Deputados da Assembleia em Anadia preocupados com o futuro da saúde

A sessão da Assembleia Municipal de Anadia do passado dia 23 de fevereiro ficou ainda marcada pelas várias intervenções de deputados municipais preocupados com a criação da Unidade Local de Saúde (ULS) da região de Aveiro. Este novo organismo irá articular os cuidados primários e hospitalares. A ideia foi lançada no final do ano passado pelo Governo, Ministério da Saúde e pela nova Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde.

O deputado Nuno Portovedo, da bancada MIAP, foi o primeiro a questionar sobre o futuro da saúde na região. Teresa Cardoso, presidente da Câmara anadiense, começou por evidenciar o atual estado de degradação do serviço público de saúde, acrescentando que a falta de profissionais da área se faz sentir um pouco por todo o país. A autarca mostrou-se também um pouco apreensiva sobre a forma como alguns serviços irão funcionar, sendo que os processos ainda não estão totalmente esclarecidos.

“Infelizmente este não é um assunto da competência do Município e qualquer intervenção é-nos vedada. A falta de profissionais é uma preocupação séria, porque não basta investirmos em infraestruturas. Temos feito pressão sobre os vários organismos responsáveis e foi-nos ainda transmitida a informação de que o encerramento de mais polos de saúde poderá estar em cima da mesa. Até o final desde mês temos a indicação de que serão apresentados os planos das unidades de saúde”, afirmou a edil.

O deputado pelo PS Fernando Barbosa foi outro dos presentes que levantou a questão. Teresa Cardoso terminou a sua intervenção reforçando a ideia de que nada está nas mãos do Município, no entanto deixando a ressalva de que seria um assunto que os deputados do Partido Socialista poderiam averiguar internamente dentro do partido, dado que é o Governo (PS) no poder no país atualmente.

A ideia principal é que a ULS faça a integração da prestação de cuidados de saúde aos Cidadãos, facilitando a sua vida, reduzindo perdas de tempo no caminho entre os cuidados primários e os hospitalares, maximizando as capacidades técnicas e logísticas ao dispor e elevando a qualidade dos serviços, a sua qualificação e diversificação técnica e a sua proximidade e permanência juntos dos Cidadãos.

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