Opinião por Carlos Vinhal Silva: Dias nas Dioceses, um testemunho

Tendo chegado ao fim dos Dias nas Dioceses que antecedem a Jornada Mundial da Juventude (relembramos que apenas os peregrinos inscritos no evento de Lisboa podem participar nos eventos mais locais e descentralizados) será agora, talvez, momento de refletir, indagar e agradecer o trabalho desenvolvido pelas mais diversas instituições e organizações, governativas e não governativas, que contribuíram para que estes dias de uma anormalidade nunca antes vista constituíssem uma experiência significativa na vida de tantos jovens peregrinos oriundos de todo o mundo.

Mas também as famílias que os acolhem sentem-se rejuvenescidas, rejubiladas, extasiadas com o entusiasmo dos jovens. Receberam-nos de braços abertos, algumas com um receio que apenas pode ser considerado normal, e agora reconhecem que também receberam os peregrinos o mesmo acolhimento que ofereceram, e choram já com a despedida.

Foi, sem dúvida, uma peregrinação: de mochila às costas e pés ao caminho, percorreram-se estradas e ruas em ambiente de animação e festa. Voaram bandeiras, entoaram-se canções, viveu-se a liberdade e a alegria de uma juventude cristã numa convivência saudável de nações e culturas onde se criam laços entre peregrinos que partilham o mesmo espaço durante alguns, sempre breves, dias. E o cansaço natural de tanta senda, e as dores nos pés e no corpo depois de tantos passos, superam-se sempre com a vontade e a necessidade de continuar o caminho.

 

Carlos Vinhal Silva

SUBSCREVA JÁ

NEWSLETTER

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Aceito Ler mais