O tecido empresarial sediado no concelho de Cantanhede alcançou, em 2025, um volume de negócios de 1.368 milhões de euros, mais 6% que em 2024, tendo as exportações no último ano económico totalizado 522,4 milhões de euros, o que se traduz num saldo positivo de 313,7 milhões de euros na balança comercial.
Ainda no que respeita às exportações, elas representam 22,6% do valor total de bens e serviços exportados pelo tecido empresarial de toda a Região Metropolitana de Coimbra.
Estes dados constam de um relatório que o Departamento de Desenvolvimento Económico e Social da Câmara Municipal apresentou na última reunião camarária, documento que caracteriza a atividade económica no concelho em 2025.
Dos indicadores apresentados destaca-se ainda o facto de, entre 2014 e 2025, o saldo da balança comercial ter sido sempre positivo, totalizando, ao longo deste período, um valor acumulado de 2.073 milhões de euros.
Segundo o estudo, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) – valor da riqueza criada por uma empresa através da produção de bens e serviços, descontando o valor dos bens e serviços utilizados para produzir – ascendeu a 325,9 milhões de euros. De referir, de resto, que no período entre 2013 e 2025, o VAB gerado pelas empresas sediadas no concelho quase duplicou, passando de 163,6 milhões de euros, em 2014, para 325,9 milhões de euros, em 2025.


Em 2025, as exportações tiveram como principal destino o mercado comunitário, que absorveu cerca de 72% do valor total exportado.
Segundo a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, “o concelho de Cantanhede afirma-se como um território de significativa relevância económica no contexto da Região de Coimbra”, pela “diversidade do tecido empresarial, dinâmica da atividade industrial, capacidade exportadora das empresas e pela aposta na inovação e no desenvolvimento tecnológico”.
“Cantanhede apresenta uma trajetória de crescimento e afirmação económica, sustentada na capacidade de atrair investimento, na presença de empresas competitivas nos mercados internacionais e na valorização crescente da inovação e do conhecimento”, complementou.
O dinamismo económico do concelho reflete-se igualmente na sua capacidade de atrair e fixar investimento empresarial. Entre 2021 e 2025, foram transacionados 60 lotes nas zonas industriais, correspondentes a uma área de cerca de 65,10 ha. A este resultado acresce uma carteira de procura potencial composta por 31 manifestações formais de interesse de empresas que pretendem instalar-se no concelho, representando uma necessidade bruta de terreno de aproximadamente 32,7 ha.

