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Salome Dias

A APPACDM de Anadia inaugurou, no passado dia 10 de maio, a galeria de arte “Em mutação”, um novo espaço expositivo instalado na sua sede, em Avelãs de Caminho, com o apoio do programa Pingo Doce Bairro Feliz.

A sessão de inauguração contou com a presença de convidados, representantes da comunidade e elementos da instituição, seguindo um programa que incluiu receção, discursos, visita à galeria e um momento de convívio.

Na ocasião, a presidente da direção da APPACDM, Joana Trindade e Silva, destacou o significado do momento. “Hoje é um dia diferente porque recebemos a comunidade na nossa casa. Este projeto foi a sociedade que nos ajudou a concretizar, através do programa do Pingo Doce”, afirmou.

A galeria “Em mutação” reúne cerca de 20 obras, produzidas por clientes da instituição, algumas das quais já integravam o espólio da oficina de artes, a par de criações mais recentes. A inauguração coincidiu simbolicamente com o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual.

Segundo Isabel Soares, da equipa técnica do Centro de Atividades Ocupacionais, o projeto permitiu valorizar o trabalho artístico desenvolvido na instituição. “Através deste apoio conseguimos garantir materiais e sistemas de exposição que dão dignidade aos trabalhos realizados”, explicou, sublinhando que sem o contributo do programa Bairro Feliz a concretização da galeria não teria sido possível, numa altura em que decorrem outras intervenções de requalificação, nomeadamente na piscina e no refeitório.

As obras expostas encontram-se também disponíveis para venda, revertendo a totalidade das receitas para a instituição.

Isabel Soares destacou ainda o impacto deste tipo de iniciativas nos participantes. “Eles adoram. Trabalhos como estes promovem a autoestima e desenvolvem as suas competências artísticas. Eu acompanho o processo, mas eles são livres nas suas criações e inspirações”, referiu, deixando o convite à comunidade para visitar o espaço.

A galeria “Em mutação” estará aberta ao público nos dias úteis, entre as 14h00 e as 17h00, assumindo-se como um novo ponto de encontro entre a instituição e a comunidade, promovendo a inclusão através da arte.

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A Assembleia Municipal de Anadia aprovou, por unanimidade, no dia 29 de abril, em sessão ordinária, uma moção de rejeição ao pedido da empresa Simões Sá Pereira, S.A. para a prospeção e extração de inertes na zona de “Barro do Moleiro”, nas freguesias de Avelãs de Cima, Moita e a União de Freguesias de Arcos e Mogofores.

A decisão contou com o voto favorável de todos os grupos municipais, Anadia Primeiro (PSD-CDS), PS, Chega e ainda da deputada única eleita pelo movimento Sempre Pela Nossa Terra.

O plenário manifestou a sua total oposição ao pedido de atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de caulinos, areias siliciosas e outras argilas especiais na área designada “Barro do Moleiro”.

Reafirmou que tal pretensão “não salvaguarda de forma adequada os interesses ambientais, territoriais, económicos e sociais do concelho de Anadia, nem assegura a devida proteção das populações diretamente afetadas”.

O plenário expressou, de forma unânime, a sua solidariedade institucional com as freguesias abrangidas e com as populações potencialmente afetadas por este processo.

A Assembleia Municipal deliberou remeter o documento às entidades competentes da Administração Central, ao Município de Anadia, às freguesias abrangidas e demais entidades tidas por convenientes, para conhecimento e efeitos considerados adequados.

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A tradicional Romaria da Ascensão volta a ganhar destaque no concelho da Mealhada como um dos principais marcos da identidade e tradição locais. A Junta de Freguesia do Luso, a Câmara Municipal da Mealhada e a Fundação Mata do Bussaco prepararam um programa alargado, convidando toda a comunidade a participar ativamente nesta celebração.

Até final de maio, sob o mote do renascer das tradições, o programa da Romaria da Ascensão propõe transformar o concelho num verdadeiro jardim vivo. A população é desafiada a decorar portas, janelas e varandas com elementos típicos da época, como ramos de giesta e flores silvestres, recriando ambientes que evocam a memória coletiva e o espírito desta festividade. O convite estende-se também ao comércio local, incentivando a criação de montras temáticas que valorizem esta tradição.

Entre as novidades desta edição destaca-se a exposição “Ascensão – Peças de Tradição – Lenços e Xailes”, de Michael Lourenço, que já pode ser vista no Posto de Turismo Luso-Bussaco, até dia 31 de maio. Por outro lado, as montras do comércio local aderentes à iniciativa vão exibir símbolos e ditados populares alusivos à época.

Estão previstos dois cortejos, um deles infantil e com a participação do Centro Escoar do Luso, no dia 15 de maio às 10h00, pelas ruas da vila, e o cortejo etnográfico “Tradições das Nossas Gentes”, no dia 17, às 16h00, envolvendo a população dos vários lugares da freguesia, com carros alegóricos, grupos musicais e folclore.

Entretanto, no dia 14, Quinta-Feira da Ascensão (feriado municipal), terá lugar a procissão da Ascensão e Benção dos Campos, às 11h30, seguida de missa, ficando reservado para a tarde a tradicional romaria do povo à Serra do Bussaco, a partir das 13h00, com a atuação de grupos folclóricos durante a tarde, na Mata Nacional do Bussaco.

Para o dia 16 está marcado o Mercado da Ascensão, a partir das 10h, jantar de petiscos e bebidas, às 20h00, seguido de um baile à antiga, no Mercado do Luso. O mercado prossegue no dia seguinte, na Alameda do Casino.

Na apresentação do evento, realizada no INATEL Luso, o presidente da Junta de Freguesia do Luso, João Leite, destacou tratar-se de um “projeto pioneiro, trabalhado e pensado pelas três entidades, para dar uma nova ênfase à Romaria da Ascensão”, sublinhando a importância de relançar esta tradição com o envolvimento da população e em ligação à região da Bairrada.

Por sua vez, Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara da Mealhada, descreveu a romaria como “um dos grandes projetos comunitários do concelho, com o objetivo de despertar a memória coletiva da população”. Acrescentou ainda que esta iniciativa representa “uma excelente oportunidade para atrair visitantes e turistas, cada vez mais interessados em experiências autênticas, ao mesmo tempo que une a comunidade e valoriza o território”.

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A Câmara Municipal de Águeda, através do AgitLab (programa de residências artísticas promovido pelo Município) lança uma open call para bailarinos(as) integrarem um projeto criativo internacional de pintura corporal (bodypainting), que será apresentado no AgitÁgueda – Art Festival 2026.

A iniciativa insere-se na estratégia cultural do Município, que tem vindo a afirmar Águeda como um agente ativo na promoção da criação artística e na democratização do acesso à cultura, através de projetos que envolvem a comunidade local e cruzam diferentes linguagens artísticas.

“O AgitLab tem sido um espaço fundamental para a experimentação e criação artística em Águeda. Este projeto reflete bem a nossa aposta em iniciativas inovadoras, que promovem o cruzamento entre diferentes áreas artísticas e colocam o nosso território em diálogo com criadores de referência internacional”, afirma Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda, desafiando os bailarinos a integrar esta iniciativa que “vai certamente contribuir para a cor e criatividade que tanto caracteriza o AgitÁgueda”.

Intitulado “Mente & Coração”, o projeto criativo resulta de uma colaboração entre a artista Vilija Vitkute, bicampeã mundial de bodypainting, e a coreógrafa Eszter Rápolthy. Desenvolvido em formato de residência artística, a proposta cruza dança contemporânea e pintura corporal, envolvendo três campeões mundiais de bodypainting, e inclui workshops, momentos de reflexão e práticas de exploração de movimento e artes visuais.

 

No total, serão selecionados nove bailarinos(as), locais ou internacionais residentes em Portugal, que deverão ter disponibilidade total para participar numa residência de 10 dias, entre 25 de junho e 6 de julho. O programa inclui dois dias dedicados à pintura corporal (4 e 5 julho) e à apresentação performativa ao vivo (no dia 5 de julho).

Entre os critérios de seleção estão idade mínima de 18 anos, pelo menos três anos de formação em dança ou experiência performativa, capacidade de improvisação e trabalho em equipa, bem como disponibilidade para participar numa performance com nudez artística em contexto público, com utilização de roupa interior. É ainda exigida capacidade de comunicação em inglês.

Os bailarinos selecionados receberão uma bolsa de participação de 400 euros, alojamento partilhado e refeições na Casa das Residências Artísticas de Águeda, localizada no Parque Municipal de Alta Vila, bem como formação intensiva com artistas internacionais.

Os interessados em participar deverão enviar a sua candidatura, até dia 18 de maio, para agitlab@cm-agueda.pt. Os resultados serão divulgados a 21 de maio.

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A proposta de 3.ª Alteração da 1.ª Revisão do Plano Diretor Municipal de Anadia vai estar em discussão pública, pelo período de 30 dias, até ao dia 23 de maio.

O documento estará disponível para consulta dos interessados no Edifício dos Paços do Concelho, na página da internet da Câmara Municipal, na Biblioteca Municipal de Anadia, e na Plataforma Colaborativa de Gestão Territorial.

Durante o Período de Discussão Pública será realizada uma sessão de esclarecimento em data e local a anunciar. No mesmo período, qualquer interessado poderá apresentar, por escrito, junto dos serviços ou por via postal, as suas reclamações, observações ou sugestões, a fim de, em fase posterior, serem apreciadas e ponderadas pelo executivo municipal.

O principal objetivo da alteração prende-se com a introdução de alterações ao Regulamento do Plano que garantam a possibilidade de reconversão para uso habitacional de áreas devolutas integradas na categoria de espaços de atividades económicas, desde que inseridos em zonas predominantemente habitacionais.

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A 11.ª Mostra do Clube Tex Portugal foi inaugurada no passado dia 9 de maio, no Museu do Vinho Bairrada, afirmando novamente o concelho como um dos principais palcos nacionais dedicados à banda desenhada e ao universo de Tex Willer.

O evento, que decorreu ao longo do fim de semana, contou com a presença dos desenhadores internacionais Ugolino Cossu e Frederic Volante, nomes ligados à histórica série criada em 1948, e reúne entusiastas e colecionadores provenientes de vários países.

Na sessão de abertura, o presidente do Clube Tex Portugal, José Carlos Francisco, destacou a relevância cultural da iniciativa: “Esta mostra afirma a cultura popular como património artístico. A banda desenhada pode e deve marcar a agenda cultural e este evento não é apenas para aficionados, mas também um marco cultural para a região”, sublinhou, agradecendo ainda o apoio da Associação dos Artistas Plásticos da Bairrada na dinamização das atividades.

Também o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, reforçou a importância da continuidade do evento no concelho: “Hoje Anadia é, sem dúvida, a casa do Tex em Portugal. Este é um caminho feito com base na confiança e no trabalho conjunto”, afirmou, deixando a garantia de que o município continuará a apoiar a iniciativa.

Já o diretor do Museu do Vinho Bairrada, Pedro Dias, salientou o crescimento da exposição ao longo dos anos, destacando a ligação entre a banda desenhada e o património local. “Foi com o Tex que recebemos a banda desenhada pela primeira vez neste museu. Hoje conseguimos conjugar esta arte com o acervo vínico, criando uma experiência diferenciadora”, referiu, acrescentando que a exposição poderá ser visitada durante cerca de um mês.

Os artistas convidados também deixaram palavras de apreço pela iniciativa. Ugolino Cossu afirmou sentir-se “muito honrado” por participar na mostra, sugerindo ainda uma maior ligação entre o universo do Tex e o vinho, “porque o vinho também é cultura”. Já Frederic Volante destacou “a beleza da região e o acolhimento”, sublinhando que é “gratificante encontrar a mesma paixão pelo Tex fora de Itália”.

Um dos momentos altos da inauguração foi a entrega do Troféu Anadia 2026, distinção que reconhece a dedicação ao universo Tex, atribuída ao brasileiro Luís Carlos, presença habitual no evento, e ao italiano Tex Willer 2011, considerado o maior e mais antigo clube dedicado ao personagem a nível mundial. A homenagem foi retribuída ao clube português, num gesto de reconhecimento mútuo.

O programa da mostra incluiu ainda tertúlias, sessões de autógrafos, workshops e aulas de desenho ao vivo, além de uma oficina criativa dirigida a crianças entre os 6 e os 14 anos, dinamizada pelo Município de Anadia em parceria com a Associação dos Artistas Plásticos da Bairrada e o Clube Tex Portugal.

Com entrada livre, a iniciativa volta a afirmar Anadia como um ponto de encontro internacional para os amantes da banda desenhada, reforçando o seu posicionamento cultural e a ligação a uma das personagens mais icónicas do western.

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A Biblioteca Municipal de Anadia acolheu, na tarde de sábado, 9 de maio, o lançamento do livro “Correntes Invisíveis da Consciência”, da autoria de Paulo Rodrigues, numa sessão marcada pela reflexão, emoção e partilha em torno da poesia e da inquietação humana.

A apresentação contou com a presença de familiares, amigos e convidados do autor, bem como de intervenientes que ajudaram a revelar diferentes dimensões da obra. Na abertura da sessão, a diretora da Biblioteca Municipal de Anadia, Sílvia Fernandes, agradeceu a Paulo Rodrigues por ter escolhido aquele espaço para apresentar a sua primeira obra poética. A responsável destacou ainda a importância de a biblioteca continuar a acolher iniciativas culturais ligadas à literatura e à criação artística, valorizando o talento local e incentivando a aproximação da comunidade ao livro e à poesia.

Ao longo da apresentação, os convidados foram desvendando o universo introspetivo presente nos 32 poemas que compõem a obra. Alexandra Rosa, colega de trabalho do autor, recordou que acompanhou o projeto desde os primeiros poemas e revelou ter sido uma das pessoas a incentivar Paulo Rodrigues a divulgar os seus textos. Segundo explicou, o livro divide-se em três grandes momentos — “a prisão da consciência”, “o amor e dependência” e “o mundo exterior” — abordando temas como a dúvida, o excesso de pensamento, a solidão interior e o peso da consciência.

Também Fernando Santos deixou palavras de reconhecimento ao percurso do autor, descrevendo-o como “um verdadeiro lutador nato” e alguém movido pela vontade constante de evoluir e construir um mundo melhor. Para Fernando Santos, o título da obra convida inevitavelmente à reflexão sobre “pensamentos, emoções, decisões e inquietações” que moldam cada indivíduo.

Outro dos testemunhos ficou a cargo de Carla Taipina, que elogiou a coragem de Paulo Rodrigues em ultrapassar o medo da exposição pública e transformar inquietações pessoais em poesia. Na sua intervenção, defendeu que as “correntes invisíveis da consciência” podem ser entendidas tanto como prisão como libertação, comparando-as a um rio capaz de levar embora as preocupações e os receios.

Num momento marcante da sessão, Paulo Rodrigues pediu ao público que fechasse os olhos antes de declamar o poema “Mar de Dúvidas”, criando um ambiente de silêncio e introspeção. O autor partilhou ainda alguns dos seus primeiros textos escritos, incluindo um poema publicado na juventude sob pseudónimo, e apresentou um poema dedicado a Lisboa, numa vertente distinta daquela explorada neste livro.

No encerramento, o escritor agradeceu a presença de todos e confessou que, embora a obra não seja autobiográfica, representa uma parte importante de si próprio: “Não conta a minha vida, mas conta aquilo que me atravessa: correntes, tensões, inquietações, perceções, sombras e claridade também”, afirmou.

“Correntes Invisíveis da Consciência” apresenta-se como um mergulho poético nas inquietações da mente humana, explorando a dúvida, a consciência e a busca constante de sentido, numa escrita marcada pela influência de autores como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Jean-Paul Sartre.

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A praia da Tocha, as praias fluviais de Olhos da Fervença e Sete Fontes e a Piscina Natural de Ançã voltaram a ser distinguidas com a Bandeira Azul, galardão atribuído pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação que comprova o integral cumprimento de rigorosos critérios relacionados com informação e educação ambiental, qualidade da água balnear, gestão ambiental, segurança e serviços, responsabilidade social, envolvimento comunitário e proteção dos ecossistemas.

No caso da praia da Tocha, trata-se da 36.º edição consecutiva a ser distinguida, enquanto as restantes, após a estreia em 2025, renovam esse estatuto pelo segundo ano consecutivo. Entre os municípios da região com o maior número de zonas balneares “azuis”, Cantanhede surge no 2.º lugar, atrás da Figueira da Foz.

“Ter boas zonas balneares tem impacto real na qualidade de vida, na economia e até no ambiente”, destaca a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, que releva “o investimento constante na melhoria das condições” destes espaços de lazer.

PUBA par disso, estas distinções “são o reconhecimento da qualidade balnear das nossas praias, quer pelo elevado nível qualitativo da água do mar, mas também pela irrepreensível limpeza, as boas condições de acesso, e o alto padrão dos serviços prestados aos utentes”.

O Programa Bandeira Azul é um programa de educação para o desenvolvimento sustentável, promovido em Portugal pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação, secção portuguesa da Fundação para a Educação Ambiental.

A Bandeira Azul é um símbolo de qualidade e conta com o envolvimento das 30 entidades que compõem o júri nacional, desde o setor público à sociedade civil, cujo contributo na avaliação das diferentes candidaturas é imprescindível para o bom funcionamento do programa.

Portugal conta este ano com 438 praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul, menos seis que em 2025, distribuídas por 100 municípios.

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A Câmara Municipal de Águeda vai reforçar, este ano, o apoio à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Águeda (AHBVA), em 377 mil euros (377.628 euros), consolidando o compromisso do Município com a proteção civil e a segurança das populações. A decisão foi aprovada por unanimidade, quinta-feira, em reunião extraordinária do Executivo.

Além do apoio financeiro direto, o Município assegura também a cedência de meios materiais, incluindo um bulldozer e um veículo pesado, fundamentais para operações no âmbito do combate a incêndios e apoio logístico, nomeadamente no Aeródromo Municipal do Casarão e na Unidade Local de Formação da AHBVA.

Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, sublinha a relevância deste apoio, destacando que “o serviço prestado pelos Bombeiros Voluntários de Águeda é de extrema importância para a salvaguarda de pessoas e bens em todo o concelho. Garantir que dispõem de meios adequados e de condições operacionais eficazes é essencial para uma resposta rápida, coordenada e à altura das exigências do território”, declarou.

Nos últimos anos, a Câmara Municipal tem vindo a reforçar de forma consistente o apoio à AHBVA, com investimentos que incluem as obras de ampliação do quartel, a aquisição de equipamentos e o financiamento de atividades operacionais.

Com um corpo de bombeiros composto por cerca de 118 elementos, entre profissionais e voluntários, a corporação de Águeda assegura, ainda, o funcionamento de três Equipas de Intervenção Permanente, duas sediadas no quartel em Águeda e uma terceira na secção destacada de Agadão, uma distribuição territorial que permite reforçar a proximidade e a capacidade de resposta em áreas mais isoladas do concelho.

No âmbito da prevenção e combate a incêndios rurais, a AHBVA operacionaliza ainda meios de socorro ao nível de Serviço de Brigada no perímetro do Aeródromo Municipal do Casarão, reforçando a vigilância e intervenção numa área estratégica. Paralelamente, assegura o funcionamento de uma Unidade Local de Formação, considerada uma mais-valia para a qualificação contínua dos bombeiros, quer através de formação interna, quer através do intercâmbio com outras corporações que ali se deslocam para ações formativas.

Tendo em conta a vasta área florestal do concelho, para garantir uma resposta eficaz, a corporação dispõe ainda de um Grupo de Intervenção Permanente, reforçando a capacidade operacional e reduzindo tempos de resposta.

A resposta no terreno resulta de uma estreita articulação entre os Bombeiros Voluntários, a Câmara Municipal e as Unidades Locais de Proteção Civil (ULPC), permitindo uma atuação coordenada, próxima das populações e ajustada às especificidades de cada freguesia, quer ao nível da prevenção, quer da intervenção em situações de emergência.

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A evocação do 25 de Abril, na Assembleia Municipal de Anadia, não foi apenas um momento de memória, foi, felizmente, também um momento de projeção do futuro. O anúncio da criação da Assembleia Municipal Jovem de Anadia é um sinal político claro: há uma nova geração pronta para assumir responsabilidades, participar ativamente e conduzir a ação nos próximos anos.

Num tempo em que tantas vezes se questiona o envolvimento dos jovens na vida pública, importa dizer com frontalidade que os jovens não estão afastados, estão, sim, à espera de espaço, de oportunidade e de reconhecimento. E quando esse espaço lhes é dado, respondem com ideias, energia e capacidade de ação.

A juventude de hoje não é apenas herdeira dos valores de Abril. É a geração que transforma esses valores em prática. Uma geração que não se limita a observar, mas que questiona, propõe e age. Uma geração que quer estar presente nos processos de decisão e que tem legitimidade para o fazer.

A criação da Assembleia Municipal Jovem de Anadia deve, por isso, ser vista como mais do que uma iniciativa simbólica. É uma escolha política acertada. É apostar na participação jovem como pilar de uma democracia mais forte, mais representativa e mais preparada para os desafios do futuro.

Enquanto Presidente da JSD Anadia, vejo nesta medida a concretização de uma convicção antiga, na qual os jovens são chamados a participar, mas, mais do que isso, são ouvidos e levados a sério. Claro está, não basta criar espaços, é fundamental garantir que desses espaços resulta impacto real.

Contudo, não nos equivoquemos, este é apenas o primeiro passo. O verdadeiro sucesso desta Assembleia Municipal Jovem dependerá da sua capacidade de mobilizar, de envolver e de influenciar. Dependerá da forma como os jovens se apropriam deste projeto e da abertura que lhes for dada para contribuir efetivamente para o futuro do concelho.

Enquanto deputado municipal, acredito que esta iniciativa pode e deve marcar uma nova forma de fazer política em Anadia, mais próxima, mais participativa e mais aberta às novas gerações. Porque o futuro não se prepara à margem dos jovens; constrói-se com eles, lado a lado.

A juventude não é apenas o futuro. É a força que vai conduzir a ação. E quanto mais cedo lhe dermos voz, mais preparados estaremos para enfrentar o amanhã.

Celebrar Abril é também isto, confiar na juventude, dar-lhe palco e reconhecer que é nela que reside a capacidade de continuar a construir uma sociedade mais livre, mais justa, mais coesa, mais democrática e mais participativa.

 

 

Luís Pedro Rodrigues

Presidente da JSD Anadia e Deputado Municipal

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