Instituto Profissional da Bairrada: “Transforma a tua vida. Qualifica-te!”

O Instituto Profissional da Bairrada (IPB) é uma escola de ensino profissional situada em Oliveira do Bairro, vocacionada para a formação técnica de jovens em áreas diretamente ligadas à indústria e ao tecido empresarial local e nacional. Com uma oferta formativa centrada em cursos profissionais como Mecatrónica Automóvel, Eletrónica e Automação e Manutenção Industrial/Mecatrónica, o IPB tem vindo a consolidar-se como uma referência na formação técnica especializada, apostando num ensino fortemente prático e em estreita articulação com empresas. Entrevistámos o diretor Nuno Santos sobre o presente e o futuro.

A sua estratégia pedagógica privilegia a aprendizagem em contexto real de trabalho, através de estágios e parcerias com mais de uma centena de entidades, permitindo aos alunos desenvolver não apenas competências técnicas, mas também hábitos de responsabilidade, autonomia e preparação para o mercado de trabalho. Com uma taxa de empregabilidade elevada e muitos alunos integrados profissionalmente logo após a conclusão do curso (frequentemente nas próprias empresas onde realizam a formação em contexto de trabalho) o IPB afirma-se como um projeto educativo fortemente orientado para a empregabilidade e para a qualificação com impacto direto na vida dos jovens e na economia regional.

 

Jornal de Anadia (JA) – Como está estruturada a oferta formativa para o próximo ano letivo e que alterações ou novidades estão previstas?

Nuno Santos (NS) – Para o ano letivo 2026/27 teremos o Curso Profissional de Técnico de: Mecatrónica Automóvel; Eletrónica e Automação; Manutenção Industrial/Mecatrónica.

Esta é a nossa oferta formativa. Áreas técnicas e industriais, alinhadas com as necessidades do tecido empresarial da região. No entanto, haverá novidades e planos de formação alterados, focados em unidades de competências e resultados de aprendizagens.

 

JA – A escola tem sentido dificuldades em atrair jovens para áreas como eletrónica, eletromecânica ou maquinação? Ou tem havido crescimento?

NS – As nossas áreas oferecem excelentes soluções de emprego e progressão, o que tem contribuído para um interesse consistente por parte dos alunos e das suas famílias.

A área da Mecatrónica Automóvel continua a ter muita procura, mas felizmente os cursos de Eletrónica e Automação, e Manutenção Industrial/Mecatrónica também têm tido uma procura surpreendente. A forma como são desenvolvidos o cursos devolvem resultados espetaculares ao nível da introdução de jovens no mercado de trabalho e/ou prosseguimento de estudos.

O IPB tem crescido todos os anos em número de alunos, e tem feito crescer quem o rodeia.

 

JA – De que forma o IPB adapta a sua formação às necessidades reais das empresas da região e do setor industrial?

NS – A adaptação é feita através de uma relação muito próxima entre toda a estrutura de escola e empresa. A relação com stakeholders exigentes, que sabem o que querem efetivamente e que a cada momento têm a possibilidade de intervir no processo de construção de boas soluções é determinante. A disponibilidade para ouvir, envolver, estabelecer metas, e monitorizar os seus resultados é fundamental para tomar boas decisões estratégicas, e na prática é o que tem acontecido no IPB.

 

JA – Que importância tem o modelo de ensino mais prático e em contexto de empresa na formação dos alunos? Como funcionam as parcerias com empresas para estágios e integração profissional dos alunos?

NS – É essencial. O trabalho de parceria, proximidade e envolvimento com as empresas tem sido extraordinariamente importante para todos (jovens; empresas; família; escola), este é o feedback que temos diariamente. O ensino profissional distingue-se precisamente pela forte componente prática, os alunos aprendem em oficinas e em contexto real de trabalho. Esta experiência tem sido absolutamente determinante na integração no mercado de trabalho e contribui para o desenvolvimento a vários níveis, nomeadamente em termos de autonomia, organização e responsabilidade.

O intenso trabalho de proximidade e disponibilidade com empresas e instituições da região, o IPB tem ainda um elevado número de parcerias, estágios, projetos e interações. Atualmente, o IPB trabalha com mais de uma centena de empresas e com as associações empresariais que as representam. É, portanto, uma aposta ganha, mas a reforçar/consolidar a cada ano que passa.

JA – Que tipo de equipamentos, tecnologia ou infraestruturas são usados para preparar os alunos para o mercado de trabalho?

NS – Dispomos de tecnologia/instalações/oficinas/equipamentos que estão em linha com o que se faz no mercado industrial, e estamos constantemente a investir para acompanhar esta evolução, como foi o caso recentemente de investimentos na área da robótica, de CNC, da domótica residencial, da automação industrial, das instalações elétricas residenciais e coletivas, da soldadura, do diagnóstico automóvel. Tudo isto acompanhado por equipa de trabalho focada, experiente, com capacidade e atitude certa para trabalhar com jovens, proporcionando uma formação o mais próxima possível da realidade profissional.

 

JA – Como é que a escola garante que os alunos saem não só com competências técnicas, mas também com hábitos de trabalho e responsabilidade profissional?

NS – Trabalhamos essas competências de forma transversal, desde o primeiro ano. Pontualidade, cumprimento de prazos, trabalho em equipa e responsabilidade são exigidos em contexto de sala de aula e reforçados durante a Formação em Contexto de Trabalho. A componente prática que tentamos inserir de forma harmoniosa um pouco por todas as disciplinas, ajuda muito a consolidar estes comportamentos.

 

JA – Que evolução têm tido as taxas de empregabilidade dos alunos após concluírem o curso?

NS – As taxas de empregabilidade têm sido bastante positivas. Uma parte significativa dos alunos encontra emprego pouco tempo após a conclusão do curso, muitas vezes nas empresas onde realizaram a Formação em Contexto de Trabalho. O mais interessante é que mais de 90% dos alunos que vão trabalhar estarem efetivamente a trabalhar na área para o qual estudaram três anos.

São indicadores que, no fundo, espelham e fazem a verdadeira aferição do trabalho realizado com estes jovens ao longo dos três anos de ensino/formação. É uma Qualificação com Sentido, que tem transformado vidas para melhor.

 

JA – Que mensagem deixaria a um jovem do 9.º ano que está a decidir entre ensino regular e um curso profissional no IPB?

NS – Escolhe o caminho que mais se adequa aos teus interesses. O ensino profissional é uma via repleta de desafios para ultrapassar.

Percurso desenvolvido com tecnologia moderna e inovadora, exigente, muito prático e orientado para o futuro.

É uma escolha segura, com valor, com sucesso garantido para o mercado de trabalho e prosseguimento de estudos.

Transforma a tua vida.

Qualifica-te!

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