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Salome Dias

O comércio local de Anadia “Sai à Rua”, nos próximos dias 29, 30 e 31 de maio, para se dar a conhecer, numa iniciativa do Município de Anadia, em parceria com a ACIB – Associação Comercial e Industrial da Bairrada, com o intuito de promover e dinamizar a economia local.

A 2.ª edição do “Sai à Rua” terá lugar na Praça Visconde de Seabra, em frente ao Tribunal de Anadia, com entrada gratuita. O espaço contará com uma grande tenda dedicada aos expositores, zona de restauração e uma área infantil com insufláveis, parque infantil, pinturas faciais e outras atrações para os mais pequenos.

Durante três dias, o evento dará a conhecer o comércio e os serviços locais, reunindo propostas nas áreas da moda, decoração, turismo, bem-estar, gastronomia, vinhos e produtos artesanais. Ao todo, cerca de 40 espaços comerciais e de serviços do concelho irão marcar presença, proporcionando aos visitantes uma mostra diversificada do que de melhor se faz em Anadia.

O programa inclui ainda várias atividades paralelas, como mini desfiles e casting de moda no âmbito do “Anadia Impact Fashion”, workshops dedicados aos vinhos e espumantes da região, sessões de showcooking e atividades físicas.

A animação musical estará a cargo do DJ Pedro Moniz, do pianista Luís Arede, Jürgen Wischert, Banda Tempo, The Singles e Carolina Leira. O evento contará também com momentos de magia protagonizados por Ricardo Pimenta e Vasco Esperança.

A inauguração do “Sai à Rua” está marcada para as 17h00 da próxima sexta-feira. O evento decorrerá nos seguintes horários: sexta-feira, 29 de maio, das 17h00 às 23h00; sábado, dia 30, das 15h00 às 23h00; e domingo, 31 de maio, das 15h00 às 20h00.

Integrado no programa “Viver Anadia – da Tradição à Inovação”, o evento insere-se na estratégia de promoção do comércio local associada ao projeto “Bairros Comerciais Digitais”, estando aberto à participação de todos os estabelecimentos do concelho interessados em aderir.

O “Sai à Rua” pretende reforçar a vitalidade do centro urbano, atrair visitantes a Anadia e fortalecer a identidade da marca Viver Anadia, promovendo o que distingue o concelho: a proximidade, a autenticidade e a qualidade do seu comércio.

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A Infraestruturas de Portugal adjudicou a empreitada de Reabilitação Integral de Via (RIV) no troço da Linha do Vouga entre Águeda e Aveiro à empresa Fergrupo – Construções e Técnicas Ferroviárias, S.A., por cerca de 6,75 milhões de euros.

A intervenção abrange o segmento compreendido entre as estações de Águeda e Aveiro e terá um prazo de execução de 425 dias, com o início dos trabalhos previsto para agosto.

Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, considera que esta intervenção “é fundamental para melhorar a qualidade do serviço prestado”, sublinhando que “atualmente, a ligação entre a Estação de Águeda e a Estação de Aveiro faz-se em cerca de 33 minutos, o que demonstra que o comboio é uma solução muito competitiva”.

O Edil defende que “a Linha do Vouga tem um potencial muito grande” e sustenta que o futuro da infraestrutura deve passar por continuar a apostar na via estreita. Nesse sentido, acrescenta ser “essencial avançar para a aquisição de material circulante, capaz, moderno e confortável, tornando esta linha uma verdadeira solução de mobilidade para a região”, apontando esta reabilitação como “um passo importante para consolidar essa aposta e valorizar o transporte ferroviário”.

Jorge Almeida defendeu ainda que “um outro passo no caminho para uma modernização mais profunda” da Linha do Vouga deve ser dado com o projeto de eletrificação.

Esta obra agora adjudicada integra o Plano de Reabilitação da Linha do Vouga atualmente em curso e incide na renovação completa da superestrutura ferroviária. Estão previstos trabalhos de substituição de carris, travessas e fixações, bem como a reposição de balastro, operações de ataque mecânico pesado e melhorias no sistema de drenagem.

Entre os principais efeitos esperados estão a eliminação de limitações de velocidade, o reforço da segurança na circulação e a melhoria do conforto para os passageiros.

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Realizou-se entre 15 e 17 de maio a 7.ª edição do Torneio de Bilhar Miguel Ferreira, em Outeiro de Baixo.

Na competição coletiva, o grande vencedor foi a equipa da Casa do Benfica de Penacova, composta por Bruno Sousa (Campeão Nacional), André Soares, Pedro Miguel e Alexandre Martins, que venceu a final a equipa do CB Canelas, formada por Rui Sá, Silvério Ribeiro, Tomás Ramalhão e Nuno André. Nas meias-finais ficaram pelo caminho o FC Paços de Ferreira e a ABP Gouveia. O Prémio Fair Play, oferecido pela família de Miguel Ferreira, foi atribuído à equipa do CB Canelas, liderada por Silvério Ribeiro. A competição coletiva contou com 16 equipas.

Desde a edição de 2025, o torneio passou a contar com o aumento de 8 para 12 mesas de bilhar, permitindo alargar o quadro competitivo de 64 para 96 atletas. Estiveram presentes vários jogadores com palmarés nacional, incluindo oito dos 16 atletas do painel de Elite Nacional da Federação Portuguesa de Bilhar, entre os quais o atual campeão nacional, Bruno Sousa.

Na competição individual, o grande vencedor foi Jorge Pimenta, da AD Sanjoanense, que venceu na final Joel Novo, por 5-3. O pódio ficou completo com Nuno Raposo, do GD Nazarenos (Leiria), e Alexandre Martins, da Casa do Benfica de Penacova.

A prova foi homologada pela Federação Portuguesa de Bilhar e contou com o apoio e presença da autarquia, nomeadamente do presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, do vereador do Desporto, Jorge Almeida, do presidente da Junta de Freguesia de São Lourenço do Bairro, Mário Marinho, e de Fátima Ferreira, mãe do homenageado Miguel Ferreira.

O evento deixou ainda um agradecimento especial a todos os patrocinadores e ao público que acompanhou a iniciativa, tanto presencialmente como através das transmissões dos jogos.

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O Município de Oliveira do Bairro, em parceria com a Associação Jovem Oianense, vai organizar a quinta edição da corrida-caminhada “Oliveira do Bairro – Trilhos na Natureza”, agendada para 6 de junho.

A iniciativa vai contar com um “Trail Longo” de 25 km, um “Trail Curto” de 15 km, ambos para corrida, e uma caminhada de 8 km para todas as idades. Para os mais novos, a organização vai preparar duas provas “mini-trilhos”, uma de 1 km, para crianças nascidas entre 2010 e 2015 (inclusive), e outra de 500m, para as que nasceram entre 2016 e 2021.

De referir que a caminhada está aberta a todas as idades, incluindo menores, desde que acompanhados pelo encarregado de educação ou tutor legal, enquanto que as provas de 25 e 15 Km são exclusivamente para maiores de 18 anos.

Sobre a diversidade de provas, Susana Martins, Vereadora do Desporto da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, explicou que o objetivo é o de “envolver todas as camadas etárias, seja num contexto competitivo, seja numa experiência puramente lúdica e de puro lazer, tendo subjacente a promoção da atividade física e da saúde.”

A autarca volta a destacar o cenário das provas, que vão decorrer “nas margens do Rio Cértima, em percursos que apresentam uma paisagem natural absolutamente deslumbrante”.

A prova arranca, e termina, no Parque dos Pinheiros Mansos às 18h, percorrendo a Rota das Cegonhas, com passagem pelo Vale do Cértima, onde, segundo a autarca “se pode contemplar o manto verdejante das marinhas de arroz, típico desta altura do ano, e observar as cegonhas-brancas”.

A iniciativa, que vai contar com o apoio técnico do Centro de Marcha e Corrida do Município, termina em ambiente festivo, com lanche, DJ e insufláveis para os mais pequenos.

Os objetivos da iniciativa são os de combater o sedentarismo da população em geral, em especial dos jovens, promover a prática desportiva ao ar livre, criando hábitos de vida mais saudáveis e sustentáveis, e garantir formas de interação entre as várias gerações.

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A reunião ordinária da Câmara Municipal de Anadia decorreu esta quarta-feira, na sede da Junta de Freguesia da União das Freguesias de Amoreira da Gândara, Paredes do Bairro e Ancas, tendo sido recebida pelo presidente da Junta, Arménio Cerca.

No período de intervenções, o vereador do Chega, José Carlos Menezes, começou por destacar a iniciativa “Mundo Para Além do Desporto”, realizado a 21 de maio, considerando tratar-se de “um momento de enorme prestígio para o concelho”, ao homenagear atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos portugueses. José Menezes elogiou ainda o trabalho desenvolvido pelo vereador do desporto, Jorge Almeida, e reforçou a necessidade de o Governo continuar a investir no Velódromo Nacional, considerando-o “uma infraestrutura estratégica para Anadia e para o desporto português”.

A segurança na Escola Secundária de Anadia foi também um dos assuntos centrais. O vereador afirmou ter recebido relatos de situações de violência, intimidação e medo dentro da comunidade escolar, defendendo a criação de um “verdadeiro plano municipal de prevenção da violência escolar”, envolvendo município, escolas, GNR, psicólogos e famílias.

Na resposta, o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, confirmou que já existem reuniões de articulação entre o município, agrupamentos escolares e GNR, tendo anunciado que será preparado um plano de segurança para o próximo ano letivo. O autarca reconheceu que os problemas existentes “são preocupantes”, embora considere que Anadia não apresenta uma realidade diferente da restante realidade nacional.

A reunião ficou ainda marcada pela intervenção da vereadora do PS, Ana Matias, que abordou a ausência de iniciativas oficiais do município no âmbito do Dia Internacional dos Museus e Monumentos, lamentando aquilo que classificou como “falta de estratégia cultural e de comunicação pública”. Em resposta, Jorge Sampaio rejeitou as críticas e afirmou que “2026 é o Ano Municipal dos Museus”, destacando o investimento realizado na dinamização do Museu do Vinho e dos restantes espaços museológicos do concelho.

Outro dos temas discutidos foi a Linha de Alta Velocidade, em que a vereadora socialista questionou o apoio dado pelo município às populações potencialmente afetadas pelo traçado. Jorge Sampaio reiterou a oposição do executivo ao projeto, considerando que “não devia haver linha de alta velocidade” e criticando o impacto da infraestrutura no território.

Durante o período reservado ao público, um munícipe apresentou à Câmara Municipal a intenção de doar várias peças antigas ligadas ao antigo “Carrossel” de Anadia e a salões de jogos das décadas de 60, 70 e 80, incluindo mesas de snooker, máquinas de jogo e outros equipamentos históricos. Jorge Sampaio mostrou abertura para analisar a proposta e solicitar um levantamento fotográfico das peças.

No final da sessão foi ainda divulgada a agenda cultural e desportiva das próximas semanas, com destaque para o torneio Bairrada Cup, que decorrerá durante os fins de semana de junho, o Encontro Regional de XCO, marcado para 4 de junho na pista da Curia, e o Torneio de Veteranos Grande Hotel do Luso, agendado entre 12 e 14 de junho.

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A presença de Anadia nos centros de decisão do setor da construção volta a sair reforçada com a recondução de Pedro Coelho, em representação da MARSILOP – Sociedade de Empreitadas, S.A., na Direção da AICCOPN para um novo mandato. Entre o sentido de responsabilidade e o reconhecimento pelo percurso da empresa, a nova etapa é encarada como uma oportunidade para continuar a defender os interesses das empresas do setor, num contexto marcado por desafios como a falta de mão de obra, a carga burocrática e a necessidade de maior incentivo ao investimento.

Com mais de sete décadas de atividade e uma ligação histórica à associação, a MARSILOP assume esta representação também como uma forma de dar voz à região Centro, reforçando a importância de descentralizar decisões e aproximar as empresas dos principais interlocutores institucionais.

Entrevistámos Pedro Coelho, diretor geral da Marsilop:

Jornal de Anadia (JA) – O que representa, pessoalmente e profissionalmente, este segundo mandato na direção da AICCOPN?

Pedro Coelho (PC) – Sem querer que pareça um lugar comum, o primeiro sentimento é de uma grande responsabilidade. Ser o representante da MARSILOP – Sociedade de Empreitadas, S.A. na Direção desta prestigiada associação, é também um privilégio. Importa referir que somos uma empresa com 72 anos de existência e um dos associados mais antigos da AICCOPN, o número 17, sendo que é superior a 6.000 os número de sócios que compõem esta Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional, que conta com mais de 133 anos de existência. No foro mais pessoal, é também uma questão de responsabilidade social, pois sinto que é muito importante o poder dar algum do meu tempo ao associativismo.

 

JA – Que balanço faz do seu primeiro mandato? O que correu bem e o que ficou por concretizar?

PC – Tenho que corrigir para “nosso” mandato. Nos últimos três anos dei o meu contributo para o trabalho de toda uma Direção, composta por empresas de superior qualidade e representadas por dirigentes de excelência. Foi também graças a todos eles, mas particularmente ao então Presidente da Direção, Manuel Reis Campos, conjuntamente com o atual Presidente, Ricardo Gomes, que esta associação veio a tornar-se única e de âmbito nacional, na defesa constante e firme de todas as empresas do setor da construção. Muito fizemos e, sendo certo que nem sempre esse trabalho é visível, muito há ainda para fazer. Uma coisa posso garantir: a AICCOPN continuará sempre a pugnar para que haja melhores condições para que as empresas possam investir e produzir mais e melhor. Não tenhamos dúvidas, o que é bom para as empresas, é também para os trabalhadores, e consequentemente para o país.

 

JA – Que objetivos concretos leva agora para este novo ciclo?

PC – A AICCOPN tem um vasto e bem definido plano de atividades, sempre com ênfase em ser o representante deste tão importante setor económico do país. No imediato há que ajudar na resolução de alguns constrangimentos que afetam diretamente a produtividade: a falta de mão de obra e a necessidade de legislação, também na área fiscal, que possa alavancar o investimento e o crescimento das empresas de construção civil, seja da iniciativa privada ou das obras públicas.  Se os responsáveis das empresas verificarem que há menos entraves legais, fiscais e burocráticos, é certo que irão estar mais predispostos para investir, para crescer, para arriscar. É deste empreendedorismo que que Portugal precisa.

 

JA – O que significa para uma empresa de Anadia estar representada numa estrutura nacional como a AICCOPN?

PC – Num contorno mais pessoal, confesso muita satisfação em, de alguma forma, contribuir para trazer ainda mais visibilidade a esta cidade de Anadia, uma terra que tanto gosto e onde tão bem me sinto. Ao longo da minha vida, e atualmente, tenho integrado diversos órgãos sociais, particularmente na minha terra, Vila Nova de Poiares, mas também aqui em Anadia, onde sou Presidente da Assembleia-Geral da Associação Começar Hoje. Poder estar, em representação da MARSILOP, que tem a sua sede neste Município de Anadia, numa associação de tão grande dimensão e de relevo nacional como é a AICCOPN, deixa-me muito feliz.

PUBEm termos mais empresariais, não sou dos que pensam que “tudo acontece em Lisboa e Porto, e que o resto do país não existe”. São as duas maiores áreas metropolitanas do país, pelo que é normal que muito aí aconteça. Mas é muito importante para a Região Centro ter uma voz nos centros de decisão. O facto de Anadia ter nos órgãos sociais, não uma, mas duas empresas, uma vez que a Nível 20, representada por Miguel Belo, é membro suplente da Direção, dá a toda a Região Centro uma visibilidade que considero muito positiva. Diria que possibilita que todas as empresas da fileira da construção desta região possam, ao estar na AICCOPN, estar também mais próximas nas inúmeras interações que temos com o Governo.

 

JA – Quais são, neste momento, os principais desafios que o setor da construção enfrenta em Portugal?

PC – A necessidade de instrumentos legais e fiscais que permitam que este setor possa contribuir cada vez mais para o crescimento da economia nacional. A falta de mão de obra é também uma barreira para que as empresas possam produzir mais, pelo que é fundamental captar pessoas, portugueses e emigrantes, para este setor. Para isso, a formação e a melhoria das condições de trabalho é um ponto central. Mais recentemente, o aumento do petróleo (que tem vindo a provocar o aumento generalizado das energias e dos produtos) é também preocupante para quem gere as empresas. As construtoras e todas as empresas da fileira da construção já demonstraram a sua resiliência nas várias crises que nos têm assolado, como a pandemia da Covid-19, a guerra na Ucrânia e agora com o conflito no Irão e em grande parte do Médio Oriente. O Estado e a União Europeia têm que estar atentos às necessidades prementes das empresas. Só com empresas fortes haverá Estados fortes.

 

JA – A sustentabilidade já é uma prioridade real nas empresas?

PC – Os portugueses mostraram ao longo dos tempos a sua tenacidade, a sua capacidade de se reinventarem, de resolver problemas. Talvez por essas capacidades nos falte ainda melhorar no que diz respeito ao planeamento a longo prazo. A engenharia e construção portuguesas têm tudo para ser fortes e competitivas, mas falta-nos a dimensão, a escala de outros países, pelo que somos obrigados e ser mais criativos para competir com os outros. Só assim conseguimos atingir patamares de sustentabilidade e de excelência que nos permitam estar numa economia cada vez mais global. Este é um tempo de uma cada vez maior relevância da tecnologia (sendo disso exemplo a Inteligência Artificial, já tão presente também na construção), mas nunca podemos esquecer as pessoas. Penso até que, agora mais que nunca, as empresas dependem dos seus trabalhadores. Tento, em cada dia, mostrar o meu apreço pelo trabalho que faz cada uma das pessoas que trabalham comigo, pelo que permitam que deixe um agradecimento a todos os colegas que integram as duas empresas de que faço parte. Delas depende toda a sustentabilidade das empresas que integram.

 

JA – Que mensagem deixa aos empresários da construção da região?

PC – Uma mensagem positiva, de reconhecimento pela sua resiliência e um pedido de que nunca baixem os braços. O país precisa das empresas, para que haja mais e melhor emprego, para que tenhamos um país mais forte e com melhores condições de vida. No que concerne à AICCOPN, a sua total disponibilidade para ajudar as empresas nas suas dúvidas, até mesmo nas “suas dores”. Os órgãos sociais desta associação e, de uma forma mais direta, os seus funcionários, estão ao inteiro dispor das empresas.

 

JA – Se pudesse mudar uma única coisa no setor, qual seria?

PC -Vou repetir-me, mas a pergunta assim o obriga. Tornaria a legislação da contratação pública e as leis fiscais, bem como os processos de licenciamento, mais céleres, mais eficazes e mais justos. Esta burocracia atola-nos a todos em ineficiências que impedem a criação de valor. As empresas, e particularizando as empresas da fileira da construção, não devem ser vistas como um adversário, muito pelo contrário, são um parceiro fundamental do Estado.

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O Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Duarte Novo, participou, nos dias 11 e 13 de maio, nas Assembleias de Delegados do 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, subordinadas ao tema “Sentir a tua terra – O Poder Económico e Político Local”.

A iniciativa promoveu a reflexão dos alunos sobre a sua ligação ao concelho e o papel das instituições locais na vida da comunidade, através de questões como “O que significa, para ti, viver em Oliveira do Bairro?”, “Que decisões da Câmara têm impacto direto na tua vida como estudante?” e “Se eu fosse presidente…”.

Além de Duarte Novo, as sessões contaram também com a presença do Presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro, Nuno Barata, bem como de jovens membros da Assembleia Municipal, Sara Santos, Carolina Ribeiro e António Pato, num momento marcado pela participação ativa dos estudantes e pela partilha de ideias e propostas relativas ao futuro do concelho.

PUBDurante o encontro, os jovens tiveram oportunidade de colocar questões, apresentar propostas e debater temas relacionados com a realidade local, num exercício de cidadania e participação democrática, que aproximou os estudantes dos eleitos e das instituições do poder local.

Para o Presidente da Câmara Municipal, “é importante escutar os nossos jovens e integrar as suas ideias numa visão mais multigeracional do nosso concelho”.

A iniciativa evidenciou a importância do envolvimento cívico das novas gerações e da criação de espaços de diálogo entre os jovens e os responsáveis políticos, reforçando a ligação dos alunos à comunidade local e incentivando uma participação mais ativa na vida pública.

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A Câmara Municipal de Águeda assinou, com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com o Fundo Ambiental um contrato-programa de financiamento no valor de 900 mil euros destinado à recuperação de danos provocados pelo chamado “comboio de tempestades” que decorreu entre janeiro e fevereiro, com intervenções em vários rios do concelho.

A cerimónia decorreu no Parque dos Plátanos, em São João de Loure, junto a uma obra de emergência nas margens do Rio Vouga, e contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho; do secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves; do presidente da APA, Pimenta Machado; e de Rosário Gama, do Conselho Diretivo da Agência para o Clima (representando o Fundo Ambiental).

Este financiamento permitirá executar projetos de reconstrução, reabilitação de património ambiental e intervenções de emergência, abrangendo o Rio Vouga, Rio Águeda, Rio Cértima, Rio Marnel e a Pateira de Fermentelos. Entre as ações previstas estão a reabilitação e valorização de infraestruturas e ecossistemas ribeirinhos, com especial enfoque nas zonas mais afetadas pelas cheias.

Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, destacou, durante a sessão, a dimensão da rede hidrográfica do concelho e a resposta rápida do Município após as intempéries. “Logo após a intempérie pusemos mãos à obra e temos neste momento várias frentes de obra em curso, além de outras já concluídas”, afirmou.

O Edil sublinhou ainda a extensão dos danos registados no território. “Foram identificados muitos estragos nos nossos rios”, disse, lembrando que “Águeda é o maior concelho do distrito de Aveiro em área geográfica, com centenas de rios e ribeiras que confluem para o Vouga”.

Jorge Almeida destacou também o trabalho desenvolvido pelo Município na reabilitação fluvial. “Não deve haver muitos exemplos com a dimensão do que temos vindo a fazer em Águeda na reabilitação de rios, o que me deixa muito orgulhoso. O projeto LIFE Águeda (agora LIFE Revive) tem permitido um trabalho intenso de renaturalização, com resultados que hoje são bem visíveis”, referiu, acrescentando que “a qualidade da água melhorou ao ponto de permitir novos usos, como zonas balneares, nomeadamente uma piscina fluvial no Rio Águeda, com monitorização regular da qualidade da água”.

A Ministra do Ambiente enquadrou este apoio num pacote nacional mais amplo. “Estamos a completar um conjunto de 40 contratos com municípios, no valor de 35 milhões de euros, para recuperar danos provocados pelas cheias”, afirmou Maria da Graça Carvalho, acrescentando que “muitas destas obras já estão no terreno e algumas até já estão concluídas”, como por exemplo em Águeda.

A governante destacou, a este propósito, a simplificação dos procedimentos administrativos para que as obras pudessem realizar-se com maior rapidez. “Criámos mecanismos legais para acelerar a contratação pública, permitindo que estas intervenções avancem mais rapidamente do que em circunstâncias normais”, disse.

A Ministra sublinhou que o objetivo estratégico do programa “não é apenas para recuperar o que foi destruído, mas para tornar o território mais resiliente e preparado para fenómenos extremos”, afirmou, até porque “toda a bacia do Vouga e a Ria de Aveiro são zonas extremamente sensíveis do ponto de vista ambiental e às alterações climáticas”. Por isso, considera essencial aproveitar o programa do PTRR para “dar uma maior consistência e uma maior resistência destas regiões”.

Refira-se que, além de Águeda, foram também celebrados contratos-programa do mesmo tipo com os Municípios de Albergaria-a-Velha e Estarreja, no âmbito do mesmo esforço de reabilitação ambiental após as intempéries do início do ano.

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A equipa de atletismo da ADCP Pedralva esteve em evidência na Corrida 4 Estações – Primavera, disputada no passado dia 17 de maio, em Avelar, ao alcançar o 1.º lugar coletivo numa prova exigente, marcada por um percurso sinuoso e competitivo.

O grande destaque individual foi Tiago Madureira, que venceu a classificação geral, confirmando o excelente momento de forma que atravessa. O atleta garantiu ainda o 1.º lugar no escalão M35.

A prestação coletiva da equipa ficou também marcada pela forte presença nos lugares cimeiros, com três atletas entre os quatro primeiros da geral. Ricardo Andrade terminou na 3.ª posição da geral e foi 2.º classificado no escalão M35, enquanto Óscar Maia alcançou o 4.º lugar da geral, vencendo o escalão M40.

Também em competição esteve Mário Ferreira, que concluiu a prova na 102.ª posição da classificação geral, ocupando o 13.º lugar no escalão M50.

Com este conjunto de resultados, a ADCP Pedralva assegurou o triunfo coletivo, reforçando o bom momento e a crescente competitividade da sua secção de atletismo nas provas regionais.

A direção da associação felicitou todos os atletas pelo desempenho, destacando o empenho e a forma exemplar como representaram o clube e a localidade de Pedralva.

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A aldeia de Torres, na freguesia de Vilarinho do Bairro, volta a celebrar as suas raízes com a realização da terceira edição da “Festa Memórias”, marcada para os dias 30 e 31 de maio, no Largo da Capela de Nossa Senhora do Desterro.

Distinguida em 2022 com o selo “Aldeias de Portugal”, esta localidade tem vindo a afirmar-se pela valorização do seu património e tradições, promovendo iniciativas que reforçam a identidade e o espírito comunitário. É neste contexto que surge a Festa Memórias, um evento pensado para assinalar essa distinção e, simultaneamente, proporcionar momentos de convívio entre habitantes e visitantes.

O programa arranca no dia 30 de maio, com a recriação de uma “Contra Dança”, evocando os tempos em que músicos percorriam as aldeias para animar a população com modas populares.

No dia seguinte, 31 de maio, as atenções centram-se no Cortejo de Tradições, seguido de teatro de rua, com encenação e interpretação a cargo dos próprios habitantes. A iniciativa pretende recriar episódios do quotidiano de outros tempos, dando vida à memória coletiva da aldeia.

Ao longo dos dois dias, não faltarão também espaços de animação e gastronomia, com destaque para as tradicionais bifanas e serviço de bar, num ambiente que promete acolher todos os que queiram conhecer e reviver as tradições locais.

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