Mealhada, Luso e Bussaco têm condições para estar na rota do nomadismo digital

O Luso, com a mais valia da Mata do Bussaco, tem todas as condições para ser um destino apetecível para nómadas digitais de todo o mundo. Quem o afirma é Gonçalo Hall, criador da Digital Nomad Association, que esteve no Luso a apresentar o impacto desta nova forma de trabalho remoto nos territórios.

Gonçalo Hall partiu do exemplo do projeto de nomadismo digital já implementado na Madeira, concretamente na Ponta do Sol, para explicar as vantagens e impactos que os nómadas digitais podem trazer às comunidades. “Com este projeto, a Ponta do Sol, desconhecida para o mundo, passou a estar referenciada em mais de 200 publicações mundiais. Com um investimento de 35 mil euros, o Governo Regional conseguiu impactos de milhões de euros. É isto que queremos fazer no resto do território”, sublinhou.

Para o conseguir, Gonçalo Hall conta com trunfos que o país apresenta: a cultura, a gastronomia, a segurança, o clima e o sentido de comunidade. “O sentido de comunidade é muito importante. O nómada digital não é um turista. É alguém que quer ter a sensação de pertença, de integração na comunidade. E é por isso que a criação de uma comunidade e integração com os residentes é muito importante”, destacou.

“É fulcral a existência de uma estrutura social em que seja fácil para o nómada digital estar e ter acesso a eventos. É preciso construir uma infraestrutura pensada e dedicada para os hábitos destas pessoas, que passa não só pelos espaços de trabalho, bem como atividades focadas e orientadas para estas comunidades. Os nómadas movem-se muito entre comunidades e não tanto entre destinos. Os espaços de co-work são importantes, a questão do alojamento específico de mês a mês, que é o alojamento de médio termo, também é importante. Mas acima de tudo é a proatividade para criar uma comunidade”, sublinhou.

Hugo Silva, vereador da Câmara Municipal da Mealhada, afirmou o interesse do Município em integrar esta rota do nomadismo digital.  “Este é o pontapé de saída para acolher e contribuir para que o nomadismo possa ter desenvolvimento sustentado no nosso território e na nossa região. Assumimos que é importante ter uma oferta diferenciada que permita que outros públicos possam viver o nosso território e que nos ajudem a torná-lo mais visível”.

“Do ponto de vista do emprego, da produção intelectual e do trabalho, a digitalização da economia progrediu na pandemia, mas só faz sentido com espírito de comunidade e aqui acreditamos ter trunfos para sermos atrativos para esta nova classe profissional de nómadas digitais”, destaca o autarca.

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