Quatro Patas e Focinhos há mais de 15 anos no terreno

Há mais de 15 anos que a Associação Quatro Patas e Focinhos está no terreno e já ajudou milhares de animais. O principal foco, desde o primeiro dia, é o de recolher animais errantes ou em situações negligentes ou de maus tratos e encaminhar para adoção. Pelo caminho há um trabalho de sensibilização da sociedade para o bem-estar animal, com tudo o que isso representa.

Conta atualmente com aproximadamente 15 voluntários, uma equipa que por vezes é pequena, com a constante solicitação de ajuda, o trabalho diário no abrigo e os eventos de angariação de fundos que não podem ser descurados.

Acolhem cerca de 50 a 60 cães e têm noção de que, se este valor fosse multiplicado por dez, estaria lotado na mesma e os pedidos de ajuda não cessariam. O número de adoções tem vindo a diminuir, o que torna este trabalho mais difícil.

“Só conseguimos recolher animais quando outros são adotados e mesmo assim nem sempre é linear. É quase matemático. Infelizmente, não havendo adoções, também não temos possibilidade de recolha, porque o espaço não estica. E, mesmo que conseguíssemos ter condições para albergar mais animais, não importa só o espaço mas voluntários para o trabalho diário, alimentação e dinheiro para os tratamentos veterinários é o que mais nos retrai”, palavras de Manuela Fernandes, da direção da associação.

Tentam procurar o animal certo para a família certa. Afinal de contas o bem-estar de todas as partes é o essencial.

As falhas e lacunas na legislação também não têm facilitado a vida dos que há muitos anos lutam pela causa animal que, mesmo não parecendo, acaba por ser de todos. Apesar de minimizarem os problemas, inevitavelmente sentem que fazem parte de um ciclo e que a procura por soluções para a raiz do problema tem que ser prioritário.

“Este trabalho só pode ser feito com muito amor à camisola e à causa. Todos os dias o esforço e cansaço é ainda maior. Isto porque, apesar de encontrarmos mentalidades com mais consciência, é um sentimento de remar contra a maré constante. E nós olhamos para este trabalho com a seriedade e responsabilidade que ele precisa. Gostar de cães e gatos não é, de todo, suficiente”, conclui Manuela.

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