As “Lobas” vieram fazer história à Moita

E fez-se história na Moita.

Na história de uma terra, há dias que não se medem em horas — medem-se em emoções, em memórias e em orgulho coletivo. E foi precisamente isso que aconteceu na Moita, a já consagrada Aldeia do Rugby, que viveu um momento absolutamente inédito: pela primeira vez, recebeu uma seleção nacional sénior.

Sob um ambiente preparado com toda a pompa e circunstância, a aldeia vestiu-se de festa para acolher as “Lobas”. Cada detalhe foi pensado para que a equipa nacional se sentisse em casa — desde o acolhimento caloroso da população até às condições de excelência proporcionadas pelo Hotel das Termas da Curia e pela Estalagem de Sangalhos, que acolheram, respetivamente, a seleção portuguesa e a Federação Portuguesa de Rugby, bem como o staff da Rugby Europe. Um esforço conjunto que tornou possível um dia que ficará para sempre gravado na memória da região.

Na tribuna, várias figuras institucionais acompanhavam atentamente o momento: os presidentes da Federação Portuguesa de Rugby e da Federação Espanhola de Rugby, o Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Anadia, o Presidente da Junta de Freguesia da Moita, o Presidente do Comité Regional do Centro e o Presidente do MRC Bairrada. Todos partilhavam a mesma expetativa e orgulho.

Nas bancadas, repletas, sentia-se a emoção. Famílias, adeptos e amantes da modalidade uniram-se para apoiar as nossas atletas e a seleção nacional, criando um ambiente verdadeiramente especial.

Dentro das quatro linhas, o simbolismo foi ainda maior. O Moita Rugby Clube da Bairrada fez-se representar com orgulho por quatro atletas — Beatriz Rodrigues, Maria Almeida, Catarina Santos e Margarida Mata. E como se a história precisasse de um toque ainda mais especial, foi Beatriz Rodrigues quem capitaneou a seleção nacional — um marco inesquecível para o clube e para todos os seus atletas.

E então, um dos momentos mais marcantes do dia: o hino de Portugal começou a tocar. Um momento único. Cinquenta e um anos de história passaram, em segundos, pela memória de muitos — anos de trabalho, dedicação e paixão que culminaram num orgulho difícil de descrever. As lágrimas nos olhos de muitos de alegria emoção e paixão pelo rugby.

PUBO jogo não foi fácil. Pela frente, uma seleção espanhola fisicamente poderosa, dominante nas fases estáticas e no contacto, que confirmou a sua superioridade com uma vitória por 5-45. Mas há momentos que transcendem o resultado — e foi aí que a Aldeia do Rugby explodiu de emoção. Numa arrancada veloz, carregada de garra e identidade bairradina, Margarida Mata cruzou a linha de ensaio, apontando o único ensaio português do encontro. Um instante mágico, celebrado como uma verdadeira vitória por todos os presentes.

O dia começou cedo, com o campo sintético a encher-se de vida e entusiasmo. As escolinhas, vibrantes e cheias de energia, partilharam o relvado com jovens atletas da ESAC Agrária de Coimbra, Gaudium Sport e do Sport Clube do Porto, num convívio que reforçou os valores do rugby — amizade, respeito e paixão pelo jogo.

Mais tarde, houve ainda espaço para um momento especial: um jogo “champagne” entre atletas veteranas de Portugal e Espanha. Um encontro amigável, mas carregado de simbolismo, que acrescentou ainda mais brilho a uma jornada já memorável.

A Fanzone foi também montada ao pormenor para receber todos os mais famintos de um dia maravilhoso.

No final, uma 3ª parte à imagem do dia, com partilha entre as 3 equipas em campo e todos os que estiveram a assistir.

Enquanto isso, no Porto, os Sub-16 do MRC Bairrada davam também provas do seu caráter. Frente ao CDUP, a equipa entrou em falso e chegou a estar a perder por 22-0. Mas, com uma demonstração notável de resiliência, crença e espírito de equipa, conseguiu recuperar até um impressionante 29-28, ficando a escassos pontos de uma reviravolta épica. Um jogo que, mais do que o resultado, evidenciou o futuro promissor desta geração, construída em parceria com o RC Tondela — um projeto que enche de orgulho dirigentes, treinadores e famílias.

Foi, sem dúvida, um dia histórico. Um dia em que a Moita não foi apenas palco de rugby — foi casa, foi identidade, foi futuro. Um dia que reforça a ambição de tornar a Bairrada na verdadeira casa das seleções.

E, acima de tudo, um dia que encheu todos de um orgulho impossível de descrever.

Uma última palavra de agradecimento à Câmara Municipal de Anadia, que, em todos os momentos, esteve em permanente contacto e total apoio com o clube, acompanhando e colaborando de perto a organização e cada detalhe deste dia. Um contributo essencial para que tudo decorresse com excelência e para que todos pudessem viver este momento com felicidade e orgulho.

 

Moita Rugby Club da Bairrada

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