Saúde: Em novembro celebra-se o Dia Mundial da Diabetes

Segundo os últimos dados Pordata (2020), a Diabetes é uma doença que atinge mais de trezentas mil pessoas no nosso país e a tendência é para que este número continue a aumentar.

Há alguns anos pensava-se que existiam apenas 3 tipos de diabetes: Diabetes tipo I (dependente da administração de insulina), Diabetes tipo II (não dependente da administração de insulina) e Diabetes Gestacional (aparece na gravidez, mas desaparece depois do parto). No entanto, hoje em dia já se conhecem outros tipos de Diabetes que, embora sejam mais raras, são igualmente importantes. Neste artigo, vamos focar-nos mais na Diabetes tipo II.

Este tipo de Diabetes é mais comum e os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença é a obesidade, o sedentarismo e a predisposição genética. Antes de explicar como é que aparece este tipo de Diabetes, é importante referir qual o papel da insulina no nosso organismo: a insulina é uma hormona produzida no pâncreas e a sua principal função é transportar a glicose (o açúcar) que está presente no sangue para dentro das células. Desta forma, a glicose pode ser usada como fonte de energia, por exemplo, para o funcionamento do cérebro e dos músculos. Quando ocorre uma diminuição produção de insulina, a glicose não entra para as células, fica acumulada no sangue e noutras zonas do nosso organismo. Numa primeira fase, aparecem alguns sintomas aos quais as pessoas não dão muita importância como o aumento da sensação de sede, cansaço, perda de peso sem razão aparente e aumento da frequência com que urina. A nível de análises sanguíneas, antes mesmo do valor da glicose aumentar, costuma haver um valor mais elevado de insulina a que designamos como resistência à insulina. Só mais tarde é que o valor da glicose aumenta.

Hoje em dia é possível viver com esta doença de forma controlada, através de uma alimentação mais saudável (com menos alimentos açucarados, com mais cereais integrais e mais legumes) e com a prática de exercício físico regular (por exemplo, uma caminhada de 30 minutos a 1 hora por dia com as suas amigas ou vizinhas). Em alguns casos, os médicos dão algum tempo para que o paciente adote este tipo de comportamentos antes mesmo de iniciar a toma de medicação (os antidiabéticos orais).

O grande problema é quando a doença fica descontrolada com o aumento persistente dos valores da glicose no sangue durante algum tempo e surgem complicações que começam a afetar vários órgãos:

– Pé diabético – lesões nos pés que ocorrem devido à diminuição do fornecimento de oxigénio para as células e perda de sensibilidade nessa zona;

– Nefropatia diabética – ocorre quando aparece uma proteína (a albumina) nas análises e que, em casos mais graves, pode levar a uma insuficiência renal;

– Hipertensão arterial – que aumenta a probabilidade de aparecerem outras doenças como os enfartes do miocárdio e os AVC’s;

– Retinopatia diabética – é uma disfunção que ocorre nos olhos e que pode levar à perda de visão.

Como pode ver, a Diabetes é uma doença que não pode passar despercebida e que requer alguns cuidados e atenção. Uma mudança nos hábitos alimentares e de vida pode ajudar não só a prevenir como a controlar esta doença. Para saber qual o seu risco de desenvolver esta doença, preencha o questionário que se encontra no site da APDP (Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal) – https://apdp.pt/diabetes/conheca-o-seu-risco/

Caso o seu risco seja elevado, não se esqueça que ainda pode ir a tempo de travar esta doença. Marque uma consulta de nutrição e comece hoje mesmo a mudar a sua vida.

 

 

Dra. Ana Sofia Guerra

Nutricionista (1321N)

Sanclinic – Sangalhos

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