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Salome Dias

A Câmara Municipal de Cantanhede encontra-se a concluir os trabalhos de gestão de combustível nas faixas associadas à rede rodoviária sob a sua competência, assegurando assim a forte aposta na prevenção de incêndios rurais e na salvaguarda de pessoas e bens, ao executar nesta fase um total de 218 hectares de terreno junto aos eixos viários estruturantes.

A iniciativa visa mitigar a densidade da vegetação de acordo com os critérios previstos na legislação em vigor e reduzir os fatores que favorecem a ocorrência e a propagação de incêndios rurais. Por outro lado, a intervenção facilita o acesso dos meios de socorro e cria descontinuidade vegetal evitando a progressão das chamas, reforçando o compromisso da autarquia com a segurança da comunidade e a preservação do ambiente.

A estratégia do Município de Cantanhede reflete um esforço contínuo e planeado, tendo a autarquia promovido diversas ações de gestão de combustível em áreas da sua responsabilidade, em consonância com o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

Ao longo dos últimos anos, estas intervenções estenderam-se a todas as freguesias do concelho, totalizando uma área acumulada de 323,91 hectares.

Nesta fase, todas as faixas de gestão de combustível da rede viária planeadas já foram executadas, procedendo o Município agora à sua manutenção regular através do recurso a prestadores de serviços e a meios próprios da autarquia.

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A ExpoBairrada 2026 arrancou no passado dia 1 de julho, em Oliveira do Bairro, e decorre até domingo no Espaço Inovação, reunindo empresas, gastronomia, vinhos, cultura e animação num dos principais eventos de promoção do território bairradino.

A inauguração ficou marcada pela presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, que destacou o papel determinante das autarquias no desenvolvimento do país. “Muito do sucesso do território deve-se ao poder local. É fundamental dotar os municípios de capacidade financeira para fazerem acontecer. O país cresce a partir destes territórios e, quando há ambição, conseguem atrair riqueza”, afirmou.

Também o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Duarte Novo, sublinhou a evolução do certame, que considera ter ultrapassado há muito o conceito tradicional de feira. “Deixou de ser apenas uma feira de exposição empresarial e continua a evoluir ano após ano. Uma feira mede-se pela sua capacidade de trazer valor para o território”, referiu, apontando o crescimento do tecido empresarial local, com empresas a instalar-se e outras a expandir atividade.

O autarca destacou ainda a necessidade de reforço das infraestruturas estratégicas, nomeadamente a ligação à A1, um projeto que envolve também o concelho de Anadia e que considera essencial para o futuro da região. “Oliveira do Bairro orgulha-se das suas raízes, mas é um Município que escolheu olhar para o futuro”, afirmou.

Espaço renovado e mais de uma centena de expositores

A edição deste ano apresenta novidades ao nível da organização do recinto, com o pavilhão de exposições e as áreas exteriores renovadas e reorganizadas. A nova disposição aproxima zonas-chave como a restauração, a tenda de vinhos e espumantes e o espaço de concertos, criando uma maior dinâmica de circulação e convivência.

Com mais de uma centena de expositores, a ExpoBairrada dá visibilidade a setores como a indústria, comércio e agricultura, reforçando o seu papel como montra da capacidade produtiva da região.

A componente gastronómica assume também destaque, com 12 restaurantes em permanência, complementados por áreas dedicadas a bares e vinhos, num convite à valorização dos produtos locais. Há ainda um ecrã gigante instalado no recinto para transmissão de jogos do Mundial de futebol.

Concertos e forte adesão do público

O programa de animação tem sido outro dos grandes atrativos do evento. O concerto de abertura, com Os Quatro e Meia, encheu por completo a zona de espetáculos, confirmando a forte adesão do público.

O cartaz prossegue com nomes bem conhecidos da música nacional, como Miguel Araújo, Rui Veloso e Pedro Abrunhosa, encerrando no domingo com Herman José, acompanhado pela Banda Filarmónica da Mamarrosa. Os espetáculos decorrem maioritariamente às 22h00, prolongando-se a animação com DJ até à madrugada.

Para o público mais jovem, estão ainda previstos espetáculos infantis durante as manhãs de sábado e domingo.

Evento com impacto económico e aposta ambiental

Para além da vertente lúdica, a ExpoBairrada assume-se como um importante motor de dinamização económica, atraindo visitantes de toda a região e contribuindo para a promoção das empresas locais.

O evento mantém também a aposta na sustentabilidade, assumindo-se como “EcoEvento”, através da parceria com a ERSUC, numa tentativa de reduzir o impacto ambiental associado à sua realização.

A decorrer até domingo, a ExpoBairrada continua a afirmar-se como um espaço de encontro entre economia, cultura e comunidade, reforçando o posicionamento de Oliveira do Bairro como um território competitivo e em crescimento.

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A Escola Profissional Vasconcellos Lebre (EPVL) é uma escola de ensino profissional com forte implantação na região, orientada para a formação de jovens em áreas técnicas, criativas e de serviços, através de uma oferta formativa diversificada que inclui cursos como Desporto, Mecatrónica, Ação Educativa, Cozinha e Restauração, Multimédia, Audiovisuais, Design de Interiores e Exteriores, Desenvolvimento de Software e Gestão e Administração, bem como formações de nível CEF. Recentemente, a escola tem vindo a reforçar a sua aposta em áreas emergentes, como o novo curso de Cuidador de Animais de Companhia, respondendo a tendências do mercado de trabalho e à crescente valorização do bem-estar animal, com potencial de empregabilidade e empreendedorismo.

A EPVL destaca-se pela forte ligação ao tecido empresarial e social, pela integração de formação em contexto de trabalho ao longo do percurso dos alunos e pela aposta em projetos de desenvolvimento pessoal, como o Projeto Vida Ativa e iniciativas de cidadania ativa. Paralelamente, a escola tem vindo a consolidar a sua dimensão internacional através de programas como o Erasmus+, promovendo experiências de mobilidade e contacto com outras realidades europeias. Apesar do crescimento e da procura crescente, segundo o diretor Carlos Sousa, a EPVL continua a enfrentar o desafio de combater alguma resistência social ao ensino profissional, sublinhando a importância de uma escolha informada e da valorização destas vias como alternativas com elevada taxa de sucesso académico, profissional e pessoal.

 

Jornal de Anadia (JA) – Como é que a EPVL está a preparar a sua oferta formativa para o ano letivo 2025/2026 e que novidades vão surgir?

Carlos Sousa (CS) – Para o próximo ano letivo vamos apresentar como novidade o Curso de Cuidador de Animais de Companhia porque entendemos que é uma área que tem tido grande procura por parte das entidades empregadoras e mercado profissional. Além do mais é uma área em que os jovens conseguem facilmente criar o seu próprio emprego e assim fomentarem o seu lado empreendedor. O bem-estar animal é uma área cada vez mais valorizada e esta é uma resposta formativa inovadora. Além dessa novidade teremos os cursos de Desporto, Mecatrónica, Ação Educativa, Cozinha e Restauração, Multimédia, Audiovisuais, Design de interiores e exteriores, Desenvolvimento de Software e Gestão e Administração, além de um CEF em Operador de Fotografia.

JA – Quais são atualmente os cursos mais procurados pelos alunos e porquê?

CS – Por curioso que pareça, não tem havido um padrão, de ano para ano aquilo que os alunos mais procuram não se costuma repetir. Há anos em que a área da mecatrónica tem mais procura, outros em que fica em destaque o design e multimédia que, por exemplo, no ano passado foi a área a ficar com a turma preenchida em primeiro lugar, apesar de termos feito turmas de todos os cursos a que nos propusemos. Os alunos, infelizmente, não estão assim tão atentos às necessidades do mercado de trabalho e os encarregados de educação também não. Precisamos de melhor orientação para os alunos, para também despertar as suas vocações para determinadas áreas, para que a oferta e procura fiquem equilibradas e, de alguma forma, os alunos tenham noção do que é o mercado de trabalho.

JA – Como é que a escola adapta os cursos às necessidades reais das empresas da região e do mercado de trabalho?

CS – Há sempre uma proposta da escola, que tem que ser aprovada em conselho consultivo mas recebemos, em primeira instância, as sugestões da tutela, do Ministério da Educação, que nos diz se o curso é ou não prioritário. Mas temos que ter também em consideração a capacidade da escola (seja de recursos humanos, infraestruturas, equipamentos), as necessidades do mercado de trabalho e claro está, a vontade dos alunos.


JA – Que importância têm os estágios na formação dos alunos e como são escolhidas as entidades parceiras?

CS – É, sem dúvida, muito importante. A formação em contexto de trabalho tem um papel fundamental na formação dos alunos, seja para concluírem estudos e seguirem para o mercado de trabalho, seja também para prosseguirem estudos para o ensino superior. Temos muito em conta o que as entidades esperam dos profissionais que formamos. É claro que o mercado de trabalho e as empresas influenciam também a forma como a nossa formação é ministrada. A formação em contexto de trabalho, vulgo estágios curriculares acontece no 11º ano (200h) e no 12º ano (400h), sendo que o primeiro ano serve apenas como observação e um primeiro contacto com o mundo empresarial. No segundo ano aprofundam mais o trabalho e desenvolvem melhor as suas competências. Nota-se uma evolução muito grande nos alunos depois de passarem por este processo, até porque se preparam na escola para ele. Empenham-se e motivam-se para poderem ir o melhor preparados possível.

JA – Nos últimos anos tem havido crescimento de alunos. O que é que a escola acredita que está a atrair mais jovens para a EPVL?

CS – Sim, o crescimento de alunos tem acontecido. Isto acontece pela qualidade do trabalho que fazemos com os alunos. Pelos projetos inovadores que vamos implementando, mas tenho que destacar também o Projeto Vida Ativa, que faz a diferença. O contacto com os encarregados de educação e família que é sempre uma prioridade e o foco no aluno e na sua estabilidade emocional e capacidade de adquirir competências.

JA – Como é que a escola trabalha a ligação entre ensino técnico e desenvolvimento pessoal dos alunos?

CS – O equilíbrio entre estas duas grandes áreas é o principal. Estes projetos que vamos desenvolvendo na escola não são pontuais, são exatamente o contrário. É um trabalho constante e transversal que é feito com os alunos. Estamos a apostar muito nisso e as famílias sentem essa confiança. A Semana da Cidadania, por exemplo, em que fazemos uma semana intensiva dos nossos alunos a prestar pequenos trabalhos na sociedade, é outro ponto-chave desta questão.

JA – Que papel têm projetos como Erasmus+ ou iniciativas internacionais na formação dos alunos?

CS – Projetos como o Erasmus+ são muito importantes e estimulantes para os alunos. Continuamos a desenvolvê-los e o que acontece é que cada vez há mais interessado e já não há, inclusive, vaga para todos. Surpreende agora porque no início causou muita resistência e até desconfiança.

JA – Quais são as principais dificuldades que os cursos profissionais ainda enfrentam em termos de imagem ou preconceito?

CS – Este preconceito existe e ainda não é uma questão que o país, os pais, encarregados de educação e jovens alunos tenham já resolvido. E precisamos muito da resolver para aumentar a nossa capacidade e para nos especializarmos cada vez mais. Há profissões mais técnicas que só as escolas profissionais é que conseguem formar. O ensino profissional é que dá estas ferramentas técnicas aos alunos e as escolas profissionais têm feito este trabalho sozinhas. Ainda há muitos pais e educadores que têm medo do que é o ensino profissional, mas muitas vezes também não conhecem bem. Por outro lado há pais que arriscam, a medo e, logo ao início, percebem que a realidade é diferente da ideia que tinham. Ainda há muito trabalho a fazer para combater este preconceito. O ensino técnico só traz vantagens, seja para o aluno que quer terminar o seu curso e seguir para o mercado de trabalho, seja para o aluno que quer prosseguir para o ensino superior, e aqui também leva algumas vantagens da escola profissional.

JA – Que mensagem deixaria a um aluno do 9.º ano que está agora a decidir o seu percurso para o próximo ano letivo?

CS – Na continuidade do que disse até aqui: venham descobrir e visitar a nossa escola, o nosso projeto educativo. Convido todos a falarem com outros pais que tenham tido aqui os seus filhos, ou até com professores, e vão descobrir que aqui temos a oportunidade de contribuir para a felicidade dos alunos.

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Depois da brilhante prestação que realizaram, no Vale Santo, em Anadia, no âmbito da Feira da Vinha e do Vinho, as nove marchas do concelho voltam a reunir-se para mais uma noite de cor, música e tradição.

O desfile realiza-se este sábado, 4 de julho, às 21h00, no anfiteatro do Edifício Dr. Luís Navega, na Curia. O evento promete brindar o público com um novo espetáculo, marcado pela animação, criatividade e muita emoção.

À semelhança do que aconteceu em Anadia, cada uma das marchas terá uma atuação com a duração de 15 minutos.

PUBMarchas participantes:

Marcha Infantil de Paredes do Bairro

Marcha Infantil de Espairo

Associação de Trabalhadores do Município de Anadia

Marcha de Vila Nova de Monsarros

Marcha da Santa Casa de Misericórdia de Anadia

Marcha de Vilarinho do Bairro

Marcha de Samel

Marcha de Óis do Bairro

Marcha de São Lourenço do Bairro

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O Museu da Pedra inaugurou no dia 19 de junho, a exposição “Calhau Rolado. Obra Pétrea de Nunes Pereira” que estará patente ao público até ao dia 11 de outubro.

A sessão contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, o vice-presidente com o pelouro da Cultura, Pedro Cardoso, o reitor do Seminário Maior de Coimbra, Padre Nuno Santos, diretora do Museu Nacional Machado de Castro, Sandra Costa Saldanha e as comissárias da exposição Virgínia Gomes e Cidália Santos.

“Esta mostra permite descobrir uma dimensão artística singular de Monsenhor Nunes Pereira, evidenciando o seu contributo para a cultura da região Centro. As peças expostas revelam criatividade, sensibilidade e uma profunda ligação ao território”, sublinhou Helena Teodósio. 

Integrada nas comemorações dos 120 anos do nascimento e dos 25 anos do falecimento de Monsenhor Nunes Pereira (1906-2001), esta mostra constitui uma homenagem a esta personalidade ímpar da cultura e da identidade da região, dando a conhecer uma dimensão singular da sua obra e do seu legado.

PUBNa exposição estão patentes cerca de quatro dezenas de obras provenientes do acervo da Oficina-Museu Nunes Pereira, do Seminário Maior de Coimbra e do Museu Monsenhor A. Nunes Pereira, em Fajão, concelho da Pampilhosa da Serra.

A iniciativa resultou de uma parceria coordenada pelo Seminário Maior de Coimbra e pelo Museu Nacional de Machado de Castro, envolvendo os municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Góis, Lousã, Montemor-o-Velho e Pampilhosa da Serra, bem como diversas entidades culturais e institucionais.

A mostra inclui peças executadas em materiais como calcário, xisto e barro, evidenciando a sensibilidade artística e a criatividade de Nunes Pereira na transformação da matéria pétrea em expressão estética. Complementarmente a esta mostra está a ser efetuado o levantamento fotográfico e documental das obras sacras (vitrais, painéis em xilogravura entre outros) executadas e assinadas por Monsenhor Nunes Pereira e que se encontram a ornamentar capelas e igrejas do concelho de Cantanhede.

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A Blackjack-Bairrada voltou a deixar a sua marca por terras espanholas ao destacar-se na 40.ª Vuelta Ciclista Al Besaya. A formação bairradina conquistou a vitória da 2.ª etapa por intermédio de Guilherme Santos, que chegou a liderar a classificação geral e terminou a competição no 10.º lugar, contribuindo ainda para o 5.º lugar coletivo da equipa.

A prova, disputada entre os dias 18 e 21 de junho, contou com a participação de André Jarmela, Guilherme Santos, Gustavo Oliveira, Martim Campos e Matias Mestre. Ao longo de quatro exigentes etapas de média e alta montanha, os corredores percorreram um total de 422,7 quilómetros pelas estradas da região de Besaya.

Na etapa inaugural, entre Los Corrales e Bostronizo, com 109,7 quilómetros, Guilherme Santos foi o melhor corredor da Blackjack-Bairrada ao concluir a tirada na 6.ª posição.

O grande momento da equipa surgiu na 2.ª etapa, disputada num percurso de 110,4 quilómetros, com partida e chegada em Renedo. Guilherme Santos impôs-se ao sprint e conquistou uma brilhante vitória, resultado que lhe permitiu assumir a liderança da classificação geral e vestir a camisola amarela no dia seguinte.

Na 3.ª etapa, realizada em Polanco ao longo de 107,6 quilómetros, não decorreu de acordo com as expectativas da equipa. Ainda assim, Guilherme Santos voltou a ser o melhor classificado da equipa, ao terminar na 37.ª posição.

A competição terminou no domingo com a etapa rainha, um exigente percurso de 95 quilómetros com partida e chegada em Los Corrales. Guilherme Santos voltou a destacar-se ao terminar na 9.ª posição.

No balanço final, a Blackjack-Bairrada alcançou um meritório 5.º lugar na classificação coletiva, enquanto Guilherme Santos garantiu o 10.º lugar da classificação geral individual, confirmando o excelente desempenho da estrutura bairradina numa das mais prestigiadas provas espanholas do calendário júnior.

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O Instituto Profissional da Bairrada (IPB) é uma escola de ensino profissional situada em Oliveira do Bairro, vocacionada para a formação técnica de jovens em áreas diretamente ligadas à indústria e ao tecido empresarial local e nacional. Com uma oferta formativa centrada em cursos profissionais como Mecatrónica Automóvel, Eletrónica e Automação e Manutenção Industrial/Mecatrónica, o IPB tem vindo a consolidar-se como uma referência na formação técnica especializada, apostando num ensino fortemente prático e em estreita articulação com empresas. Entrevistámos o diretor Nuno Santos sobre o presente e o futuro.

A sua estratégia pedagógica privilegia a aprendizagem em contexto real de trabalho, através de estágios e parcerias com mais de uma centena de entidades, permitindo aos alunos desenvolver não apenas competências técnicas, mas também hábitos de responsabilidade, autonomia e preparação para o mercado de trabalho. Com uma taxa de empregabilidade elevada e muitos alunos integrados profissionalmente logo após a conclusão do curso (frequentemente nas próprias empresas onde realizam a formação em contexto de trabalho) o IPB afirma-se como um projeto educativo fortemente orientado para a empregabilidade e para a qualificação com impacto direto na vida dos jovens e na economia regional.

 

Jornal de Anadia (JA) – Como está estruturada a oferta formativa para o próximo ano letivo e que alterações ou novidades estão previstas?

Nuno Santos (NS) – Para o ano letivo 2026/27 teremos o Curso Profissional de Técnico de: Mecatrónica Automóvel; Eletrónica e Automação; Manutenção Industrial/Mecatrónica.

Esta é a nossa oferta formativa. Áreas técnicas e industriais, alinhadas com as necessidades do tecido empresarial da região. No entanto, haverá novidades e planos de formação alterados, focados em unidades de competências e resultados de aprendizagens.

 

JA – A escola tem sentido dificuldades em atrair jovens para áreas como eletrónica, eletromecânica ou maquinação? Ou tem havido crescimento?

NS – As nossas áreas oferecem excelentes soluções de emprego e progressão, o que tem contribuído para um interesse consistente por parte dos alunos e das suas famílias.

A área da Mecatrónica Automóvel continua a ter muita procura, mas felizmente os cursos de Eletrónica e Automação, e Manutenção Industrial/Mecatrónica também têm tido uma procura surpreendente. A forma como são desenvolvidos o cursos devolvem resultados espetaculares ao nível da introdução de jovens no mercado de trabalho e/ou prosseguimento de estudos.

O IPB tem crescido todos os anos em número de alunos, e tem feito crescer quem o rodeia.

 

JA – De que forma o IPB adapta a sua formação às necessidades reais das empresas da região e do setor industrial?

NS – A adaptação é feita através de uma relação muito próxima entre toda a estrutura de escola e empresa. A relação com stakeholders exigentes, que sabem o que querem efetivamente e que a cada momento têm a possibilidade de intervir no processo de construção de boas soluções é determinante. A disponibilidade para ouvir, envolver, estabelecer metas, e monitorizar os seus resultados é fundamental para tomar boas decisões estratégicas, e na prática é o que tem acontecido no IPB.

 

JA – Que importância tem o modelo de ensino mais prático e em contexto de empresa na formação dos alunos? Como funcionam as parcerias com empresas para estágios e integração profissional dos alunos?

NS – É essencial. O trabalho de parceria, proximidade e envolvimento com as empresas tem sido extraordinariamente importante para todos (jovens; empresas; família; escola), este é o feedback que temos diariamente. O ensino profissional distingue-se precisamente pela forte componente prática, os alunos aprendem em oficinas e em contexto real de trabalho. Esta experiência tem sido absolutamente determinante na integração no mercado de trabalho e contribui para o desenvolvimento a vários níveis, nomeadamente em termos de autonomia, organização e responsabilidade.

O intenso trabalho de proximidade e disponibilidade com empresas e instituições da região, o IPB tem ainda um elevado número de parcerias, estágios, projetos e interações. Atualmente, o IPB trabalha com mais de uma centena de empresas e com as associações empresariais que as representam. É, portanto, uma aposta ganha, mas a reforçar/consolidar a cada ano que passa.

JA – Que tipo de equipamentos, tecnologia ou infraestruturas são usados para preparar os alunos para o mercado de trabalho?

NS – Dispomos de tecnologia/instalações/oficinas/equipamentos que estão em linha com o que se faz no mercado industrial, e estamos constantemente a investir para acompanhar esta evolução, como foi o caso recentemente de investimentos na área da robótica, de CNC, da domótica residencial, da automação industrial, das instalações elétricas residenciais e coletivas, da soldadura, do diagnóstico automóvel. Tudo isto acompanhado por equipa de trabalho focada, experiente, com capacidade e atitude certa para trabalhar com jovens, proporcionando uma formação o mais próxima possível da realidade profissional.

 

JA – Como é que a escola garante que os alunos saem não só com competências técnicas, mas também com hábitos de trabalho e responsabilidade profissional?

NS – Trabalhamos essas competências de forma transversal, desde o primeiro ano. Pontualidade, cumprimento de prazos, trabalho em equipa e responsabilidade são exigidos em contexto de sala de aula e reforçados durante a Formação em Contexto de Trabalho. A componente prática que tentamos inserir de forma harmoniosa um pouco por todas as disciplinas, ajuda muito a consolidar estes comportamentos.

 

JA – Que evolução têm tido as taxas de empregabilidade dos alunos após concluírem o curso?

NS – As taxas de empregabilidade têm sido bastante positivas. Uma parte significativa dos alunos encontra emprego pouco tempo após a conclusão do curso, muitas vezes nas empresas onde realizaram a Formação em Contexto de Trabalho. O mais interessante é que mais de 90% dos alunos que vão trabalhar estarem efetivamente a trabalhar na área para o qual estudaram três anos.

São indicadores que, no fundo, espelham e fazem a verdadeira aferição do trabalho realizado com estes jovens ao longo dos três anos de ensino/formação. É uma Qualificação com Sentido, que tem transformado vidas para melhor.

 

JA – Que mensagem deixaria a um jovem do 9.º ano que está a decidir entre ensino regular e um curso profissional no IPB?

NS – Escolhe o caminho que mais se adequa aos teus interesses. O ensino profissional é uma via repleta de desafios para ultrapassar.

Percurso desenvolvido com tecnologia moderna e inovadora, exigente, muito prático e orientado para o futuro.

É uma escolha segura, com valor, com sucesso garantido para o mercado de trabalho e prosseguimento de estudos.

Transforma a tua vida.

Qualifica-te!

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A Biblioteca Municipal de Anadia (BMA) celebra, este sábado, 4 de julho, o seu 18.º aniversário, assinalando dezoito anos de dedicação ao serviço da comunidade.

Para comemorar esta data, foi preparado um programa diversificado de atividades, pensado para envolver públicos de todas as idades, culminando numa sessão comemorativa que assinalará este importante marco na história da Biblioteca Municipal de Anadia.

Integradas nas comemorações, estarão patentes ao público duas exposições. Até 28 de agosto, a Sala Polivalente acolhe a mostra “Coração de Ninguém: Fernando Pessoa”. Entre 3 de julho e 28 de agosto, poderá ainda ser visitada a exposição “Saídos das Páginas: Personagens de Histórias Infantis”, da autoria de Sónia Oliveira.

Outra das iniciativas previstas é a disponibilização das “Cestas Temáticas” para empréstimo domiciliário, numa evocação dos 18 anos de histórias partilhadas.

No sábado, 4 de julho, pelas 11h00, os utilizadores da BMA são convidados a participar na atividade “Yoga em Família com Histórias”. Os interessados em participar devem proceder à respetiva inscrição, na Biblioteca Municipal de Anadia.

Neste mesmo dia, pelas 16h00, realiza-se a cerimónia de comemoração do aniversário da BMA, durante a qual serão distinguidos os “Melhores Utilizadores”, nas categorias “Individual Adulto” e “Infantojuvenil”, bem como os Projetos Especiais – Bibliosocial, Biblioescola e UMAA. A sessão incluirá ainda a entrega dos prémios do Concurso Escolar “Ler & Aprender”.

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A Câmara Municipal de Águeda preparou um programa artístico para assinalar os 10 anos do AGITLab, programa de residências artísticas promovido pelo Município de Águeda, que vai decorrer entre 26 de junho e 18 de julho, sob o mote “Da Casa à Rua / Between territory, time and process”. A iniciativa assinala uma década de atividade dedicada à experimentação artística e à investigação, reunindo um conjunto de eventos que cruzam criação contemporânea, território e pensamento crítico.

Longe de assumir um caráter retrospectivo, o programa apresenta-se como um prolongamento do percurso iniciado em 2016. Ao longo destes dez anos, o AGITLab, dinamizado em parceria com a Improvise & Organize – Associação Cultural, afirmou-se como uma infraestrutura artística viva, marcada por residências, encontros e processos colaborativos que aproximam artistas, investigadores e comunidades.

“Ao longo desta década, o AGITLab tem desempenhado um papel fundamental na afirmação de Águeda como um território de criação contemporânea e de pensamento crítico. Este programa de celebração reflete essa identidade, reforçando o compromisso estratégico do Município com a cultura, a experimentação artística e o apoio à criação”, sublinha Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda.

A programação arrancou no dia 26 de junho, no Parque Municipal de Alta Vila, com a sessão de abertura dedicada ao tema “Tempo, Residências e Investigação”, seguida da inauguração da exposição “Entre Território, Tempo e Processo”, com curadoria de Paulina Almeida. Entre o Parque Municipal e a antigo Instituto da Vinha e do Vinho, a mostra reúne obras e processos desenvolvidos em contexto de residência, com foco nos estados de transição e no processo criativo.

Performances e manifestações artísticas

A 8 de julho, o Estádio Municipal acolherá a apresentação de “Três Margens el Andalus”, um projeto internacional desenvolvido no âmbito da preparação do Mundial 2030 e que propõe um dispositivo performativo para o espaço público inspirado na coexistência cultural.

Já entre 14 e 16 de julho, decorrerão os Laboratórios Abertos — COLAB, dedicados à criação em dança contemporânea e na seleção de participantes para residências artísticas, desenvolvidos em parceria com a Fundação Gabriela Tudor, de Bucareste. O programa centra-se em práticas colaborativas, explorando corpo, paisagem, participação e criação coletiva, com prioridade para artistas da região e antigos residentes do AGITLab .

Seguir-se-á as performances “Twin hunters Corporation” (Paulina Bedkowska e Leon Stile) e “The Game of Life – AREAL Companhia, que vão decorrer, respetivamente, no dia 16 de julho, no Instituto da Vinha e do Vinho; e no dia 17 de julho, no Parque Municipal de Alta Vila.

Para o último dia do evento, 18 de julho, está agendada uma mesa-redonda sobre o futuro do AGITLab (11 horas, no Parque Municipal de Alta Vila), intitulada “O que continua depois do tempo?”, dedicada à reflexão sobre continuidade, transformação e futuros possíveis do AGITLab. A programação terminará com uma performance de encerramento junto ao rio (18 horas), que propõe um momento de relação entre som, memória e território.

Ao longo do programa, o AGITLab reforça a sua identidade enquanto espaço de investigação artística em processo, onde a criação se afirma como prática relacional e em constante transformação. Mais do que celebrar o passado, a iniciativa propõe um espaço de continuidade, aberto à experimentação e à construção coletiva de conhecimento.

A entrada é livre, sendo as atividades destinadas ao público em geral, maiores de três anos.

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Oliveira do Bairro voltou a afirmar-se como um dos concelhos mais empreendedores da Região Centro, com quatro empresas distinguidas pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), com o estatuto de Empresa Gazela 2025.

A distinção foi entregue no passado dia 18 de junho, numa cerimónia realizada na Guarda, que contou com a presença do Município de Oliveira do Bairro. Entre as empresas distinguidas encontram-se a DAAG – Food Solutions, Lda, a INETCEED – Innovation Netceed, S.A., a NP Móveis, Lda e a Scenic Mountain, Lda, localizadas no concelho bairradino.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Duarte Novo, “esta distinção demonstra a vitalidade, a capacidade de inovação e a resiliência do tecido empresarial do concelho. As empresas agora reconhecidas são exemplos do talento, da visão estratégica e do espírito empreendedor que contribuem diariamente para o desenvolvimento económico local e para a criação de emprego qualificado”.

Duarte Novo felicitou as empresas distinguidas e reafirmou o compromisso da Câmara Municipal “em continuar a promover condições favoráveis ao investimento, à inovação e ao crescimento empresarial, fatores essenciais para o desenvolvimento sustentável do concelho”.

As Empresas Gazela são organizações que evidenciam um crescimento rápido e sustentado nos primeiros anos de atividade, destacando-se pelo dinamismo, capacidade de inovação e contributo para a criação de emprego e para o reforço da competitividade económica.

Para integrarem este grupo, as empresas tiveram de cumprir critérios exigentes, nomeadamente ter sede na Região Centro, terem sido constituídas entre 2016 e 2021, registarem taxas de crescimento anual superiores a 20% entre 2022 e 2024, empregarem pelo menos 10 trabalhadores em 2024 e apresentarem um volume de negócios igual ou superior a 500 mil euros nesse ano.

Segundo a CCDR Centro, foram distinguidas em 2025 um total de 159 empresas da Região Centro, das quais 27 pertencem à Região de Aveiro. Em conjunto, estas empresas aumentaram o seu volume de negócios de 10,3 milhões de euros, em 2021, para cerca de 73 milhões de euros em 2024.

Entre os municípios da Região de Aveiro, Oliveira do Bairro destacou-se por registar o maior volume de negócios agregado das empresas distinguidas, ultrapassando os 20 milhões de euros, um resultado que evidencia a robustez e o potencial de crescimento empresarial local.

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