Nelson Oliveira, o ciclista português com mais presenças em grandes Voltas nas últimas três décadas, parte para o Tour satisfeito pela confiança que a Movistar deposita no seu papel de gregário e com a ambição de chegar a Paris. Aos 34 anos, o corredor de Vilarinho do Bairro vai iniciar no sábado, em Bilbau, a sua sétima Volta a França e a 18.ª grande Volta da carreira (esteve oito vezes na Vuelta e três no Giro), um número que não encontra paralelo entre os outros portugueses que integraram o pelotão internacional nas últimas três décadas.
Falar de Nelson Oliveira é falar de um dos melhores ‘escudeiros’ do pelotão mundial, um papel que assume com orgulho e que nesta edição da ‘Grande Boucle’ o levará a trabalhar para o espanhol Enric Mas, quinto classificado em 2020 e sexto em 2021.


Prestes a iniciar a sua 18.ª grande Volta, Oliveira não esconde que gostava de alcançar o número redondo, o mesmo que Acácio da Silva atingiu com a sua última presença no Giro, em 1993.
Nelson Oliveira chega à Volta à França com 35 dias de competição, depois de ter participado na Clássica Valenciana (22.º), Volta a Andaluzia (26.º), Tirreno-Adriático (31.º), Volta ao País Basco (33.º), Volta à Romandia (26.º) e Critério do Dauphiné (49.º), o melhor resultado em etapas foi 4.º lugar no contrarrelógio na Romandia.

