Home » Archives for Salome Dias » Page 26
Author

Salome Dias

A Câmara Municipal de Águeda distinguiu 114 entidades do concelho pelas boas práticas de separação e reciclagem de resíduos, no âmbito da 3.ª edição do projeto Águeda Recicla+. A iniciativa, promovida pelo Município de Águeda e cofinanciada através do projeto Juntos a Reciclar ++, da Sociedade Ponto Verde, reconhece o compromisso de instituições, associações e empresas na promoção de um concelho mais sustentável e ambientalmente responsável.

A cerimónia realizou-se no espaço exterior do Centro de Interpretação do Rio, assinalando igualmente o primeiro aniversário deste equipamento municipal. Nesta edição, o projeto renovou estrategicamente o seu foco no canal HORECA (hotéis, restaurantes e cafés), reforçando a separação e valorização das embalagens de vidro produzidas por um dos setores mais relevantes da economia local.

Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, reconheceu que a gestão dos resíduos continua a ser um dos maiores desafios do concelho, apelando ao envolvimento de toda a comunidade na adoção de boas práticas de reciclagem.

“Temos muito trabalho pela frente. A Câmara Municipal faz um esforço tremendo, mas falta-nos ainda, sobretudo, a componente do civismo de algumas pessoas”, afirmou, defendendo que cada cidadão deve assumir um papel ativo na sensibilização para a correta separação de resíduos. “Quando vemos más práticas, não podemos fazer de conta que não vemos. Precisamos de trabalhar todos em conjunto”, disse.

O Edil enalteceu o trabalho que as escolas desenvolvem há décadas na sensibilização ambiental das novas gerações, recordando que muitas crianças crescem a aprender a separar corretamente os resíduos e levam essas práticas para casa. No entanto, lamentou que muitos adultos pareçam esquecer esses ensinamentos ao longo da vida. “As crianças chegam a casa e ensinam os pais. Mas os pais de agora também passaram por esse processo quando eram alunos. A pergunta tem de surgir: o que é que está a acontecer com alguns adultos para fazerem o que vão fazendo? Que valores é que vão perdendo?”, questionou, defendendo que o trabalho desenvolvido tem sido determinante para consolidar uma cultura ambiental no concelho, mas que continua a exigir o compromisso diário de todos.

Jorge Almeida recordou que o reconhecimento de Águeda como European Green Leaf 2026 – cidade verde europeia, resulta precisamente do percurso que o Município tem realizado. “Isto não é um selo. É o reconhecimento de um trabalho feito e de um caminho que nos propomos fazer”.

Também presente na cerimónia, Rui Simões, administrador da ERSUC, felicitou o Município pela capacidade de transformar a sustentabilidade em ações concretas e mobilizar a comunidade. “É muito fácil falar de economia circular e sustentabilidade ambiental. O importante é reconhecer as entidades que passam das palavras às ações e este projeto faz precisamente isso”, afirmou.

O responsável salientou que a inovação do Águeda Recicla+ não reside apenas na certificação das entidades, mas sobretudo na capacidade de criar uma cultura ambiental duradoura.

Nesta edição do Recicla +, quatro agrupamentos de escuteiros participaram como agentes de sensibilização porta a porta, contactando estabelecimentos do canal HORECA para promover melhores práticas de reciclagem. O Município destacou o envolvimento dos jovens e agradeceu a sua disponibilidade e pronta colaboração.

Refira-se que o Águeda Recicla+ promove um sistema de certificação em quatro níveis, de acordo com a implementação de boas práticas ambientais. A certificação é gratuita e integra uma estratégia municipal de incentivo à adoção de hábitos sustentáveis, procurando aumentar a adesão das entidades locais à recolha seletiva e consolidar uma cultura de responsabilidade ambiental em todo o concelho.

0 comment
0 FacebookTwitterPinterestEmail

O tema “Balada na Gândara”, de Cristiano Neves, representa o Município de Cantanhede na 5.ª edição do Festival Nacional da Canção Rural. As votações decorrem online, entre os dias 5 e 14 de julho, através do portal cancaorural.ampv.pt.

Cristiano Neves foi o vencedor da eliminatória concelhia do Festival da Canção Rural 2026, que apresentou uma canção com letra e música original profundamente inspirada nas raízes, tradições e identidade cultural do território de Cantanhede.

“A participação de Cristiano Neves constitui um motivo de enorme orgulho para o Município de Cantanhede, não apenas pela qualidade artística da interpretação e composição apresentada, mas também pela forma genuína e sensível como o artista consegue transportar para a música a essência do território, das suas paisagens, das suas gentes e da sua memória coletiva”, sublinhou o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Pedro Cardoso.

O 5.º Festival Nacional da Canção Rural, organizado pela AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho, é um evento dedicado à promoção da música de inspiração rural em Portugal.

A edição deste ano realizou-se no dia 27 de junho, no Teatro Municipal Pax Julia, em Beja.

O evento reuniu representantes dos municípios de Arcos de Valdevez, Beja, Borba, Chamusca, Mealhada, Melgaço, Palmela, Ponte de Lima, Rio Maior, Vila Verde e Cantanhede, num espetáculo que celebra a cultura popular, a criação musical portuguesa e a ligação ao mundo rural, valorizando a música original e os territórios que preservam as suas tradições e património.

“A presença de Cantanhede nesta final nacional assume, assim, um significado especial, levando ao palco um projeto artístico que afirma a riqueza cultural do concelho e reforça a importância da música enquanto veículo de promoção da identidade local”, concluiu o autarca.

0 comment
0 FacebookTwitterPinterestEmail

Há épocas em que a história avança como quem caminha para um destino reconhecido. Mesmo no meio das dificuldades, subsiste a convicção de que o tempo humano conduz a algo, de que o esforço se acumula, de que a vida comum se prolonga. Noutras, porém, instala-se uma sensação mais inquietante: o tempo continua a passar, mas parece já não conduzir a parte alguma. Vive-se, decide-se, constrói-se. E, no entanto, falta a expectativa. O futuro, que outrora era promessa, torna-se apenas prolongamento incerto de um presente fatigado. Não é a primeira vez que as sociedades atravessam crises. Mas há momentos em que a crise deixa de ser apenas económica, política ou cultural e se torna mais profunda: atinge a própria relação com o tempo. Quando isso acontece, o presente perde densidade. As decisões tornam-se provisórias, os compromissos frágeis, as instituições hesitantes. Tudo se organiza para responder ao imediato, como se a continuidade fosse demasiado incerta para ser assumida. O amanhã deixa de ser horizonte e passa a ser hipótese.

Esta transformação não é apenas intelectual: é espiritual. Há uma mudança quase impercetível no modo como se fala do mundo. O progresso já não é esperado: apenas calculado. A continuidade já não é presumida: apenas tolerada. O legado recebido já não é reconhecido como ponto de partida, mas como problema a ultrapassar. O passado torna-se suspeito, o presente instável, e o futuro perde consistência. Entre estes três momentos, o fio invisível que sustenta a vida comum começa a enfraquecer. Uma sociedade que perde o futuro não entra necessariamente em declínio visível. Pode manter prosperidade, inovação, dinamismo técnico. Mas falta-lhe direção. A ação coletiva transforma-se numa sucessão de ajustes, não numa caminhada. A política converte-se em administração, a cultura em comentário, a educação em preparação para a incerteza. Vive-se com prudência, mas sem propósito. A inteligência analisa, mas a vontade hesita.

O homem, porém, não vive apenas do presente. Precisa de projetar-se, de reconhecer que a sua ação participa numa continuidade maior. Sem essa projeção, a liberdade empobrece. Torna-se escolha entre alternativas imediatas, não compromisso com uma direção. O indivíduo passa a viver como se cada decisão fosse isolada, desligada de uma história e de uma promessa. A existência torna-se episódica, fragmentária, sem a serenidade de um percurso. Há também uma consequência moral nesta perda de horizonte. Quando o futuro deixa de inspirar confiança, cresce a tentação do refúgio. Procura-se segurança no instante, evita-se o risco duradouro, desconfia-se das responsabilidades prolongadas. A vida comum fragmenta-se em interesses particulares. A comunidade deixa de ser continuidade e passa a ser coincidência. Cada geração vive como se estivesse só, sem herança e sem tarefa.

No entanto, a civilização europeia e, dentro dela, a nossa própria experiência histórica, sempre viveu de uma confiança discreta na duração. Não uma certeza triunfal, mas a convicção de que a vida comum merece ser continuada. Essa convicção alimentou instituições, inspirou culturas, sustentou comunidades. Assentava numa ideia simples e profunda: o homem não começa do nada, recebe um mundo e tem o dever de o prolongar. Quando esta consciência enfraquece, o tempo perde continuidade e a história torna-se sucessão. Talvez seja esse o traço mais silencioso do nosso tempo: a dificuldade em acreditar que o futuro pode ser melhor sem destruir o que existe. Entre a nostalgia e a rutura, perde-se o equilíbrio. Ou se idealiza um passado imóvel ou se confia numa novidade sem raízes. Em ambos os casos, a continuidade desaparece. E sem continuidade não há verdadeiro futuro: apenas mudança.

Recuperar o futuro não significa prever, mas confiar. Confiar que a vida comum possui recursos, que as instituições podem ser aperfeiçoadas, que a cultura continua fecunda. Essa confiança nasce da fidelidade ao essencial: a dignidade da pessoa, a importância das comunidades vivas, a responsabilidade intergeracional. Estes elementos não são fórmulas ideológicas: são intuições históricas que permitiram às sociedades atravessar crises sem perder a direção. A esperança autêntica não é entusiasmo fácil. É uma forma de coragem tranquila. Consiste em agir como se o tempo tivesse sentido, mesmo quando esse sentido não é evidente. Consiste em educar como se o futuro fosse habitável, governar como se a continuidade fosse possível, viver como se a história ainda estivesse aberta. Esta disposição não elimina a incerteza, mas impede que ela se transforme em desistência.

Uma sociedade reencontra o futuro quando volta a pensar em termos de duração. Quando reconhece que cada geração recebe e transmite, que o presente é ponte, não refúgio. Quando a política deixa de ser apenas reação e se torna orientação. Quando a cultura volta a sugerir possibilidades e não apenas a descrever limites. Nesse momento, o tempo recupera densidade e a ação ganha direção. O nosso tempo parece ter perdido o futuro não porque desconheça os problemas, mas porque hesita em acreditar na continuidade. Falta-lhe a confiança discreta de que a vida comum pode ser prolongada sem ser negada. Recuperar essa confiança é talvez a tarefa mais silenciosa e mais decisiva. Não se trata de inventar um amanhã, mas de voltar a reconhecê-lo como promessa. Porque uma sociedade que deixa de esperar não apenas perde o futuro: perde também a razão de continuar.

 

por Carlos Vinhal Silva

0 comment
2 FacebookTwitterPinterestEmail

O Cineteatro Anadia recebeu, na noite de dia 8, a Gala do Mérito Desportivo, promovida pelo Município de Anadia para homenagear atletas, clubes, dirigentes e outras personalidades que se distinguiram ao longo da época desportiva 2025/2026. A cerimónia reconheceu conquistas alcançadas em competições distritais, nacionais e internacionais, bem como o contributo das associações para a promoção e desenvolvimento do desporto no concelho.

Apresentada por Beatriz Manaia e Teófilo Fernando, a gala contou com momentos musicais da Groove Art e reuniu atletas, dirigentes, familiares e representantes do movimento associativo.

A cerimónia iniciou-se com a entrega das distinções “Sentir Anadia – Contributo para o Movimento Desportivo Concelhio”, atribuídas a cerca de três dezenas de associações e clubes do concelho pelo trabalho desenvolvido na promoção da prática desportiva e da atividade associativa. Entre os distinguidos estiveram, entre outros, o Anadia Futebol Clube, o Anadia Squash Clube, o Sangalhos Desporto Clube, o Moita Rugby Clube da Bairrada, o Núcleo de Karate de Sangalhos, o Saca Trilhos Anadia e a Associação Recreativa Aguinense.

Neste momento foi ainda assinalada a realização da 50.ª edição do Supercross da Poutena, marcada para os dias 1 e 2 de agosto, na Pista Nelson Alves. A organização destacou o percurso da prova ao longo de meio século, consolidando-a como uma das principais referências do motociclismo de verão em Portugal.

Um dos momentos mais descontraídos da noite aconteceu quando o piloto Diego Almeida entrou em palco de mota para participar na entrega de um dos prémios, surpreendendo o público e arrancando uma forte salva de aplausos.

Seguiram-se as distinções de mérito desportivo nas categorias distrital, nacional e internacional, que reconheceram dezenas de atletas e equipas pelas conquistas alcançadas ao longo da última época. Ao longo da cerimónia foram distinguidos praticantes de modalidades como atletismo, ciclismo, squash, trail, karaté, basquetebol, futsal, rugby, motociclismo, bilhar, orientação, columbofilia e voleibol, entre outras, refletindo a diversidade e vitalidade do movimento desportivo do concelho.

PUBO Prémio Excelência foi entregue a Nuno Dias, treinador do Sporting Clube de Portugal, distinguido pelo percurso de destaque no futsal nacional e internacional. Atualmente na 15.ª época ao serviço do clube leonino, soma 33 títulos conquistados, entre os quais três Ligas dos Campeões da UEFA.

Ao receber o Prémio Excelência, Nuno Dias agradeceu a distinção atribuída pelo Município de Anadia e destacou a evolução do concelho ao nível das infraestruturas desportivas. Recordando o período em que estudou em Anadia, o treinador referiu que as condições existentes eram então bastante mais limitadas, elogiando o investimento realizado nos últimos anos. Considerou que os equipamentos atualmente disponíveis respondem às necessidades dos jovens atletas e representam uma aposta clara do Município na promoção e desenvolvimento do desporto.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, sublinhou que o desporto continua a assumir um papel estratégico no desenvolvimento do concelho, não apenas pelos resultados competitivos alcançados, mas também pelo impacto na formação dos jovens, na promoção de estilos de vida saudáveis e na dinamização da economia através do turismo desportivo. O autarca destacou ainda o papel determinante dos clubes e dirigentes, agradecendo o trabalho diário desenvolvido em prol do movimento associativo.

Jorge Sampaio aproveitou igualmente a ocasião para anunciar que o Município continuará a investir em novas infraestruturas desportivas, nomeadamente nas futuras instalações para o squash, karaté, atletismo e futebol, bem como em projetos de promoção da igualdade e da prática desportiva para todas as idades. O presidente salientou ainda que os troféus entregues na gala foram produzidos pelos alunos da Escola Profissional de Anadia e por utentes da APPACDM de Anadia, simbolizando uma homenagem feita “de campeões para campeões”.

A Gala do Mérito Desportivo voltou a evidenciar a vitalidade do movimento associativo e o papel que o desporto continua a desempenhar no concelho de Anadia, distinguindo o percurso e as conquistas de atletas, clubes, dirigentes e demais agentes desportivos.

0 comment
0 FacebookTwitterPinterestEmail

O presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra destacou a importância da “parceria estratégica” estabelecida com o Câmara Municipal, com o propósito de consolidar Cantanhede como polo de conhecimento e inovação em saúde.

Convidado a intervir na sessão da Assembleia Municipal de 26 de junho, Francisco Maio Matos deu a conhecer os objetivos estratégicos do mandato do atual Conselho de Administração e falou da resposta assistencial que se pretende para as duas unidades hospitalares de Cantanhede – Hospital Arcebispo João Crisóstomo e Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais.

“A nossa primeira prioridade foi garantir a cobertura a 100% de médicos de família no território”, começou por referir, sublinhando que dessa forma se concretizou uma rede de proximidade efetiva em Cantanhede, no que diz respeito aos cuidados de saúde primários.

O responsável da ULS Coimbra falou, depois, das respostas hospitalares que preconiza para Cantanhede, sublinhando as “vocações complementares” dos dois hospitais.

“O Hospital Arcebispo João Crisóstomo vai reforçar o conceito de hospital de proximidade, ‘Amigo dos Mais Velhos’, com foco em ambulatório, doença aguda não emergente e cuidados paliativos”, referiu. Manterá ainda o Centro de Atendimento Clínico enquanto alternativa eficaz à urgência hospitalar, assim como a realização descentralizada de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica prescritos pelos médicos da ULS de Coimbra.

Sobre o Rovisco Pais, deu conta da respetiva estratégia de afirmação enquanto Hospital-Escola, mantendo-se como referência nacional em Medicina Física e de Reabilitação. “Queremos criar um campus de ensino superior para licenciaturas em Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Terapia da Fala, trazendo centenas de estudantes, professores e outros profissionais para a Tocha”, explicou, manifestando também o desejo de garantir a sede do Centro Nacional de Alto Rendimento Paralímpico.

PUBDestacou, por outro lado, a importância de serviços inovadores na unidade de saúde, como o Laboratório de Habilitação da Condução – uma resposta única na região para avaliar e treinar condutores com deficiência -, ou a criação do Centro Nacional de Alto Rendimento Paralímpico, “um projeto de valor nacional para avaliação e treino de atletas de elite, aliando saúde e desporto”.

“A Câmara Municipal de Cantanhede é um parceiro fundamental nesta estratégia”, reforçou Francisco Maio Matos, recordando o papel decisivo na requalificação das infraestruturas da rede de cuidados de saúde primários, bem como o apoio logístico e domiciliário nos cuidados prestados em casa dos utentes.

A terminar, enfatizou que “o objetivo é garantir que o que pode ser feito com qualidade em Cantanhede seja feito localmente”, consolidando o Município “como polo de conhecimento e inovação em saúde e reabilitação”.

Em resposta à intervenção do responsável da ULS Coimbra, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, garantiu “cooperação próxima e efetiva” entre as duas instituições, por forma a estar assegurada “uma resposta mais integrada às necessidades dos cidadãos”.

“Embora as ULS sejam responsáveis pela prestação de cuidados de saúde, os municípios desempenham um papel importante na criação de condições que influenciam diretamente a saúde e o bem-estar das comunidades”, salientou.

A autarca falou ainda do robusto plano de requalificação das infraestruturas de saúde do concelho que está em marcha, cujo investimento ascende a 4 milhões euros, deixando a garantia que “as intervenções estarão terminadas no prazo previsto”.

0 comment
0 FacebookTwitterPinterestEmail

O Crossódromo Internacional de Águeda voltou a colocar o concelho e a região Centro no mapa dos grandes eventos desportivos internacionais, ao receber mais uma edição do Grande Prémio de Portugal de MXGP, uma das etapas mais prestigiadas do Campeonato do Mundo de Motocross.

Durante o fim de semana, milhares de espetadores assistiram às provas que reuniram a elite mundial da modalidade, num evento que ultrapassou largamente a dimensão desportiva e se assumiu como uma poderosa plataforma de promoção turística e económica de Águeda e da região.

A competição foi transmitida para cerca de 180 países, através das principais cadeias televisivas desportivas internacionais, entre as quais a Eurosport, Fox Sports, CBS Sports e SSC, integrando um pacote de cerca de 17 mil horas de cobertura televisiva e alcançando uma audiência acumulada superior a 785 milhões de espetadores em todo o mundo.

Antes da transmissão de cada corrida foram exibidas imagens promocionais da região Centro, dando especial destaque a Águeda, à Pateira de Fermentelos, à Bairrada e à região de Aveiro, proporcionando uma exposição internacional sem precedentes ao território. Em Portugal, a SportTV assegurou a transmissão em direto do evento.

Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, considera que o impacto do MXGP vai muito além da competição. “O MXGP é hoje um dos maiores embaixadores de Águeda no mundo. Durante este fim de semana, milhões de pessoas tiveram oportunidade de conhecer o nosso território, a nossa capacidade organizativa e a qualidade das nossas infraestruturas. Este é um investimento que gera retorno económico, promove o turismo e reforça o posicionamento internacional de Águeda”, declarou.

O evento atraiu cerca de 25 mil visitantes, dos quais aproximadamente 40% provenientes do estrangeiro, com forte representação de mercados como Espanha, França, Itália, Reino Unido, Benelux e Europa Central. A permanência destes visitantes ao longo de vários dias traduziu-se num impacto muito significativo na hotelaria, restauração, comércio e restantes serviços, beneficiando não apenas Águeda, mas diversos municípios da região Centro.

A dimensão internacional da prova refletiu-se igualmente na própria estrutura do campeonato, envolvendo cerca de 3.000 pessoas entre equipas, federações, promotores e staff técnico. Em competição estiveram aproximadamente 300 pilotos de 35 países, integrando mais de 60 equipas oficiais.

 

Reconhecimento internacional

A organização voltou a merecer os elogios de pilotos, equipas e responsáveis do Campeonato do Mundo, que destacaram a excelente preparação do Crossódromo Internacional de Águeda e a qualidade das condições proporcionadas durante todo o fim de semana.

Para o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda, Edson Santos, responsável pelo pelouro do Desporto e da Promoção do Território, este reconhecimento internacional resulta de um trabalho desenvolvido ao longo de muitos anos.

“Este sucesso é fruto de uma parceria sólida entre o Município, o ACTIB e todas as entidades envolvidas na organização. Águeda consolidou-se como uma referência internacional no motocross e continua a demonstrar que possui capacidade técnica, humana e logística para receber os maiores eventos desportivos mundiais”, afirmou, destacando que a realização do MXGP representa um importante motor para a economia local.

“Além do espetáculo desportivo, este evento gera riqueza para o território, dinamiza a atividade económica, promove os nossos recursos turísticos e contribui para afirmar Águeda como um destino de excelência para o desporto e para os grandes eventos internacionais”, disse.

 

Corridas de grande espetáculo

O último dia de competição proporcionou corridas muito disputadas nas categorias MXGP e MX2, bem como nas provas decisivas dos Campeonatos da Europa EMX125 e EMX250. As excelentes condições do circuito e as alterações introduzidas no traçado contribuíram para um elevado nível competitivo.

Na categoria MXGP, Jeffrey Herlings conquistou a vitória absoluta do Grande Prémio de Portugal, Lucas Coenen foi segundo classificado da geral e Romain Febvre completou o pódio.

O português Luís Outeiro, único representante nacional nas categorias mundialistas, abandonou a primeira manga devido a problemas mecânicos, terminando a segunda corrida na 21.ª posição.

Na MX2, o espanhol Guillem Farrés Plaza arrecadou a vitória absoluta da ronda portuguesa. Nos Campeonatos da Europa, Ricardo Bauer venceu a geral da EMX125, enquanto Francisco Garcia dominou a EMX250. Entre os portugueses, Gonçalo Cardoso foi o melhor classificado.

Num ano marcado por condições meteorológicas favoráveis, forte adesão do público e um circuito apresentado em excelentes condições, o MXGP Portugal 2026 voltou a afirmar Águeda como uma das etapas de referência do Campeonato do Mundo de Motocross, reforçando a notoriedade internacional do concelho e da região Centro.

0 comment
0 FacebookTwitterPinterestEmail

Depois de uma valorização de 20% em dois meses, o mercado acionista, medido pelo S&P 500 nos EUA, tem tido umas semanas de repouso durante o mês de junho. Um processo que considero necessário e saudável. É um momento em que investidores procuram novas ações para assumirem a liderança e eventualmente levarem os mercados a níveis mais elevados. Não muito diferente do ciclismo, procurando o ciclista ou ciclistas que possam puxar pelo pelotão.

O começo de junho trouxe novos recordes aos mercados, mas isso foi travado na sexta-feira, dia 5 de junho. Nesse dia, o S&P 500 desvalorizou 2,6% e o Nasdaq 100 (o índice que mede as maiores e mais importantes companhias de tecnologia) desvalorizou quase 5% só nesse dia. Esse tipo de movimento num só dia é extremamente raro. A queda foi derivada de uma perda de confiança por parte dos investidores nas companhias envolvidas na inteligência artificial (IA). Apesar destas companhias terem tido forte crescimento em vendas e lucros no último trimestre, os investidores mostraram hesitação nas previsões para os próximos trimestres e anos, especificamente dúvidas na rapidez com que estas companhias alcancem esses objetivos.

Na minha opinião, as questões sobre quando as companhias de semicondutores alcançarão os resultados previstos foram uma desculpa para vender e não uma razão. Na verdade, a maioria das companhias de semicondutores mais do que duplicaram, e muitas triplicaram, nos dois meses até junho. Tecnicamente, as ações de semicondutores estavam a mostrar sinais de cansaço, já estavam a puxar o pelotão de ações há dois meses e estavam prontas a dar liderança a outras indústrias e outras ações. E assim tem acontecido. No gráfico temos o exemplo da Advanced Micro Devices (AMD).

A AMD é uma companhia que produz semicondutores para o movimento da IA. Teve um disparo de 200% em dois meses e tem passado o mês de junho a andar de lado, a ganhar força, como o tempo de hidratação no Mundial. É um sinal muito positivo de que esta ação se tem comportado muito bem nestas últimas semanas, apesar de andar de lado. O volume (turnover) disparou com as ações de março a junho, mas quando as ações começaram a andar de lado o volume caiu para metade da média que costuma transacionar. Um sinal de que os investidores não estão com pressa de despachar estas ações. E também sinal de que estas ações vão continuar a ser líderes do mercado e à frente do pelotão em breve. A AMD é a maior posição na minha carteira de investimentos e, pelos vistos, vai continuar a ser por algum tempo.

Não se esqueçam de acompanhar os meus resultados nos campeonatos de investimentos dos Estados Unidos (https://financial-competitions.com/). Estou em segundo e 11.º lugar nas duas competições em que concorro. Parece que há mais de 600 concorrentes mundialmente. Podem também acompanhar nas redes sociais X (Twitter) e Instagram, debaixo do nome @corkyinvestor, bem como no YouTube, onde faço um podcast em português. Nada do que aqui partilho são conselhos; para isso, têm de consultar um consultor de investimentos ou broker. Simplesmente partilho o que sei, com experiência de mais de 30 anos nos mercados financeiros, com altos e baixos.

John Rodrigues

0 comment
0 FacebookTwitterPinterestEmail

As dificuldades nas comunicações móveis e de fibra em várias localidades do concelho e a reorganização dos serviços municipais marcaram a Assembleia Municipal de Anadia, realizada a 26 de junho, nos Paços do Concelho.

No período antes da ordem do dia, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Sampaio, garantiu que o Município continuará a pressionar as operadoras, a ANACOM e o Governo até que seja encontrada uma solução para as chamadas “zonas brancas”. O autarca revelou que o município já reuniu com representantes da MEO e da Vodafone e aguarda agora uma proposta técnica que permita resolver o problema.

Sobre este tema, o deputado municipal do PS, Joaquim Pereira, questionou o executivo sobre as diligências efetuadas junto do Ministro das Infraestruturas, a petição apresentada por cidadãos das freguesias afetadas e as medidas previstas para garantir a segurança das populações em caso de incêndio, perante as dificuldades de comunicação. Jorge Sampaio confirmou ter remetido a petição às principais entidades nacionais e assegurou que o ministro reiterou o compromisso de acompanhar a situação.

Na área da proteção civil, o presidente da Câmara destacou o reforço das ações de prevenção de incêndios e a antecipação da vigilância florestal, sublinhando o trabalho conjunto entre município, juntas de freguesia, bombeiros, GNR e Proteção Civil.

O presidente da Junta de Freguesia de Arcos e Mogofores, Luís Miguel, questionou o executivo sobre a requalificação do Bairro Mira Casto, tendo Jorge Sampaio adiantado que o projeto se encontra na fase final de execução, prevendo o lançamento do concurso ainda este ano.

A deputada municipal Sandra Queiroz (Anadia Primeiro PSD/CDS-PP) destacou o programa municipal Férias Desportivas e Culturais e questionou o executivo sobre o Plano Municipal de Saúde. O presidente da Câmara informou que as 80 vagas do programa voltaram a esgotar e que o Plano Municipal de Saúde já foi adjudicado e se encontra em fase de elaboração.

A Linha de Alta Velocidade voltou igualmente ao debate, depois de Joaquim Pereira questionar o destino da petição pública promovida contra o traçado previsto para o concelho. Jorge Sampaio reafirmou a oposição do executivo ao projeto e garantiu que a Câmara defenderá os interesses dos proprietários afetados durante os processos de expropriação.

O deputado Américo Simões, do Chega, chamou a atenção para os problemas que persistem na rede de abastecimento de água em Ervedosa, nomeadamente a baixa pressão, a degradação dos reservatórios e as deficiências nas bocas-de-incêndio.

Na ordem do dia, os deputados aprovaram a primeira alteração ao mapa de pessoal para 2026, que prevê o reforço dos recursos humanos, sobretudo nas áreas da Educação, Saúde e restantes serviços municipais. Jorge Sampaio explicou que a proposta resulta da identificação das necessidades decorrentes da transferência de competências para o Município.

Foi igualmente aprovada a reorganização da estrutura orgânica da autarquia, com a criação das divisões de Empreendedorismo, Captação de Investimento e Internacionalização e de Contratação Pública, bem como alterações técnicas ao Plano Diretor Municipal (PDM), destinadas a garantir a conformidade com as orientações da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

No final da sessão, durante o período reservado ao público, voltou a ser abordada a situação das comunicações no concelho.

0 comment
0 FacebookTwitterPinterestEmail

Milhares de pessoas marcaram presença para assistir às marchas populares, que desfiram na Praça Marquês de Marialva e no Largo D. João Crisóstomo de Amorim Pessoa, no centro da cidade de Cantanhede, no domingo, 28 de junho, no âmbito das festas em honra de São Pedro, padroeiro da cidade.

O evento, que contou com o desfile de nove grupos representativos de associações locais, foi organizado mais uma vez pelo Município de Cantanhede, com o apoio da Freguesias de Cantanhede.

Participam na iniciativa a marcha Gira Sol, com o tema “Crescer com histórias”, a Marcha das Arrôtas, com o tema “O Amola-Tesouras e o engraxador de sapatos”; a Marcha de Cantanhede com o tema “10 anos da nossa marcha”; a Marcha de Covões, com “Homenagem ao músico”; a Marcha de Febres, com o tema “Na janela da minha rua”.

Já a Marcha de Murtede apresentou “130 anos do cinema”; a Marcha de Sepins – “As Varinas e os Pescadores”; a Marcha da Tocha – “Memórias”, e a Marcha de Vilamar -“Ver para crer”.

Os 621 marchantes iniciaram o percurso na Rua dos Bombeiros Voluntários, junto à loja do Cidadão, seguindo pela Rua dos Namorados, Largo D. João Crisóstomo de Amorim Pessoa e Rua Marquês de Marialva, terminando na Praça Marquês de Marialva.

À semelhança dos anos anteriores, o desfile em Cantanhede prosseguiu estas apresentações, após a concretização do desfile das Marchas ocorrido na Praia da Tocha, em honra de São João, no dia 21 de junho, também promovido pela Câmara Municipal, com o apoio da Junta de Freguesia da Tocha e a Associação de Moradores da Praia da Tocha (AMPT).

As marchas populares são uma inequívoca expressão de alegria, reafirmando o sentido de comunidade pelo envolvimento e dinamismo que lhes estão inerentes.

0 comment
0 FacebookTwitterPinterestEmail

A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro entregou, a 26 de junho, as chaves de 12 habitações sociais em regime de arrendamento apoiado, destinadas a 25 pessoas do concelho que viviam em condições habitacionais indignas.

As habitações, de tipologias T1, T2 e T3, localizam-se em Oliveira do Bairro, Bustos e Palhaça e destinam-se a pessoas que viviam em condições habitacionais indignas. O valor da renda é calculado em função dos rendimentos de cada agregado. As habitações foram construídas e reabilitadas no âmbito da Estratégia Local de Habitação do Município de Oliveira do Bairro e das candidaturas aprovadas ao abrigo do programa 1.º Direito/Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), representando um investimento de 1,4 milhões de euros, de um total de cerca de 2,5 milhões de euros já investidos até à data.

A atribuição das habitações resultou de um procedimento de candidatura, cujos critérios de elegibilidade incluíam, entre outros, ser cidadão nacional ou, sendo estrangeiro, possuir certificado de registo de cidadão comunitário ou título de residência válido em território nacional; viver em condições habitacionais indignas, sem dispor de uma habitação adequada e residindo de forma permanente em situação de precariedade; encontrar-se em situação de carência económica; possuir um agregado com dimensão adequada à tipologia da habitação a que se candidatou; e estar identificado no âmbito da Estratégia Local de Habitação do Município de Oliveira do Bairro.

Na cerimónia de entrega das chaves, Duarte Novo, Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, referiu que tem mais seis projetos para concretizar nesta área, sendo que dois já estão em andamento.

“Entendemos dar prioridade às pessoas e a condições dignas de habitação e isso obrigou a deixarmos em standby outros projetos, também eles necessários, como a pavimentação da rede viária, que entretanto recuperámos e estamos também a avançar”, explicou o autarca.

Também presente na cerimónia, Luís Rabaça, Vereador da Ação Social, mostrou-se extremamente feliz, considerando tratar-se de um dia “verdadeiramente especial”.

“Hoje, efetivamente, não vamos entregar betão, não vamos entregar tijolos, não vamos entregar meros contratos de arrendamento, vamos entregar muito mais do que isso. Vamos entregar dignidade, entregar segurança e vamos entregar, sobretudo, futuro”, assinalou Luís Rabaça.

Os novos arrendatários têm vindo a ser acompanhados por uma equipa técnica do Serviço de Ação Social e Idade Maior do Município, que desenvolve um trabalho de proximidade com os beneficiários e os futuros vizinhos, promovendo uma integração harmoniosa na nova área de residência.

PUBComo foi referido durante a cerimónia, este processo vai muito além da entrega de uma chave ou de uma habitação, constituindo o alicerce para a “construção de um verdadeiro lar, ponto de partida para uma vida plena, digna e ativamente integrada na sociedade”.

Perante um problema habitacional que afeta todo o território nacional, o Município de Oliveira do Bairro pretende posicionar o concelho “como um território com habitação de qualidade e acessível a todos, num modelo de desenvolvimento social e territorial coeso e sustentável”.

Além da atribuição de habitação social, o Município dispõe de outros instrumentos de apoio nesta área, nomeadamente apoios à melhoria das condições habitacionais, apoio ao arrendamento e arrendamento para subarrendamento, entre outras medidas.

A Estratégia Local de Habitação de Oliveira do Bairro foi aprovada em 2021 e prevê um investimento de cerca de 6,3 milhões de euros ao longo de seis anos, com o objetivo de promover soluções habitacionais para pessoas que vivem em condições indignas e não dispõem de capacidade financeira para suportar o acesso a uma habitação adequada.

A estratégia foi elaborada com base num diagnóstico desenvolvido em articulação com diversas entidades do concelho, designadamente as juntas de freguesia, IPSS e grupos sociocaritativos. O documento já foi objeto de uma segunda revisão e identifica atualmente 185 agregados a viver em condições habitacionais indignas no concelho, correspondentes a 465 pessoas.

A implementação da Estratégia Local de Habitação permitiu ao Município de Oliveira do Bairro apresentar uma candidatura ao Programa de Apoio ao Acesso à Habitação, integrado no Plano de Recuperação e Resiliência.

0 comment
0 FacebookTwitterPinterestEmail

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Aceito Ler mais