

O dia 28 é dedicado à população sénior, com a sessão de ginástica geriátrica “Movimento Sénior é Vida”, entre as 10h30 e as 11h30, no Pavilhão de Desportos de Anadia.

No âmbito da promoção da saúde mental, o Parque Urbano de Anadia acolhe, no dia 29, entre as 18h00 e as 20h00, uma sessão de Chi Kung e meditação guiada, com recurso a gongos, taças de som e outros instrumentos.

A programação encerra no dia 30 de setembro, com uma iniciativa dedicada ao desporto no trabalho. Entre as 16h30 e as 17h30, os funcionários do Município de Anadia vão ser convidados a participar numa pausa ativa, com uma sessão de zumba.

A “Semana Europeia do Desporto” é uma iniciativa da Comissão Europeia, desenvolvida em Portugal pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), que tem como principal tema “#BeActive”. A campanha pretende incentivar todos os cidadãos a manterem-se ativos não apenas durante esta semana, mas ao longo de todo o ano, promovendo um estilo de vida mais saudável e ativo.

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O Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, esteve em Águeda, numa visita que incluiu três importantes pontos do concelho ligados à agricultura, ao desenvolvimento rural e à valorização dos recursos naturais: as obras de requalificação do Mercado Municipal de Águeda; a Pateira de Fermentelos, em Óis da Ribeira; e uma exploração agropecuária, em Travassô. A visita contou também com a presença dos presidentes do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

A visita do governante a Águeda começou no Mercado Municipal, cuja intervenção se encontra na fase final. A empreitada, com um investimento global de mais de oito milhões de euros, representa uma profunda transformação daquele espaço, que pretende assumir-se como um equipamento de referência no concelho, conjugando a comercialização de produtos locais e agrícolas com novos serviços e valências.

Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, salientou que “agora é hora de colocar o novo Mercado a funcionar”, sublinhando que a prioridade do Município passa, nesta fase, por garantir que o novo equipamento se afirma como uma referência para a população, para os produtores locais e para a atividade económica do concelho.

Questionado sobre o atraso verificado na conclusão da obra, Jorge Almeida explicou que esteve relacionado com problemas graves identificados no projeto inicial, que obrigaram à rescisão litigiosa do contrato com o projetista, à contratação de um novo projetista e à alteração do projeto, bem como ao lançamento de novos procedimentos de contratação.

“Tivemos aqui um grande problema com o projetista e com o projeto”, afirmou o Presidente da Câmara de Águeda, recordando que a obra teve início em 2022 e esteve cerca de dois anos parada. “Tivemos que tratar das coisas de acordo com a legislação, com a legalidade e com a regularidade dos processos”, acrescentou, frisando que o atraso deve-se precisamente ao cumprimento rigoroso de todos os procedimentos legais.

O autarca destacou e reconheceu a colaboração do atual empreiteiro ao longo deste processo, considerando que “portou-se extraordinariamente bem com a Câmara” e que foi possível, em conjunto, encontrar soluções para que a intervenção pudesse avançar.

Apesar dos constrangimentos, Jorge Almeida sublinhou que “a obra está a chegar ao fim” e que o financiamento está assegurado. O Presidente da Câmara de Águeda rejeitou, por isso, falar em “prejuízo”, apontando antes para eventuais custos adicionais associados às revisões de preços decorrentes do prolongamento do prazo da obra.

“Neste momento, estou muito mais preocupado com o pô-lo a funcionar devidamente, fazer com que ele seja a tal referência, juntando ao construído o funcionamento”, afirmou, apontando a abertura do Mercado para os próximos meses.

O novo equipamento terá, além da área dedicada ao comércio e à produção agrícola, novas valências e serviços. No primeiro piso ficará instalada a Autoridade Tributária, que será transferida das atuais instalações da Avenida Dr. Eugénio Ribeiro, constituindo uma das “lojas âncora” do novo espaço. Também as Águas da Região de Aveiro terão aqui instalações, estando ainda previstas áreas de restauração e outros que contribuirão para dinamizar o equipamento e torná-lo num espaço de visita e de fruição.

Para Jorge Almeida, o novo Mercado Municipal deverá afirmar-se como uma montra das “coisas boas” do concelho, valorizando a produção local e contribuindo para a promoção de Águeda enquanto território turístico e económico.

 

Ministro destaca importância do investimento municipal na agricultura

Na visita, José Manuel Fernandes destacou o papel das autarquias no desenvolvimento rural e na valorização da agricultura e da produção local, considerando o novo Mercado Municipal de Águeda um exemplo desse compromisso.

“É também a prova de que as autarquias são essenciais para o desenvolvimento rural, para a agricultura, para a produção”, afirmou o Ministro da Agricultura e Mar, salientando o esforço financeiro realizado pelo Município e o contributo dos fundos europeus, através do Programa Centro 2030, para a concretização do investimento.

José Manuel Fernandes sublinhou ainda a importância de criar condições para aproximar produtores e consumidores, valorizar a produção nacional e reforçar a segurança alimentar. “É uma forma de encurtarmos cadeias, de valorizarmos a nossa produção, de contribuirmos para a segurança alimentar”, afirmou, defendendo que o aproveitamento das potencialidades dos territórios contribui igualmente para a valorização da gastronomia e da economia local.

O governante felicitou o Município pela concretização do projeto e deixou uma palavra de reconhecimento ao Presidente da Câmara pela persistência demonstrada perante os constrangimentos que marcaram o processo. “Dou os parabéns por esta obra excelente”, afirmou. José Manuel Fernandes aproveitou ainda a visita para defender a necessidade de acelerar procedimentos e reduzir a burocracia, apontando a contratação pública como uma das áreas em que é necessário introduzir maior celeridade, sem comprometer a transparência e a concorrência.

“Os nossos empresários, os nossos autarcas são os heróis, porque, ainda que os obstáculos às vezes sejam enormes, nunca desistem”, afirmou o governante, defendendo a simplificação e aceleração dos processos administrativos e de contratação pública.

Após a passagem pelo Mercado Municipal, a comitiva deslocou-se à Pateira de Fermentelos, em Óis da Ribeira, onde foram abordadas matérias relacionadas com a gestão e valorização daquele importante recurso natural.

A presença do Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e do Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) permitiu igualmente acompanhar, no terreno, questões relacionadas com a conservação da natureza, os recursos hídricos e a gestão daquele ecossistema, que constitui um dos principais ativos ambientais e turísticos do concelho de Águeda.

A visita terminou numa exploração agropecuária, em Travassô, proporcionando um contacto direto com a realidade da produção agrícola e pecuária do concelho e com os desafios enfrentados pelos produtores.

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O Município de Oliveira do Bairro disponibilizou o Ecocentro Móvel, uma nova solução destinada a facilitar a entrega e a correta separação de resíduos que não são produzidos diariamente nas habitações e que, muitas vezes, acabam acumulados ou encaminhados para aterro.

Entre os resíduos que podem ser depositados no Ecocentro Móvel encontram-se lâmpadas normais e tubulares, pilhas e acumuladores portáteis, pequenos equipamentos elétricos e eletrónicos, tinteiros e toners, peças de vestuário, latas de tinta e vernizes de uso doméstico, loiças de porcelana, espelhos e vidro temperado, cápsulas de café, rolhas de cortiça, CDs, DVDs e cassetes, bem como tachos, panelas e frigideiras.

Numa primeira fase, o equipamento encontra-se instalado na Rua Conde Ferreira, no centro da cidade de Oliveira do Bairro, permitindo à população conhecer e utilizar este novo serviço.

O objetivo do Município passa, contudo, por alargar esta dinâmica móvel às diferentes freguesias do concelho, aproximando esta resposta das populações e facilitando o encaminhamento adequado dos resíduos.

A disponibilização deste equipamento pretende ainda promover práticas mais sustentáveis, incentivar a reciclagem e contribuir para a redução da quantidade de resíduos enviados para aterro.

Luís Rabaça, vereador do ambiente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, destaca que “o Município pretende reforçar a sensibilização para a importância da separação de resíduos e incentivar comportamentos ambientalmente responsáveis, contribuindo para um concelho mais sustentável”.

Esta iniciativa surge no âmbito do projeto “O.Bairro Digital – Bairro Comercial Digital de Oliveira do Bairro”, financiado pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, e integra a estratégia do Município de promoção da reciclagem e da sustentabilidade ambiental, nomeadamente através das ações “Separar para Mais Reciclar” e de recolha de resíduos. Pretende, assim, contribuir para a melhoria do desempenho ambiental e para a sustentabilidade das diversas atividades lúdicas, culturais ou de dinamização económica que ocorram no concelho.

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O Posto de Turismo da Curia tem patente ao público a exposição “Aquae Curiva – A Água que Cura”, uma mostra que convida a conhecer a história da Curia, desde a origem do seu nome e a descoberta das suas águas termais até à evolução dos balneários e do próprio lugar ao longo dos tempos.

A exposição conta com uma panóplia de peças e objetos, imagens icónicas da Curia de outros tempos, nomeadamente associadas à Belle Époque e aos anos 20 do século passado, postais ilustrados que retratam a evolução da estância e a sua importância enquanto destino turístico nacional.

Uma das peças presentes é uma roleta que pertenceu ao Casino das Termas da Curia, testemunho de uma época de grande dinamismo social e turístico. O espaço conta ainda com um recanto dedicado à história do Hóquei Club da Curia, que faz parte da história e da memória local.

A sessão de inauguração teve lugar no passado dia 14 de agosto. Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, destacou que esta iniciativa se enquadra “na estratégia do Município de criar uma nova dinâmica na promoção das Estâncias Termais da Curia e de Vale da Mó, reforçando a sua atratividade e contribuindo para trazer mais visitantes ao concelho”.

PUB“Queremos seguir este caminho de dar uma nova vida à Curia, em conjunto com os nossos parceiros, agentes económicos, Junta de Freguesia e a AdeCuria”, afirmou o autarca, sublinhando que o objetivo é “trabalhar a marca e o destino Curia” e criar novas razões para quem visita a estância conhecer a sua história e o seu património.

“Outro dos objetivos passa por dar vida ao Posto de Turismo da Curia. Penso que conseguimos atingir esse objetivo e espero que este momento seja a inauguração de um novo futuro da Curia”, acrescentou Jorge Sampaio, que deixou ainda um agradecimento público a todos os que contribuiram na organização da exposição, com uma palavra especial para as entidades e particulares que cederam peças para enriquecer a mostra.

A exposição reúne peças cedidas pelo Hotel do Parque, SAC – Sociedade das Águas da Curia, Grande Hotel da Curia, Hóquei Club da Curia, eng. Alberto Simões e Palace Hotel da Curia, que desta forma contribuem para preservar e valorizar a memória da Curia.

“Aquae Curiva – A Água que Cura” pode ser visitada no Posto de Turismo da Curia, de terça-feira a domingo e aos feriados: 9h30 – 13h00 / 14h00 – 17h30, proporcionando uma viagem pela história, pelo património termal e pela memória de uma estância que marcou profundamente o desenvolvimento turístico e social da região.

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Depois da edição intergeracional dedicada a avós e netos, realizada em julho, a fotografia pinhole regressa à Curia no próximo dia 5 de setembro, com um novo workshop aberto ao público em geral.

A iniciativa, promovida pela SUNO – Movimento pela Imagem, em parceria com a bam•bu bicycles e com o apoio da CCDR Centro e do Município de Anadia, realiza-se entre as 14h00 e as 18h00, no Posto de Turismo da Curia.

Sob o mote “Do bambu nasce a imagem”, os participantes serão convidados a descobrir a fotografia a partir dos seus princípios mais elementares, construindo manualmente a sua própria câmara pinhole a partir de bambu.

Depois da construção das câmaras, será tempo de sair para fotografar e experimentar a relação entre luz, tempo de exposição e formação da imagem. O processo termina com a revelação manual das fotografias, permitindo acompanhar todo o percurso de criação de uma imagem, desde a construção da câmara até ao aparecimento da fotografia.

A fotografia pinhole, ou fotografia estenopeica, dispensa lentes e mecanismos complexos: a imagem é formada pela passagem da luz através de um pequeno orifício. A simplicidade do processo permite compreender de forma prática os princípios fundamentais da fotografia e, simultaneamente, experimentar uma forma de fotografar mais lenta, artesanal e consciente.

A utilização do bambu na construção das câmaras acrescenta ao workshop uma dimensão de sustentabilidade e reutilização de materiais, cruzando fotografia, criatividade e trabalho manual.

Este workshop dá continuidade ao projeto cultural de fotografia desenvolvido na Curia ao longo dos últimos meses. Em julho, para além do Workshop Pinhole Avós & Netos, realizou-se uma residência fotográfica dedicada à criação de retratos de habitantes mais idosos da Curia, recorrendo a fotografia analógica de grande formato e a preto e branco. Este trabalho pretende contribuir para a preservação da memória e valorização do património humano da vila e dará origem a uma exposição pública no Posto de Turismo da Curia, prevista para o final do ano.

Através destas diferentes iniciativas, a fotografia assume-se não apenas como expressão artística, mas também como forma de olhar o território, preservar a memória e aproximar a comunidade do seu património e das pessoas que fazem parte da história da Curia.

O Workshop de Fotografia Pinhole realiza-se no dia 5 de setembro, das 14h00 às 18h00, no Posto de Turismo da Curia. A participação tem um valor de 15 € por pessoa, incluindo todos os materiais necessários. A inscrição é obrigatória e pode ser efetuada no Posto de Turismo da Curia ou através do email suno.image@gmail.com.

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O Município de Oliveira do Bairro foi distinguido com o Selo Ouro de Usabilidade e Acessibilidade, atribuído pela Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE), na sequência do trabalho de reformulação e melhoria do seu site institucional.

O Selo Ouro corresponde ao nível mais elevado do modelo nacional de certificação de usabilidade e acessibilidade digital e distingue os sites que demonstram o cumprimento de um conjunto exigente de requisitos, incluindo avaliações técnicas e testes de usabilidade com utilizadores.

Para o Município de Oliveira do Bairro, esta distinção representa o reconhecimento de um trabalho desenvolvido com o objetivo de garantir que a informação e os serviços municipais disponibilizados online possam ser utilizados pelo maior número possível de cidadãos, independentemente das suas capacidades ou das tecnologias de apoio que utilizem.

“Este reconhecimento demonstra que estamos a fazer um caminho concreto para construir um Município com menos barreiras e serviços digitais mais acessíveis. A transformação digital só faz verdadeiramente sentido quando coloca as pessoas no centro e quando garante que ninguém fica para trás”, afirma Duarte Novo, Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro.

A reformulação do site procurou melhorar a experiência de utilização e, em particular, as condições de acesso à informação por pessoas com diferentes necessidades. Entre as melhorias introduzidas estão o reforço da legibilidade e do contraste, a reorganização da estrutura de navegação, a utilização de alternativas textuais para conteúdos visuais, a possibilidade de navegação através do teclado e a disponibilização de uma Declaração de Acessibilidade.

O processo incluiu ainda avaliações técnicas, análise de requisitos de acessibilidade e testes de usabilidade com utilizadores, etapas previstas no processo de obtenção do Selo Ouro. A certificação nacional distingue precisamente a aplicação de boas práticas de acessibilidade e usabilidade nos sites e aplicações móveis.

“Foram vários meses de trabalho, entre avaliações, correções técnicas, ajustamentos e testes, num processo que exigiu um compromisso permanente com a melhoria da experiência dos utilizadores. O resultado desse trabalho é agora reconhecido com o Selo Ouro, que muito nos orgulha”, salienta Duarte Novo.

O autarca destaca ainda o trabalho das áreas da Informática e da Comunicação do Município e o contributo da Wiremaze, parceiro responsável pelo desenvolvimento tecnológico do site, ao longo das diferentes fases do processo.

“A acessibilidade digital não pode ser encarada apenas como o cumprimento de uma obrigação legal. É uma questão de igualdade no acesso à informação e aos serviços públicos e, por isso, deve fazer parte da forma como pensamos e desenvolvemos os serviços municipais”, acrescenta.

O Selo de Usabilidade e Acessibilidade foi criado para distinguir e promover a aplicação de boas práticas de acessibilidade e usabilidade nos serviços públicos digitais. O modelo é desenvolvido pela ARTE em parceria com o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) e está estruturado em três níveis, sendo eles Bronze, Prata e Ouro, este último como o patamar mais exigente.

A distinção agora atribuída enquadra-se na estratégia de modernização e transformação digital do Município de Oliveira do Bairro, que tem vindo a apostar na melhoria dos canais digitais e na simplificação do acesso dos cidadãos aos serviços municipais.

“Receber o Selo Ouro é importante, mas não significa que o trabalho esteja terminado. A acessibilidade é um processo contínuo, que deve acompanhar a evolução da tecnologia e, sobretudo, as necessidades das pessoas. Queremos continuar a melhorar os nossos serviços digitais para que sejam cada vez mais simples, inclusivos e próximos dos cidadãos”, conclui Duarte Novo.

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