Em 2015, após a vitória da coligação Portugal à Frente, constituída pela coligação PSD e CDS, António Costa inverteu a vontade popular e democrática e, com a ajuda de partidos de extrema-esquerda, chegou a Primeiro-ministro de Portugal. Com o ganhar da força mediática destes partidos de extrema-esquerda, o discurso político foi-se cada vez mais polarizando, havendo uma divisão da sociedade portuguesa entre os “bons” e os “maus”. Este fenómeno de ódio vai desgastando os partidos, fazendo com que deixem de ser uma plataforma de participação atrativa para as pessoas, e consequentemente, causando às instituições democráticas, do nosso país, uma igual descredibilização.
Não esquecendo que os partidos políticos democráticos centrais são a base da construção e desenvolvimento da nossa Democracia, acredito que, quanto mais fortes forem os partidos políticos moderados e não extremistas, que privilegiam a proximidade, o envolvimento das pessoas e o diálogo dentro e fora de portas da base partidária, mais fortes serão as instituições democráticas do nosso país no futuro, desde a Assembleia da República ao Governo e, essencialmente, nas autarquias, onde podemos dar um contributo mais direto e de proximidade, seja ao nível municipal ou de freguesia.
Acredito que um partido político, em especial o PSD, que coloca as Pessoas no centro da sua ação, deve ser aberto, dialogante e agregador, dando assim um forte exemplo e contributo para a preservação dos princípios do nosso regime democrático, seja a nível nacional, distrital ou local. No entanto, mais do que apregoar estes valores, é preciso torná-los efetivos e colocá-los em prática, sendo isso o que tenho tido em consideração e respeito e continuo a ter ao longo da minha participação política.
Anadia, de onde sou natural, é um concelho social-democrata. Com exceção dos últimos anos, o PSD liderou o nosso Município e criou as bases de uma comunidade que se centra nas Pessoas, privilegiando o seu bem-estar, tendo os valores que referenciei acima bem presentes, incluindo nos mais jovens. Pese embora todos os contributos dados, nos últimos anos, infelizmente, o PSD em Anadia não tem sido um forte ativo destes pergaminhos. Em Anadia temos tido um PSD mais preocupado em pregar um purismo, muito dúbio, diga-se de passagem, da sua liderança, incentivando um discurso de divisão interno entre “bons” e “maus”, ao invés de se abrir à sociedade procurando agregar todos os sociais democratas do nosso Concelho – que são muitos.


Como Conselheiro Nacional do PSD, tenho acompanhado de perto o trabalho que o nosso Presidente Luís Montenegro e a sua equipa têm feito, e acredito que estamos num bom caminho para o PSD voltar a liderar os destinos de Portugal. Precisamos de envolver Todos, no seu sentido mais plural, e acredito que Luís Montenegro o consiga fazer.
Precisamos de envolver todos aqueles sociais democratas que, sendo ou não militantes, se revejam nos nossos valores, nas nossas ideias e projetos, todos os sociais democratas que sejam de Anadia ou do Porto, onde atualmente tem também muitos a assumir a liderança dos seus destinos, ou de qualquer outro sítio do país. Todos somos poucos para combater o socialismo, os extremismos e o discurso de “bons” e “maus”, e esse deve ser o nosso contributo nacional público e não o de tentar adivinhar e criar ruído sobre cabeças de listas às eleições europeias, ainda para mais quando há representantes concelhios que o podem fazer em fóruns internos próprios, como por exemplo o Conselho Nacional do PSD.
Concentremos sim a nossa energia e a nossa voz para aquilo que realmente interessa, para envolver as Pessoas na construção de projeto sólido para a nossa terra, esse sim é o PSD que cada vez mais anseio em Anadia e que tarda em chegar.
Pedro Veiga
Conselheiro Nacional PSD

