O Clube de Ténis de Águeda recebeu, nos dias 15 e 17 de maio, o torneio de homenagem a Élio Formiga, antigo presidente do Conselho Fiscal do clube, falecido a 29 de abril de 2019. A competição, integrada no calendário da Federação Portuguesa de Ténis, foi disputada no escalão de veteranos +40 masculinos (nível B), nos courts de piso rápido da coletividade aguedense.
A prova contou com a participação de vários atletas em destaque, entre os quais os aguedenses Agnelo Amaro, Hugo Teixeira e Luís Formiga, o espinhense Vasco Rocha e o anadiense Carlos Neves, que assumiram protagonismo ao longo do torneio.
Na competição de singulares, Agnelo Amaro, primeiro cabeça de série e atual número 38 do ranking nacional, conquistou o título ao vencer na final Vasco Rocha, segundo pré-designado e número 77 do ranking, num encontro equilibrado decidido em três sets, com os parciais de 6-4, 5-7 e 10-7, após cerca de duas horas e 15 minutos de jogo.
Nas meias-finais, Amaro havia ultrapassado Carlos Neves, do Grupo Desportivo e Cultural da CIRES (Estarreja), por 6-2 e 6-3, enquanto Vasco Rocha garantiu o acesso à final ao vencer Luís Formiga, da Escola de Ténis de São Bernardo, por 6-1 e 6-2.
Já na prova de pares masculinos, a vitória sorriu à dupla formada por Luís Formiga e Carlos Neves, que protagonizou uma final de elevada competitividade frente a Agnelo Amaro e Hugo Teixeira, do Clube de Ténis de Águeda. Após um primeiro set dominado pela dupla da casa (0-6), Formiga e Neves reagiram, vencendo por 6-1 e fechando o encontro no super tie-break por 10-8, ao fim de cerca de duas horas e 20 minutos.


A cerimónia de entrega de prémios contou com a presença da viúva de Élio Formiga, bem como de dirigentes do Clube de Ténis de Águeda, num momento marcado pela emoção e pela homenagem ao antigo dirigente. Destaque para a vitória de Luís Formiga, filho do homenageado, na prova de pares, ao lado de Carlos Neves.
No final, Luís Formiga sublinhou o significado especial da conquista: “Vou guardar este prémio no meu escritório, porque tem uma importância especial”. Também Carlos Neves destacou o simbolismo da vitória: “Jogar a prova de pares ao lado do Luís Formiga já foi muito especial, mas termos vencido torna tudo ainda mais marcante. Foi a segunda vez que venci este torneio, depois de ter conquistado os singulares em 2024”.
O torneio voltou, assim, a afirmar-se como um momento de competição e de memória, evocando a figura de Élio Formiga e reunindo atletas em torno do ténis e da homenagem ao antigo dirigente.

