A inauguração da exposição “Memória Desportiva Anadiense – Passado e Presente” decorreu no dia 21 de março, pelas 11h30, em Samel, reunindo representantes de associações, coletividades e figuras ligadas ao desporto local e nacional.
A sessão de abertura ficou marcada por uma alteração de última hora, como explicou o organizador Dinis Torres. O responsável inicialmente convidado (Toni) para inaugurar oficialmente o evento não pôde estar presente devido ao falecimento do atleta Silvino Louro. Ainda assim, fez questão de se associar à iniciativa, tendo realizado simbolicamente a abertura no dia anterior.
Apesar disso, a cerimónia prevista para o dia 21 manteve-se, com o tradicional corte da fita, assinalando o momento junto da comunidade. Dinis Torres destacou também a importância do espaço, pertencente ao Núcleo de Veteranos da Bairrada, associação criada em 2023, sublinhando que as instalações estão abertas a todas as coletividades do concelho que delas queiram usufruir.
Durante a sua intervenção, o organizador deixou ainda uma palavra de agradecimento especial a Frederico Carvalho, apontado como a principal força motriz por detrás da concretização do evento: “Com todas as dificuldades, nomeadamente a distância entre França e Portugal, conseguiu tornar esta ideia realidade”, referiu, valorizando igualmente o contributo das associações envolvidas.
A iniciativa surge como um ponto de partida para um projeto mais ambicioso. Em declarações, Frederico Carvalho explicou que o objetivo passa pela criação de um museu dedicado ao desporto local num horizonte de três a cinco anos. Esta exposição funciona, assim, como uma “alavanca” para dar a conhecer a ideia e mobilizar a comunidade.


O projeto inclui não só clubes de futebol — que somam cerca de vinte e sete — mas também outras áreas como hóquei, patinagem, karaté, atletismo, futsal e rali, refletindo a diversidade do panorama desportivo local. A recolha de equipamentos, como camisolas e outros objetos históricos, surge como uma resposta à necessidade de preservar memórias que, em muitos casos, estavam em risco de se perder.
Além da vertente histórica, a iniciativa procura também envolver antigos atletas e dirigentes, incentivando a partilha de histórias e experiências. “Estas lembranças trazem saúde”, destacou Frederico Carvalho, sublinhando o impacto emocional e social do projeto.
Entre os apoiantes da exposição encontram-se ainda nomes de destaque do desporto nacional, como Toni, Nelson Oliveira e Nuno Dias. Apenas Toni conseguiu marcar presença na inauguração, enquanto os restantes, por motivos pessoais e profissionais, se fizeram representar.
A exposição afirma-se, assim, como um primeiro passo na valorização da memória desportiva de Anadia, assumindo-se como ponto de partida para futuras iniciativas e para a concretização de um museu dedicado ao passado e presente do desporto local.

