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Salome Dias

A reunião ordinária da Câmara Municipal de Anadia realizou-se no passado dia 13, nos Paços do Concelho, e ficou marcada por debates em torno das falhas de telecomunicações no concelho, da limpeza das matas e prevenção de incêndios e de vários projetos estratégicos para o território.

A sessão contou com a presença de Ricardo Conceição, do PS, em substituição da vereadora Ana Matias, tendo o socialista centrado a sua intervenção nas falhas de telecomunicações em várias zonas do concelho, sobretudo nas áreas mais montanhosas. Ricardo Conceição alertou para situações recentes em que, durante os dias de neve, houve localidades sem rede móvel e sem telefone fixo, impossibilitando contactos para o 112 ou para o sistema SIRESP.

“Isto não é apenas um incómodo tecnológico, é uma falha de segurança pública”, afirmou, defendendo ainda que “um concelho verdadeiramente coeso não é aquele onde o centro está melhor, mas aquele onde até o lugar mais distante sabe que não foi esquecido”.

O autarca da oposição questionou ainda o executivo sobre a existência de um mapa público das zonas de sombra no concelho, os contactos realizados com as operadoras e as soluções previstas para situações de emergência. A estas preocupações juntou também a questão da limpeza das matas e da acumulação de combustível florestal, alertando para o risco acrescido com a aproximação do verão.

Na resposta, o presidente da Câmara, Jorge Sampaio, reconheceu a gravidade do problema das telecomunicações, revelando que o Município já reuniu com a ANACOM e com o Ministério das Infraestruturas. Segundo explicou, foi já realizado um levantamento técnico das zonas críticas e existe o compromisso da entidade reguladora em apresentar soluções. O autarca garantiu ainda que seria enviada uma comunicação urgente ao Presidente da República, Primeiro-Ministro, Ministro das Infraestruturas, ANACOM e operadoras, reforçando a necessidade de resolver o problema.

Relativamente à limpeza florestal, o executivo garantiu estar a reforçar o trabalho com Juntas de Freguesia, GNR e Proteção Civil, admitindo que poderá avançar para medidas mais duras e aplicação de multas em casos de incumprimento.

No ponto dedicado ao Plano Diretor Municipal (PDM), o executivo sublinhou a importância de continuar a ajustar os instrumentos de ordenamento do território às necessidades atuais do concelho, defendendo uma visão mais moderna, equilibrada e funcional para o desenvolvimento urbano e económico. Foi igualmente reforçada a intenção de avançar com soluções que permitam responder a situações identificadas no terreno, nomeadamente em áreas degradadas ou desativadas, promovendo a requalificação do espaço urbano e a valorização do território, sem comprometer as regras de planeamento e a sustentabilidade futura do concelho.

Durante a sessão, o executivo deu ainda conhecimento da candidatura de Anadia à Comissão Executiva da Rede Mundial de Cidades Educadoras, cuja eleição decorrerá em Barcelona. O presidente da Câmara destacou que, apesar da dimensão reduzida do Município face a cidades como São Paulo, Seul ou Bruxelas, “Anadia não tem medo de nada” e pretende afirmar-se internacionalmente nesta rede.

Foi igualmente apresentada a programação da Feira do Ambiente, que arranca esta semana, dia 14, com atividades dirigidas às escolas, ações de sensibilização ambiental, caminhadas, iniciativas ligadas ao setor florestal e animação musical.

Na ordem do dia, foi ainda debatida a proposta de geminação entre Anadia e o Município espanhol de Vila Nueva de los Infantes, localizado a cerca de 650 quilómetros de distância. O executivo defendeu a aproximação entre os dois territórios com base nas afinidades culturais, históricas e vínicas.

Outro dos pontos abordados foi a intenção de Anadia integrar a Rota dos Moinhos de Portugal, uma rede intermunicipal dedicada à valorização do património molinológico nacional. O objetivo passa por inventariar, preservar e promover os moinhos existentes no concelho, criando também novas oportunidades de valorização turística e cultural do território.

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Aquário gigante, workshops, “Anadia + Limpa” e “Caminhada Anadia + Verde” são alguns dos destaques da edição de 2026 da Feira do Ambiente, que decorre entre os dias 14 (feriado municipal) e 16 de maio, no Parque Urbano da Cidade, numa organização do Município de Anadia. A inauguração do certame está marcada para as 17h00, do dia 14, e contará com a presença do Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, seguindo-se um momento musical.

O evento tem como principal objetivo sensibilizar a comunidade para a necessidade de adotar comportamentos mais sustentáveis, promovendo simultaneamente hábitos de vida mais saudáveis e uma maior consciência ambiental.

Ao longo dos três dias, o recinto acolherá diversas iniciativas, entre workshops, exposições, ateliers ambientais, demonstrações, animação infantil e ações de divulgação dinamizadas pelas entidades participantes, nomeadamente associações ligadas ao setor ambiental, estabelecimentos de ensino, empresas e Juntas de Freguesia. O certame contará ainda com uma área de restauração.

A “Caminhada Anadia + Verde”, realizada em parceria com o Saca Trilhos Anadia, terá lugar no dia 15 de maio, ao final da tarde. Com um percurso de cerca de seis quilómetros e um grau de dificuldade médio, a caminhada decorrerá em piso de alcatrão e terra batida, com partida e chegada no Parque Urbano de Anadia. A receção aos participantes inicia-se às 18h00, seguindo-se o aquecimento e o arranque da caminhada.

PUBJá a iniciativa “Anadia + Limpa” realiza-se na manhã de sábado, em todas as freguesias do concelho, através de ações de limpeza em vários locais. A atividade combina exercício físico com sustentabilidade ambiental, numa atividade de plogging, e resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia e as associações locais, terminando igualmente no Parque Urbano.

As noites de quinta, sexta-feira e sábado contarão também com animação musical proporcionada pela Tuna da Universidade Sénior, pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Anadia, pelas Escola de Dança de Aguim e do Club de Ancas, João Gomes e pelos DJ André Cardoso e Renas.

Serão três dias dedicados à promoção da cidadania ambiental e da qualidade de vida sustentável, proporcionando igualmente momentos de convívio e confraternização.

A Feira do Ambiente poderá ser visitada no dia 14 de maio, entre as 17h00 e as 22h00; nos dias 15 e 16, entre as 10h00 e as 23h00. A entrada é livre.

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“Pés, para que vos quero…? Direitos Humanos” é o título da exposição patente durante o mês de maio na Biblioteca Municipal. A mostra é composta por 43 desenhos e 14 esculturas, executados por 43 alunos dos 10.º, 11.º e 12.º anos do curso de Artes Visuais da Escola Secundária Lima-de-Faria.

Centrada na figura dos pés, a exposição nasceu de um convite da Biblioteca Municipal à comunidade escolar da Escola Secundária. No âmbito da temática “Direitos Humanos”, da área transversal de Cidadania e Desenvolvimento, alunos e docentes desenvolveram um Trabalho de Integração Curricular, com o contributo das disciplinas de Oficina de Artes, Desenho – A, Oficina Multimédia – B e Enriquecimento Curricular.

PUBO projeto consistiu na criação de obras plásticas/trabalhos artísticos tridimensionais, onde se relaciona a forma de um pé com um artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Os trabalhos expostos evocam alguns dos direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa e na Declaração Universal dos Direitos Humanos, nomeadamente os direitos à Liberdade, nas suas múltiplas expressões, à Habitação digna, à Saúde, à Instrução e Educação, à Maternidade e à Infância com acesso a cuidados e assistência especiais, destacando a igualdade que todos os seres humanos devem ter para gozar estes direitos fundamentais, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

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Dois alunos do Concelho de Oliveira do Bairro foram distinguidos com uma bolsa do programa “Roma Educa”, promovido pela AIMA – Agência para a Integração, Migrações e Asilo.

A bolsa de estudo, destina-se a estudantes de comunidades ciganas, com o objetivo de promover o desenvolvimento pessoal e a integração social. Este apoio financeiro visa comparticipar despesas diretamente relacionadas com a frequência escolar, nomeadamente alimentação, transportes, livros e outro material pedagógico, contribuindo assim para o sucesso educativo dos alunos e para o apoio às respetivas famílias.

As candidaturas foram apresentadas com o apoio da Câmara Municipal e do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro. Das quatro candidaturas submetidas no concelho, três foram aprovadas, uma das quais corresponde à renovação de apoio de um aluno já abrangido pelo programa no ano passado, sendo as restantes duas referentes a novas candidaturas.

“Este resultado demonstra que, quando a escola, os nossos serviços de ação social e as famílias trabalham em conjunto, é possível superar obstáculos e criar oportunidades reais para os jovens, incentivando a continuidade dos estudos e criando condições favoráveis ao seu percurso educativo. É mais um sinal positivo de todo o trabalho de inclusão das comunidades ciganas, que há muito desenvolvemos no nosso município”, referiu Luís Rabaça, Vereador da Coesão Social da autarquia bairradina.

O programa “Roma Educa” tem como objetivo apoiar a frequência e permanência no sistema de ensino, em particular no 3.º ciclo do ensino básico e no ensino secundário, afirmando-se como uma importante medida de promoção da igualdade de oportunidades.

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A Orquestra Desigual da Bairrada (ODB – Associação) vai organizar no próximo dia 16 de maio de 2026 a iniciativa “Chanfana & Fado”, no Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia, com início marcado para as 20h00.

O evento propõe um cruzamento entre património gastronómico e musical, juntando a tradicional chanfana aos sons do fado, numa experiência que pretende valorizar a identidade cultural da região da Bairrada.

A participação é limitada a 20 fadistas e as inscrições decorrem até ao dia 10 de maio. Os interessados podem inscrever-se através dos contactos 966 184 497 ou 918 337 269.

A iniciativa conta com o apoio do Município de Anadia e insere-se na programação cultural local, promovendo a dinamização do território através da música e da gastronomia tradicional.

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O MRC Bairrada viveu mais um fim de semana cheio de atividade, com competição em vários escalões e momentos de forte união que reforçam a identidade única da Aldeia do Rugby.

Sub-14 em ação em Coimbra

Decorreu, no passado dia 02, a 26.ª edição do Torneio Internacional de Rugby JP, organizado pela Associação Académica de Coimbra Rugby, no Estádio Universitário de Coimbra.

Com vários jogos frente a adversários exigentes, a nossa equipa conjunta ABL demonstrou atitude, coragem e grande espírito competitivo, lutando sempre pela vitória em todos os encontros. Foi mais um momento importante de aprendizagem e crescimento para estes jovens atletas, que continuam a evoluir jogo após jogo.

Uma palavra especial de apoio ao nosso atleta Gustavo, desejando-lhe rápidas melhoras.

Rugby feminino em grande nível na Moita

A Aldeia do Rugby recebeu, na sexta-feira, dia 1 de maio, a 1ª Etapa Nacional de 7’s, num dia dedicado ao rugby feminino, com grande intensidade e qualidade de jogo.

As Sub-16/18 Femininas realizaram um excelente torneio, demonstrando foco, entrega e grande evolução coletiva, alcançando um merecido 2º lugar. A consistência exibida ao longo dos jogos reflete o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido e a ambição deste grupo.

Também as Seniores Femininas estiveram em competição, mantendo a sua linha de crescimento e competitividade. Num torneio muito exigente, conseguiram alcançar o 3º lugar, fruto de muito esforço, entreajuda e atitude positiva dentro de campo.

Ambos os escalões voltaram a mostrar que o rugby feminino da Bairrada está forte, unido e em clara evolução.

I Encontro de Atletas e Ex-Atletas foi um sucesso

O fim de semana ficou ainda marcado por um momento muito especial na vida do clube, com a realização do I Encontro de Atletas e Ex-Atletas.

Cerca de 75 participantes marcaram presença, num dia que permitiu reunir várias gerações que ajudaram a construir a história do rugby na Moita. Dentro de campo, houve lugar para um jogo muito disputado, vivido com intensidade mas sempre com o espírito de amizade e respeito que define o rugby.

O convívio prolongou-se para fora das quatro linhas, com um jantar onde não faltaram histórias, memórias e momentos de grande partilha, reforçando os laços que fazem da Aldeia do Rugby uma verdadeira família.

Um dia inesquecível, que deixa uma forte sensação de orgulho no passado, motivação no presente e ambição para o futuro.

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A primeira edição do “Brinde-Conferência”, promovida pela JSD Anadia, com o apoio do PSD Anadia, realizou-se no passado dia 30 de abril, em Anadia, reunindo casa cheia num momento de reflexão, participação e partilha de ideias.

A iniciativa ficou marcada pela presença da Secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos, que participou enquanto oradora principal na conferência subordinada ao tema “O papel de Portugal: entre EUA, Europa e Médio Oriente”. A governante promoveu um debate próximo e participado, centrado nos desafios do posicionamento de Portugal no contexto internacional.

A sessão teve início com a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, que destacou o papel da juventude na dinâmica política local. Seguiu-se Pedro Veiga, em representação do PSD Anadia, que sublinhou a importância da formação política e do envolvimento dos militantes.

Na abertura formal, Luís Pedro Rodrigues, presidente da JSD Anadia, apresentou o conceito do evento, pensado como um espaço informal de debate e partilha, assinalando também o Dia do Associativismo Jovem com um momento simbólico.

O encontro decorreu de forma dinâmica, com forte interação entre os participantes, terminando com um momento de convívio. A organização considera que esta primeira edição superou as expectativas, ficando já em aberto a realização de novas edições.

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A região Centro de Portugal volta a afirmar-se em 2026 como um dos destinos balneares de maior qualidade do país, ao conquistar 88 Bandeiras Azuis e 101 praias classificadas com Qualidade de Ouro, em duas das mais relevantes distinções da qualidade da água e dos serviços balneares.

Os galardões atribuídos, respetivamente, pela Associação Bandeira Azul da Europa e pela associação ambientalista Quercus confirmam, de forma consistente, o posicionamento do Centro de Portugal como destino de referência para quem procura praias seguras, sustentáveis e com elevados padrões ambientais.

Um dos dados mais relevantes deste ano é o número significativo de praias da região que acumulam as duas distinções, evidenciando não apenas a qualidade da água, mas também a excelência dos serviços, da segurança e da gestão ambiental.

No que respeita à Bandeira Azul, a região soma 63 praias costeiras e 25 praias fluviais, mantendo-se como líder nacional no segmento das águas interiores. Este desempenho reforça a identidade do Centro de Portugal como território privilegiado para o turismo de natureza e experiências autênticas, longe da pressão dos destinos massificados.

Já o galardão “Praia com Qualidade de Ouro”, distinção atribuída pela Quercus com base exclusiva na excelência da água, abrange um conjunto ainda mais alargado de zonas balneares da região, o que confirma a consistência da qualidade da água ao longo das últimas épocas balneares e constitui um indicador particularmente relevante para os turistas.

Entre os concelhos com maior número de distinções, destacam-se Torres Vedras, Figueira da Foz, Peniche e Lourinhã. Merece também referência a Praia de Mira, que mantém o seu estatuto absolutamente singular a nível mundial, ao renovar consecutivamente a Bandeira Azul desde a criação do galardão, em 1987.

Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, sublinha que “a conjugação destes dois reconhecimentos permite afirmar, com total segurança, que o Centro de Portugal oferece não apenas uma grande diversidade – da costa atlântica às praias fluviais em plena natureza –, mas também uma garantia transversal de qualidade, segurança e sustentabilidade. Este é o resultado de um trabalho consistente dos municípios e de todos os agentes locais, que têm vindo a investir na qualificação da oferta e na valorização ambiental dos seus territórios”.

“Estes indicadores reforçam a confiança de quem nos visita e consolidam o posicionamento da região como um destino de excelência para férias de verão, cada vez mais procurado por turistas nacionais e internacionais”, acrescenta.

88 Praias com Bandeira Azul

A lista completa das praias distinguidas com Bandeira Azul na região em 2026 é a seguinte:

Praias costeiras (63):
Alcobaça (2): Paredes de Vitória; São Martinho do Porto
Aveiro (1): São Jacinto
Caldas da Rainha (2): Foz do Arelho – Lagoa; Praia do Mar
Cantanhede (1): Praia da Tocha
Figueira da Foz (10): Buarcos; Cabedelo Sul; Cabo Mondego; Costa de Lavos; Cova Gala; Figueira da Foz – Relógio; Leirosa; Murtinheira; Quiaios; Tamargueira
Ílhavo (4): Barra; Barra Sul; Costa Nova; Costa Nova Sul
Leiria (2): Pedrogão Centro; Pedrogão Sul
Lourinhã (5): Areal Sul; Areia Branca; Areia Branca – Foz; Peralta; Porto Dinheiro
Marinha Grande (2): Praia Velha; São Pedro de Moel
Mira (2): Poço da Cruz; Praia de Mira
Murtosa (3): Bico; Monte Branco; Torreira
Nazaré (2): Nazaré; Salgado
Óbidos (2): Bom Sucesso; Rei Cortiço
Ovar (3): Cortegaça; Esmoriz; Furadouro
Peniche (7): Baleal Norte; Baleal Sul; Consolação; Cova da Alfarroba; Gambôa; Medão – Supertubos; São Bernardino
Pombal (1): Osso da Baleia
Torres Vedras (11): Azul; Centro; Física; Formosa; Foz do Sizandro – Mar; Navio; Pisão; Porto Novo; Santa Helena; Santa Rita Norte; Santa Rita Sul
Vagos (3): Areão; Labrego; Vagueira

Praias interiores (25):
Abrantes (2): Aldeia do Mato; Fontes
Alcanena (1): Olhos d’Água do Alviela
Arganil (1): Cascalheira – Secarias
Cantanhede (3): Ançã; Olhos de Fervença; Sete Fontes
Coimbra (2): Palheiros – Zorro; Rebolim
Góis (1): Peneda – Pêgo Escuro
Guarda (1): Valhelhas
Leiria (1): Lagoa da Ervedeira
Mação (1): Carvoeiro
Montemor-o-Velho (1): Esteiro de Ereira
Oleiros (1): Açude do Pinto
Ourém (1): Agroal
Penacova (2): Reconquinho; Vimieiro
Seia (2): Lapa dos Dinheiros; Loriga
Sertã (1): Ribeira Grande (estreia em 2026)
Sever do Vouga (1): Quinta do Barco
Tábua (1): Ronqueira
Vila de Rei (2): Bostelim; Fernandaires

101 Praias com Qualidade de Ouro

A lista completa das praias do Centro de Portugal classificadas com “Qualidade de Ouro” em 2026, segundo a Quercus, é a seguinte:

Praias costeiras e de transição (64):
Alcobaça (4): Água de Madeiros; Légua; Pedra do Ouro; Polvoeira
Aveiro (1): São Jacinto
Caldas da Rainha (2): Foz do Arelho – Lagoa; Praia do Mar
Cantanhede (2): Palheirão; Praia da Tocha
Figueira da Foz (7): Buarcos; Cabedelo Sul; Cabo Mondego; Figueira da Foz; Leirosa; Murtinheira; Quiaios
Ílhavo (2): Barra; Costa Nova
Leiria (2): Pedrógão Centro; Pedrógão Sul
Lourinhã (5): Areal Sul; Areia Branca; Peralta; Porto Dinheiro; Valmitão
Marinha Grande (2): Pedras Negras; Praia Velha
Mira (2): Praia de Mira; Poço da Cruz
Murtosa (2): Monte Branco (Ria de Aveiro); Torreira
Nazaré (1): Salgado
Óbidos (1): Bom Sucesso (Lagoa de Óbidos)
Ovar (5): Cortegaça; Esmoriz; Furadouro; São Pedro de Maceda; Torrão do Lameiro
Peniche (11): Baleal-Campismo; Baleal Norte; Baleal Sul; Consolação; Consolação Norte; Cova da Alfarroba; Gambôa; Medão – Supertubos; Peniche de Cima; Porto da Areia Sul; São Bernardino
Torres Vedras (12): Amanhã (Santa Cruz); Azul; Centro (Santa Cruz); Física (Santa Cruz); Formosa; Foz do Sizandro – Mar; Mirante (Santa Cruz); Navio; Pisão (Santa Cruz); Santa Helena; Santa Rita Norte; Santa Rita Sul
Vagos (3): Areão; Labrego; Vagueira

Praias interiores (37):
Abrantes (2): Aldeia do Mato; Fontes
Arganil (1): Cascalheira – Secarias
Cantanhede (3): Ançã; Olhos da Fervença; Sete Fontes
Coimbra (1): Palheiros e Zorro
Ferreira do Zêzere (1): Castanheira / Lago Azul
Gouveia (1): Vale do Rossim
Guarda (1): Valhelhas
Mação (1): Cardigos
Montemor-o-Velho (1): Ereira
Oleiros (2): Açude do Pinto; Cambas
Oliveira de Frades (1): Carriça
Ourém (1): Agroal
Pampilhosa da Serra (1): Santa Luzia
Pedrógão Grande (1): Cabril
Penacova (2): Reconquinho; Vimieiro
Proença-a-Nova (2): Fróia; Malhadal
Sabugal (2): Albufeira de Alfaiates; Lameira – Quadrazais
Santa Comba Dão (1): Senhora da Ribeira
Sátão (1): Trabulo
Seia (2): Lapa dos Dinheiros; Loriga
Sever do Vouga (1): Quinta do Barco
Tomar (2): Montes; Vila Nova – Serra
Tondela (1): São João do Monte
Vila de Rei (5): Bostelim; Fernandaires; Pego das Cancelas; Penedo Furado; Zaboeira

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O Município de Águeda lança o projeto-piloto “Águeda + Verde | Sem Desperdício”, uma iniciativa que pretende reduzir o desperdício alimentar no setor da restauração, envolvendo diretamente clientes e empresários numa mudança de comportamentos.

No âmbito da estratégia de ambiente e sustentabilidade desenvolvida pelo Município e integrado no European Green Leaf 2026 – Cidade Verde Europeia, este projeto terá uma duração inicial de seis meses e conta, nesta fase de arranque, já a partir da próxima segunda-feira, com a adesão de 22 estabelecimentos de restauração localizados no perímetro urbano da cidade.

A iniciativa assenta numa lógica simples: após a refeição, o cliente pode pedir uma das caixas gratuitas disponibilizadas pelo Município nos restaurantes aderentes. À mesa, e de forma autónoma, é o próprio cliente que acondiciona a comida que não consumiu, podendo levá-la consigo para casa. As embalagens estarão disponíveis em expositores devidamente identificados com a imagem do projeto.

Para Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda, a medida traduz-se num contributo prático para a sustentabilidade e para a construção de um mundo mais verde e que reduz o desperdício que tanto existe na restauração. “Este é um contributo muito prático e válido na mudança de comportamentos e na valorização dos recursos. O combate ao desperdício alimentar é uma responsabilidade de todos e este projeto permite envolver diretamente cidadãos e empresários numa ação simples, mas com impacto real no ambiente”, afirma.

O responsável pelo pelouro do Ambiente, Ecologia, Sustentabilidade e Ação Climática destaca ainda que a adesão ao projeto reforça o compromisso ambiental dos estabelecimentos. “Ao integrarem o ‘Águeda + Verde | Sem Desperdício’, os restaurantes tornam-se embaixadores de uma rede que promove práticas mais sustentáveis no concelho”, acrescenta.

A iniciativa insere-se na estratégia municipal de promoção da sustentabilidade e da economia circular, procurando afirmar Águeda como uma referência europeia em boas práticas ambientais. Para além de demonstrar o compromisso dos estabelecimentos de restauração com estas medidas pró-ambiente e contra o desperdício.

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Se a vida pudesse fechar-se numa só ideia, talvez fosse esta: servir aquilo que não cabe em nós, mas nos atravessa. Não como quem se curva nem como quem se perde, mas como quem escuta uma luz e a segue, mesmo quando o mundo se desliga. Há uma ordem funda, quase muda, que pede corpo. Cresce devagar, como raiz na terra escura. E o homem, tão breve e tão incerto, torna-se no chão onde essa raiz cresce. Cumprir o dever não é obedecer: é reconhecer essa respiração antiga, esse rumor baixo que nos chama por dentro.

Há quem recue. Dizem que o dever prende, que fere a vontade, que rouba o instante. Dizem liberdade e abrem as mãos ao vento, como se bastasse cair para ser livre. Mas a liberdade não é a queda. A liberdade é permanecer. É escolher e não abandonar. Quem foge ao dever não se salva: dispersa-se. Fica à deriva de si, entregue ao brilho breve das coisas que passam e não ficam.

O dever é uma chama pequena. Não ilumina tudo, não promete descanso. Mas aquece o gesto certo, sustém a palavra justa. Ensina que nada se perde quando nasce do lugar limpo. Um gesto pode ficar a arder no mundo, como um fósforo na noite. Uma palavra pode abrir caminho no escuro. Somos pouco, mas o pouco que somos toca o muito que não somos. Como se cada vida fosse uma nota suspensa numa música maior, uma música que não se deixa ouvir inteira, mas que existe através de nós.

PUBHá um custo. Sempre houve. Quem caminha por esse fio sente o peso dos dias, o cansaço das horas, um frio que não passa nunca. Há silêncio à volta, há desencontro, há a dúvida que se senta ao lado e não sai. Mas, no meio disso, há uma quietude que não engana. Uma paz sem rosto, firme, como pedra. E uma alegria breve, quase escondida, como água a correr debaixo da terra.

Não somos donos. Nunca fomos. Passamos com as mãos abertas, a guardar uma coisa frágil que nem sabemos dizer. Talvez seja o bem, talvez seja só a vontade de não ferir. Cabe-nos isso: não esmagar, não rasgar, não tomar para nós o que não nos pertence. Agir com cuidado, com um rigor suave, como quem transporta luz na palma da mão.

No fim, quase tudo se desfaz. Os nomes perdem-se, os dias dobram-se sobre si. Fica um resto, um rasto fino, como poeira iluminada. E nesse rasto está o que fomos. Não o que juntámos, não o que dissemos de nós, mas o que fizemos quando ninguém via. O que escolhemos quando era mais difícil. Aí, talvez, se diga o nosso nome inteiro. Aí, talvez, a vida encontre o seu sentido, mesmo que ninguém o pronuncie.

 

por Carlos Vinhal Silva

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