Conhecemos melhor a Junta da União de Freguesias de Arcos e Mogofores e fazemos o balanço de três anos de trabalho liderados, no seu último mandato, por Fernando Fernandes. Além do que já está feito, perspetivamos o que falta fazer nos meses que nos separam das próximas eleições autárquicas.
Jornal de Anadia (JA) – Que balanço faz, agora que entramos na reta final do mandato?
Fernando Fernandes (FF) – Um mandato são quatro anos e, nesses quatro anos, é apresentado um Plano de Atividades e Orçamento para cada ano, que temos cumprido, fiscalizado e aprovado pela Assembleia de Freguesia. Assim sendo só por isto poderemos afirmar que o nosso desempenho é muito positivo.
JA – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
FF – Considero que a falta de habitação talvez seja um dos maiores problemas da freguesia porque sem habitação não há pessoas e sem pessoas nada funciona e nada faz sentido. Penso que políticas mais agressivas de apoio, incentivo à construção e reconstrução poderão ajudar a minimizar este problema.
JA – A população da freguesia está envelhecida?
FF – Não fugindo à regra nacional, é claro que também temos uma população envelhecida e em declínio.
JA – Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
FF – As perspetivas para o futuro da Freguesia são amplas. Se continuarem a chegar pessoas de outras nacionalidades como têm chegado, num curto espaço de tempo teremos uma sociedade multicultural, em prejuízo da nossa identidade, mas talvez seja uma forma de compensar a falta de mão-de-obra.
JA – De que forma pode a Junta de Freguesia ajudar na integração de novas pessoas?
FF – De facto necessitamos de importar trabalhadores, mas também não pode ser da maneira descontrolada como os nossos governantes têm permitido, o que tem originado um descontrolo total de muitos serviços de apoio. Só na nossa freguesia foram passados, em 2023, 835 atestados a pessoas estrangeiras e, em 2024, cerca de 700.
Numa tentativa de filtrar e transparecer situações por vezes muito dúbias, os serviços da Junta, para emitirem um atestado de residência, estão a solicitar o contrato de trabalho na nossa região e contrato de arrendamento devidamente legal.
JA – O que está cumprido e o que ainda lhe falta fazer até ao final do mandato?
FF – Até ao final do mandato estaremos a executar o Plano de Atividades e orçamento para 2025, mas paralelamente a Junta de Freguesia tem outras solicitações muitas das vezes que urgem respostas diárias.
JA – Que diferenças vê entre a Junta que encontrou em 2013 e agora em 2025?
FF – A principal diferença entre a Junta de 2013 e agora 2025 foi a fusão da Freguesia de Arcos com Mogofores. Mas unicamente ajustámos as estruturas já existentes, com as quais já temos alguma autonomia, acautelando para uma maior área a intervir e quantidade de solicitações conforme as necessidades.
JA – Quais as grandes diferenças entre gerir uma Freguesia ou uma União de Freguesias?
FF – A fusão das Freguesias tornou a superfície e as solicitações da população a gerir, maiores, mas experiência é coisa que não nos falta e com a equipa que temos tido tudo é ultrapassável, dentro das competências que a lei nos confere.
JA – E quanto ao apoio ao associativismo? A União é dinâmica em relação às atividades das associações? Qual o papel da Junta de Freguesia?
FF – As Associações são o fervilhar e a essência da nossa população. O papel que temos tido é o de total apoio e parceria em tudo o que desenvolvem em prol da comunidade e descartamos qualquer tipo de concorrência em eventos a realizar. Não podemos esquecer que algumas substituem o próprio Estado nas ações que desenvolvem.
JA – Porque decidiu a recandidatura por um movimento independente em 2013?
FF – No meu caso, a decisão de uma recandidatura por um movimento independente teve a ver com as movimentações políticas locais da altura.


FF – A única coisa que posso dizer é que a lei não me permite ser candidato à presidência de uma Junta de Freguesia, quanto ao resto, vamos ver…
JA – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
FF – Quero agradecer a confiança que depositaram em nós, ao longo destes anos. Foram vinte e quatro. Onde todos juntos conseguimos quase sempre arranjar boas soluções para as inúmeras e variadas situações que nos chegam diariamente e só assim tem sido possível termos uma freguesia forte e apetecível.

