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Salome Dias

A Câmara Municipal de Águeda deu um passo decisivo para a concretização da requalificação da Escola EB1 e Jardim de Infância de Aguada de Baixo, ao adjudicar, na reunião do Executivo Municipal desta quinta-feira, a empreitada à empresa Revilaf Construction, S.A., pelo valor de 1,3 milhões de euros (1.201.301,19 euros, acrescido de IVA).

Com um prazo de execução de 540 dias, a obra representa um dos investimentos do Município na valorização da rede escolar do concelho.

Para Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, a adjudicação desta empreitada concretiza uma opção estratégica do Município. “Estamos a inverter uma lógica de encerramento de escolas que chegou a estar prevista. A nossa opção é investir nas escolas, valorizá-las, requalificá-las e garantir a sua continuidade ”, afirma.

A decisão não se limita à recuperação de um edifício escolar. Está em causa, também, a capacidade de garantir que as crianças possam continuar a frequentar uma escola na sua própria comunidade e que as famílias disponham de uma resposta educativa de qualidade na freguesia.

 

Escola será profundamente transformada

A intervenção vai muito além de uma operação de manutenção ou beneficiação. O projeto prevê uma requalificação profunda do edifício, adaptando-o às atuais exigências pedagógicas, de segurança, conforto, acessibilidade e eficiência energética.

Serão remodeladas as salas de aula, instalações sanitárias, refeitório, cozinha e sala polivalente, estando igualmente prevista a renovação das infraestruturas técnicas, revestimentos, fachadas, coberturas e caixilharias.

A empreitada contempla ainda medidas destinadas a melhorar o comportamento térmico e acústico do edifício, proporcionando melhores condições de conforto à comunidade escolar e contribuindo para a redução dos consumos energéticos.

A acessibilidade será também reforçada, através da eliminação de barreiras arquitetónicas, criação de percursos acessíveis e instalação de uma casa de banho adaptada.

No exterior, a transformação será igualmente significativa. Os espaços de recreio e convívio serão renovados, estando previstas novas zonas verdes, uma horta pedagógica, reabilitação do parque infantil e do campo de jogos, novas áreas cobertas e melhoria dos percursos e pavimentos.

O projeto procura, simultaneamente, preservar a identidade arquitetónica do equipamento e dotá-lo de soluções construtivas mais modernas, eficientes e duráveis.

A requalificação integra a lista de projetos indicativos do Contrato para o Desenvolvimento e Coesão Territorial – ITI da CIM Região de Aveiro, estando previsto o seu cofinanciamento pelo FEDER, através do Programa Centro 2030.

 

Outros investimentos na rede escolar

A decisão de avançar com a requalificação de Aguada de Baixo insere-se numa estratégia municipal mais abrangente para a rede escolar de Águeda.

“Estamos a investir onde outros previam encerrar”, resume Jorge Almeida, defendendo que a existência de escolas modernas e qualificadas nas freguesias é também uma forma de reforçar a atratividade e a coesão do concelho.

Esta estratégia contempla outras intervenções. O Município de Águeda tem em desenvolvimento o projeto de execução e das especialidades para a Escola Básica de Assequins, onde está prevista uma ampliação, enquanto que para a Escola Básica de Travassô está prevista a construção de uma nova escola, num terreno já cedido para esse efeito.

Acresce ainda a requalificação da Escola Secundária Adolfo Portela, que prevê um investimento superior a 14,25 milhões de euros. O concurso público internacional foi lançado em maio e, na reunião de câmara desta quinta-feira, foi prorrogado por 90 dias o prazo para apresentação de propostas, tendo em conta a necessidade de alterar algumas condições técnicas e especiais do exigido para a obra.

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A Associação Social de Avelãs de Caminho (ASAC) assinalou, no dia 5 de outubro, mais uma etapa no seu crescimento e na melhoria das respostas disponibilizadas à comunidade, com a bênção de duas novas viaturas elétricas e a inauguração de um parque infantil e de um parque sénior nas suas instalações.

A cerimónia contou com a presença de representantes de várias entidades, entre os quais o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, e o diretor da Segurança Social de Aveiro, José Licínio Pimenta, além dos membros dos corpos sociais da instituição, colaboradores, parceiros e elementos da comunidade.

O investimento realizado pela ASAC ascendeu a cerca de 140 mil euros, contando com financiamento próprio da instituição e apoios do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através da Segurança Social, e da Câmara Municipal de Anadia.

Antes da cerimónia, os convidados tiveram oportunidade de visitar as instalações da associação e conhecer as diferentes respostas disponibilizadas. A ASAC acompanha atualmente cerca de 100 utentes, entre os quais aproximadamente 30 idosos e 25 crianças, dispondo de equipamentos e soluções destinadas a melhorar o conforto e a segurança, como o sistema MySenior, que permite acompanhar as atividades dos idosos e disponibiliza um sistema de chamadas para solicitar assistência.

Após a visita, teve lugar a bênção das duas novas viaturas elétricas, seguindo-se os discursos das entidades presentes. Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, destacou o trabalho desenvolvido diariamente pelas IPSS e considerou que as novas viaturas e os espaços exteriores representam “mais um passo” na qualificação das respostas da associação.

O autarca sublinhou ainda a importância da colaboração entre a Câmara Municipal, a Segurança Social e as instituições sociais, deixando a garantia de apoio da autarquia aos projetos que a ASAC pretende desenvolver no futuro.

Também José Licínio Pimenta destacou o trabalho dos dirigentes e colaboradores da instituição, salientando a importância da proximidade no apoio à comunidade. O responsável da Segurança Social considerou que as novas viaturas permitirão aproximar as respostas sociais das pessoas que estão mais longe e necessitam de apoio, destacando também a ligação entre os dois novos espaços, dedicados às crianças e à população sénior.

A cerimónia terminou com um momento musical, seguido de um convívio entre os presentes, com um lanche que incluiu sandes de pernil.

Com este investimento, a ASAC reforça os seus meios de transporte e melhora os espaços colocados ao serviço da comunidade, mantendo a aposta no crescimento da instituição e na qualidade das respostas sociais.

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A ADCP PEDRALVA encerrou a temporada desportiva 2025/2026 com uma prestação de destaque na Mini Maratona do Ameal, prova de 10 quilómetros realizada no passado dia 27 de setembro. A participação da equipa ficou marcada pela conquista de quatro pódios, numa jornada que confirmou o bom desempenho dos seus atletas na reta final da época.

O principal destaque vai para Óscar Maia, que alcançou o segundo lugar da classificação geral, garantindo igualmente a segunda posição no escalão M40.

Também em evidência esteve Diogo Duarte, que terminou na quarta posição da geral, conquistando o primeiro lugar no escalão Sub-23.

Por sua vez, Mário Ferreira concluiu a prova no 35.º lugar da classificação geral, resultado que lhe permitiu subir ao pódio do escalão M50, ao alcançar a terceira posição.

Já Fernando Silva terminou na 42.ª posição da geral, classificando-se em quinto lugar no escalão M45, contribuindo igualmente para a prestação coletiva da formação de Pedralva.

No balanço final, a ADCP PEDRALVA soma assim quatro pódios: um na classificação geral, através do segundo lugar de Óscar Maia, e três nos respetivos escalões, com destaque para a vitória de Diogo Duarte no escalão Sub-23,  o segundo lugar de Óscar Maia no escalão M40 e  o terceiro lugar Mário Ferreira no escalão M50.

Os resultados alcançados constituem um balanço positivo para a associação, sobretudo por terem sido obtidos na última prova da temporada. As classificações refletem o empenho e a dedicação dos atletas ao longo da época, bem como o trabalho desenvolvido pela equipa na promoção da modalidade.

Concluída a temporada 2025/2026, a ADCP PEDRALVA prepara agora a próxima época desportiva, com o objetivo de dar continuidade ao trabalho realizado e continuar a representar a associação e o lugar de Pedralva nas competições de atletismo.

A associação felicita todos atletas pelos resultados alcançados durante a temporada, com muitos motivos de orgulho para a Associação.

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Está aberto o período de candidaturas aos Apoios para Melhoria das Condições Habitacionais, promovidos pelo Município de Oliveira do Bairro, destinados a apoiar pessoas e agregados familiares em situação de carência económica que vivam em condições habitacionais indignas.

Os apoios previstos abrangem diferentes intervenções destinadas a melhorar as condições de habitabilidade, segurança, conforto e acessibilidade das habitações, podendo assumir a forma de apoio económico ou de apoio técnico à elaboração de projetos e outros elementos necessários à regularização e utilização das habitações.

As candidaturas encerram a 31 de outubro de 2026 e devem ser apresentadas através dos Serviços Online do site do Município de Oliveira do Bairro, acessível em www.cm-olb.pt.

Os apoios a conceder pela autarquia bairradina podem ser económicos e/ou à elaboração de projetos. O apoio económico pode abranger a realização de obras de conservação, reparação, manutenção, reconstrução, alteração e reabilitação de edifícios destinados a habitação que apresentem deficientes condições de habitabilidade, incluindo a ligação às redes de abastecimento de água, saneamento e eletricidade.

São igualmente elegíveis obras de ampliação de habitações ou de conclusão de obras em edifícios inacabados, bem como intervenções destinadas a melhorar as condições de segurança e conforto de pessoas em situação de dificuldade ou risco relacionado com a mobilidade e/ou segurança no domicílio, nomeadamente em resultado do processo de envelhecimento ou de doenças crónicas debilitantes.

Os apoios podem ainda contemplar a promoção da acessibilidade para pessoas com mobilidade condicionada, designadamente pessoas com incapacidade igual ou superior a 60%, devidamente comprovada através de Atestado Médico de Incapacidade Multiuso, ou que apresentem dificuldade no acesso e fruição das suas habitações, incluindo intervenções destinadas a cumprir as Normas Técnicas de Acessibilidade.

Para além do apoio económico às intervenções, estão também previstos apoios para a elaboração de projetos de arquitetura e/ou especialidades necessários à instrução de pedidos de licenciamento ou comunicação prévia relativos a obras de construção, conservação, alteração, ampliação ou reconstrução de edifícios destinados a habitação.

Estes apoios abrangem ainda a elaboração dos projetos necessários à legalização de edificações existentes, desde que estas tenham enquadramento nas normas legais e regulamentares aplicáveis, bem como a elaboração das peças escritas e desenhadas necessárias à instrução de pedidos de utilização para habitação.

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A Assembleia Municipal de Anadia, na sua sessão ordinária, aprovou, no passado dia 29 de setembro, o projeto final de Regulamento Municipal de Apoio às Associações – Sentir Anadia.

O documento estabelece o regime de atribuição de benefícios e apoios municipais a associações e demais entidades sem fins lucrativos, legalmente constituídas, que, no concelho de Anadia, contribuam para o desenvolvimento local e para a melhoria da qualidade de vida das populações, prosseguindo fins de interesse público, designadamente nos domínios da cultura, do desporto, da ação social, da educação, da saúde, da juventude, do ambiente, ou outras de reconhecido interesse público municipal.

Para o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, a elaboração deste documento “prende-se com a necessidade de estabelecer critérios objetivos, transparentes e uniformes para a atribuição de apoios financeiros municipais às associações do concelho, em reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas mesmas, e como forma de incentivar a atividade associativa”.

O autarca sublinha ainda que “a existência de um regulamento municipal específico constitui um instrumento essencial para garantir a igualdade de tratamento das entidades beneficiárias, e uma gestão rigorosa dos recursos públicos afetos ao apoio ao associativismo”.

O projeto de Regulamento Municipal de Apoio às Associações – Sentir Anadia aplica-se às associações dotadas de personalidade jurídica, legalmente constituídas, sediadas no Município de Anadia, que prossigam fins de interesse público, que evidenciam atividade associativa efetiva, e que cumpram as formalidades legais exigidas para a atribuição de apoios e benefícios públicos.

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O Município de Águeda venceu o Prémio Nacional da Educação na categoria de Inovação e Empreendedorismo, estando entre os projetos de educação que mais se destacaram a nível nacional. Distinção reconhece o trabalho desenvolvido pelo Município na capacitação, participação e desenvolvimento de competências dos jovens, através do projeto INCUBA JÁ – Incubadora Juvenil de Águeda.

O galardão foi entregue, ontem, no Centro Cultural Gil Vicente, no Sardoal, durante a cerimónia dos Prémios Nacionais de Educação, que distinguem Municípios, Escolas e Instituições com trabalho reconhecido e impacto positivo no território na área da Educação.

A edição deste ano contou com mais de 150 candidaturas provenientes de todo o país, tendo sido atribuídos oito galardões e 43 menções honrosas, em diferentes áreas de intervenção, entre as quais Inovação e Empreendedorismo, Ambiente, Cultura, Ciência, Arte, Cidadania, Desporto e Fomento das Aprendizagens.

Águeda conquistou o galardão na categoria de Inovação e Empreendedorismo com o INCUBA JÁ, tendo recebido igualmente uma menção honrosa na categoria Cidadania, reforçando o reconhecimento nacional do trabalho desenvolvido pelo Município junto da população jovem.

“O reconhecimento nacional do INCUBA JÁ é, antes de mais, o reconhecimento dos nossos jovens, das escolas, das instituições e de todos os parceiros que acreditam que a Educação deve preparar para o futuro, mas também dar ferramentas para transformar as circunstâncias em que vivem no presente”, afirmou Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda.

O Edil sublinha que receber este prémio no arranque de mais um ano letivo tem um simbolismo especial. “Queremos que os jovens de Águeda encontrem no seu Município um espaço onde possam experimentar, criar, errar, aprender, sonhar e concretizar. O INCUBA JÁ mostra que, quando damos confiança e ferramentas aos jovens, eles são capazes de concretizar as suas ideias e os seus sonhos, dando o seu contributo para o desenvolvimento do nosso concelho”, acrescentou Jorge Almeida.

PUBUm projeto que começa nos jovens

O INCUBA JÁ é um projeto de capacitação e desenvolvimento pessoal dirigido a jovens dos 16 aos 30 anos, que parte dos seus talentos, interesses e competências para os desafiar a identificar problemas e oportunidades na comunidade e a encontrar respostas e soluções.

“O INCUBA JÁ é muito mais do que um projeto de empreendedorismo. É um projeto de capacitação e desenvolvimento pessoal para jovens dos 16 aos 30 anos, que começa no próprio jovem, nos seus talentos, interesses e competências”, explica Marlene Gaio, Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Águeda, que recebeu, ontem, com orgulho redobrado a distinção de Prémio Nacional de Educação e Menção Honrosa.

A primeira edição deste projeto, desenvolvida entre 2022 e 2023, envolveu 431 jovens, permitiu incubar 10 projetos sociais e contribuiu para a integração de 71 jovens no mercado de trabalho, ultrapassando significativamente a meta inicialmente prevista.

Os resultados evidenciaram também ganhos ao nível das competências: 84% dos participantes reconheceram uma melhoria na capacidade de identificar o seu próprio talento e potencial criativo e empreendedor, enquanto 82% consideraram ter desenvolvido competências de criatividade, empreendedorismo e resolução de problemas.

Estes resultados estiveram na base da continuidade do projeto, que, em 2025, avançou para o Incuba Já 2.0, incorporando a experiência da primeira edição e os contributos dos próprios jovens.

A nova fase do projeto decorre até 2028 e, até junho deste ano, já tinha envolvido 364 jovens, realizado 48 sessões e contado com a participação de quatro instituições de ensino, estando já um novo projeto em processo de incubação.

Para Marlene Gaio, o prémio representa “o reconhecimento de uma forma de fazer política de juventude: estar próximo dos jovens, ouvi-los, ajudá-los a descobrir aquilo de que são capazes e criar condições para transformarem as suas ideias em ação”.

A distinção nacional agora atribuída coloca ainda em evidência a possibilidade de replicação da metodologia desenvolvida em Águeda, enquanto modelo de promoção de competências, participação, empregabilidade e empreendedorismo social jovem.

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Ficámos a saber, na última Assembleia Municipal, que a Petição Pública que a Câmara de Anadia organizou, em Julho de 2023, contra a Linha de Alta Velocidade, nunca chegou a ser entregue a qualquer entidade, ao contrário do que a Câmara prometera; nunca seguiu para a Assembleia da República, nunca seguiu para a Agência Portuguesa do Ambiente, nunca seguiu para as Infraestruturas de Portugal, ou para qualquer titular de órgão político!

Tanto esforço em recolher as assinaturas por todo o concelho (no edifício da Câmara, no Posto de Turismo da Curia, na Biblioteca, nas Piscinas, na Rota da Bairrada, no Velódromo, no Museu do Vinho, na Comissão Vitivinícola, em todas as Juntas de Freguesia), para nada serviu; milhares de assinaturas dos cidadãos anadienses foram desperdiçadas, não lhes sendo dado qualquer uso.

Mobilizaram se cidadãos e serviços. Para quê, afinal? Não cumpriu o documento assinado qualquer objectivo próprio de uma Petição pública…

Claro que se pode perguntar: queria-se mesmo que cumprisse?…

PUBQuem tem acompanhado de perto o discurso da Câmara de Anadia sobre a Linha de Alta Velocidade reconhecerá aqui um problema mais fundo… Há muito que a Autarquia se demitiu da sua função de negociadora e defensora dos concretos interesses do concelho quanto à LAV. Não quis discutir alternativas, contrapor soluções, escolher males menores, trabalhar – no concreto – para reduzir os prejuízos de um projecto de âmbito nacional que não deixaria de avançar só porque a Câmara de Anadia batia o pé. Demitiu-se de agir para se poupar ao risco de desagradar; nada decidiu nem propôs para não ter de responder politicamente por escolha alguma…

Preferiu alimentar a postura de tudo ou nada. Como se Anadia fosse uma irredutível aldeia do Astérix e uma linha ferroviária de âmbito nacional, ao chegar aos limites do concelho, pudesse passar pelo ar ou desaparecer debaixo da terra, sem custos, sem impactos, sem escolhas difíceis para ninguém… Esse caminho nunca foi sério, e a confirmação de que a petição nunca saiu da gaveta é a expressão acabada dessa inconsistência.

Já para não falar na crónica falta de respeito pela população: pois que só se sustenta um discurso infantil, feito de palavras de ordem e protestos sem consequência, quando se presume que às pessoas basta o alarido; que não vão perguntar pelas diligências, pelas alternativas, pelos resultados. Como se os anadienses não fossem capazes de compreender escolhas difíceis e distinguir uma defesa séria do concelho de uma encenação política.

A Câmara não pode continuar a proteger a sua face, à custa da capacidade de intervenção de Anadia. Onde pára, por ex., a proposta de criação de um gabinete municipal de apoio jurídico e social aos anadienses que sejam prejudicados pela LAV? Que apoio está a Câmara Municipal a preparar para as populações? Que alterações de pormenor procurará obter?

Sendo certo que faltam poucas semanas para a adjudicação do troço Oiã-Soure, há que ir pondo os pés a caminho. Quem se demite de influenciar as decisões deixará sempre o concelho à mercê das decisões dos outros.

Joaquim Ramos Pereira – deputado municipal

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O Município da Mealhada distinguiu esta quarta-feira, no Cineteatro Messias, alunos que, ao longo do ano letivo 2024/2025, se destacaram não apenas pelo desempenho académico, mas também pelas suas atitudes, iniciativas e contributo para a comunidade. A cerimónia de entrega dos diplomas da primeira edição do Prémio de Cidadania na Educação do Concelho da Mealhada reuniu alunos, famílias, professores e representantes da comunidade educativa.

A iniciativa distingue duas dimensões complementares: o Mérito Académico, atribuído aos alunos com melhor desempenho escolar, e o Mérito Cívico, que reconhece ações, iniciativas e projetos desenvolvidos por alunos, grupos ou turmas em diferentes áreas com impacto na comunidade.

Nesta primeira edição, relativa ao ano letivo 2024/2025, o Mérito Cívico contemplou seis categorias, distinguindo iniciativas e percursos que se destacaram pelo seu impacto na comunidade e pelos valores demonstrados.

Em Humanidade e Solidariedade, foi distinguido um grupo de alunos do 10.º ano do Agrupamento de Escolas de Mealhada (AEM), pela criação de um projeto de animação dirigido à população idosa. Em Empreendedorismo, o prémio foi atribuído a Tomás Rodrigues, da Escola Profissional Vasconcellos Lebre (EPVL), pela criação de um reality show. A equipa Sub-14 Feminina de Basquetebol do Centro Recreativo de Antes, do AEM, foi distinguida em Desporto, Saúde e Bem-Estar, pelo 3.º lugar alcançado na Taça Distrital da 2.ª Divisão da Associação de Basquetebol de Aveiro. Em Arte e Cultura, o prémio foi entregue a turmas do Centro Escolar do Luso, pela realização de um concerto solidário com o objetivo de aproximar diferentes gerações. Em Ambiente, a distinção foi para Bruna Marques e Emily Moreira, da EPVL, pela criação, através de desenho e pintura, de um mural assente na sustentabilidade, desenvolvido no âmbito do projeto Eco-Escolas. Em Resiliência e Superação, foi reconhecido Rodrigo Ferreira, do AEM, pelo percurso de superação desenvolvido perante circunstâncias que o impediram de frequentar presencialmente as aulas durante parte do ano letivo. Após retomar as atividades letivas em formato online, regressou à escola no terceiro período, demonstrando coragem, dedicação e capacidade de ultrapassar as dificuldades.

Na vertente de Mérito Académico, foram distinguidos Santiago Bonifácio Ramos, do AEM, e Catarina Gomes Alves, da EPVL. Santiago Bonifácio Ramos concluiu o percurso escolar com uma média de 20 valores e ingressou no curso de Medicina, enquanto Catarina Gomes Alves obteve uma média final de 18 valores.

 

Júri assegurou uma escolha diversificada

A escolha dos distinguidos resultou do trabalho de um júri que reuniu diferentes representantes da comunidade educativa e da sociedade civil, incluindo elementos do AEM, da EPVL, do Conselho Municipal de Educação, do Conselho Municipal da Juventude, associações e estudantes, entre outros. A diversidade da composição do júri permitiu reunir diferentes perspetivas na apreciação das candidaturas.

Ângela Rodrigues, representante do júri e presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do AEM, sublinhou precisamente a exigência desse processo de escolha, destacando o trabalho difícil de selecionar os distinguidos e a qualidade das candidaturas apresentadas. Manifestou, ainda, a expectativa de que o Prémio de Cidadania na Educação tenha continuidade, reforçando o reconhecimento público do trabalho desenvolvido pelos alunos.

Foi neste contexto de valorização do mérito, mas também das atitudes e do envolvimento com os outros, que o presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco, deixou uma mensagem aos alunos: “Hoje não estivemos aqui apenas a distinguir bons alunos. Estivemos a distinguir jovens que perceberam que a escola não serve apenas para aprender mais. Serve também para ser melhor”. Para o autarca, ser melhor colega, amigo, pessoa e cidadão traduz-se em comportamentos que não aparecem numa pauta, mas que se revelam “nas atitudes, na forma como tratamos os outros, na disponibilidade para ajudar, na coragem de participar e de fazer a diferença”.

António Jorge Franco destacou que é precisamente essa dimensão que o município pretende valorizar: “Uma comunidade precisa de jovens preparados para o futuro. Mas precisa, acima de tudo, de jovens com valores, com consciência e com vontade de contribuir para o lugar onde vivem”. A mensagem deixada foi também de continuidade e responsabilidade. “Não estamos apenas a premiar aquilo que vocês já conseguiram. Estamos a acreditar naquilo que vocês ainda podem fazer”, sublinhou, incentivando-os a continuar a estudar, participar, questionar e a não ficar indiferentes ao que os rodeia.

Ao longo da cerimónia, foram entregues os diplomas aos alunos e grupos distinguidos, celebrando percursos diferentes, mas unidos pela dedicação, pelo mérito e pela vontade de contribuir para a comunidade. Para além do diploma, cada distinção incluiu também um prémio, que os alunos já tiveram oportunidade de usufruir, sob a forma de experiências de aprendizagem e enriquecimento pessoal. Entre os prémios atribuídos estiveram visitas ao museu imersivo e interativo no Porto, equipamento audiovisual, experiências de natureza desportiva e cinematográfica e a participação numa Universidade de Verão, de acordo com as diferentes categorias e percursos dos distinguidos.

O Prémio de Cidadania na Educação do Concelho da Mealhada assume, assim, uma dupla dimensão: reconhecer aquilo que os alunos alcançaram e, simultaneamente, incentivar aquilo que ainda podem construir enquanto cidadãos.

 

PRÉMIO DE CIDADANIA NA EDUCAÇÃO DO CONCELHO DA MEALHADA

Prémio de Mérito Cívico

Distingue o aluno, grupo de alunos ou turma — do 1.º ao 12.º ano de escolaridade ou equivalente — que frequente estabelecimentos de ensino e formação do concelho da Mealhada e/ou seja residente (ou que um ou mais dos integrantes seja(m) residente(s)) no concelho da Mealhada e se tenha(m) distinguido por ação, iniciativa ou projeto de manifesto interesse público para o concelho da Mealhada, nas seguintes categorias:

  • – Humanidade e Solidariedade, visando distinguir ação, iniciativa ou projeto a que esteja associado benefício social ou comunitário, ou ainda de expressão de solidariedade na Escola ou fora dela;
  • – Empreendedorismo, visando distinguir iniciativa ou projeto de empreendedorismo social que seja inovador e de manifesto valor acrescentado para o mercado, por forma a dar resposta a um problema/ desafio na comunidade e tendo impacto direto na melhoria das condições de vida da mesma;
  • – Desporto, Saúde e Bem-estar, visando distinguir iniciativa ou projeto que incida, nomeadamente, em hábitos saudáveis, saúde mental, alimentação/nutrição, atividade física e desportiva, comportamentos aditivos e/ou sexualidade, fomentando estilos de vida saudáveis e contribuindo para a literacia em saúde na escola, comunidade escolar ou comunidade em geral;
  • – Arte e Cultura, visando distinguir ação, iniciativa ou projeto envolvendo uma ou mais linguagens artísticas (música, teatro, artes visuais, dança, entre coesão social e do território escolar ou concelhio;
  • – Ambiente, visando ação, iniciativa ou projeto que promova a preservação e defesa do património natural, incluindo práticas no âmbito dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da ONU, promotoras da utilização eficiente dos recursos, a economia circular e a inovação, no domínio ambiental;
  • Resiliência e Superação, visando distinguir alunos, grupos de alunos ou turmas que no final do ano escolar revelaram grande resiliência ou capacidade de trabalho/estudo que se traduziram numa superação das suas dificuldades e/ou assinaláveis progressos nos resultados escolares ou na inclusão na vida em sociedade.
  • Prémio de Mérito Académico: Distingue o aluno com média aritmética mais elevada da classificação interna cumulativa do 10.º e 11.º anos de escolaridade, ou equivalentes, de cada estabelecimento de ensino e formação do concelho da Mealhada, que tenha tido, no ano letivo em questão, um bom desempenho cívico e de cidadania.
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A Dyntra – Dynamic Transparency Index colocou Cantanhede no topo das autarquias mais transparentes de Portugal, pelo cumprimento dos 138 indicadores que constituem a grelha de avaliação. Nesta plataforma, que avalia a transparência da informação pública de várias entidades, a autarquia cantanhedense surge no primeiro lugar, a par dos municípios de Cascais, Ílhavo, Águeda, Maia, Matosinhos, Lousada, Paços de Ferreira, Carregal do Sal e Freixo de Espada à Cinta,

A entrega do prémio decorreu esta segunda-feira, 28 de setembro, durante o IV Congresso Transparência Municipal, que decorreu em Lousada, no qual Cantanhede se fez representar pela presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, pelo chefe da Divisão de Modernização, Inovação e Qualidade, João Machado, e pelo técnico superior Carlos Galhano.

Segundo a líder do executivo camarário, “da parte do Município de Cantanhede tem havido um investimento efetivo nos mecanismos que induzem transparência relativamente à atividade da autarquia e às condições do exercício de funções, facultando aos cidadãos a compreensão dos fundamentos das decisões tomadas, bem como acompanhar a utilização dos recursos públicos e compreender melhor as opções”.

“A disponibilização regular, acessível e organizada da informação contribui para uma maior participação cívica, para o escrutínio da Câmara Municipal nas diversas valências e para uma relação de maior proximidade e confiança entre a administração local e a comunidade”, afirma Helena Teodósio, sublinhando que “receber um prémio atribuído com nota máxima a Cantanhede pelo modo como tem gerido esse processo é naturalmente motivo de grande satisfação e justifica um testemunho de profundo reconhecimento a todos os funcionários, pois é o seu trabalho que está na origem desta honrosa distinção”.

A avaliação da DYNTRA assenta em seis grandes domínios, contemplando, entre outros aspetos, a informação sobre os órgãos autárquicos, organização, normativa, património, planeamento e recursos humanos,  informação e atenção prestadas aos cidadãos, através de mecanismos de participação e acesso à informação pública, transparência económico-financeira, relacionada com o orçamento, execução orçamental, contas municipais e endividamento, contratos, convenções e subvenções, que incide sobre os procedimentos de contratação, relações com fornecedores, contratos, concessões e apoios públicos,  ordenamento do território, gestão urbanística e informação sobre obras e infraestruturas, bem como open data, que considera a disponibilização de dados em formato aberto e a existência de plataformas para o efeito.

A Dyntra – Dynamic Transparency Indice é uma plataforma colaborativa, administrada pela Dyntra ivzw, uma organização internacional sem fins lucrativos com sede em Bruxelas (Bélgica), que tem como objetivos corporizar o movimento social para a transparência dinâmica e o governo aberto, desenvolvendo índices para medir a informação pública de governos, administrações públicas, partidos políticos, governantes eleitos e os diferentes atores sociais de forma dinâmica, eficiente, transparente e aberta.

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A Associação Desportiva e Cultural de Vila Nova de Monsarros realizou, no domingo, 27 de setembro, a abertura oficial da época desportiva 2026/2027, num dia marcado pela apresentação das várias equipas do clube, pela realização de jogos de preparação e pelo convívio entre atletas, dirigentes, sócios e adeptos, no Pavilhão Municipal de Vila Nova de Monsarros.

O programa arrancou durante a manhã com os escalões de formação, com os Traquinas a defrontarem a AD Travassô, seguindo-se o encontro dos Infantis frente ao mesmo adversário. Durante a tarde, os Juniores mediram forças com o Fiães e os Seniores encerraram o dia diante da equipa B da União 1919.

Para João Rodrigues, responsável do clube, a nova temporada representa mais um passo no trabalho desenvolvido junto dos jovens atletas. “Estamos a começar mais uma época e mais uma etapa de responsabilidade com os miúdos. Queremos continuar a acolher todos aqueles que queiram praticar desporto connosco, sem descurar a vertente social”, afirmou.

Atualmente, a ADC Vila Nova de Monsarros conta com cerca de 60 jovens atletas distribuídos pelos diferentes escalões de futsal. Os Traquinas iniciam este ano a participação oficial nos campeonatos distritais de Aveiro, enquanto os Infantis procuram dar continuidade ao percurso positivo das últimas épocas, marcado pela presença em fases finais distritais.

No que diz respeito à equipa sénior, o objetivo passa por voltar a lutar pelos lugares cimeiros e tentar alcançar a subida à 1.ª Divisão Distrital. “Essa é a nossa ambição. Vamos trabalhar para disputar novamente o acesso à primeira divisão”, sublinhou João Rodrigues.

Além da vertente desportiva, o clube tem apostado na valorização do espaço envolvente e na melhoria das condições oferecidas a atletas e adeptos. A atual direção promoveu várias intervenções no pavilhão, destacando a colocação de novas telas decorativas com os símbolos do clube e das entidades parceiras, a personalização das balizas com as cores azul e branca e a criação de espaços de maior visibilidade para patrocinadores.

Estas alterações, segundo o dirigente, procuram tornar o recinto mais acolhedor e reforçar o sentimento de pertença de todos os que acompanham a modalidade. O ambiente vivido durante a apresentação das equipas, com uma forte presença de público nas bancadas, confirmou a ligação da comunidade ao clube e o entusiasmo para a nova temporada.

Entretanto, a ADC Vila Nova de Monsarros informa que o pagamento das quotas de sócio relativas à época 2026/2027 e a entrega dos novos cartões de associado já se encontram a decorrer através dos canais habituais do clube.

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