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Salome Dias

O Executivo Municipal apresentou e viu aprovadas as propostas de fixação dos impostos municipais para 2027, que incluem a taxa do IMI no valor mais baixo legalmente admissível, o alargamento de três para cinco anos da isenção de IMI nas situações legalmente previstas, a não cobrança da percentagem no IRS que cabe ao Município, que se traduz num benefício para os munícipes, entre outras medidas. O conjunto destas e outras medidas visam apoiar as famílias, aliviando o seu esforço financeiro, perante um contexto nacional de crise económica e social, e graves dificuldades para as famílias.

À semelhança de anos anteriores, o Município decidiu manter a taxa do IMI no valor de 0,3% para os prédios urbanos. Este é o valor mais baixo permitido por lei. Em sentido contrário, os prédios em ruínas, abandonados ou devolutos, estão sujeitos a uma majoração da taxa. Pretende-se, neste caso, promover e incentivar a reabilitação urbana e a dinamização do mercado de habitação.

Além do IMI na taxa mais baixa, o Município vai manter o IMI Familiar, que adicionalmente permite deduzir 30 euros ao imposto dos agregados com um dependente, 70 euros com dois e 140 euros com três ou mais dependentes, e desde que o imóvel seja de habitação própria e permanente.

O Município aprovou ainda a medida de alargamento da isenção de IMI (para 5 anos), nos casos excecionais previstos na lei, nomeadamente construção, ampliação, obras de melhoramentos de imóveis, aquisição a título oneroso, desde que seja destinado a habitação própria e permanente e o valor patrimonial tributário do imóvel não exceda os 125 mil euros.

Uma vez mais, o Município vai abdicar na totalidade da participação que pode ter no IRS cobrado na área geográfica do município. Nos termos previstos na lei, essa participação no IRS é variável, pode ir até 5%, mas o Município optou pela taxa zero. Ao abdicar dessa receita, o valor é revertido a favor dos munícipes sob a forma de desconto municipal no IRS. O resultado final é menos imposto de IRS a pagar.

O Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Pardal, refere que mais do que nunca se justificam estas opções de alívio fiscal por parte do Município “face a um contexto de aumento brutal e persistente do custo de vida, dos bens essenciais, dos combustíveis, da energia, das prestações da casa”. “Reduzir os encargos fiscais é também uma forma de apoiar as famílias e incentivar a sua fixação no concelho”, afirma.

Ricardo Pardal explica que “as contas sólidas do Município permitem assumir esta redução das receitas fiscais sem comprometer a nossa capacidade de concretizar projetos estruturantes para o desenvolvimento sustentado do concelho, como a ampliação do Parque Industrial, já em curso, e o Parque Público de Habitação a Custos Controlados”.

E conclui: “As Pessoas e as Famílias estão no centro da nossa governação, das nossas políticas e opções, daí todo o apoio que damos nas áreas da Educação, Ação Social, Emprego, e todas estas medidas de redução fiscal, que refletem o nosso compromisso com a coesão social, a qualidade de vida e o bem-estar dos nossos munícipes”.

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A Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, visitou no dia 23 de setembro, o Centro Rainha D. Leonor, da Santa Casa da Misericórdia de Oliveira do Bairro, para conhecer o trabalho desenvolvido na área da demência.

O Centro, que iniciou a sua atividade em 2022, acompanha atualmente cerca de 30 utentes com doença de Alzheimer e outras demências, através de atividades de estimulação física e cognitiva, motricidade fina, atividades recreativas e treino de atividades da vida diária, apostando também no acompanhamento das famílias e dos cuidadores informais.

“O mais importante é que os utentes e os cuidadores informais saiam daqui com um sorriso nos lábios”, sublinhou Anabela Carvalho, diretora técnica do Centro Rainha D. Leonor, explicando que a resposta “não é um centro de dia, nem é um lar”.

Os utentes permanecem no Centro cerca de duas horas por dia e frequentam diferentes ateliês, de acordo com as suas necessidades. A responsável destacou ainda o aumento de casos em pessoas mais jovens, referindo que a pessoa mais nova acompanhada pelo Centro tem 62 anos.

Depois de conhecer as atividades desenvolvidas no Centro, a Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, destacou a importância desta resposta perante o envelhecimento da população e o aumento da prevalência das demências.

“Tive a oportunidade de ver ao vivo este projeto e gostei imenso. Esta é uma resposta importante”, afirmou a Secretária de Estado, considerando que a realidade das demências é “cada vez mais presente e precoce”.

PUBFinanciamento é uma das preocupações
Após a visita, realizou-se uma reunião de trabalho que contou com Clara Marques Mendes, Duarte Novo, Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Luís Rabaça, Vereador da Ação Social da mesma autarquia, Leontina Novo, Provedora da Santa Casa da Misericórdia do concelho, e Licínio Pimenta, Diretor do Centro Distrital de Aveiro do Instituto da Segurança Social.

No encontro, foram abordadas várias questões relacionadas com o funcionamento do Centro, nomeadamente o seu financiamento.

Neste momento, o projeto conta com financiamento através do Portugal Inovação Social, que garante a sua continuidade até 2028, sendo necessário assegurar a sua sustentabilidade a partir dessa data.

“Nesta pequena reunião de trabalho, deixei o compromisso de analisarmos, todos em conjunto, qual poderá ser o futuro em termos de financiamento, tanto para o Governo como para a autarquia”, afirmou Clara Marques Mendes, acrescentando que o Governo pretende continuar a trabalhar na criação de respostas adequadas aos desafios colocados pelo envelhecimento e pelas demências.

 

Inovação na resposta à demência
Durante a visita foram ainda apresentadas algumas das atividades desenvolvidas pelo Centro, bem como o trabalho de adaptação e validação de um jogo dirigido a pessoas com demência.

A instituição está também a documentar as metodologias utilizadas nas diferentes atividades, com o objetivo de reunir essa informação num e-book destinado a profissionais da área da demência.

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O Município de Anadia assinou, na passada semana, um acordo com a Fundação Mata do Bussaco para que os munícipes do concelho passem a usufruir dos benefícios do “Cartão Amigos da Mata”. A sessão de assinatura decorreu nos Paços do Concelho de Anadia, com a presença dos presidentes da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, e da Fundação da Mata do Bussaco, Gonçalo Breda Marques.

Os municípes interessados em obter o cartão podem adquiri-lo, presencialmente na Mata do Bussaco ou online (https://fmb.pt/servicos/cartao-amigos-mata/cartao-amigos-da-mata-2/), mediante a apresentação de comprovativo de residência. O Cartão Amigos da Mata permite o acesso livre à Mata do Bussaco pelo valor anual de 20 euros.

Relativamente ao Cartão, o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, referiu que “é importante a proximidade do Bussaco com os Municípios vizinhos, uma vez que há uma ligação natural”, que, no seu entender, “pode e deve ser intensificada”.

Para o presidente da Fundação Mata do Bussaco, Gonçalo Breda Marques, “o alargamento do ‘Cartão Amigos da Mata’ ao concelho de Anadia reflete a estratégia da entidade de aproximar este património único das populações vizinhas”. O responsável da Fundação defende ainda que “a proximidade geográfica e o envolvimento diário dos concelhos vizinhos são cruciais para a sustentabilidade, proteção e dinamização do espaço”.

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Cerca de seis dezenas de pessoas marcaram presença no dia 21 de setembro, na iniciativa Conversas com Autores Locais – Livros e Escritas, que assinalou o 34.º aniversário do atual edifício da Biblioteca Municipal de Cantanhede.

A sessão dividiu-se em cinco painéis de intervenção, moderados pela professora Maria de Lurdes Boavida e contou com a participação de António Canteiro, António Castelo Branco, António Pereira dos Santos, Emília Pimentel, Fátima Lopes, Fátima Negrão, Fernando Rato, Filipa Cartaxo, Francisco Relva Pereira, Isolete Pessoa, Leonor Salguinho Ferreira, Lígia Negrão, Luís Miguel Pato, Manuel Cidalino Madaleno, Manuela Diniz, Maria de Lurdes Boavida, Maria João Espírito Santo, Nelson Menezes, Olga Resi, Paulo Melo, Queiroga da Serra, Sara Madaleno, Silvério Manata, Tânia Santos e Valdemiro Martins Gaspar.

No decurso da sessão refletiu-se sobre a importância da leitura e da escrita enquanto veículos de desenvolvimento do pensamento crítico, da linguagem e da cidadania, tendo os participantes partilhado com a plateia as motivações que os despertaram para a escrita, o percurso realizado nesse processo criativo e como anteveem o futuro como autores.

Presente na iniciativa, o vice-presidente da Câmara Municipal com o pelouro da Cultura, Pedro Cardoso, referiu que “celebrar 34 anos da Biblioteca Municipal é celebrar um percurso notável de uma instituição publica da maior relevância ao serviço da cultura, da literacia, da informação, da alfabetização, da educação, da inclusão, da preservação da memória local, da cidadania e da democracia”.

Ainda de acordo com o autarca, a Biblioteca “tem tido uma dinâmica cultural e educativa fantástica merecedora dos mais rasgados elogios”. “Registo com agrado o papel estratégico fundamental que tem tido na construção de uma sociedade mais informada, democrática, mais justa e intelectualmente ativa, e é por isso que tem tido uma centralidade nas políticas culturais e educativas”.

Sobre as conversas com autores locais, Pedro Cardoso adiantou que “’é também uma forma de prestar homenagem e gratidão para com todos aqueles autores locais que têm através da criação literária, dos livros e escritas, para além do envolvimento em várias iniciativas, contribuído para a promoção dos livros, da leitura, e o enriquecimento do vasto catálogo disponível”.

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A cidade da Mealhada conta, a partir da passada terça-feira, com um novo percurso dedicado à arte urbana. O roteiro reúne dez obras de oito artistas e propõe uma nova forma de descobrir o território, através de diferentes expressões artísticas instaladas no espaço público.

O Município da Mealhada apresentou o “Roteiro de Arte Urbana”, uma iniciativa que reúne uma dezena de obras, distribuída por diferentes pontos da cidade, e que pretende valorizar a arte existente no espaço público e proporcionar novos olhares sobre o território.

Integram o roteiro obras de Ricardo Henriques, Paulo Júlio, António Duque, Robert Panda, Armando Martinez, Bordalo II e trabalhos de alunos de escolas do concelho, abrangendo diferentes linguagens, técnicas e temáticas. Os dez trabalhos abordam temas como a biodiversidade, a igualdade, a liberdade, a identidade e a memória local.

Fazem parte do percurso o Mural do Peregrino, Mural da Igualdade, Forno Comunitário, Mural da Biodiversidade, Conjunto Megalítico, Monumento da Revolta da Mealhada, Monumento ao Assador de Leitão, Estúpidos, Big Trash Animals – “Pica-Pau” e Provocative – “Liberdade”.

PUB“Este projeto tem como objetivo apelar ao respeito pelas ruas, pela urbanidade e pelo peão”, explicou, durante a apresentação, Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara Municipal da Mealhada, com os pelouros do Turismo e da Cultura. Para a autarca, é igualmente uma forma de despertar a atenção para elementos que fazem parte do dia a dia, mas que muitas vezes passam despercebidos. “Há particularidades das nossas ruas que desconhecemos. Olhamos, mas não vemos e, portanto, este roteiro é um convite para virmos mais para a rua”, afirmou, defendendo que um espaço público deve ser “mais atrativo para aquele que procura conhecer o território, para os residentes e para quem nos visita”.

A iniciativa recupera também o conceito de “Passeio Público”, tradicionalmente associado ao passeio e ao convívio da população. Mais do que conduzir de uma obra à outra, a proposta pretende incentivar a permanência no espaço público e criar momentos de conversa, de união, de observação e reflexão sobre as obras e os lugares onde se encontram.

A apresentação do roteiro, que tem uma distância de 2,3 quilómetros, duração aproximada de 40 minutos e dificuldade fácil, consistiu na realização do próprio percurso, durante o qual os participantes puderam conhecer as diferentes obras e o significado associado a cada uma delas. A iniciativa encerrou as atividades da Semana Europeia da Mobilidade, promovidas pelo Município da Mealhada, que decorreram de 16 a 22 de setembro, sob o tema “Mobilidade para Todos – Justiça entre Gerações”, associando a mobilidade pedonal à descoberta e fruição do espaço público.

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A Assembleia Municipal de Anadia vai reunir em sessão ordinária esta terça-feira, 29 de setembro, pelas 18h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. À semelhança do que tem acontecido em sessões anteriores será transmitida online, através dos canais digitais do Município.

O plenário irá debater e votar a proposta da Câmara Municipal do projeto final de Regulamento Municipal de Apoio às Associações – Sentir Anadia. Será ainda apreciada a informação do presidente da Câmara sobre a atividade da Câmara Municipal.

No final da ordem do dia está ainda reservado um período para intervenção do público.

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O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) é, desde a primeira hora, uma oportunidade única para a modernização estrutural de Portugal. A mudança de Governo e a chegada da Aliança Democrática (AD) revelou um cenário de alerta vermelho: o cumprimento integral deste plano estava seriamente em risco por atrasos crónicos e má gestão.

Face a esta realidade escondida pelos socialistas, o Governo liderado por Luís Montenegro viu-se obrigado a uma reestruturação financeira e operacional do PRR bastante complexa, substituindo projetos inviáveis, alterando prioridades desajustadas e colocando toda a capacidade instalada do país ao serviço do cumprimento rigoroso das metas, sob pena de perdermos fundos comunitários vitais para o nosso futuro coletivo.

Na área crítica da habitação, a herança deixada pela governação socialista revelou falhas estruturais. O anterior Governo dimensionou o PRR com debilidades evidentes, acentuando uma visão limitada que identificava apenas 26 mil casas como necessidade nacional. Em contraste, a realidade do país dizia outra coisa.

Esta realidade, mapeada pelos Municípios através das respetivas Estratégias Locais de Habitação, apontava para uma carência real de habitação superior a 130 mil casas. Ficou, também desta forma, demasiado evidente que a habitação nunca constituiu uma verdadeira prioridade política para o Partido Socialista.

Com a chegada da AD (PSD e CDS) ao Governo, operou-se uma mudança de paradigma, tendo sido aprovado um reforço orçamental substancial para a habitação, de cerca de 2.011 milhões de euros. Este reforço tem como objetivo garantir que todas as 59 mil candidaturas efetuadas pelos Municípios ao Programa de Apoio ao Acesso à Habitação (1º Direito) possam finalmente sair do papel e transformar a vida das famílias.

Enquanto a nível nacional se procurava fugir do desastre da gestão socialista, a realidade local demonstrou que a competência de gestão faz toda a diferença. O caso do Município de Anadia espelha exemplarmente a capacidade de entrega e concretização de uma entidade pública. Com um total de 37 novas habitações públicas concluídas, divididas em dois projetos fundamentais: a Quinta do Rangel, em Ancas, com 16 casas, e a Urbanização do Fojo, em Sangalhos, com 21 casas.

Anadia não só cumpriu todos os prazos, como ampliou de forma significativa a sua oferta de habitação pública.

Este sucesso notável resulta diretamente de um trabalho exigente, persistente e articulado do Município de Anadia, em estreita cooperação com o IHRU (Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana) e com o atual Governo. Estes dois projetos estruturantes não são meros blocos de cimento – são investimentos com impacto real que injetam dinamismo socioeconómico, apoiam famílias que precisam, fixam jovens e dão novo valor acrescentado ao nosso território, provando que a boa governação transforma o financiamento europeu em coesão e desenvolvimento concreto.

Anadia prova que está no caminho certo e que esta dinâmica não vai parar. Com provas dadas, sentido de responsabilidade e uma visão clara de futuro, continuaremos a lutar pelo que realmente importa e a colocar as necessidades das pessoas em primeiro lugar. Porque para este executivo, o rumo é claro: Anadia Primeiro!

Pedro Veiga
Deputado Municipal ANADIA PRIMEIRO – PSD – CDS

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Com 72 anos de história, a Marsilop é hoje uma das empresas mais antigas do concelho de Anadia. Especializada em construção civil e obras públicas, a empresa construiu ao longo de mais de sete décadas um percurso marcado pelo crescimento, pela capacidade de adaptação e, sobretudo, pela superação de um dos períodos mais difíceis da sua existência.

Fundada em 1954 com a designação Construções Martins & Ferreira da Silva, Lda. (MARSIL), a empresa nasceu pelas mãos de António Ferreira da Silva, Manuel Ferreira da Silva, Guilherme Martins & Filhos, Lda. e Construções Electromecânicas da Beira (COBEL). Mais tarde, a designação evoluiu para Marsilop, mantendo, contudo, a mesma vocação: a execução de obras públicas.

Desde a sua fundação, a atividade da empresa tem incidido sobretudo na construção de redes de abastecimento de água e saneamento, estações de tratamento de águas residuais (ETAR), estruturas em betão armado, vias de comunicação e arranjos exteriores. Ao longo dos anos, executou centenas de empreitadas de norte a sul do país, trabalhou em diversas ilhas dos Açores entre 1987 e 1999 e chegou também a desenvolver atividade no Brasil.

Hoje, a Marsilop continua sediada em Anadia, onde mantém os edifícios administrativos, oficinas, armazéns e estaleiros, mas a sua área de intervenção estende-se a todo o território nacional.

Atualmente administrada por Pedro Coelho e Vítor Santos, a empresa vive um dos períodos mais positivos da sua história. Contudo, nem sempre foi assim.

Em entrevista ao Jornal de Anadia, Pedro Coelho recorda que a quebra do investimento público na sequência da crise económica colocou a empresa numa situação extremamente delicada.

“Houve um grande decréscimo das obras públicas e a empresa passou por dificuldades muito complicadas. Digamos que quase fechou”, recorda.

A recuperação começou em 2018, quando uma nova equipa assumiu a gestão operacional da empresa e iniciou um processo de reorganização. Na altura, a Marsilop contava com cerca de dez trabalhadores. Atualmente, entre a Marsilop e a Smart Water, empresa criada posteriormente para complementar a atividade na área das instalações eletromecânicas, emprega cerca de 70 colaboradores.

“Fomos recuperando aos poucos e hoje é uma empresa francamente bem em termos financeiros”, afirma Pedro Coelho, acrescentando que a empresa multiplicou o número de trabalhadores e o volume de faturação nos últimos anos, assumindo-se como uma das empresas de crescimento mais acelerado do setor.

Apesar de ocasionalmente executar obras privadas, cerca de 95 por cento da atividade da Marsilop continua ligada às obras públicas.

“O mercado é completamente diferente. As obras públicas exigem muito mais planeamento, controlo documental, cumprimento de prazos e fiscalização. É um nível de exigência bastante superior”, explica o administrador, salientando que a utilização de fundos públicos obriga a um rigor permanente em todas as fases da empreitada.

Embora tenha sede em Anadia, a empresa realiza atualmente a maioria das suas obras fora do concelho, sobretudo na região Centro. Coimbra, Figueira da Foz, Porto de Mós e Lousã são alguns dos municípios onde decorrem atualmente empreitadas.

Ainda assim, Pedro Coelho admite que gostaria de ver a empresa mais presente no concelho onde está sediada.

“Gostávamos muito de fazer mais obras em Anadia. Acarinhamos muito esta terra e também gostamos que Anadia acarinha as suas empresas”, afirma.

A ligação ao concelho estende-se igualmente ao movimento associativo empresarial. A Marsilop integra a direção da AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas –, da qual é associada desde os primeiros anos de existência, com o número 17, fazendo parte de um grupo restrito de empresas que representam o setor a nível nacional.

Atualmente, a Marsilop apresenta-se como uma empresa consolidada, com presença em todo o território nacional e uma trajetória marcada pela capacidade de adaptação e crescimento. Com uma história de mais de sete décadas, continua a apostar na qualidade, na inovação e na execução de obras públicas que contribuem para o desenvolvimento das comunidades, mantendo uma ligação próxima a Anadia, concelho onde tem a sua sede e onde pretende continuar a afirmar-se como uma referência no setor da construção civil e das obras públicas.

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A Câmara Municipal de Cantanhede vai intervir no muro na Lagoa dos Coadiçais, com o intuito de reforçar e estabilizar uma das margens da lagoa. A empreitada pretende garantir a estabilidade do terreno, prevenir fenómenos de derrube e deslizamento e assegurar o adequado escoamento das águas superficiais.

A obra, no valor de 114 739,48 euros, tem um prazo de execução de 90 dias seguidos.

O documento foi assinado pela presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, e pelo representante da empresa Sociedade M. Bonito – Engenharia e construção, unipessoal, Lda, num encontro em que esteve também presente o presidente da Junta de Freguesia de Febres, Carlos Lote.

“Esta intervenção é fundamental para garantir, por um lado, a segurança e, por outro, a estabilidade da margem da lagoa. Em simultâneo, pretendemos prevenir situações de erosão, deslizamento e degradação do terreno”, sublinhou a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio.

Para realizar os trabalhos, será criada temporariamente uma zona isolada da lagoa através de uma ensecadeira, permitindo que a construção do muro seja feita em ambiente seco. A estrutura será instalada apenas num setor da margem.

O novo muro será construído com pedra de calcário, sem o uso de ligantes. As pedras maiores ficarão na base para garantir a estabilidade da estrutura. Também está prevista a instalação de sistemas de drenagem e de uma manta geotêxtil, para evitar que terras entrem dentro do muro.

A intervenção foi planeada de forma a reduzir os efeitos sobre o ambiente e sobre a fauna e flora existentes na lagoa. A remoção da ensecadeira será feita de forma faseada, depois de concluída e estabilizada a nova estrutura, procurando evitar alterações bruscas nas condições da água.

O projeto prevê, assim, uma intervenção localizada na margem, com recurso predominante a materiais naturais. A ideia é conciliar a recuperação e estabilização da estrutura existente com a preservação das condições da lagoa durante o período de obra.

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Mais de 10 mil pessoas participaram, no passado dia 19 de setembro, na Caminhada Solidária Noturna de Oliveira do Bairro, realizada no âmbito da celebração da Semana Europeia da Mobilidade.

A receita angariada com a venda dos kits de participação, entregue diretamente aos bombeiros locais, foi de cerca de 28 mil euros, segundo fonte da associação, que serão utilizados para adquirir equipamentos operacionais.

A atividade, promovida pela Câmara Municipal, em parceria com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Bairro, encheu as ruas da cidade, contando com participantes de vários pontos do país e de pessoas que vieram de outros países europeus, expressamente para participar na iniciativa.

De acordo com Duarte Novo, líder da autarquia de Oliveira do Bairro, a Caminhada Solidária Noturna é uma atividade “que ultrapassa as fronteiras do concelho, assumindo-se, cada vez mais, como um dos eventos mais diferenciadores da região Centro, pela forma como, ano após ano, vai crescendo no número de participantes e surpreendendo aqueles que estão connosco desde a primeira edição”.

Por seu lado, Susana Martins, Vereadora responsável pelo evento, fez questão de agradecer “a todas as instituições, entidades e associações que colaboraram com a Câmara Municipal e com os Bombeiros de Oliveira do Bairro, na concretização desta atividade, bem como a todos os moradores que nos cederam espaço, eletricidade e toda a logística para conseguirmos garantir a segurança e a melhor experiência possível aos participantes”.

Nesta 10.ª edição, a Caminhada Solidária Noturna de Oliveira do Bairro ganhou ainda mais cor, com a substituição dos balões iluminados, que marcaram as nove edições anteriores, por varas de espuma led, que se juntaram aos vários adereços néon integrantes do kit de participação, proporcionando um ambiente cromático de belo efeito, ao passarem nas ruas da cidade com a iluminação pública desligada.

Como tem sido habitual, três camiões com DJ e animadores marcaram o ritmo dos caminhantes, proporcionando uma autêntica festa ao longo dos cerca de 5 km do percurso.

No meio dos participantes, caminharam figuras com andas e trajes iluminados, medusas luminosas, triciclos gigantes e muitas outros elementos de animação, oferecendo uma beleza extra, complementada com as decorações colocadas ao longo de todo o percurso, com bonecos de vento, planetas e figuras gigantes insufláveis, para além de outras estruturas.

As animações-surpresa, outra marca diferenciadora deste evento, foram acontecendo ao longo do percurso. Nesta edição voltaram os malabaristas e cuspidores de fogo, acrobatas e dançarinas e músicos de samba, para além de fogo de artifício, lançamento de confetis e o já tradicional, e sempre muito divertido, banho de espuma, junto ao Quartel dos Bombeiros, um dos momentos mais aguardados pelos participantes, especialmente pelos mais novos.

A passagem por um portal iluminado por luz negra (UV), este ano ainda mais evidente, voltou a surpreender os participantes, que foram borrifados com uma substância invisível e impercetível ao longo do percurso. O brilho fluorescente intenso nos corpos, criou um efeito simultaneamente insólito e divertido, que arrancou gargalhadas contagiantes a todos os que por lá passaram.

A caminhada terminou na Praça do Município, junto ao edifício da Câmara Municipal, onde estavam à espera, no palco da Festa da Juventude, os DJ e animadores Smells Like 90’s, que deram continuidade à festa.

A Caminhada Solidária Noturna integrou o programa do Mix&Move Oliveira do Bairro, realizado entre 18 e 20 de setembro, que celebra anualmente a Semana Europeia da Mobilidade, que teve este ano como tema: Mobilidade para Todos – Justiça entre Gerações.

O programa combinou um vasto conjunto de iniciativas nas áreas da mobilidade, música, desporto e solidariedade, destacando-se a Festa da Juventude, que contou com o rapper Papillon, o Dia Europeu Sem Carros, Cicloturismo, a Corrida de Carrinhos de Rolamentos e torneios de Sueca e de Malha.

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