Lançado concurso para troço da Alta Velocidade que atravessa o concelho de Anadia

O Governo lançou esta quinta-feira, dia 22 de janeiro, o concurso de concessão para o troço da Linha de Alta Velocidade Porto–Lisboa entre Oiã e Soure, um segmento que atravessa o concelho de Anadia e integra a primeira fase do projeto ferroviário de alta velocidade.

O procedimento foi anunciado pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação, através da Infraestruturas de Portugal (IP), no âmbito do compromisso assumido pelo XXV Governo Constitucional com a concretização da rede de alta velocidade ferroviária. O lançamento do concurso surge após a reformulação do processo inicialmente aberto em julho de 2024, que acabou por ser extinto por falta de propostas válidas.

O contrato agora colocado a concurso prevê a construção de cerca de 61 quilómetros de linha de alta velocidade, bem como a adaptação da estação de Coimbra B para este novo sistema ferroviário. Estão ainda contempladas ligações à Linha do Norte nas proximidades de Oiã, Adémia e Taveiro, além da quadruplicação da Linha do Norte no troço entre Taveiro e Coimbra B. Segundo a tutela, o início das obras está previsto para 2027.

Este troço assume particular relevância para o concelho de Anadia, uma vez que Oiã constitui um dos pontos de ligação estratégica entre a nova infraestrutura de alta velocidade e a rede ferroviária existente, reforçando a centralidade do território no eixo Porto–Lisboa.

Recorde-se que, em julho de 2025, foi formalizada a assinatura do contrato de concessão do primeiro troço da primeira fase da Linha de Alta Velocidade, entre Porto e Oiã, com o consórcio Avan Norte, num modelo de parceria público-privada. Em conjunto, estes investimentos são considerados estruturantes para o sistema de transportes e para o ordenamento do território.

O Ministério das Infraestruturas sublinha que o reforço da ferrovia é um elemento central da política nacional de mobilidade, alinhado com os objetivos de descarbonização dos transportes até 2030, previstos no Acordo de Paris e no Pacto Ecológico Europeu. A Comissão Europeia tem, aliás, como meta a duplicação do tráfego ferroviário de passageiros, numa lógica multimodal e sustentável.

Citado no comunicado, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, considera que as linhas de alta velocidade, a par do novo Aeroporto de Lisboa, representam “as maiores obras que o país levará a cabo neste século”, sublinhando a importância de um consenso nacional em torno do investimento na ferrovia.

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