Instalados os órgãos na Freguesia de Avelãs de Caminho, as cadeiras ainda nem quentes estavam quando se dá conta que o acampamento feminino no executivo não é legal. Afinal aqui, nas terras dos orgulhosos “Gauleses” a lei a cumprir é a da República Portuguesa e não a lei própria de cada qual. Espanto para muitos, a experiência no lugar cimeiro da Assembleia de nada valeu para uma regra tão básica da nossa democracia! A paridade sempre será para cumprir. Valeu o “Espírito Santo de orelha” para remediar a ilegalidade que vinha passando entre os pingos da chuva.
Sessão iniciada, não tem ordem antes do dia nem o público tem a palavra. Membro do executivo destituído. Assembleia com 10 membros (não fosse a cadeira arrefecer).
Pareceres contrários. Suspender a Assembleia não foi opção. Vamos então cumprir a lei.
Homem candidato, votação feita. Homem eleito, homem renunciou.
Novo homem candidato, nova votação. Homem eleito, homem renunciou.
Acabaram os homens! (presentes da lista vencedora no executivo)


Assembleia com 9 membros.
Aqui, nas terras dos “Gauleses”, vota-se de forma peculiar, parece que estamos numa votação do delegado de turma na primária! (Será que estamos a ficar muito semelhantes à Assembleia de São Bento, muitos por lá berram, gesticulam e arremessam papéis, comportamentos distantes da seriedade necessária de quem tem em mãos as decisões públicas. Será que teremos por cá cópias um dia destes? O futuro dirá.)
Fim da sessão! Tudo na mesma.
Pecou pela falta da dança das cadeiras, afinal o inverno já se começa a fazer sentir e ainda alguém se podia constipar numa cadeira fria.
Aqui, na “Galia”, a “paridadefix” é uma lei que se enquadra na designação “todes”.
Micael Vidal
Anadia Primeiro – PSD – CDS
