Opinião pela Iniciativa Liberal Anadia: Linha de alta velocidade

Depois de duas sessões de esclarecimento públicas com elevada participação, promovidas pela Câmara Municipal de Anadia, tendo a população de Anadia esclarecido as suas dúvidas em relação a diversos itens de impacto ambiental e socioeconómicos relacionados com a passagem da Linha de Alta Velocidade ferroviária pelo concelho de Anadia.

O custo da nova linha de alta velocidade Porto – Lisboa terá um custo superior a 4.900 M€ até 2030, sendo que a Fase 1, entre Porto e Soure terá um custo de 3.000 M€ e deverá entrar em concurso público de adjudicação no primeiro semestre de 2024, com a conclusão da obra prevista para 2028. A fase 2, entre Soure e o Carregado estando prevista a conclusão da obra para 2030 com um custo de 1.900 M€, entrando em concurso de adjudicação em 2026. A fase 3, correspondente ao troço entre o Carregado e Lisboa será construída mais tarde, fazendo-se o acesso a Lisboa pela linha do Norte, que sofrerá remodelações, quadruplicando a capacidade atual e podendo receber os serviços de alta velocidade.

O transporte ferroviário de alta velocidade tem impacto direto na economia do País, com maior eficiência e rapidez no transporte de mercadorias, aumentando a capacidade de transporte e diminuindo os custos logísticos para as empresas, aumentando assim a competitividade no mercado nacional e internacional; Estimula o Turismo, atraindo visitantes e aumentando o consumo local, aumentando assim receitas para o Pais; Cria empregos diretos e indiretos na construção e manutenção das infraestruturas ferroviárias, assim como nos sectores relacionados; Viagens mais rápidas e confortáveis para os passageiros, reduzindo o tempo de deslocação entre cidades e favorecendo a mobilidade; Redução do trafego rodoviário e melhoria da segurança nas estradas; Promoção do crescimento económico ao melhorar a acessibilidade entre cidades e regiões; Menor impacto ambiental, sendo mais sustentável do que o transporte rodoviário ou aéreo, emitindo menos gases de efeito estufa por passageiro transportado.

Conscientes da importância do transporte ferroviário de alta velocidade para Portugal e havendo estudos positivos no transporte de passageiros, apesar de desfasados temporalmente, não compreendemos o planeamento de execução da obra e a falta de estratégia do Governo em exercício, ao não contemplar um plano estratégico nacional de integração direta da ferrovia de alta velocidade com as principais cidades nacionais, aeroportos e portos marítimos. Penalizando assim o desenvolvimento de Portugal, ao não potencializar a infraestrutura ferroviária de alta velocidade ao nível do transporte de passageiros e mercadorias entre as principais cidades Portuguesas e a Europa.

 

Rui Cosme

Coordenador IL – Anadia

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