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Nos primeiros oito meses do ano, as 17 associações humanitárias de bombeiros voluntários do distrito de Aveiro que aderiram à campanha “Quartel Electrão” já recolheram mais de 176 toneladas de equipamentos elétricos usados.

O envolvimento dos bombeiros voluntários da região já permitiu reunir, entre janeiro e agosto, 174.397 quilos de equipamentos elétricos usados, 1.529 quilos de lâmpadas e 361 quilos de pilhas. Esta sétima edição do “Quartel Electrão”, que arrancou em janeiro, irá prolongar-se até novembro.

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No site www.ondereciclar.pt, é possível saber qual é o quartel aderente mais próximo on­de depositar pilhas, lâmpadas e equipamentos elétricos usados: Albergaria-a-Velha, Anadia, Arouca, Arrifana, Aveiro (Bombeiros Novos), Esmoriz, Estarreja, Fajões, Feira, Lourosa, Mealhada, Oliveira de Azeméis, Oliveira do Bairro, Pampilhosa, São João da Madeira, Sever do Vouga e Vagos.

Nesta edição, participam, globalmente, 191 associações humanitárias de todo o país, o número mais alto registado até agora nesta campanha. Esta iniciativa, promovida pelo Electrão, que tem a Liga dos Bombeiros Portugueses co­mo parceira, “é uma forma de apoiar a missão dos bombeiros, empenhados na proteção das populações e da biodiversidade”.

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A programação para o último quadrimestre do ano no Centro de Artes de Águeda (CAA) inclui grandes nomes do teatro nacional, bem como a irreverência da comédia stand up, a beleza da dança contemporânea e a musicalidade de vários quadrantes, sem esquecer a aposta na descentralização cultural, com espetáculos que vão decorrer “fora de portas”.

“De entre a programação que ao longo do ano apresentamos, uma das nossas apostas centrais está na promoção e dinamização cultural ‘made in’ Águeda, na afirmação de Águeda como um concelho produtor de arte e cultura, que se traduz na co-produção de espetáculos, no apoio e na criação de parcerias com estruturas e coletividades culturais locais”, disse Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara de Águeda, enumerando que, neste quadrimestre, em “cena” irão estar espetáculos da Orquestra Típica de Águeda e Grupo Folclórico da Região do Vouga, do Conservatório de Música de Águeda e os que resultam das parcerias com a Pauta Humana para o concerto da Orquestra de Jazz de Águeda, com a d’Orfeu para o Gesto Orelhudo e com a Banda Nova de Fermentelos para o “Musicais de uma Vida”.

Em concreto, o quadrimestre inicia com “A Filha do Ferreiro” (dia 10, às 21h30), um espetáculo promovido pela Orquestra Típica de Águeda e pelo Grupo Folclórico da Região do Vouga, que conta com o apoio do Município de Águeda e que, em formato de opereta, junta em palco cerca de 50 elementos, entre atores/cantores, um coro cénico e uma orquestra.

A Orquestra de Jazz de Águeda (dia 16, às 21h30), proporcionará também um concerto, num reportório que conta com alguns clássicos para Bigband, composições de músicos contemporâneos e arranjos inovadores de obras de autores portugueses.

Ainda no mês de setembro, o CAA receberá um dos nomes maiores da representação nacional, Ruy de Carvalho, que apresentará, em Águeda, no dia 30 (21h30), a peça “A Ratoeira”, onde divide o palco com o neto, Henrique de Carvalho e ainda Daniel Cerca Santos, Elsa Galvão, Filipe Crawford, Luís Pacheco, Sara Cecília e Sofia de Portugal.

 

Concerto assinala centenário da Banda Nova de Fermentelos

Em Outubro, um dos grandes destaques do cartaz cultural do CAA é o 21.º Festival Gesto Orelhudo (entre os dias 5 e 8) e a exposição “(Im)materiality”, que vai estar patente no Espaço Expositivo de 1 de outubro a 15 de janeiro do próximo ano. Esta exposição conta com a curadoria de Graça Rodrigues, Sónia Ribeiro, Katherine Sirois, Lourenço Egreja e Diogo Bento e expõe, através de três núcleos distintos, uma conjugação significativa de meios que vão da pintura ao desenho, passando pela escultura, pela fotografia e pela instalação.

Esta exposição única e a não perder promove uma reflexão em torno dos conceitos de materialidade e imaterialidade, destacando a obra de cerca de 40 artistas provenientes de uma grande variedade de origens culturais e geográficas – incluindo Portugal, Angola, Moçambique, África do Sul, RDC, São Tomé e Príncipe, Burkina Faso, Namíbia, Holanda, Alemanha e Brasil – cujas práticas ultrapassam fronteiras espaciais e técnicas.

A Banda Nova de Fermentelos convidou FF e Sofia Escobar para, sob a batuta do maestro Orlando Rocha, assinalar o seu centenário, prometendo um espetáculo ímpar onde serão entoados os “Musicais de uma vida” (dia 15 de outubro, às 21h30).

Neste mês, haverá ainda teatro e comédia, com os “Monólogos da Vacina”, um espetáculo que promete ter fibra (dia 21, às 21h30), com João Baião, Cristina Oliveira, Telmo Miranda, Mané Ribeiro e Susana Cacela, e “TEMAS”, de Gilmário Vemba (dia 28, às 21h30), o seu mais recente espetáculo que promete surpreender.

Em novembro, o CAA acolherá a Ópera “La Traviata” (dia 4, às 21h30) e o Concerto Santa Cecília, pelo Conservatório de Música de Águeda (dia 27, às 17h). Encenada e protagonizada por Diogo Infante, “O amor é tão simples” conta com a interpretação de Ana Brito e Cunha, Ana Cloe, António Melo, Cristóvão Campos e Flávio Gil e vai estar em palco no dia 12, às 21h30.

No dia 18 (21h30), o CAA receberá “Sinais de Pausa”, um espetáculo de dança que comemora o centenário do nascimento de José Saramago, o prémio Nobel da Literatura cujas obras, como “Ensaio sobre a Cegueira”, “As intermitências da Morte”, “Memorial do Convento”, “Objeto Quase” ou “A Viagem do Elefante” inspiraram os autores São Castro e António M. Cabrita.

Um dos grandes espetáculos deste quadrimestre evidencia a aposta municipal na descentralização da cultura, levando arte a outros espaços da cidade. É o que vai acontecer no dia 9 de novembro, com o Grupo Choro de Aveiro que vai atuar na Casa do Adro, a partir das 21h30, no âmbito dos Festivais de Outono 2022, da Universidade de Aveiro.

Para dezembro, o destaque vai para a peça “Zoo Story”, com apresentação dupla (dia 9, às 10h30, para 3.º ciclo do Ensino Básico, e 21h30 para público em geral). Este é um espetáculo em Língua Gestual Portuguesa, legendado em português e com autodescrição em todas as sessões. Trata-se de uma co-produção do Centro de Artes de Águeda e a Terra Amarela e que conta com várias atividades, nomeadamente oficinas de criação teatral participativa (dias 7 e 9 de dezembro, às 18h e 14h30, respetivamente) e o seminário “Acesso Cultura” (dia 9, às 18h).

De referir ainda o espetáculo de stand up de Luís Franco Bastos, com o seu mais recente espetáculo “Diogo”, agendado para dia 17 de dezembro, às 21h30.

 

Ciclo “Quinta às 7” e Projeto Educativo

No âmbito do ciclo “Quinta às 7”, que acontece uma vez por mês, às quintas-feiras, às 19 horas, o CAA receberá, neste quadrimestre, Perpétua (dia 22 de setembro), Jasmim (dia 13 de outubro), Captain Boy (dia 10 de novembro) e Chefe Silva (dia 15 de dezembro).

Neste quadrimestre, o CAA inicia ainda um novo ciclo de programação do Projeto Educativo e Mediação de Públicos, dirigido a crianças e famílias e que terá uma periodicidade mensal, sempre a um domingo, às 17 horas. Arrancará com Tangerina (dia 25 de setembro), que será precedido de uma oficina para pais, professores e educadores, onde serão explorados os materiais e processos de criação do espetáculo e que irá decorrer acontecer na Biblioteca Municipal Manuel Alegre (dia 24 de setembro, às 10h30). Seguir-se-á Mundo ao Colo (dia 16 de outubro), o teatro de marionetas “O meu avô consegue voar” (dia 20 de novembro) e “Ficar a ver estrelas” (dia 18 de dezembro).

Ainda no âmbito do Projeto Educativo, “O Fio da Macaquinha”, pela Companhia de Dança de Almada, dirigida ao 2.º Ciclo do Ensino Básico das escolas do município, será mais uma das apostas para o mês de outubro (dia 27, às 10h30) e a oficina – “A dança e a literatura”, de Catarina Câmara –, que envolve as escolas do concelho, está agendada para os dias 29 e 30 de novembro.

Para mais informações, consultar as páginas do CAA na Internet, em www.centroartesagueda.pt, e no Facebook, em https://www.facebook.com/centroartesagueda.

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O festival Bairrada Metal Fest está de volta pela organização do Club d’Ancas. Acontece nos dias 7, 8 e 29 de outubro no edifício da associação e está é já a 6ª edição.

No local haverá bar e restaurante de forma permanente, o campismo é gratuito e as atuações estão previstas começar após as 22h. O bilhete diário tem um custo de cinco euros e o geral (para os três dias) de 10 euros. As compras antecipadas de bilhetes devem ser feitas para: bairrada.metalfest@clubedeancas.com

7 de outubro
TAKE BACK
SECRET CHORD
REVOLUTION WITHIN
8 de outubro
WAKO
MORDAÇA
PITCH BLACK
TOCSIN
29 de outubro
RED MESS (Brasil)
SOUL OF ANUBIS
REDEMPTUS
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Reduzir os fatores que favorecem a ocorrência e a propagação dos incêndios rurais, promovendo desta forma uma eficiente gestão florestal na área geográfica do concelho é o objetivo dos trabalhos de manutenção das faixas de gestão de combustível que estão a decorrer nos troços da rede viária florestal, conforme previsto no Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

Os trabalhos, que atualmente decorrem na via que liga a Pocariça à Venda Nova, obedecem a princípios de sustentabilidade e boas práticas florestais, orientadas consoante as características do terreno e têm com principal fundamento reduzir o perigo de incêndio rural, protegendo assim pessoas e bens.

Até final do ano, o Município de Cantanhede prevê que os trabalhos de manutenção das faixas de gestão de combustível totalizem uma área de 123,5 hectares. O valor do investimento será de 92.545 euros.

Este é um trabalho que, apesar de desconhecido de muitas pessoas, é essencial para a proteção de pessoas e bens, em caso de incêndio florestal”, salienta o vereador que tutela a Proteção Civil, Adérito Machado.

Ainda de acordo com o autarca, “as faixas de gestão de combustível servem como linha de defesa, facilitando assim a movimentação das equipas de combate e protegendo também a aproximação dos incêndios aos espaços urbanos”.

Em breve serão também iniciados os trabalhos de instalação das faixas de gestão de combustível na rede viária florestal na União de Freguesias de Vilamar e Corticeiro de Cima e concluídos os trabalhos nas freguesias de Cadima, Cordinhã, Febres, Ourentã, União de Freguesias de Cantanhede e Pocariça e iniciar, estimando-se uma área total de aproximadamente 61,1 hectares.

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A Praça da Juventude, na cidade de Anadia, vai ser palco, hoje, sexta-feira, dia 09, pelas 22h, da atuação da fadista Ana Teresa Almeida, no âmbito do projeto “Às Sextas na Praça”, promovido pelo Município de Anadia.

Natural da freguesia de S. Lourenço do Bairro, concelho de Anadia, Ana Teresa Almeida iniciou a sua formação musical aos 10 anos de idade em guitarra clássica.

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Coralista e solista soprana do coral Cluny Vox, sob a direção do maestro Celestino Ortet, até aos 18 anos, atuou em diversos festivais e espetáculos nacionais e internacionais, tendo vencido o Festival Nacional da Canção Escolar pelo Colégio N. Sra. Assunção em 1998. De uma grande versatilidade vocal, sempre cantou numa grande variedade de registos, estilos e eventos.

Psicóloga na APPACDM de Anadia, sempre aliou a psicologia à expressão musical, dirigindo um dos grupos artísticos da instituição: “Orquestra Santo Amaro” e sendo também a autora do projeto musical inclusivo “Anita Ao Ritmo do Coração”.

O ciclo de espetáculos “Às Sextas na Praça” é uma iniciativa da Câmara Municipal de Anadia, que leva a música à Praça da Juventude, no centro da cidade, nas noites de sexta-feira, com entrada gratuita. Este projeto de dinamização cultural tem como objetivo contribuir para a animação de Anadia nas noites de verão, seguindo a fórmula de sucesso que alia a cultura e a sociabilização ao ar livre.

Ao longo deste verão, a Praça da Juventude já recebeu, as atuações da Orquestra Desigual da Bairrada, “Síndrome B”, “Meninos na Sacristia”, “Os Sabugueiros”, “Four2One”, Robs Angels, grupo Incantus, Carolina Pessoa, Grupo Rais, Manuel Flores e The Founders. A edição 2022 termina, no próximo dia 16 de setembro, com um concerto da Rob Salinger Band.

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No mês de Sensibilização para o Cancro Pediátrico, o Colégio da Curia juntou-se ao Clube do Mar de Coimbra e está a reunir alguns bens que estão a faltar na Casa da ACREDITAR de Coimbra e pede a colaboração de todos para minimizar o impacto da doença nas famílias que são acompanhadas pela ACREDITAR.

Para apoiar esta iniciativa o Clube do Mar de Coimbra vai realizar uma Regata em Coimbra, no dia 17 de setembro, no espelho de água frente às docas, cujo resultado reverterá a favor da ACREDITAR.

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Está aberto o concurso para projetos no âmbito da medida “Internacionalização via E-commerce” do Plano de Recuperação e Resiliência, dimensão Digital, Componente C16 – Empresas 4.0.

A medida Internacionalização via E-commerce visa apoiar projetos individuais de PME que, suportados em planos de ação detalhados, induzam a concretização de estratégias de internacionalização digital baseadas na implementação de tecnologias e processos associados à Indústria 4.0 que configurem ajustamentos aos modelos de negócio internacionais, anulando barreiras geográficas e introduzindo alterações na relação entre os vários intervenientes na cadeia de valor, bem como com o cliente.

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O lançamento dos concursos visará duas prioridades:
i) a sensibilização, capacitação e consultoria a PME novas exportadoras, com o objetivo de promover a sua internacionalização por canais digitais;
ii) o apoio individualizado para a promoção digital orientado à diversificação de mercados para empresas que já tenham experiência internacional consolidada.

O prazo para a apresentação das candidaturas mantém-se aberto até à receção do número de candidaturas limite apurado em função da dotação orçamental definida no Ponto 16 do documento.

Esta medida tem uma dotação total de 23 milhões de euros e visa dinamizar as exportações online de produtos e serviços portugueses, concedendo apoio às PME para os seus projetos individuais de internacionalização digital.

O formulário ficará disponível brevemente.

Mais informações aqui

A AICEP, E.P.E. é a entidade gestora pré-designada para a execução desta medida, ao abrigo do Despacho Nº 12619, de 27 de dezembro, do Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, que Constitui o Comité Coordenador para a componente do PRR denominada «Empresas 4.0».

Incentivo Internacionalização via E-Commerce | Portugal Exporta

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A ‘Ocean Burger’ surgiu de uma brincadeira entre amigos. Trocavam e partilhavam fotografias dos hambúrgueres que cada um fazia nas suas casas e de brincadeira passou a uma decisão mais séria. Falaram sobre a possibilidade de abrir uma hamburgueria e, em 2019, em Niterói, Rio de Janeiro, Brasil, abriram portas.
“Sou um apaixonado por cozinha desde novo. Acredito que o que levou à criação foi a paixão pela culinária e vontade de empreender, explica-nos Leonardo Pacheco.
Quando começou, ainda no Brasil, tinha apenas uma cozinha e todas as suas entregas eram feitas através de entregas ao domicílio. A cozinha já o acompanha há mais tempo pois já em 2011 havia tido uma pizzaria, também com entregas em casa.
Apresentam-nos propostas de hambúrgueres artesanais, com molhos especiais e, além da estrela da casa, têm também cachorro quente, tostas, bifanas em pão pita e molhos e saladas que os clientes têm apreciado bastante.

“Acredito que os nossos molhos são um grande diferencial, além do ambiente que estamos tentando criar, onde os clientes se sintam acolhidos e à vontade. Os nossos visitantes podem esperar com certeza uma comida feita com material de primeira qualidade, muito carinho e muito empenho em melhor atendê-los. Os feedbacks que temos recebidos são os melhores e nos esforçamos para manter sempre o melhor”, diz-nos.

Para o futuro esperam conseguir criar um ambiente familiar no ‘Ocean Burger’, ter música ao vivo no espaço e criar um sítio onde as pessoas se sintam à vontade e acolhidas. O serviço de entregas ao domicílio também faz parte dos planos futuros. A hamburgueria situa-se no edifício Curia Clube.
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Chegou ao fim o programa “Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas na Mealhada” que levou 12 jovens, entre os 14 e 30 anos, a envolverem-se em diversas iniciativas ambientais, desde a limpeza de lagos e sargetas à criação de caixas-abrigo ou compostores.

As tarefas desenvolvidas pelos 12 jovens durante os 15 dias do programa centraram-se nas questões ambientais, com intervenção em diversos espaços públicos do concelho, nomeadamente no Parque da Cidade. Procederam à recolha e separação de resíduos, recolha de beatas, efetuaram trabalhos de rega no Parque da Cidade e na Quinta do Murtal e vários trabalhos de manutenção no Parque da Cidade, incluindo a limpeza do lago ali existente.

Os jovens voluntários participaram também em ações de controlo de acácia e erva-das-pampas e, apelando à sua criatividade, pintaram paragens de autocarro, um forno, um mural e sarjetas com o mote “O mar começa aqui”. Construíram um hotel para insetos, caixas-abrigo para passeriformes, um compostor, a árvore “ecológica” e sala da floresta no Parque da Cidade. Criaram também armadilhas para captura de vespa-asiática e distribuíram-nas pelos espaços verdes do concelho. Também colaboraram na remoção de árvores secas, nas sessões de sensibilização à população e na atividade “O ciclismo vai à escola”, aquando da Volta a Portugal em Bicicleta.

O programa, que se desenrolou no Centro de Interpretação Ambiental da Mealhada, contou com  a colaboração de diversas entidades, como a Associação Plantar uma Árvore, a Fundação Mata do Bussaco, a Associação de Apicultores do Litoral Centro, a Living Place, os Bombeiros Voluntários da Mealhada, a União de Freguesias da Mealhada, Ventosa do Bairro e Antes, o Gabinete de Proteção Civil e o Setor de Espaços Verdes e Florestas do Município.

O programa “Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas”, do Instituto Português do Desporto e da Juventude, tem como objetivo promover práticas no âmbito da proteção da natureza, florestas e respetivos ecossistemas, através da sensibilização e da preservação contra os incêndios florestais e outras catástrofes com impacto ambiental, da monitorização e da recuperação de territórios afetados.

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Nos começos do mês de agosto surgiram nas redes sociais notícias preocupantes sobre a qualidade da água fornecida pela Câmara Municipal de Anadia aos seus cidadãos. Na esfera pública anadiense circularam notícias que davam conta de um inusitado recurso às urgências por parte de residentes alegadamente causado por complicações derivadas do consumo de água imprópria. Inclusive, muitos de nós vimos como a cor da água se apresentava acastanhada em nossas casas.

Só em 24 de agosto a Câmara Municipal alertou a população através de um comunicado dando conta que a água distribuída às populações de Arcos, Mogofores, Sangalhos, Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Moita, Tamengos, Aguim e Óis do Bairro, que constituem no seu conjunto bem mais de metade da população do nosso concelho, estava contaminada por bactérias, recomendando à população que não consumisse a água diretamente, devendo fervê-la e adicionar uma gota de limão para melhorar o seu sabor (sic). Neste comunicado, datado de 24 de agosto a Câmara Municipal também recomendava um consumo mais moderado e responsável da água.

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No dia 29 de agosto, em novo comunicado, a Câmara Municipal dava conta que a situação estava a melhorar e sugeria que a situação de seca estava na origem da deficiente qualidade da água.

Finalmente, no dia 5 de setembro, a Câmara Municipal de Anadia, noticiou que a água cumpria todos os requisitos que a tomam como adequada para consumo humano.

Esta situação desagradável merece ser analisada em todas as suas vertentes. Aqui, vamos apenas realçar algumas delas deixando as outras para momento posterior.

Acidentes acontecem. Em algum momento as coisas podem correr mal. O que importa aqui analisar são três coisas: primeiro, se as autoridades fizeram todo o possível para evitar o acidente. Segundo, se depois deste verificado, atuaram rapidamente para resolver o problema e informaram a população para minimizar riscos e consequências. Terceiro, que ações ou medidas concretas as autoridades se propõem tomar para evitar que ocorram novos acidentes no futuro.

Vamos lá por partes.

O PSD e toda a oposição têm levantado repetidamente o problema da requalificação da rede de abastecimento de água, tendo em conta que Anadia era em 2019 o quarto concelho a nível nacional com maiores perdas de água. Todos os anadienses já presenciaram a existência de fugas de água que demoraram meses e até anos a serem reparadas. Em ano de seca extrema como o que vivemos mais urgente e importante se torna investir na requalificação da rede de abastecimento de água. Contudo, a Câmara Municipal tem tido outras prioridades, como sejam, o embelezamento de rotundas (Sangalhos) a colocação de fontes (Curia) ou a construção do Parque Urbano Municipal, obra no qual gastou cerca de 5 milhões de euros e que permanece por concluir. A montante, temos, portanto, um problema de responsabilidade política do MIAP pelas opções políticas que tomou no passado e que teima em manter no momento atual, escudado que está na maioria que o povo anadiense lhe deu nas últimas eleições autárquicas realizadas em outubro de 2021.

Mas o que é mais grave é o comportamento da Câmara Municipal e do MIAP na reação à situação verificada de fornecimento de água imprópria para consumo, comportamento esse passível de responsabilização, quanto mais não seja, política . Em primeiro lugar, a demorou em reagir e esclarecer os anadienses. As primeiras notícias de que algo não estava bem datam do começo de agosto. Todavia, o primeiro comunicado informativo só foi emitido a 24 de agosto. Durante cerca de 20 dias os anadienses viveram no desconhecimento acerca do consumo de um bem essencial à vida, como é a água.

Depois, a própria informação que consta do comunicado é cheia de curvas, não esclarecendo, qual ou quais os fatores que tornaram a água imprópria para consumo. Nele não se faz referência aos valores das análises efetuadas, apena se dava conta que os «…resultados das análises confirmaram a existência de fatores menos positivos na qualidade da água…».

Em suma, a informação prestada pela Câmara Municipal de Anadia foi insuficiente e nada esclarecedora.

Ora, os anadienses mereciam mais. Mereciam uma informação completa, clara e compreensível, sobre o problema da contaminação da água.

O que não foi manifestamente o caso!

Depois do «leite derramado» importa retirar ilações. Uma delas salta à vista. Anadia precisa de um programa de requalificação das redes de abastecimento de água. Outra ilação a retirar pela Câmara Municipal é a de que não deve tratar os cidadãos como crianças, mas como pessoas adultas a quem deve prestar contas pelas suas ações e omissões. Não é (nunca foi) solução esconder os problemas e comunicar por meias palavras. Impõe-se melhorar a transparência da ação política municipal em Anadia.

Por último, importa lembrar que quem exerce cargos políticos eletivos está a prazo. Daqui a trinta e seis meses teremos de novo eleições e a oportunidade de escolher quem nos governa!

 

João Nogueira de Almeida

Jorge São José

(Vereadores eleitos pelo PSD na Câmara Municipal de Anadia)

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