Um grupo de moradores da localidade de Bicarenho (freguesia de Sangalhos) e arredores foi à sessão da Assembleia Municipal do passado dia 21 dar conta de uma situação recorrente de poluição por parte de uma empresa de carvão.
Carla Mendes, como porta-voz do grupo, afirmou saber que já foram feitas fiscalizações por várias entidades competentes à empresa e que tudo estará dentro da legalidade. Já foram feitos, entre a população, vários abaixo-assinados mas, até agora, sem resultados. Os visados dizem que o cheiro e partículas de pó pelo ar é, nalguns dias, insuportável.
A presidente da autarquia, Teresa Cardoso, disse compreender as razões complementando que também a autarquia se mantém atenta à situação. Em causa estará a empresa Carvopratas, de fabrico de carvão, e que nos últimos anos terá aumentado a sua capacidade de um para 12 fornos de carvão.


Também Artur Salvador, presidente da Junta de Freguesia de Sangalhos, usou da palavra para se mostrar apreensivo e preocupado, ao mesmo tempo que esclarecia que também a Junta tem estado a acompanhar o desenrolar da situação nos últimos anos.
“Saúdo, desde já, a postura da Câmara neste aspeto. Vamos então esperar por este novo sistema. Apesar de o PDM permitir estas empresas em malha urbana, entendo que há adaptações a serem feitas”, complementou.

