Com 72 anos de história, a Marsilop é hoje uma das empresas mais antigas do concelho de Anadia. Especializada em construção civil e obras públicas, a empresa construiu ao longo de mais de sete décadas um percurso marcado pelo crescimento, pela capacidade de adaptação e, sobretudo, pela superação de um dos períodos mais difíceis da sua existência.
Fundada em 1954 com a designação Construções Martins & Ferreira da Silva, Lda. (MARSIL), a empresa nasceu pelas mãos de António Ferreira da Silva, Manuel Ferreira da Silva, Guilherme Martins & Filhos, Lda. e Construções Electromecânicas da Beira (COBEL). Mais tarde, a designação evoluiu para Marsilop, mantendo, contudo, a mesma vocação: a execução de obras públicas.
Desde a sua fundação, a atividade da empresa tem incidido sobretudo na construção de redes de abastecimento de água e saneamento, estações de tratamento de águas residuais (ETAR), estruturas em betão armado, vias de comunicação e arranjos exteriores. Ao longo dos anos, executou centenas de empreitadas de norte a sul do país, trabalhou em diversas ilhas dos Açores entre 1987 e 1999 e chegou também a desenvolver atividade no Brasil.
Hoje, a Marsilop continua sediada em Anadia, onde mantém os edifícios administrativos, oficinas, armazéns e estaleiros, mas a sua área de intervenção estende-se a todo o território nacional.
Atualmente administrada por Pedro Coelho e Vítor Santos, a empresa vive um dos períodos mais positivos da sua história. Contudo, nem sempre foi assim.
Em entrevista ao Jornal de Anadia, Pedro Coelho recorda que a quebra do investimento público na sequência da crise económica colocou a empresa numa situação extremamente delicada.
“Houve um grande decréscimo das obras públicas e a empresa passou por dificuldades muito complicadas. Digamos que quase fechou”, recorda.
A recuperação começou em 2018, quando uma nova equipa assumiu a gestão operacional da empresa e iniciou um processo de reorganização. Na altura, a Marsilop contava com cerca de dez trabalhadores. Atualmente, entre a Marsilop e a Smart Water, empresa criada posteriormente para complementar a atividade na área das instalações eletromecânicas, emprega cerca de 70 colaboradores.


Apesar de ocasionalmente executar obras privadas, cerca de 95 por cento da atividade da Marsilop continua ligada às obras públicas.
“O mercado é completamente diferente. As obras públicas exigem muito mais planeamento, controlo documental, cumprimento de prazos e fiscalização. É um nível de exigência bastante superior”, explica o administrador, salientando que a utilização de fundos públicos obriga a um rigor permanente em todas as fases da empreitada.
Embora tenha sede em Anadia, a empresa realiza atualmente a maioria das suas obras fora do concelho, sobretudo na região Centro. Coimbra, Figueira da Foz, Porto de Mós e Lousã são alguns dos municípios onde decorrem atualmente empreitadas.
Ainda assim, Pedro Coelho admite que gostaria de ver a empresa mais presente no concelho onde está sediada.
“Gostávamos muito de fazer mais obras em Anadia. Acarinhamos muito esta terra e também gostamos que Anadia acarinha as suas empresas”, afirma.
A ligação ao concelho estende-se igualmente ao movimento associativo empresarial. A Marsilop integra a direção da AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas –, da qual é associada desde os primeiros anos de existência, com o número 17, fazendo parte de um grupo restrito de empresas que representam o setor a nível nacional.
Atualmente, a Marsilop apresenta-se como uma empresa consolidada, com presença em todo o território nacional e uma trajetória marcada pela capacidade de adaptação e crescimento. Com uma história de mais de sete décadas, continua a apostar na qualidade, na inovação e na execução de obras públicas que contribuem para o desenvolvimento das comunidades, mantendo uma ligação próxima a Anadia, concelho onde tem a sua sede e onde pretende continuar a afirmar-se como uma referência no setor da construção civil e das obras públicas.

