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Salome Dias

O Município de Anadia aprovou, na sua última reunião de executivo, no passado dia 27 de agosto, a adjudicação da empreitada de requalificação da rede viária nas diversas freguesias do concelho, à empresa Prioridade – Construção de Vias de Comunicação, Lda”, pelo valor global de 1.426.409,63€ (acrescido de IVA), com um prazo de execução de quatro meses.

A empreitada pretende requalificar a malha viária concelhia, através da pavimentação, para garantir a melhoria das acessibilidades e da mobilidade. Os trabalhos incidirão sobretudo em vias cujo pavimento apresenta sinais de degradação, contribuindo para reforçar a segurança e o conforto dos automobilistas.

PUBEsta intervenção torna-se necessária, por forma a reabilitar arruamentos com pavimento em mau estado dispersos pelo concelho. Salienta-se ainda, que é preocupação desta autarquia garantir que os arruamentos a intervir se encontram devidamente infraestruturados, dispondo de redes de abastecimento de água e de saneamento em adequado estado de conservação e funcionamento.

Com este investimento, a Câmara Municipal de Anadia dá continuidade à estratégia de valorização e manutenção da rede viária concelhia, promovendo melhores acessibilidades entre as freguesias e contribuindo para a qualidade de vida, a segurança rodoviária e a coesão territorial.

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Os três municípios querem transformar o eixo Coimbra–Mealhada–Cantanhede num novo corredor industrial, logístico e ferroviário do Centro de Portugal com dimensão nacional.

Os Municípios de Coimbra, Mealhada e Cantanhede estão a trabalhar conjuntamente na preparação de uma proposta para a criação de uma Grande Área de Acolhimento Empresarial de dimensão nacional, no âmbito do desafio lançado pelo Governo para a criação de grandes áreas empresariais capazes de acolher novos projetos industriais e de investimento.

A iniciativa parte de uma intenção já publicamente assumida pelo Município de Coimbra e ganha agora uma nova dimensão territorial, com a integração dos Municípios da Mealhada e de Cantanhede numa proposta conjunta, assente na proximidade geográfica, nas acessibilidades e na complementaridade económica dos três territórios.

Esta proposta pretende afirmar este espaço como um corredor industrial, logístico e ferroviário, capaz de combinar áreas de acolhimento empresarial, ferrovia, rodovia, energia, logística, conhecimento e ligação aos principais portos da Região Centro.

A localização beneficia da proximidade a importantes infraestruturas de transporte, designadamente a A1, IP3 e IC2, bem como da ligação ferroviária através da Linha do Norte e da Linha da Beira Alta, com particular relevância para o nó ferroviário da Pampilhosa.

Neste contexto, a Plataforma Logística da Pampilhosa poderá constituir uma infraestrutura complementar e estruturante para o reforço da intermodalidade e das soluções logísticas associadas à futura área empresarial.

Outro dos elementos diferenciadores da proposta será a articulação com os Portos de Aveiro e da Figueira da Foz, reforçando a ligação entre as empresas que se possam instalar neste território e as cadeias logísticas nacionais e internacionais.

PUBPara os três municípios, esta articulação permite pensar o desenvolvimento empresarial para além das tradicionais zonas industriais, criando condições para uma nova geração de acolhimento empresarial, orientada para projetos de maior dimensão, para a internacionalização, para a inovação, para a eficiência energética e para a sustentabilidade.

A dimensão territorial constitui igualmente um fator diferenciador. A proposta envolve municípios pertencentes à Região de Coimbra e a dois distritos (Coimbra e Aveiro), criando uma plataforma territorial com capacidade para estabelecer uma ligação estratégica entre o eixo Coimbra–Aveiro, o sistema ferroviário nacional e as infraestruturas portuárias da Região Centro.

Os três municípios encontram-se, neste momento, a consolidar a informação técnica necessária à definição da área de intervenção, das condições de infraestruturação, da capacidade energética, das acessibilidades, da oferta de terrenos e do potencial de procura empresarial.

Está igualmente a ser desenvolvida uma estratégia de envolvimento de empresas, associações empresariais, entidades do sistema científico e tecnológico e infraestruturas logísticas e portuárias, procurando demonstrar que a proposta responde a necessidades concretas da economia e não constitui apenas uma reserva de solo para futura utilização.

A proposta será apresentada no âmbito da CIM Região de Coimbra, procurando afirmar esta iniciativa como um projeto de interesse supramunicipal e regional, com capacidade para contribuir para a competitividade económica do Centro de Portugal.

Esta quinta-feira, a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, avançou já que vai apresentar uma candidatura ao PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência para avançar neste objetivo, apontando: “Já estamos a trabalhar nisto há uns meses com os dois municípios e temos o apoio para fazer essa candidatura que, queremos acreditar, será vista com muito bons olhos”.

António Jorge Franco, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, sublinha que esta “é uma excelente oportunidade para ganhar dimensão e escala e dar resposta às exigências de uma nova geração de indústria no Centro de Portugal”. O autarca destaca ainda o papel que a Mealhada poderá assumir neste contexto, com a implementação da Plataforma Logística da Pampilhosa, “reforçando a capacidade deste território para acolher investimentos empresariais de maior dimensão e empresas que procuram novas soluções logísticas e de localização”.

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O Município de Cantanhede investiu mais de 100 mil euros na nova residência para estudantes da Escola Superior de Tecnologia da Saúde da Universidade Politécnica de Coimbra, cuja primeira licenciatura, em Terapia Ocupacional, inicia já no presente ano letivo de 2026/2027 no campus do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais.

Este investimento resulta do memorando de entendimento tripartido celebrado em 2025 com o então designado Instituto Politécnico de Coimbra e a Unidade Local de Saúde de Coimbra, com vista à criação de um hospital-escola de reabilitação na área das Tecnologias da Saúde no Rovisco Pais.

Na reunião camarária desta terça-feira, 1 de setembro, foi aprovada uma proposta de apoio financeiro à APPACDM de Coimbra – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental, a quem foi entregue a gestão da residência para estudantes, para o apetrechamento dos quartos, num valor total de 20.978,50 euros. Em causa está a aquisição de camas, mesas de cabeceira, secretárias, cadeiras e candeeiros, garantindo-se, assim, condições adequadas de conforto e funcionalidade.

Já em março deste ano, o Executivo Municipal havia aprovado também um apoio de 79.569,00 euros, destinado a financiar as obras de beneficiação das antigas instalações do Hotel Branco, que acolhe a nova residência universitária, com capacidade para 30 estudantes.

“Com este passo, estamos a investir simultaneamente em educação, habitação acessível, juventude, economia local e futuro demográfico do município”, justifica a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, para quem o acolhimento do ensino superior no concelho “pode ser uma das opções com maior impacto estratégico a médio e longo prazo”.

De referir que as 34 vagas disponíveis para a Licenciatura em Terapia Ocupacional foram integralmente preenchidas para o ano letivo 2026/2027, sendo de 13,8 valores a classificação do último colocado.

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A Dona Esmeralda gostava da palavra lonjura. Tinha-a encontrado num texto meu e depois falou-me dela, como se uma palavra pudesse ser encontrada igual a uma moeda antiga no fundo de uma gaveta. Disse que eu usava expressões de outros tempos, do tempo dela, e que gostava disso. Eu achei graça. Uma Senhora com mais de noventa anos a descobrir velhice nas palavras de um rapaz. Mas talvez a língua tenha estas confusões felizes por não saber a idade de que quem usa a palavra, que anda de boca em boca sem reparar nos anos.

Costumava levar-lhe algumas das coisas que escrevia. Dizia que gostava de me ler. Às vezes, telefonava-me depois e eu percebia que lera verdadeiramente, que estivera onde eu tinha estado quando escrevi. Lembro-me de que gostou muito de um poema chamado “O segredo do rio”. Escrevi nele que todo o rio conhece a foz para onde corre, que talvez continue por saber alguma coisa que nós ignoramos. A Dona Esmeralda não me disse se acreditava no segredo. Eu também não sei se acredito. Mas sei que pensamos estas coisas para não ficarmos tão pequenos diante do que não entendemos. Uma vez perguntou-me por que escrevia eu coisas tão bonitas e tão tristes. Após alguns segundos de silêncio respondi, com a voz algo embargada, que para mim escrever só tinha sentido se fosse uma maneira de falar com quem já não estava. Não sabia ainda o trabalho que aquela frase me daria.

Conhecia a Dona Esmeralda desde menino. O meu Avô era muito amigo do marido dela. Depois os dois morreram e ficámos nós. Gosto de pensar nas coisas assim: ficámos nós. Como se uma amizade pudesse deixar descendência. Como se duas pessoas começassem uma conversa e outras, muitos anos depois, tivessem o dever feliz de não a deixar acabar.

Visitava-a algumas vezes. A Dona Esmeralda era uma Senhora. Tenho receio de que a palavra já não explique o suficiente. Era uma Senhora porque havia delicadeza no seu modo de dizer, de escutar, de se mover, de olhar, de dar. Nunca se saía de junto dela de mãos completamente vazias. Havia sempre qualquer coisa dela que encontrava maneira de nos pertencer. Às vezes, penso que as pessoas do seu tempo sabiam que dar era uma forma de pedir que voltássemos.

Ela chamava-me Vinhalzinho. O meu Avô era Vinhal de apelido e eu também sou. Dizem que sou parecido com ele e ela sabia melhor do que muitos porque o conhecera. Olhava para mim e dizia “Vinhalzinho” e, dentro deste diminutivo, cabia uma coisa demasiado grande. Eu ficava orgulhoso e assustado. O meu Avô foi um grande homem e não é fácil receber como elogio a semelhança com alguém de quem temos medo de não merecer sequer a sombra. Mas na voz dela, eu acreditava. Nunca lhe disse isto: eu acreditava no que poderia ser quando ela o dizia. Há coisas que só sabemos dizer quando já não podem servir para resposta. Da última vez que estive com a Dona Esmeralda, deu-me uma conversa. Uma memória. Um pouco daquele mundo que existira antes de mim e onde o meu Avô podia entrar por uma porta sem ser recordação.

Agora penso na palavra lonjura. Talvez eu estivesse errado quando a escrevi da primeira vez. Lonjura não há de ser apenas o muito longe. Há pessoas que ficam a uma distância impossível e, todavia, continuam suficientemente perto para nos chamarem pelo nome. Ou por aquele nome que só elas sabiam dizer. A Dona Esmeralda tinha essa maneira de deixar alguma coisa nos outros. Fazia-o quando nos punha qualquer coisa nas mãos, quando escutava, quando dizia uma palavra com a delicadeza certa. Algumas pessoas passam pelo mundo assim, repartindo-se sem darem por isso, e depois continuam no que deram. O mundo deve muito a essas pessoas. À Dona Esmeralda deve também. Porque há lonjuras que afastam: a dela há de continuar a aproximar.

 

por Carlos Vinhal Silva

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Com o intuito de reconhecer o esforço e incentivar o importante trabalho que vem sendo realizado pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) no concelho, em estreita articulação e coordenação com a Rede Social de Anadia, o Município aprovou, na sua última reunião de executivo, a atribuição de um apoio total de 163 mil euros, a 19 instituições de solidariedade social.

Os valores atribuídos tiveram em conta diversos critérios, nomeadamente as respostas sociais, o respetivo número de utentes, assim como a sua participação nos vários projetos promovidos pela autarquia, bem como a colaboração prestada à Câmara Municipal no desenvolvimento de competências que lhe estão legalmente atribuídas na área da ação social escolar e em outras intervenções.

O Município de Anadia reconhece, assim, a relevância de continuar a apoiar e a reforçar o trabalho desenvolvido pelas IPSS, enquanto um dos principais pilares da Rede Social de Anadia. Estas instituições asseguram respostas sociais permanentes e qualificadas que contribuem para a melhoria das condições de vida da população, para a prevenção de situações de exclusão e isolamento social, para o apoio às famílias e para a promoção da autonomia e da dignidade das pessoas.

O apoio municipal teve também em consideração as dificuldades por que passam, atualmente as IPSS que têm enfrentado, nos últimos anos, um aumento significativo dos custos inerentes ao funcionamento das respostas sociais, designadamente ao nível dos recursos humanos, da energia, da alimentação, dos combustíveis e da aquisição de bens e serviços essenciais, circunstâncias que exercem uma pressão crescente sobre a sustentabilidade financeira destas entidades.

Com este apoio, o Município de Anadia reafirma o seu compromisso com a área social e com o fortalecimento da parceria com as instituições do concelho, contribuindo para que estas possam prosseguir a sua missão e assegurar respostas de qualidade às pessoas e famílias que delas necessitam.

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A Câmara Municipal de Águeda e a ARCOR – Associação Recreativa e Cultural de Óis da Ribeira assinaram um contrato-programa que formaliza a atribuição de um apoio financeiro de 210 mil euros para a execução das obras de requalificação e ampliação do hangar náutico da ARCOR, em Óis da Ribeira. A intervenção deverá decorrer até ao final do próximo ano.

O apoio municipal pretende responder ao crescimento sustentado da atividade desenvolvida pela ARCOR, dotando o espaço de melhores condições para a prática desportiva, formação e dinamização das modalidades náuticas.

Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda, destaca a importância deste investimento, ao “criar melhores condições para os atletas, mas também para valorizar as infraestruturas disponibilizadas para a atividade desportiva”.

“Queremos um concelho cada vez mais ativo, mais saudável e mais sustentável, onde o desporto seja também uma forma de descobrir e valorizar aquilo que temos de melhor. A Pateira é um dos nossos maiores ativos naturais e este projeto ajuda-nos a concretizar essa visão”, declarou.

Edson Santos salienta ainda que “as associações são parceiros fundamentais do Município na concretização desta estratégia” e que a ARCOR tem desenvolvido “um trabalho muito relevante na promoção das modalidades náuticas e na formação de crianças e jovens, e este apoio é também uma forma de reconhecer esse percurso e criar condições para que possa continuar a crescer”.

A intervenção surge na sequência de uma candidatura apresentada pela ARCOR em maio deste ano, na qual a associação identificou a necessidade de reforçar a capacidade das suas instalações, face ao aumento do número de praticantes, atletas, sócios e utilizadores. Entre os objetivos da obra está a melhoria das condições de armazenamento e conservação das embarcações, bem como a criação de melhores condições de apoio às atividades desportivas, formativas e recreativas.

Um dos aspetos previstos no projeto passa pela criação de instalações sanitárias de utilização pública, respondendo a uma necessidade identificada naquela zona da Pateira. No âmbito do contrato-programa, a ARCOR compromete-se a assegurar a abertura destas instalações ao público, contribuindo para melhorar as condições de acolhimento de visitantes, praticantes desportivos e demais utilizadores daquele espaço.

O acordo prevê ainda que a ARCOR reforce a dinamização da formação de crianças e jovens nas modalidades náuticas que desenvolve, promovendo a iniciação desportiva, estilos de vida saudáveis, os valores associados à prática desportiva e o contacto com a natureza.

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O cantautor português Rogério Charraz encerra este sábado, 12 de setembro, pelas 21h30, o ciclo “Concertos no Parque”, numa organização do Município de Anadia, com entrada livre.

Neste espetáculo, Rogério Charraz apresenta “O Coreto”, um projeto musical que junta as canções de Rogério Charraz, as letras de José Fialho Gouveia e a produção de Luísa Sobral.

O álbum conta a história de Sebastião, que troca a agitação da cidade pela aldeia do pai, onde se apaixona por Ana. A história de amor serve de fio condutor a um disco que aborda também as diferenças entre os grandes centros urbanos e o interior do país.

Com sonoridades que cruzam a música tradicional portuguesa, do cante alentejano ao vira minhoto, e influências mais urbanas, “O Coreto” ficou marcado pelo sucesso de “Quando nós formos velhinhos”, interpretada no vídeo por Eunice Muñoz e Ruy de Carvalho.

Em palco, o espetáculo assume uma dimensão cénica, com José Fialho Gouveia como narrador, conduzindo o público pela história que se desenrola através das canções.

Na edição deste ano de 2026, passaram pelos “Concertos no Parque” os Gringo’s Washboard Band, Edu Miranda convida Luanda Cozetti, 4eto Cuba Libre, Jéssica Pina, Inês Barros e Fado ao Piano.

Os “Concertos no Parque” têm como principal objetivo dinamizar a Curia durante a época estival, contribuindo para a valorização da oferta cultural do concelho e para a atração de um maior número de visitantes e turistas.

A programação de animação termal inclui ainda outras atividades ao longo do fim de semana. No sábado, 12 de setembro, pelas 17h00, uma visita guiada às Termas. Atividade gratuita, limitada a 10 pessoas, sujeita a marcação prévia. No domingo, 13 de setembro, pelas 17h00, tem lugar um passeio gratuito de Buggie pelas Vinhas, limitado a seis pessoas, também sujeito a marcação prévia.

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O Município promoveu esta quarta-feira a habitual sessão de receção aos professores e pessoal não docente do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro (AEOB), evento que marca o início do ano letivo 2026/27 no concelho.

O evento, que encheu o auditório no Quartel das Artes Dr. Alípio Sol, contou com a presença de Duarte Novo, Presidente da Câmara Municipal, e da Vereadora Susana Martins, bem como representantes de Juntas de Freguesia e de outras entidades concelhias com intervenção na área da Educação.

Duarte Novo deu as boas-vindas a todos os elementos do AEOB e entidades convidadas, fazendo questão de referir que a Câmara Municipal “confia no trabalho de todos, assim como confiamos as nossas crianças, os nossos filhos, nas vossas mãos”. O autarca deixou uma palavra especial aos 125 assistentes técnicos colocados pela autarquia nas escolas, chamando a atenção para a importância do seu trabalho, esperando que se sintam confortáveis no seu papel, com o apoio da Câmara Municipal, em benefício das crianças”.

O líder da autarquia bairradina relembrou ainda o estudo que prevê que Oliveira do Bairro seja o concelho mais jovem da Região Centro em 2030, dando esse registo como corolário do trabalho que tem sido realizado, não só na Educação, mas também noutras áreas, como a saúde, o emprego e a habitação, e que tornam este “território atrativo para famílias e jovens se fixarem e cá ficarem”.

PUBJoaquim Almeida, Diretor do Agrupamento, abriu a sessão e deu as boas-vindas aos docentes e não docentes, e reforçou a necessidade da união entre todos os elementos da comunidade escolar: “A partir da próxima semana, cada um de vós irá para uma das 12 escolas do Agrupamento para dar o seu melhor. Mas a essência de agrupamento nunca se deve perder. Apesar de cada um de nós viver a sua escola, nós somos um agrupamento, somos a comunidade educativa do concelho de Oliveira do Bairro”. Dirigindo-se ainda aos presentes no auditório, o responsável apelou a que “cada um de vós dê o máximo para que consigamos ter crianças e jovens que, no futuro, sejam um exemplo positivo”.

O mote do AEOB para este ano letivo será “Viver Valores”, tendo Joaquim Almeida dado um novo significado à sigla AEOB: Acolher; Escutar; Ousar; Bem-Fazer.

O diretor do AEOB agradeceu também à Câmara Municipal de Oliveira do Bairro por todo o apoio disponibilizado, considerando a autarquia como mais “um elemento da equipa da Educação no Concelho”.

A sessão contou ainda com momentos musicais e uma apresentação por parte de César Rodrigues, intitulada “Educação positiva. Uma escola high-touch”. No final da sessão, foram oferecidas Agendas Escolares para este ano letivo. O início das aulas para os 3.370 alunos do AEOB está agendado para 11 de setembro.

De referir que este ano letivo marca também a entrada em pleno funcionamento da Escolas Secundária de Oliveira do Bairro, após trabalhos de reabilitação que duraram cerca de 18 meses, com um investimento superior a 4,8 milhões de euros e financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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A exposição “Calhau Rolado. Obra Pétrea de Nunes Pereira” continua patente ao público no Museu da Pedra, em Cantanhede, até ao dia 11 de outubro.

Inaugurada a 19 de junho, a mostra integra as comemorações dos 120 anos do nascimento e dos 25 anos do falecimento de Monsenhor Nunes Pereira (1906–2001), constituindo uma homenagem a esta personalidade ímpar da cultura e da identidade da região e dando a conhecer uma dimensão singular da sua obra e do seu legado.

A exposição reúne cerca de seis dezenas de obras, provenientes do acervo da Oficina-Museu Nunes Pereira, do Seminário Maior de Coimbra e do Museu Monsenhor A. Nunes Pereira, em Fajão, concelho da Pampilhosa da Serra.

A partir de materiais recolhidos na sua terra natal, Mata de Fajão, junto ao rio Ceira, durante as férias passadas em Buarcos, na década de 1960, ou nas viagens de veraneio ao Algarve, nos anos 1980, Monsenhor Nunes Pereira reinterpretou xistos, fósseis, seixos e fragmentos de calcário, criando também formas em barro modelado.

As obras apresentadas revelam uma grande diversidade formal, abrangendo representações religiosas, laicas, animalescas e abstratas. Em muitos casos, o artista partiu da própria configuração da matéria para descobrir e revelar formas reconhecíveis, estabelecendo relações entre os materiais naturais e referências da cultura judaico-cristã. Noutros casos, é a própria natureza que assume o protagonismo, como acontece com o exemplar de rizocôncreção apresentado na exposição.

O título da mostra é inspirado no poema “Calhau Rolado”, também presente na exposição, que reforça a relação entre a matéria, a natureza e o processo criativo de Monsenhor Nunes Pereira.

A iniciativa resulta de uma parceria coordenada pelo Seminário Maior de Coimbra e pelo Museu Nacional de Machado de Castro, envolvendo os municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Góis, Lousã, Montemor-o-Velho e Pampilhosa da Serra, bem como diversas entidades culturais e institucionais.

Complementarmente à exposição, e para contribuir para a inventariação e valorização de um património artístico particularmente rico e ainda pouco conhecido está também a ser realizado um levantamento fotográfico e documental das obras sacras -nomeadamente vitrais, painéis em xilogravura, entre outras — executadas e assinadas por Monsenhor Nunes Pereira e que se encontram em capelas e igrejas do concelho de Cantanhede.

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O ciclo “Às Sextas na Praça” 2026 prossegue esta sexta-feira, 11 de setembro, na Praça da Juventude, com os “Rob’s Angels” que apresentam o espetáculo musical “Da Poesia à Canção”, numa organização do Município de Anadia.

“Da Poesia à Canção” celebra a palavra como origem e destino da música portuguesa. Atravessando séculos de criação literária, o espetáculo propõe um diálogo vivo entre a poesia escrita e a poesia cantada, unindo autores clássicos e contemporâneos que moldaram a identidade cultural de Portugal.

De Luís de Camões a Fernando Pessoa, passando por Sérgio Godinho, Jorge Palma, Carlos Tê, Ary dos Santos, Miguel Esteves Cardoso e outros grandes letristas, o espetáculo revela como os versos ganham nova vida quando encontram a melodia, transformando-se em canções que atravessam gerações. Entre música, declamação, vídeos, luz e breves momentos narrativos. O público é assim conduzido por temas universais como o amor, a saudade, a liberdade, o tempo e a condição humana; e por músicos ou grupos musicais como Cristina Branco, Zeca Afonso, 7ª Legião, Mafalda Arnauth, José Cid, Dulce Pontes, Heróis do Mar, Jafu’Mega ou mesmo Xutos e Pontapés. Mais do que um concerto, “Da Poesia à Canção” é uma viagem sensível pela língua portuguesa, onde a palavra dita e a palavra cantada se entrelaçam, mostrando que, em Portugal, a poesia nunca deixou de ser música, apenas mudou de voz.

Os Rob’s Angels são um grupo musical originalmente formado por antigos e atuais alunos e colaboradores da Escola de Música do Club de Ancas (IPSS), como homenagem a José Roberto Silva, músico, amigo e professor, falecido em 2013, elemento da direção deste club, fundador da escola e do estúdio de gravação.

Pretende-se criar uma sonoridade própria em que se conciliam instrumentos acústicos com instrumentos elétricos usualmente utilizados em grupos mais genéricos.

Este ciclo de espetáculos tem como objetivo contribuir para a animação do centro da cidade de Anadia nas noites de verão, seguindo a fórmula de sucesso que alia a cultura e a confraternização, num espaço ao ar livre, com entrada gratuita.

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