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Salome Dias

O Município da Mealhada voltou a destacar-se no panorama vitivinícola internacional ao conquistar uma Grande Medalha de Ouro e duas Medalhas de Ouro no 24.º Concurso Enológico Internacional Città del Vino, um dos mais prestigiados concursos de vinhos da Europa.

Entre mais de 1.400 vinhos e destilados provenientes de vários países, avaliados por um painel internacional de especialistas em Pramaggiore, Itália, três vinhos produzidos no concelho foram distinguidos pela sua excelência.

A mais elevada distinção, a Grande Medalha de Ouro, foi atribuída ao Vinho Espumante Casa de Sarmento 2024, da Casa de Sarmento.

As Medalhas de Ouro premiaram o Milheiro Selas Grande Reserva Tinto 2015 Bairrada, de António Assunção Coelho Selas, e o Vinho Tinto Baga Quinta do Azinhal 2018, da Quinta do Azinhal.

Portugal arrecadou nesta edição 10 Grandes Medalhas de Ouro e 73 Medalhas de Ouro, distribuídas por apenas 21 municípios. A Mealhada integrou o restrito grupo de apenas seis municípios portugueses distinguidos com uma Grande Medalha de Ouro, reforçando o reconhecimento nacional e internacional da qualidade dos vinhos produzidos no concelho.

Para Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara da Mealhada, “estas distinções são motivo de enorme orgulho para o nosso concelho e representam um justo reconhecimento do talento, da dedicação e da paixão dos nossos produtores. A excelência dos vinhos da Mealhada volta a ser reconhecida além-fronteiras, projetando o nome do nosso território e confirmando a Bairrada como uma região de referência na produção de vinhos e espumantes de elevada qualidade.”

Promovido pela associação italiana Città del Vino, com o alto patrocínio da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o concurso distingue-se por premiar não apenas os vinhos, mas também os territórios onde são produzidos, valorizando a estreita ligação entre a qualidade vitivinícola e a identidade dos municípios.

A cerimónia oficial de entrega dos diplomas terá lugar no próximo dia 11 de julho, em Roma, estando igualmente prevista uma cerimónia em Portugal, organizada pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), no dia 28 de agosto, na FATACIL, em Lagoa.

De referir que estes três vinhos distinguidos são de produtores aderentes do projeto e marca 4 Maravilhas da Mesa da Mealhada, sob a presidência de Filomena Pinheiro, que aponta que estas distinções “reforçam o posicionamento da Mealhada como um dos mais importantes territórios vitivinícolas nacionais, reconhecendo o trabalho desenvolvido pelos seus produtores e contribuindo para afirmar o concelho como um destino de excelência para o vinho, a gastronomia e o enoturismo.”

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O Anadia Splash está de volta ao Vale Santo, prometendo animar miúdos e graúdos, dentro e fora de água. O parque de diversões vai estar em funcionamento, entre 18 de julho e 30 de agosto. Estará aberto ao público de terça-feira a domingo, entre as 14h00 e as 19h00, encerrando à segunda-feira.

Além de atrativos aquáticos, como piscinas, insufláveis e escorregas, o parque conta também com um carrossel, trampolins, um comboio elétrico, entre outros equipamentos, um campo de futebol insuflável. A lista de atrações inclui ainda espaços para jogos e festas da espuma diárias. No recinto, é possível ter acesso ao bar do parque, que dispõe de esplanada.

A entrada no Anadia Splash tem um custo de 2 euros por pessoa. Para as instituições particulares de solidariedade social e para as associações do concelho, que se apresentem no local com grupos de 15 ou mais pessoas, a entrada custa 1 euro por pessoa. O uso de meias é obrigatório para todos os utilizadores dos vários pontos de diversões.

O Anadia Splash, promovido pelo Município de Anadia, visa proporcionar momentos de salutar convívio e de diversão, com interesse para várias gerações e economicamente acessíveis a todos.

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A exposição dos trabalhos realizados pelos alunos das disciplinas de Pintura e Expressões Plásticas da Universidade Sénior da Curia foi inaugurada na tarde de sexta-feira, 10 de julho, no Posto de Turismo da Curia, onde poderá ser visitada até ao próximo dia 7 de agosto.

A mostra reúne dezenas de trabalhos desenvolvidos ao longo do ano letivo 2025/2026 por 25 alunos, com idades compreendidas entre os 65 e os 92 anos, sob orientação da professora Cláudia Emanuel, licenciada em Pintura e Cerâmica e doutorada em Estudos do Património.

Através de pinturas, colagens, trabalhos em vidro, tecido, gesso, feltro, resina epóxi, papel reciclado, modelagem em barro, cianotipia, velas, sabonetes artesanais e outras técnicas, a exposição evidencia a diversidade criativa e a liberdade artística que caracterizam o trabalho desenvolvido na Universidade Sénior da Curia.

Na sessão inaugural, Cláudia Emanuel agradeceu o empenho e a dedicação dos alunos ao longo do ano letivo, destacando a evolução de cada um e o talento demonstrado nos trabalhos agora apresentados ao público. A docente sublinhou que, mais do que ensinar técnicas artísticas, as aulas procuraram criar um espaço de partilha, descoberta e valorização pessoal, onde cada participante pudesse desenvolver a sua criatividade ao seu próprio ritmo.

PUBAlém da aprendizagem de diferentes técnicas de pintura, como acrílico, óleo, aguarela, pastel seco e técnica mista, as aulas de Expressões Plásticas permitiram aos alunos experimentar diversos materiais e processos criativos, promovendo simultaneamente a motricidade fina, a concentração, a memória, a autonomia e o bem-estar. A diversidade de estilos e de abordagens presente na exposição reflete precisamente o percurso individual de cada participante, transformando cada peça numa expressão única da sua criatividade.

A inauguração contou ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, e da vereadora Cristina Azevedo. Na ocasião, o autarca felicitou os alunos pelos trabalhos realizados e agradeceu à professora Cláudia Emanuel o trabalho desenvolvido na dinamização artística da Universidade Sénior da Curia, enaltecendo o contributo desta iniciativa para a promoção do envelhecimento ativo, da aprendizagem ao longo da vida e da valorização cultural do concelho.

Patente até 7 de agosto, a exposição convida a comunidade a conhecer o trabalho desenvolvido pelos alunos da Universidade Sénior da Curia e demonstra que a criatividade, a vontade de aprender e a expressão artística não conhecem idade.

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As Câmaras Municipais de Águeda e de Aveiro aprovaram, ambas por unanimidade, a abertura do concurso público internacional para a execução da empreitada de construção do Eixo Rodoviário Aveiro–Águeda (ERAA), uma infraestrutura estratégica para a mobilidade regional e para o desenvolvimento económico do território, com um preço base de 109.299.867,72 euros, acrescido de IVA.

A deliberação foi tomada nos dois municípios, em reuniões de Executivo, nos mesmos termos, permitindo o lançamento conjunto do procedimento, através de um Agrupamento de Entidades Adjudicantes, já constituído. O prazo de execução, após a consignação da obra, aponta para 950 dias, de acordo com o Caderno de Encargos.

Para o presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, este é “um momento determinante para Águeda e para toda a região”.

“Depois de um intenso trabalho técnico, institucional e político, chegamos finalmente à fase de concretização. O lançamento deste concurso representa um passo decisivo para uma infraestrutura há muito reivindicada, essencial para a competitividade das empresas, para a segurança rodoviária e para a qualidade de vida das nossas populações”, declarou, destacando que o ERAA será determinante para o desenvolvimento económico regional, “um projeto que serve Águeda, Aveiro e toda a região”

Jorge Almeida salienta que este é um momento de agradecer a “enorme colaboração” das várias entidades envolvidas, com destaque para o Governo, a Infraestruturas de Portugal, a CCDR Centro, bem como as equipas projetistas e os muitos técnicos dos dois municípios envolvidos neste processo, realçando, ainda, a parceria entre os Municípios de Águeda e de Aveiro, com grande empenho de todos os presidentes.

PUB“Foi um processo complexo, mas sempre conduzido de forma objetiva e perseverante para chegarmos a este dia”, procurando garantir que esta obra “avançasse com todas as condições técnicas, ambientais e financeiras necessárias. Esta estrada é mesmo para fazer”, concluiu.

O projeto resulta de um longo processo técnico, administrativo e ambiental (iniciado em setembro de 2022) desenvolvido em estreita articulação entre os Municípios de Águeda e Aveiro, a Infraestruturas de Portugal e as entidades responsáveis pela gestão do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e o Governo. Ao longo dos últimos anos foram celebrados os acordos de colaboração e financiamento necessários, concluído o projeto de execução, obtida a Declaração de Impacte Ambiental favorável e aprovadas as expropriações indispensáveis à concretização da obra.

O Governo reconheceu o caráter prioritário desta infraestrutura, determinando a sua integração na rede rodoviária nacional, assegurando financiamento ao abrigo do PRR e após o período de execução do PRR, através de financiamento do Orçamento do Estado.

Ainda recentemente, o compromisso do Governo com a concretização desta infraestrutura foi reafirmado publicamente pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, durante uma visita a Águeda, em janeiro deste ano. Na ocasião, o governante sublinhou que o Eixo Rodoviário Aveiro–Águeda “não é algo que foi proclamado ou sequer simplesmente aprovado numa resolução do Conselho de Ministros, é um compromisso para o atual Primeiro-Ministro, e para mim, que tenho a honra de liderar a pasta das Infraestruturas, que não é possível ultrapassar. É para concretizar mesmo”. Na mesma ocasião, Miguel Pinto Luz reforçou ainda que o Governo está “absolutamente comprometido”. com a concretização desta infraestrutura estratégica.

Com a abertura do concurso público internacional, fica reunida a última condição para o início da fase de contratação da empreitada, concretizando um dos maiores investimentos em infraestruturas rodoviárias da região Centro das últimas décadas.

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Já estão no terreno os trabalhos de expansão e beneficiação da Zona Industrial da Pedrulha, uma empreitada que representa um investimento de 3.950.180,12 euros e que terá um prazo de execução de 730 dias.

A intervenção permitirá ampliar a atual zona industrial em cerca de 16 hectares, criando 23 novos lotes, um dos quais destinado à instalação de serviços de apoio às empresas, reforçando a capacidade de acolhimento de novos investimentos e potenciando a criação de emprego e riqueza no concelho.

Além da expansão da área empresarial, a empreitada contempla a criação de um conjunto de infraestruturas e equipamentos que visam melhorar a funcionalidade e a sustentabilidade do espaço. Estão previstas zonas verdes e barreiras arbóreas, uma bacia de retenção de águas pluviais, ciclovias, repavimentação de vias e passeios, bem como a instalação de iluminação pública alimentada por fontes de energia renovável, entre outros investimentos.

O projeto inclui ainda a criação de serviços partilhados de apoio às empresas, contribuindo para tornar a Zona Industrial da Pedrulha mais moderna, competitiva e preparada para responder às necessidades do tecido empresarial.

Para António Jorge Franco, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, o início da obra representa a concretização de um processo exigente e estratégico para o futuro do concelho.

“Foi um processo longo, mas desenvolvido em tempo recorde. Alterámos o Plano Diretor Municipal, elaborámos o projeto e adquirimos os terrenos, num investimento de cerca de um milhão de euros. O empenho dos serviços da Câmara Municipal e a dedicação dos seus funcionários foram determinantes para que este processo chegasse a bom porto”, destaca o autarca.

António Jorge Franco sublinha ainda que este é um investimento estruturante para o desenvolvimento económico da região. “Queremos uma zona industrial apelativa, capaz de atrair novas empresas e de gerar riqueza no concelho. Este é um grande investimento para a Mealhada e para toda a região.”

Com esta intervenção, a Câmara Municipal da Mealhada reforça a aposta na valorização das áreas de acolhimento empresarial, criando melhores condições para a instalação de empresas, a captação de investimento e a dinamização da economia local.

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O Município de Anadia, em parceria com a Junta de Freguesia da Moita, promove a primeira edição da Animação Termal em Vale da Mó, um programa inovador que decorrerá entre 4 de julho e 12 de setembro, concebido para dinamizar as Termas, reforçar a sua atratividade e proporcionar novas experiências de proximidade a clientes, visitantes e à comunidade.

Esta iniciativa integra-se na estratégia municipal de desenvolvimento territorial, assente na valorização dos recursos naturais, na promoção do bem-estar e na afirmação de Anadia como território de referência no turismo de saúde e natureza.

A programação agora apresentada assinala o início de um novo ciclo que, pela primeira vez, disponibiliza atividades regulares e gratuitas, conjugando práticas de relaxamento, momentos culturais, descoberta patrimonial e contacto com a natureza.

O mês inaugural da Animação Termal do Vale da Mó inclui propostas diversificadas, pensadas para diferentes públicos e faixas etárias:

  • Ioga para adultos – 4 e 25 de julho
  • “Concerto Poeta Cavador” e “Concerto Carlos Raposo”  (extensão do FOLK ANCAS) – 4 de julho
  • Visita Guiada “Termas com História” – 5 de julho
  • Tai Chi – 11 de julho
  • Banhos com Som na Natureza – 11 de julho
  • Caminhada interpretada em Buggies – 12 de julho
  • Pilates – 18 de julho
  • Momento Musical com Jurgen Wischert – 18 de julho
  • Ioga para crianças – 24 de julho
  • Taças Tibetanas ao Luar – 25 de julho
  • Caminhada Interpretada Rota do Poeta – 26 de julho

Todas as atividades são gratuitas, embora algumas estejam sujeitas a inscrição prévia, que poderá ser efetuada através dos contactos 231 525 082 (Termas de Vale da Mó), 231 528 238 (Posto de Turismo) ou do email: termasvaledamo@cm-anadia.pt.

Recorde-se que as Termas de Vale da Mó disponibilizam diariamente prova de água termal, bem como massagens terapêuticas, de relaxamento e de recuperação, às terças, quintas e sábados de manhã, mediante marcação prévia.

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A Câmara Municipal aprovou, na reunião ordinária de 9 de julho, diversos apoios financeiros a instituições do concelho, a abertura de procedimentos concursais para reforço dos serviços municipais e vários incentivos destinados à realização de iniciativas culturais e desportivas. A sessão ficou ainda marcada pelo debate em torno do projeto dos Bairros Comerciais Digitais e por esclarecimentos sobre futuras obras e investimentos municipais.

Antes da ordem do dia, um munícipe pediu esclarecimentos sobre uma eventual intervenção na Rua Nossa Senhora da Conceição, junto ao bairro Cancela Abreu, manifestando preocupação com um possível alargamento da via que poderá afetar terrenos da sua propriedade. O presidente da Câmara, Jorge Sampaio, esclareceu que não houve qualquer alteração ao Plano Diretor Municipal e garantiu que o projeto de requalificação previsto para aquela zona apenas deverá avançar em 2028, assegurando que qualquer intervenção será previamente apresentada e discutida com os moradores.

Ainda neste período, a vereadora do PS, Ana Matias, levantou várias questões relacionadas com a recente onda de calor, pediu informação sobre a Feira do Ambiente 2026, voltou a solicitar esclarecimentos sobre requerimentos anteriormente apresentados e alertou para o estado de conservação de algumas vias municipais, nomeadamente a estrada de acesso ao Saidinho.

Em resposta, Jorge Sampaio afirmou que a autarquia preparou antecipadamente a resposta à onda de calor através de um trabalho conjunto entre Proteção Civil, Bombeiros, GNR, serviços de saúde, ação social e juntas de freguesia, admitindo, contudo, que essa preparação poderia ter sido melhor comunicada à população. O presidente comprometeu-se ainda a entregar, na próxima reunião, a documentação solicitada relativamente à Feira do Ambiente.

Também antes da ordem do dia, o vereador do Chega, José Carlos Menezes, questionou o ponto de situação da futura piscina municipal. Jorge Sampaio revelou que estão atualmente a ser estudadas três localizações possíveis e que decorre a escolha da equipa responsável pela elaboração do projeto.

Um dos principais pontos da ordem de trabalhos foi o projeto dos Bairros Comerciais Digitais, que prevê a criação de uma plataforma online e de uma aplicação móvel para dinamizar o comércio local. O concurso público para desenvolver estas ferramentas foi alvo de contestação por uma das empresas concorrentes, tendo o Tribunal Central Administrativo Norte determinado apenas uma melhor fundamentação da avaliação técnica realizada pelo júri, sem anular o resultado do procedimento. Na reunião, o executivo aprovou um novo relatório que mantém a adjudicação à empresa classificada em primeiro lugar. Ana Matias optou pela abstenção, considerando que a documentação disponibilizada continuava a não permitir uma análise suficientemente fundamentada do processo.

A reunião ficou igualmente marcada pela aprovação da abertura de diversos procedimentos concursais para reforçar os quadros da Câmara Municipal, bem como pela atribuição de apoios financeiros a IPSS, estabelecimentos de ensino e associações culturais, desportivas e sociais do concelho, destinados à realização de eventos, melhoria de equipamentos e desenvolvimento de projetos.

Durante a discussão destes apoios, a vereadora do PS justificou várias abstenções com a falta de documentação técnica e de fundamentação dos processos, defendendo que este tipo de apoios deve ser acompanhado por protocolos e informação mais completa. Jorge Sampaio respondeu que é importante valorizar o apoio prestado às instituições do concelho, enquanto Ana Matias reiterou que a sua posição pretende salvaguardar o cumprimento dos procedimentos legais e proteger as entidades beneficiárias.

O executivo aprovou ainda apoios para várias iniciativas culturais e desportivas, entre as quais a continuação da 18.ª edição do Fórum Ancas, que decorre durante o mês de julho em vários locais do concelho, a prova internacional de Supercross da Poutena, marcada para 1 e 2 de agosto, e a competição Anadia International BMX, agendada para os dias 11, 12 e 13 de setembro, no Centro de Alto Rendimento de Anadia. Foi igualmente aprovada uma comparticipação para a Federação Portuguesa de Ciclismo destinada à organização desta competição.

Nos últimos pontos da reunião, o executivo ratificou a posição assumida pelo Município num processo judicial relacionado com a construção de um edifício municipal, atualmente suspensa na sequência de uma providência cautelar apresentada por uma empresa. Jorge Sampaio garantiu que todas as decisões tomadas pela Câmara foram sustentadas por pareceres jurídicos e manifestou confiança de que o interesse público acabará por prevalecer. A proposta foi aprovada por maioria, com a abstenção da vereadora do PS.

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A Câmara Municipal de Águeda distinguiu 114 entidades do concelho pelas boas práticas de separação e reciclagem de resíduos, no âmbito da 3.ª edição do projeto Águeda Recicla+. A iniciativa, promovida pelo Município de Águeda e cofinanciada através do projeto Juntos a Reciclar ++, da Sociedade Ponto Verde, reconhece o compromisso de instituições, associações e empresas na promoção de um concelho mais sustentável e ambientalmente responsável.

A cerimónia realizou-se no espaço exterior do Centro de Interpretação do Rio, assinalando igualmente o primeiro aniversário deste equipamento municipal. Nesta edição, o projeto renovou estrategicamente o seu foco no canal HORECA (hotéis, restaurantes e cafés), reforçando a separação e valorização das embalagens de vidro produzidas por um dos setores mais relevantes da economia local.

Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, reconheceu que a gestão dos resíduos continua a ser um dos maiores desafios do concelho, apelando ao envolvimento de toda a comunidade na adoção de boas práticas de reciclagem.

“Temos muito trabalho pela frente. A Câmara Municipal faz um esforço tremendo, mas falta-nos ainda, sobretudo, a componente do civismo de algumas pessoas”, afirmou, defendendo que cada cidadão deve assumir um papel ativo na sensibilização para a correta separação de resíduos. “Quando vemos más práticas, não podemos fazer de conta que não vemos. Precisamos de trabalhar todos em conjunto”, disse.

O Edil enalteceu o trabalho que as escolas desenvolvem há décadas na sensibilização ambiental das novas gerações, recordando que muitas crianças crescem a aprender a separar corretamente os resíduos e levam essas práticas para casa. No entanto, lamentou que muitos adultos pareçam esquecer esses ensinamentos ao longo da vida. “As crianças chegam a casa e ensinam os pais. Mas os pais de agora também passaram por esse processo quando eram alunos. A pergunta tem de surgir: o que é que está a acontecer com alguns adultos para fazerem o que vão fazendo? Que valores é que vão perdendo?”, questionou, defendendo que o trabalho desenvolvido tem sido determinante para consolidar uma cultura ambiental no concelho, mas que continua a exigir o compromisso diário de todos.

Jorge Almeida recordou que o reconhecimento de Águeda como European Green Leaf 2026 – cidade verde europeia, resulta precisamente do percurso que o Município tem realizado. “Isto não é um selo. É o reconhecimento de um trabalho feito e de um caminho que nos propomos fazer”.

Também presente na cerimónia, Rui Simões, administrador da ERSUC, felicitou o Município pela capacidade de transformar a sustentabilidade em ações concretas e mobilizar a comunidade. “É muito fácil falar de economia circular e sustentabilidade ambiental. O importante é reconhecer as entidades que passam das palavras às ações e este projeto faz precisamente isso”, afirmou.

O responsável salientou que a inovação do Águeda Recicla+ não reside apenas na certificação das entidades, mas sobretudo na capacidade de criar uma cultura ambiental duradoura.

Nesta edição do Recicla +, quatro agrupamentos de escuteiros participaram como agentes de sensibilização porta a porta, contactando estabelecimentos do canal HORECA para promover melhores práticas de reciclagem. O Município destacou o envolvimento dos jovens e agradeceu a sua disponibilidade e pronta colaboração.

Refira-se que o Águeda Recicla+ promove um sistema de certificação em quatro níveis, de acordo com a implementação de boas práticas ambientais. A certificação é gratuita e integra uma estratégia municipal de incentivo à adoção de hábitos sustentáveis, procurando aumentar a adesão das entidades locais à recolha seletiva e consolidar uma cultura de responsabilidade ambiental em todo o concelho.

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O tema “Balada na Gândara”, de Cristiano Neves, representa o Município de Cantanhede na 5.ª edição do Festival Nacional da Canção Rural. As votações decorrem online, entre os dias 5 e 14 de julho, através do portal cancaorural.ampv.pt.

Cristiano Neves foi o vencedor da eliminatória concelhia do Festival da Canção Rural 2026, que apresentou uma canção com letra e música original profundamente inspirada nas raízes, tradições e identidade cultural do território de Cantanhede.

“A participação de Cristiano Neves constitui um motivo de enorme orgulho para o Município de Cantanhede, não apenas pela qualidade artística da interpretação e composição apresentada, mas também pela forma genuína e sensível como o artista consegue transportar para a música a essência do território, das suas paisagens, das suas gentes e da sua memória coletiva”, sublinhou o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Pedro Cardoso.

O 5.º Festival Nacional da Canção Rural, organizado pela AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho, é um evento dedicado à promoção da música de inspiração rural em Portugal.

A edição deste ano realizou-se no dia 27 de junho, no Teatro Municipal Pax Julia, em Beja.

O evento reuniu representantes dos municípios de Arcos de Valdevez, Beja, Borba, Chamusca, Mealhada, Melgaço, Palmela, Ponte de Lima, Rio Maior, Vila Verde e Cantanhede, num espetáculo que celebra a cultura popular, a criação musical portuguesa e a ligação ao mundo rural, valorizando a música original e os territórios que preservam as suas tradições e património.

“A presença de Cantanhede nesta final nacional assume, assim, um significado especial, levando ao palco um projeto artístico que afirma a riqueza cultural do concelho e reforça a importância da música enquanto veículo de promoção da identidade local”, concluiu o autarca.

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Há épocas em que a história avança como quem caminha para um destino reconhecido. Mesmo no meio das dificuldades, subsiste a convicção de que o tempo humano conduz a algo, de que o esforço se acumula, de que a vida comum se prolonga. Noutras, porém, instala-se uma sensação mais inquietante: o tempo continua a passar, mas parece já não conduzir a parte alguma. Vive-se, decide-se, constrói-se. E, no entanto, falta a expectativa. O futuro, que outrora era promessa, torna-se apenas prolongamento incerto de um presente fatigado. Não é a primeira vez que as sociedades atravessam crises. Mas há momentos em que a crise deixa de ser apenas económica, política ou cultural e se torna mais profunda: atinge a própria relação com o tempo. Quando isso acontece, o presente perde densidade. As decisões tornam-se provisórias, os compromissos frágeis, as instituições hesitantes. Tudo se organiza para responder ao imediato, como se a continuidade fosse demasiado incerta para ser assumida. O amanhã deixa de ser horizonte e passa a ser hipótese.

Esta transformação não é apenas intelectual: é espiritual. Há uma mudança quase impercetível no modo como se fala do mundo. O progresso já não é esperado: apenas calculado. A continuidade já não é presumida: apenas tolerada. O legado recebido já não é reconhecido como ponto de partida, mas como problema a ultrapassar. O passado torna-se suspeito, o presente instável, e o futuro perde consistência. Entre estes três momentos, o fio invisível que sustenta a vida comum começa a enfraquecer. Uma sociedade que perde o futuro não entra necessariamente em declínio visível. Pode manter prosperidade, inovação, dinamismo técnico. Mas falta-lhe direção. A ação coletiva transforma-se numa sucessão de ajustes, não numa caminhada. A política converte-se em administração, a cultura em comentário, a educação em preparação para a incerteza. Vive-se com prudência, mas sem propósito. A inteligência analisa, mas a vontade hesita.

O homem, porém, não vive apenas do presente. Precisa de projetar-se, de reconhecer que a sua ação participa numa continuidade maior. Sem essa projeção, a liberdade empobrece. Torna-se escolha entre alternativas imediatas, não compromisso com uma direção. O indivíduo passa a viver como se cada decisão fosse isolada, desligada de uma história e de uma promessa. A existência torna-se episódica, fragmentária, sem a serenidade de um percurso. Há também uma consequência moral nesta perda de horizonte. Quando o futuro deixa de inspirar confiança, cresce a tentação do refúgio. Procura-se segurança no instante, evita-se o risco duradouro, desconfia-se das responsabilidades prolongadas. A vida comum fragmenta-se em interesses particulares. A comunidade deixa de ser continuidade e passa a ser coincidência. Cada geração vive como se estivesse só, sem herança e sem tarefa.

No entanto, a civilização europeia e, dentro dela, a nossa própria experiência histórica, sempre viveu de uma confiança discreta na duração. Não uma certeza triunfal, mas a convicção de que a vida comum merece ser continuada. Essa convicção alimentou instituições, inspirou culturas, sustentou comunidades. Assentava numa ideia simples e profunda: o homem não começa do nada, recebe um mundo e tem o dever de o prolongar. Quando esta consciência enfraquece, o tempo perde continuidade e a história torna-se sucessão. Talvez seja esse o traço mais silencioso do nosso tempo: a dificuldade em acreditar que o futuro pode ser melhor sem destruir o que existe. Entre a nostalgia e a rutura, perde-se o equilíbrio. Ou se idealiza um passado imóvel ou se confia numa novidade sem raízes. Em ambos os casos, a continuidade desaparece. E sem continuidade não há verdadeiro futuro: apenas mudança.

Recuperar o futuro não significa prever, mas confiar. Confiar que a vida comum possui recursos, que as instituições podem ser aperfeiçoadas, que a cultura continua fecunda. Essa confiança nasce da fidelidade ao essencial: a dignidade da pessoa, a importância das comunidades vivas, a responsabilidade intergeracional. Estes elementos não são fórmulas ideológicas: são intuições históricas que permitiram às sociedades atravessar crises sem perder a direção. A esperança autêntica não é entusiasmo fácil. É uma forma de coragem tranquila. Consiste em agir como se o tempo tivesse sentido, mesmo quando esse sentido não é evidente. Consiste em educar como se o futuro fosse habitável, governar como se a continuidade fosse possível, viver como se a história ainda estivesse aberta. Esta disposição não elimina a incerteza, mas impede que ela se transforme em desistência.

Uma sociedade reencontra o futuro quando volta a pensar em termos de duração. Quando reconhece que cada geração recebe e transmite, que o presente é ponte, não refúgio. Quando a política deixa de ser apenas reação e se torna orientação. Quando a cultura volta a sugerir possibilidades e não apenas a descrever limites. Nesse momento, o tempo recupera densidade e a ação ganha direção. O nosso tempo parece ter perdido o futuro não porque desconheça os problemas, mas porque hesita em acreditar na continuidade. Falta-lhe a confiança discreta de que a vida comum pode ser prolongada sem ser negada. Recuperar essa confiança é talvez a tarefa mais silenciosa e mais decisiva. Não se trata de inventar um amanhã, mas de voltar a reconhecê-lo como promessa. Porque uma sociedade que deixa de esperar não apenas perde o futuro: perde também a razão de continuar.

 

por Carlos Vinhal Silva

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