O Colégio da Curia é diferente no aproveitamento de uma relação recíproca entre o colégio, a família a comunidade local. Não concordam com as barreiras que se criam entre a escola e a família, porque entendem que cada familiar deve ser parte integrante na Praxis Pedagógica do espaço, assim como toda a comunidade.
“Para começar funciona em duas vivendas que, parecendo casas de habitação adaptadas, foram construídas de raiz para o efeito seguindo todos os trâmites legais, não tendo assim um aspeto institucional. As nossas famílias quando entram sentem que estão a entrar em casa e, na realidade, estão mesmo a entrar em casa”, explica-nos Maria Manuel Vicetro, diretora do Colégio.
Têm a preocupação de que os seus grupos tenham um número de crianças reduzido. O berçário tem apenas quatro bebés e a sala dos mais velhinhos tem 16 crianças. Apesar de reduzirem em crianças, o número de funcionários é igual ao exigido para 13 bebés em qualquer instituição.
“É nesta fase que se criam os vínculos, os significados e a capacidade de amar. Todos têm colinho. Já no Jardim de Infância, os dois grupos são maiores porque os meninos encontram-se na fase de socialização e começam a desenvolver a capacidade de gerir relações, resolução de conflitos, desembaraço e o adulto deve intervir mas de uma forma subtil. O número reduzido de crianças facilita a proximidade entre todos e a personalização das relações”, explica-nos.
Dado tratar-se de uma entidade privada, a entrada de novas crianças dá-se por ordem de inscrição. Têm um grupo de técnicos que prestam apoio pedagógico com visitas periódicas, para investigar e intervir se necessário, no processo de desenvolvimento das crianças, a saber: Nutricionista, Neuropsicopedagoga, Fisioterapeuta, Terapeuta de Fala.
Têm também parceria com clínicas onde as famílias encontram uma diversidade de serviços com descontos muito simpáticos, entre elas a Ibervita e a 25.10 Clinic. Dentro das atividades pedagógicas têm Ballet Clássico (parceria com a Escola de Bailado de Aveiro/Águeda e Anadia), Karaté, Xadrez, Robótica, Yoga, Atividades assistidas por animais (cães), Equitação, Natação, Informática, Inglês, Iniciação Musical e Instrumento, Educação Físico motora, Ciência Divertida, Pintura e Expressão Dramática.


Desde 1996 que vivem na “rua”. Entendem que as salas são meros laboratórios e espaços de “reunião”. Inicialmente eram até criticados o que não os preocupava ou preocupa. Ao longo dos anos as restantes escolas foram adotando as mesmas práticas e as correntes pedagógicas vieram confirmar que estavam no caminho certo.
“Como dizia o Prof. João dos Santos: o que há de mais essencial no Homem estrutura-se na infância, todo o resto são aperfeiçoamentos desta fase. O que não se estrutura na 1ª e 2ª infância jamais vai acontecer. A capacidade de amar incondicionalmente, a capacidade de sonhar e mais tarde projetar, o respeito pelos outros e pelo mundo, a empatia, a confiança em si e nos outros, a curiosidade apaixonada, a organização e muito mais é nesta fase do desenvolvimento humano que se estrutura e depois dos 6 anos pouco há a fazer. Acontece, mas com angústia e sofrimento”, explica.
Maria Manuel diz-nos ainda que nenhuma etapa do crescimento deve ser descurada, porque todas têm características próprias, mas estão sempre ligadas às anteriores. Para o próximo ano letivo o tema já está preparado, na lógica de que as crianças “são o motor de toda a prática pedagógica” e, com elas, vamos “viajando até onde os seus sonhos nos levarem”.

