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Os prémios literários que homenageiam os mealhadenses António Costa Simões e Maria da Nóbrega têm novo prazo de candidaturas, até 31 de dezembro deste ano de do próximo, respetivamente.  Os trabalhos que concorrem ao Prémio para a Historiografia Local Adelino Melo podem ser entregues até dia 30 de junho de 2023.

O Prémio Literário António Augusto Costa Simões, na modalidade de romance, pretende homenagear o mais notável mealhadense. O prémio será bienal, sendo privilegiadas as temáticas diretamente relacionadas com o concelho da Mealhada. A entrega dos originais deve ocorrer até dia 31 de dezembro de 2022. A deliberação do júri será até 31 de março de 2023 e os resultados deverão ser conhecidos durante o mês de abril de 2023.

António Augusto Costa Simões nasceu em 1819 na Vacariça. Foi doutorado em Medicina pela Universidade de Coimbra, tendo, para além das funções de Professor, assumido a responsabilidade de Reitor da Universidade de Coimbra de (27.9.1892 a 17.2.1898). Conseguiu um donativo para a construção dos Paços do Concelho e do Hospital da Mealhada. Foi presidente da Câmara Municipal de Coimbra em 1856-1857. Deve-se-lhe o início da exploração das águas minerais de Luso e a criação das respetivas termas, e foi fundador da Sociedade Literária de Coimbra.

O Prémio Literário Maria da Nóbrega será também bienal, mas destinado a obras na modalidade de conto. Para a edição de 2024, a temática das obras a concurso é a Mata do Bussaco, património natural do concelho da Mealhada. Os originais podem ser entregues até 31 de dezembro de 2023. A deliberação do júri será até 31 de março de 2024 e os resultados deverão ser conhecidos durante o mês de abril de 2024.

Maria da Nóbrega foi uma das mulheres mais progressistas do início do século XX. Nascida em 1875, na Mealhada, numa família abastada, dominava com segurança a arte de bem escrever português, possuindo uma formação cultural alicerçada nos clássicos. Iniciou a sua carreira literária no Jornal O Bussaco, em 1902. Em 1925, com as escritoras Ana de Castro Osório e Sara Beirão, passou a escrever nas revistas Eva, Modas & Bordados, Voga e Magazine Bertrand. E em 1930 publica o seu primeiro livro de contos “Fumo nos Casais”.

O Prémio para a Historiografia Local Adelino Melo, também bienal, pretende incentivar a investigação historiográfica local e contribuir para a valorização e promoção do património cultural e identitário. São aceites a concurso obras de natureza historiográfica, em formato de monografia – podendo ir desde o opúsculo à monografia mais extensa – sobre temáticas relacionadas diretamente com o território do concelho da Mealhada e com a região envolvente. A entrega dos originais pode ser feita até 30 de junho de 2023, deliberando o júri até 31 de outubro de 2023, sendo o resultado divulgado em novembro de 2023.

Adelino Melo foi um dos pioneiros e mais diligentes investigadores locais, com grande preocupação de registar e divulgar todos os seus estudos, nomeadamente através da imprensa local, de que foi grande impulsionador. Nascido em 1879, na Vacariça, Adelino Melo foi comerciante. Apesar da parca formação académica, foi também jornalista, fundador dos primeiros e mais antigos periódicos da região.  Acima de tudo, Adelino Melo foi um apaixonado pela historiografia do território do concelho da Mealhada.

Os três prémios foram criados em setembro de 2021 pela Câmara Municipal da Mealhada, mas, para a sua implementação, foi necessário um trabalho de melhoria do regulamento e de definição de aspetos de ordem procedimental. As candidaturas que já haviam sido entregues serão devidamente consideradas, mas os autores também poderão apresentar novas versões dentro dos novos prazos.

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Recentemente o Município de Anadia assinou o contrato-programa de financiamento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES) a custos acessíveis, com uma pontuação global de 2.7 e tendo sido financiado um valor de 1.828.680,00 euros, para alojar 56 pessoas em 36 quartos, sendo quatro deles para pessoas de mobilidade condicionada.

Permitindo este programa financiar as obras do edifício do Colégio Nacional (antiga Escola Secundaria de Anadia) transformando-o em alojamento estudantil universitário. O espaço vai incluir ainda lavandaria, área de coworking, cantina, espaço para estudo e zonas de convívio.

Nas proximidades ainda irá ser instalado um ponto de carregamento rápido para veículos elétricos e uma estação de bicicletas B-AND. A obra deverá estar concluída ate ao fim de 2023.

Com esta requalificação de um edifício histórico para a maioria dos Anadienses, permite ao Município de Anadia criar uma dinâmica empreendedora e um impulso estrutural ao nível de infraestruturas, de transportes, empresarial, académico, e de fixação de pessoas ao concelho:

Impulso na rede de transportes municipal nas diversas ligações em horários compatíveis abrangendo todo o concelho. Interligações com a futura residência universitária, estações da CP (Curia, Mogofores, Aguim), Câmara Municipal, Centros de Saúde, Escolas, Zonas Industriais, Termas, Incubadora Empresas, Universidade Sénior, …

Impulso na rede bicicletas B-AND, com equipamentos funcionais automatizados em diversos pontos estratégicos. Estações diversas colocadas em POI (pontos de interesse) disponíveis 24/24 e 7/7. Potencializando a mobilidade entre a Curia, Mogofores, Anadia e algumas localidades vizinhas; Abrangendo as Termas, Hotéis, Estações CP, Universidade Sénior, Incubadora Empresas, Residência Universitária, Camara Municipal, Escolas, Centros de saúde, Juntas Freguesia, Infraestruturas desportivas e culturais, entre outras;

Impulso na oferta académica com a requalificação dos edifícios do espaço da antiga Escola Secundaria de Anadia, com a instalação de um Polo Universitário, da Escola Artes, ou ainda de uma escola de ensino profissional qualificado.

Impulso na captação de empresas de diversos sectores com programas específicos direcionados, potencializando e dinamizando as zonas industriais existentes.

Impulso na fixação de pessoas ao concelho com um programa de requalificação de habitação no concelho.

Urge no concelho de Anadia uma dinâmica estrutural para um crescimento sustentado, que possa dinamizar o concelho no seu todo.

A futura residência universitária será o impulso que Anadia necessita para uma dinâmica empreendedora e de crescimento, ou será mais um elefante branco?

 

Rui Cosme

Coordenador NT Anadia Iniciativa Liberal

anadia@liberal.pt

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Um homem de 34 anos negou que tenha atropelado deliberadamente um irmão, de 21 anos, em maio de 2020, num acantonamento em Sangalhos, causando-lhe ferimentos muito graves, que levaram à amputação de ambas as pernas. Na investida seguinte, terá pretendido atingir também os pais, mas sem conseguir.

Na versão do Ministério Público (MP), o arguido teria reagido mal quando o pai ameaçou revelar o seu paradeiro caso não regressasse ao estabelecimento prisional onde cumpria pena de cadeia (na altura, gozava uma saída precária de 45 dias, que iria terminar dentro de duas semanas). Alertados pela discussão dentro de casa, dois irmãos, incluindo a vítima, ter-se-ão colocado à porta.

“Não há nenhuma verdade nisso”, afirmou o arguido, na terça-feira, logo no início do julgamento em que responde por três crimes de homicídio qualificado na forma tentada e um crime de ameaça agravada. “Foi tudo inventado. Se fosse para fugir, fugia na primeira precária, agora ao fim de cinco anos não tem lógica”, defendeu-se.

O homem alegou que os seus familiares reagiram mal, mas por querer revelar que presenciara no pinhal do acantonamento uma alegada violação de uma familiar, reagindo com agressões e até tiros. “Tinham medo que eu contasse o que vi”, referiu.

Por isso, colocou a viatura em marcha para sair do local e ir à GNR “explicar o que se passou” ou entregar-se mais cedo na cadeia. Nessa altura, os familiares (o pai, um irmão que não a vítima e outro homem), partiram o para brisas e o vidro do condutor, na tentativa de o bloquear: “Não queriam que eu fugisse? Eles queriam matar-me”, garantiu.

“Fiquei em pânico. Não sei se travei ou parei. Fiquei sem visão. É provável que tenha acelerado. Quando meto o pé ao travão, bati”, relatou o arguido sobre o momento do atropelamento do irmão, que terá acontecido sem se aperceber: “Não o tinha visto”.

A vítima ficou esmagada entre a viatura e um pilar da garagem da casa dos pais, que assistiram a tudo. “Não queria fazer-lhe mal, nunca tive problemas com ele”, assegurou.

Já na cadeia, o acusado terá feito telefonemas para a mulher do irmão envolvido na discussão (não a vítima), com ameaças de morte (“atear fogo à casa” e “passar por cima de todos de carro”), que também negou. “É tudo mentira”, disse.

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A Câmara Municipal da Mealhada levou a cabo a 08 de setembro, “uma receção municipal à comunidade educativa”, mas não convidou as IPSS do concelho da Mealhada. Para João Peres, provedor da Misericórdia da Mealhada, estão por explicar “os motivos que estarão subjacentes à não inclusão, nesta cerimónia, dos profissionais da Educação do concelho que trabalham nas IPSS do concelho da Mealhada com a valência de Educação, numa ‘cerimónia tem como objetivo dar as boas-vindas aos profissionais da Educação no início de cada ano letivo’, como dizia a autarquia em comunicado de imprensa”.

A questão levou o provedor da Santa Casa da Misericórdia a endereçar ao presidente da Câmara a pergunta.

“Na verdade, desde que esta iniciativa se começou a realizar no concelho até ao ano de 2017, a Câmara Municipal da Mealhada sempre ignorou as IPSS destas ‘boas-vindas’. Mas essa injustiça em boa hora foi corrigida nos anos de 2018 e 2019 – em 2020 e 2021 a cerimónia não se realizou. Percebemos agora que voltámos a ser ignorados com a agravante de ser um relevante retrocesso”, acrescenta João Peres no email enviado a António Jorge Franco.

“Todas as crianças dos zero aos 3 anos de idade que frequentam a resposta de creche – note-se que são todas – fazem-no em IPSS. Não existem creches públicas em Portugal. E no que diz respeito ao ensino pré-escolar, o número de crianças que no concelho da Mealhada frequentam este nível de Educação nas respostas das IPSS é muito superior ao que o fazem na resposta pública. Dito de outra forma, a maioria dos alunos de pré-escolar estão nas IPSS e não na oferta pública”, prossegue João Peres.

E acrescenta: “Isto já para não falar no facto de ser a resposta das IPSS aquela que garante a componente de apoio à família nas respostas de almoço e de alargamento de horário para um número muitíssimo alargado de crianças do concelho da Mealhada”.

E conclui: “Ainda poderíamos ter colocado a hipótese de a Câmara Municipal da Mealhada entender que a referida receção se deve aplicar única e exclusivamente à resposta pública que existe no território. Mas se assim fosse não teria havido a participação dos professores e funcionários da Escola Profissional Vasconcellos Lebre [e bem!]. Haverá da parte da Câmara Municipal o entendimento de que a resposta social – que como já tivemos oportunidade de lhe explicar não é privada, é social – não é relevante? Que o trabalho das IPSS na área da Educação não é necessário? Consideramos a situação absolutamente lamentável. Será que há algum preconceito ideológico face às IPSS e às Misericórdias?”, remata João Peres.

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A equipa de futsal feminino do Ribeira Azenha joga, no próximo domingo em casa, jogo para a Taça do Distrito de Aveiro frente à ADC Sanguedo.

A equipa Feminina sénior do Azenha tem estado em atividade. No dia 01 deslocou-se a Aguada de Baixo, onde defrontou a equipa da ARC Assistência, e perdeu por 8-0. No dia 05 deslocou-se a Lisboa, onde participou no torneio Beato e realizou três encontros. No dia 08 recebeu em casa a equipa Sc S. João de Ver, tendo perdido. No próximo dia 22 desloca-se a Canelas, para defrontar a equipa local.

Este grupo de jovens está a formar uma equipa, tentando chamar para a prática do futsal algumas jovens. Está a dar os primeiros passos para se tornar mais forte.

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A aldeia de Torres, na Freguesia de Vilarinho do Bairro, recebeu, no passado dia 09 de outubro, o Certificado “Aldeias de Portugal”, numa cerimónia que decorreu durante a Festa do Bunho e do Junco. O Certificado foi entregue pela representante da ATA – Associação de Turismo de Aldeia, Maria da Saúde Inácio, ao presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho do Bairro, Dinis Torres, legítimo representante da aldeia, tendo a presidente da Câmara Municipal Município, Maria Teresa Cardoso, recebido uma lembrança alusiva ao momento.

A atribuição do Galardão “Aldeias de Portugal” à aldeia de Torres, resultou de uma candidatura apresentada pelo Município de Anadia e pela Freguesia de Vilarinho do Bairro, aprovada no âmbito da Ação 10.3 “Atividades de Cooperação dos GAL”, da Medida nº10 – Leader, do PDR 2020.

A coordenadora do Grupo de Ação Local Aveiro Sul, Carmo Ambrósio, sublinhou que a entrega deste Certificado “é um reconhecimento público” da aldeia de Torres, considerando que “hoje é o primeiro dia de um processo que tem de continuar”, em que vai ser necessário “um trabalho conjunto, nomeadamente da comunidade e das associações”. Anunciou que o próximo passo “é construir o plano de valorização da aldeia para que possa ser ainda mais atrativa do ponto de vista turístico. Um processo que tem de envolver toda a freguesia e todo o Município”.

Para o presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho do Bairro, Dinis Torres, a entrega deste Certificado “é um grande orgulho” tanto para a Freguesia de Vilarinho do Bairro como para a aldeia de Torres. Deixou um agradecimento público à população de Torres, à Associação Recuperar Torres e aos Amigos da Lagoa de Torres que “deram um grande contributo” para o andamento deste processo. “Sem a sua ajuda o processo seria, certamente, muito mais complicado”, adiantou.

Dinis Torres considerou que a atribuição deste Certificado “aumenta ainda mais a nossa responsabilidade”. Aproveitou o momento para dar a conhecer algum do trabalho que, entretanto, já está a decorrer, em parceria com o Município de Anadia, designadamente a requalificação de alguns recantos da aldeia, como o Largo da Cuba e a Fonte da Cuba, bem como a elaboração do percurso pedestre “Rota da Lagoa de Torres”, que terá uma extensão aproximada de 10 kms.

A presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, referiu que “é com muito agrado que estamos aqui a testemunhar este momento histórico para a aldeia”. “Esta aposta na aldeia de Torres foi também uma forma de reconhecer todo o trabalho que tem vindo a ser feito pelas associações e pela valorização daquilo que é o património cultural e histórico. São valores que também queremos preservar, mas só é possível avançar com este desiderato se pudermos contar com a Freguesia e com o povo, para manter vivas estas tradições e toda esta história”, afirmou a autarca.

Teresa Cardoso reiterou “a enorme responsabilidade” da atribuição do Galardão, tanto para a Câmara Municipal, como para a Freguesia e, obviamente para a Aldeia de Torres que “se sentirá mais motivada e empenhada para continuar este trabalho de valorização das nossas terras e gentes”.

A rede “Aldeias de Portugal” pretende ser uma montra das boas práticas no desenvolvimento rural, promovendo a preservação do património, as boas práticas ambientais, a inclusão social, a melhor utilização dos recursos locais, a exploração de novos usos para recursos e técnicas locais, o trabalho em cooperação interna nas aldeias, dentro da rede e também de cooperação internacional para o desenvolvimento rural. A rede promove a busca de uma identidade rural que complementa o urbano, apostando aí como fator de diferenciação e captação de fluxos e residentes.

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América da Conceição Perrães

Natural de Avelãs de Caminho – Com 90 anos

Seus Sobrinhos Maria Angelina da Conceição Perrães, Fernando Seabra Pato Marques, Seus Sobrinhos e restante família vêm por este meio agradecer todo o apoio que lhes tem sido dirigido neste momento de dor pela sua perda. Prestam ainda agradecimento a todos, que de alguma forma, marcaram presença nas suas cerimónias fúnebres que decorreram no dia 09 de outubro de 2022.

Agência Funerária de Famalicão

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António José Gomes Teixeira

Residente em Famalicão – Com 85 anos

Sua Esposa Maria Celena Rodrigues da Cruz, Seus Filhos Maria de Fátima Rodrigues Teixeira Gaspar, Gina Maria Rodrigues Teixeira Mateus, António José Rodrigues Teixeira, Carlos Manuel Rodrigues Teixeira, Célia Maria Rodrigues Teixeira Ribeiro, Luísa Paula Rodrigues Teixeira e restante família vêm por este meio agradecer todo o apoio que lhes tem sido dirigido neste momento de dor pela sua perda. Prestam ainda agradecimento a todos, que de alguma forma, marcaram presença nas suas cerimónias fúnebres que decorreram no dia 06 de outubro de 2022.

Agência Funerária de Famalicão

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Maria de Lourdes dos Santos Santiago

Residente em Paredes do Bairro – Com 74 anos

Suas Filhas Cláudia Margaret Santiago Azenhas, Paula Cristina dos Santos Gonçalves e restante família vêm por este meio agradecer todo o apoio que lhes tem sido dirigido neste momento de dor pela sua perda. Prestam ainda agradecimento a todos, que de alguma forma, marcaram presença nas suas cerimónias fúnebres que decorreram no dia 05 de outubro de 2022.

Agência Funerária de Famalicão

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O vice-presidente da Câmara Municipal não tem dúvidas de que Cantanhede reúne os ativos necessários para se tornar um destino turístico de excelência. Todavia, entende que esse desiderato só será atingido se todos os que operam nesta área continuarem a investir, em busca de oportunidades para gerar mais e melhor turismo.

É precisa visão estratégica, um plano de ação, mas é necessário também que os agentes ajudem a criar condições, não apenas de atratividade, investindo em novas abordagens, com visão, mas também com criatividade e ousadia”, justificou.

Ao intervir na sessão que assinalou o Dia Mundial do Turismo, organizada pelo setor do Turismo do Município e que reuniu mais de uma centena de alunos das escolas EB 2,3/Secundária da Tocha, Secundária Lima-de-Faria e Escola Técnico Profissional de Cantanhede, o autarca refletiu também sobre o desafio de conciliar o turismo enquanto atividade económica e a perspetiva de desenvolvimento sustentável.

O turismo é o encontro de vontades entre quem promove, quem partilha as suas riquezas, e quem pretende experiências únicas e marcantes, que os faz voltar e divulgar”, sintetizou, alertando, todavia, que “esse encontro de vontades não pode ser feito a qualquer preço e o Município de Cantanhede está alinhado com os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável que constam da Agenda 2030, pois o turismo é parte constitutiva de um processo de desenvolvimento sustentável”.

No caso de Cantanhede, Pedro Cardoso não tem dúvidas de que além da singularidade de integrar três regiões – Gândara, Bairrada e Baixo Mondego -, e da valorização do património natural, arquitetónico, cultural e gastronómico, o turismo traz outra vantagem: “a valorização da nossa identidade enquanto comunidade”.

Reiterando o compromisso da autarquia em consolidar o estatuto de Cantanhede enquanto destino de excelência, o vice-presidente da Câmara relembrou alguns dos principais atributos turísticos locais, “que nos permite ter um território muito especial” e “com enormes potencialidades”.

Na palestra sobre “Repensar o Turismo para um Futuro mais Sustentável”, Ana Moita Francisco, mestre em Gestão Estratégica de Destinos Turísticos e Gestora de Projetos de Destinos Sustentáveis na Biosphere Portugal, sublinhou a importância de serem cumpridos os critérios de sustentabilidade com vista à certificação dos destinos turísticos, apresentando alguns casos de sucesso. Ana Moita Francisco foi mesmo mais longe, ao afirmar que “só se pode falar em turismo se existir sustentabilidade”.

Destaque ainda na sessão que decorreu no auditório da Biblioteca Municipal para a apresentação dos serviços municipais de turismo e das respetivas funções e de alguns dos principais indicadores turísticos do concelho.

A iniciativa terminou com um animado quizz, que testou os conhecimentos dos alunos sobre alguns dos principais atributos turísticos de Cantanhede. Os cinco elementos da equipa vencedora foram premiados com uma coluna de som e headphones.

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