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A Santa Casa da Misericórdia da Mealhada (SCMM) completou no dia 15 de outubro, 116 anos de existência. A efeméride foi comemorada de diferentes formas, nas várias valências da instituição, como foco na celebração do serviço que por ela é prestado à comunidade e, neste ano, com especial enfoque nos idosos e nas crianças.

No Hospital Misericórdia da Mealhada, os colaboradores ordenaram-se de forma a fazerem um cordão humano à volta do edifício principal e trouxeram para a rua cartazes onde se podia ler “respeito, empatia, ética, humanismo, inovação e qualidade”, alguns dos valores do Hospital Misericórdia da Mealhada.

Os idosos do Centro de Dia e do Lar Cânova Ribeiro e do Prolongamento do Lar receberam o acordeonista Alfredo Santos, que animou com as suas músicas e a sua alegria a comemoração de mais um aniversário da Misericórdia da Mealhada. Houve bolo de aniversário e diversão generalizada.

Também na Casa da Criança a data foi assinalada, neste dia de sexta-feira, com o corte do bolo, o cantar dos parabéns, seguidos de uma atividade lúdica, no jardim, alusiva à efeméride.

No dia 15 de outubro, o do aniversário propriamente dito, foi instalado junto da Capela de Sant’Ana um parque de diversões para que todas as crianças – clientes ou não da Misericórdia – se divertissem. Esta animação, que funcionou durante a manhã, contou com insufláveis, pinturas faciais e muitas outras diversões, todas elas gratuitas e acessíveis a todos.

No dia 21 de outubro, sexta-feira, na Capela de Sant’Ana, as comemorações atingem o seu terminus, com a celebração de uma missa, às 19 horas, por sufrágio dos beneméritos e dos antigos dirigentes, irmãos e utentes da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada.

O Provedor da SCMM, João Peres, explica a importância da instituição centenária: “Em 116 anos, já construímos e reconstruimos dois hospitais, damos respostas sociais a muita gente, desde que a criança nasce até ao fim da sua vida. Tudo o que somos e fazemos é para, renovadamente, melhorar a vida da nossa comunidade”.

João Peres reflete sobre o trabalho da SCMM nos tempos que se avizinham “Vem aí um futuro difícil, isso é certo, mas foi para estes tempos que instituições sociais como a Misericórdia da Mealhada foram criadas. Para servir a comunidade, para auxiliar os mais suscetíveis, para garantir a dignidade humana.  E acreditamos que é necessário que a comunidade perceba que o nosso foco é estarmos cá uns para os outros”.

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Anadia FC/TRVPro 78 x Academia Abab 49
Quarta jornada do campeonato nacional da segunda divisão masculina de basquetebol, grupo Norte F, a ainda invicta equipa do Anadia recebeu em sua casa o último classificado a equipa da Academia que procurava a sua primeira vitória na competição.
O Anadia começa muito intenso no ataque, mas alguma passividade na defesa ía permitindo aos visitantes manterem-se na discussão do resultado, algumas falhas na defesa ao lançamento exterior e às penetrações que provocavam faltas em lançamento castigavam os jogadores do Anadia que não conseguiam compensar esses erros defensivos com clareza ofensiva.  Uma defesa a todo o campo da equipa do Academia provocava turn overs ao ataque anadiense que colocava tudo em aberto para a segunda parte. O resultado equilibrado ao intervalo de 31-27 castigava a pouca clarividência dos jogadores do Anadia.
O intervalo foi importante para os atletas da casa, iniciam o terceiro quarto com um parcial de 19-0 muito por culpa de maior agressividade defensiva e de maior qualidade no ataque. Vencem o terceiro quarto por 27-3 colocando um ponto final nas dúvidas sobre o vencedor do jogo.
No quarto parcial nada mudou , agressividade defensiva do Anadia provocava erros constantes ao ataque do Academia e o jogo estava resolvido.  Aproveitaram os treinadores para rodarem todo o plantel .
Vitória justa do Anadia sem fazer uma exibição forte, exceção ao terceiro quarto onde esteve imparável na defesa.
Pelo Anadia alinharam:
João Pereira- 14
Rui Neves- 2
Luis Seabra- 13
Gabriel Branco- 6
Diogo Cardoso- 6
Ricardo Marques- 7
André Costa
Luis Seco – 6
Miguel Garruço- 11
João Costeira- 3
Rafael Soares- 6
João Santos- 4
Treinador- Pedro Maia
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A Associação Cultural e Humanitária da Bairrada no Luxemburgo (ACHBL) vai realizar a sua 16ª Ceia de Natal, oferecida aos sem-abrigo do Luxemburgo. Sendo que, nestas instituições, também se encontram cidadãos portugueses e tendo em conta o carácter social que representa a Associação Cultural e Humanitária da Bairrada no Luxemburgo e também com o aproximar da quadra natalícia, a data 17 de dezembro 2022, foi a escolhida.

A ACHBL.informa que esta 16a. Ceia de Natal oferecida aos sem-abrigo, é dirigida a todas as nacionalidades residentes no Luxemburgo, que se encontram nesta grave situação social e que vai ter o apoio da Cáritas Accueil et Solidarité do Luxemburgo.

Para angariar os géneros necessários à confeção da refeição, a associação apela a todos os empresários, comerciantes e anónimos que ajudem nesta iniciativa fornecendo os ingredientes principais à preparação do jantar que pretendem oferecer àquelas pessoas que por vários motivos não conseguiram ou não conseguem ter uma vida mais digna.

O evento terá lugar no próximo dia 17 de dezembro 2022 pelas 19h, no « FOYER ULYSSE », 3, Dernier Sol, Bonnevoie, com a presença da Ex. Miss Cabo Verde no Luxemburgo, Jann Morais Pinto que, à semelhança dos anos anteriores, será a Madrinha do Evento.

Estão disponíveis os seguintes números de telefone: 31 94 37 – 691 507 175 – 691 672 060.

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Uma delegação de Oliveira do Bairro esteve, entre 13 e 16 de outubro, na cidade francesa de Lamballe, para uma visita de trabalho no âmbito da geminação entre os dois municípios.

Lília Ana Águas, Presidente do Comité de Geminação de Oliveira do Bairro, referiu a este propósito que a deslocação teve como objetivo principal “dar inicio ao processo de intercâmbio de estudantes do ensino profissional de ambas as comunidades, que está previsto para o ano de 2023”.

A comitiva oliveirense contou com a presença de André Chambel, Chefe de Gabinete da autarquia de Oliveira do Bairro, em representação do Executivo Municipal, Clélia Nogueira, Chefe de Divisão da área da Educação do Município, a professora Maria Celene Marques, do Comité de Geminação oliveirense, e ainda Nuno Santos e Alberto Cardoso, nomeadamente Diretor e responsável da área internacional do Instituto Profissional da Bairrada (IPB).

Sobre as reuniões realizadas com os responsáveis franceses, Nuno Santos considerou que “não poderia ter corrido melhor”.

“O Instituto Profissional está disposto a agarrar esta parceria, que será, sem dúvida, uma mais-valia, tanto para os nossos alunos, como para os professores, que vão enriquecer com novas experiências”, referiu.

Para além do ensino profissional, o ano de 2023 vai contar ainda com o habitual intercâmbio de estudantes da Escola Secundária de Oliveira do Bairro e alunos de Lamballe, que frequentam o equivalente ao 3.º Ciclo português, interrompido devido às restrições impostas pela luta contra a COVID-19.

Recorde-se que desde 1998, ano da assinatura do Protocolo de Geminação entre as duas cidades, que alunos do concelho de Oliveira do Bairro visitam Lamballe e recebem em suas casas os seus congéneres franceses, num intercâmbio escolar que tem marcado não só a ligação entre as duas comunidades, mas sobretudo todos aqueles que passaram por esta inesquecível experiência, que muitos não hesitam em repetir.

A 18 de julho de 1998, o Município de Oliveira do Bairro e a Comune de la Ville de Lamballe (Bretanha – França) assinaram o Protocolo de Geminação entre as duas cidades, dando início a contactos, intercâmbios e iniciativas regulares, que criaram laços de fraternidade e amizade fundamentais para o desenvolvimento social, cultural e económico das duas comunidades.

A comunidade de Lamballe pertence à região da Bretanha e ao departamento de Côtes-d’Armor, uma região particularmente bela, hospitaleira, onde já se estuda português e se prezam muito os amigos de Oliveira do Bairro.

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O Luso, com a mais valia da Mata do Bussaco, tem todas as condições para ser um destino apetecível para nómadas digitais de todo o mundo. Quem o afirma é Gonçalo Hall, criador da Digital Nomad Association, que esteve no Luso a apresentar o impacto desta nova forma de trabalho remoto nos territórios.

Gonçalo Hall partiu do exemplo do projeto de nomadismo digital já implementado na Madeira, concretamente na Ponta do Sol, para explicar as vantagens e impactos que os nómadas digitais podem trazer às comunidades. “Com este projeto, a Ponta do Sol, desconhecida para o mundo, passou a estar referenciada em mais de 200 publicações mundiais. Com um investimento de 35 mil euros, o Governo Regional conseguiu impactos de milhões de euros. É isto que queremos fazer no resto do território”, sublinhou.

Para o conseguir, Gonçalo Hall conta com trunfos que o país apresenta: a cultura, a gastronomia, a segurança, o clima e o sentido de comunidade. “O sentido de comunidade é muito importante. O nómada digital não é um turista. É alguém que quer ter a sensação de pertença, de integração na comunidade. E é por isso que a criação de uma comunidade e integração com os residentes é muito importante”, destacou.

“É fulcral a existência de uma estrutura social em que seja fácil para o nómada digital estar e ter acesso a eventos. É preciso construir uma infraestrutura pensada e dedicada para os hábitos destas pessoas, que passa não só pelos espaços de trabalho, bem como atividades focadas e orientadas para estas comunidades. Os nómadas movem-se muito entre comunidades e não tanto entre destinos. Os espaços de co-work são importantes, a questão do alojamento específico de mês a mês, que é o alojamento de médio termo, também é importante. Mas acima de tudo é a proatividade para criar uma comunidade”, sublinhou.

Hugo Silva, vereador da Câmara Municipal da Mealhada, afirmou o interesse do Município em integrar esta rota do nomadismo digital.  “Este é o pontapé de saída para acolher e contribuir para que o nomadismo possa ter desenvolvimento sustentado no nosso território e na nossa região. Assumimos que é importante ter uma oferta diferenciada que permita que outros públicos possam viver o nosso território e que nos ajudem a torná-lo mais visível”.

“Do ponto de vista do emprego, da produção intelectual e do trabalho, a digitalização da economia progrediu na pandemia, mas só faz sentido com espírito de comunidade e aqui acreditamos ter trunfos para sermos atrativos para esta nova classe profissional de nómadas digitais”, destaca o autarca.

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O Dia Mundial de Cuidados Paliativos é uma iniciativa global da WHPCD – World Hospice and Palliative Care Day. Este ano a efeméride foi assinalada no dia 8 de outubro sob o lema “A Tua Vida Importa-nos”, de forma a enfatizar a necessidade de reforçar o acesso a estes cuidados no mundo inteiro, aumentando a consciencialização e compreensão dos problemas físicos, psicossociais e espirituais das pessoas que vivem com doenças graves ou incuráveis, e suas famílias.

Em Portugal, 70% das 100 mil pessoas que necessitam de Cuidados Paliativos, não têm acesso a este tipo de cuidados. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2060 serão mais de 140 mil os portugueses a necessitar destes cuidados.

A Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos do ACeS Baixo Vouga (ECSCP Baixo Vouga) oferece uma resposta de prestação de cuidados especializados nesta área, e conta com uma equipa multidisciplinar (Assistentes Sociais, Psicólogos, Fisioterapeutas, Enfermeiros e Médicos). Encontra-se em atividade direta desde janeiro de 2022 em parceria com a Fundação La Caixa, através do Programa Humaniza – Programa de Apoio Integral a Pessoas com Doenças Avançadas. A ECSCP Baixo Vouga assegura a prestação de Cuidados Paliativos domiciliários a doentes com necessidades paliativas complexas, suas famílias, e apoio no processo de luto. Está sediada no edifício do Centro de Saúde de Águeda e abrange os concelhos de Águeda, Anadia, Oliveira do Bairro e Sever do Vouga, que se estende ao longo de 769 Km² e compreende uma população de 109300 habitantes. Podem ser referenciados à equipa utentes com necessidades paliativas, com idade superior a 18 anos, inscritos e/ou residentes na área de abrangência. Este encaminhamento é realizado após avaliação pelos profissionais clínicos das unidades funcionais dos Centros de Saúde (por exemplo médico ou enfermeiro de família) ou através das equipas hospitalares de cuidados paliativos.

 

Margarida Oliveira

______________________________________

Enfermeira Especialista em Saúde Comunitária

Administração Regional de Saúde do Centro, I.P

Unidade de Cuidados à Comunidade de Águeda – ACeS Baixo Vouga

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6 de Novembro de 1836 – Anadia recupera a condição de Concelho.

Foi seu primeiro presidente: Francisco António de Almeida.

Nesta região, durante os anos fulcrais da definição das fronteiras de Portugal, não parece ter sido graças à concessão de forais que se promoveu o povoamento e a reorganização das instituições. Talvez o possamos inferir do reduzidíssimo número de cartas dessa natureza outorgadas a estas terras durante a Idade Média – para o atual distrito de Aveiro apenas se conhece o foral com que D. Sancho I criou, em 1210, o concelho de Ferreiros, Fontemanha e Vale de Avim (povoações que integram a atual freguesia da Moita). Existem referências posteriores a forais concedidas nestes séculos (Avelãs de Caminho, por exemplo), mas não são suficientemente esclarecedores quanto ao verdadeiro teor desses documentos – podem não passar de meros contratos de aforamento coletivo, que surgem designados como forais pelos rebeliões, ou erradamente referenciados como «forais velhos» pelos autores contemporâneos, como acontece no que respeita a Aguim e a Anadia.

Mas no início do século XVI, no âmbito de uma ampla reforma administrativa, D. Manuel I não esquecerá o litoral centro e, por força das cartas de foral que outorga, também aqui são criados ou oficializados numerosos concelhos. O espaço daquele que é hoje o município de Anadia não escapou a este movimento reformista: em 1514 são formalmente criados os concelhos de Anadia, Avelãs de Cima, Vilarinho do Bairro, Carvalhais (juntamente com Ferreiros, Fontemanha e Vale de Avim), São Lourenço do Bairro, Aguim, Sangalhos, Pereiro (freguesia de Avelãs de Cima), Óis do Bairro, Mogofores, Avelãs de Caminho, Boialvo (freguesia de Avelãs de Cima) e Vila Nova de Monsarros; em 1519 surge Paredes do Bairro e em 1520 é concedida versão definitiva dos forais de Mogofores e de Óis do Bairro. Ainda que não haja absoluta coincidência de espaços, a verdade é que a maior parte destas povoações é hoje sede de freguesia (com exceção de Boialvo e Pereiro), e destas autarquias apenas não encabeçaram concelho Amoreira da Gândara, Tamengos e Ancas.

Para além do poder concelhio, existiam jurisdições exercidas por outras entidades, com alterações ao longo do tempo: a própria coroa (Avelãs de Caminho e Sangalhos), o bispo de Coimbra (Mogofores e Óis do Bairro), o cabido desta Sé (Aguim, Vila Nova de Monsarros e Paredes do Bairro), o prior e o convento de Santa Cruz de Coimbra (Anadia e Pereiro), a abadessa e o convento de Santa Clara de Coimbra (Sangalhos, a partir de 1338), e alguns senhores nobres (Avelãs de Cima, Carvalhais, Ferreiros, Fontemanha e Vale de Avim, São Lourenço do Bairro e Vilarinho do Bairro).

É mal conhecida a evolução destes espaços ao longo da época moderna, mas cumpre destacar a criação, na década de trinta do século XVI, de uma nova divisão administrativa, que distribuiu a quase totalidade destes concelhos por duas novas comarcas. Até ao momento, quase todos pertenciam à comarca da Estremadura (excetuam-se Avelãs de Cima e Ferreiros, que Faziam parte da comarca da Beira), mas, a 12 de Março de 1533, surge então a comarca de Coimbra, em cuja área se inserem Aguim, Vila Nova de Monsarros e Paredes do Bairro, e a 20 de Dezembro desse mesmo ano, é estabelecida a comarca de Aveiro que conta, entre as suas circunscrições, com Anadia, Avelãs de Cima, Avelãs de Caminho, Ferreiros, Pereiro, Sangalhos, São Lourenço do Bairro e Vilarinho do Bairro.

Mas será o século XIX que voltará a marcar profundamente a configuração desta região, graças a medidas impostas por legislação em constante reformulação. Para lá da ligação de Sangalhos a Oliveira do Bairro, documentada para as décadas de vinte e de trinta, verificamos que a 28 de Abril de 1833, Paredes do Bairro, Pereiro e Anadia passam a integrar o concelho de Avelãs de Cima; a 18 de Julho de 1835 subsistem ainda os concelhos de Aguim, Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Ferreiros, Mogofores, Óis do Bairro, Sangalhos, São Lourenço do Bairro, Vilarinho do Bairro e Vila Nova de Monsarros. Mas, nos termos do decreto de 6 de Novembro do ano seguinte, esta área passará a ser partilhada por apenas dois concelhos: o de Anadia (constituído pelas freguesias de Arcos, Moita, Mogofores, Avelãs de Cima e Avelãs de Caminho) e o de São Lourenço do Bairro (formado pelas freguesias de São Lourenço do Bairro, Sangalhos, Óis do Bairro, Vilarinho do Bairro e Troviscal). O concelho de Anadia será de novo ampliado a 4 de Julho de 1837, graças à anexação de Vila Nova de Monsarros (que se desliga da Mealhada), e a 31 de Dezembro de 1853, com a incorporação da freguesia de Tamengos (desanexada do concelho da Mealhada) e do concelho de São Lourenço do Bairro (despojado da freguesia do Troviscal, mas entretanto beneficiado com a freguesia de Ancas).

Pela lei geral da administração civil, datada de 26 de Julho de 1867, o concelho de Anadia crescerá mais uma vez, em virtude do desmembramento do vizinho concelho de Oliveira do Bairro, da junção das paróquias da Mamarrosa e Troviscal numa só freguesia civil, e da anexação desta e da de Oliveira do Bairro a Anadia. Este concelho regressaria à dimensão original algumas semanas mais tarde, mercê de outra alteração legislativa. Mas no dia 21 de Novembro de 1895 registar-se-á nova supressão do concelho de Oliveira do Bairro, sendo o seu território integrado nos vizinhos concelhos de Anadia e Águeda. Mas também esta desaparição seria temporária, mantendo-se apenas até ao início do ano de 1898.

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As principais deliberações da Reunião de Executivo da Câmara Municipal de Águeda de dia 20 de outubro de 2022 foram as seguintes:

  1. Estratégia local de Habitação

A Estratégia Local de Habitação (ELH) foi aprovada em reunião de Câmara. Trata-se de um documento orientador na área da política de habitação para o concelho de Águeda, que identifica as necessidades habitacionais e respetivas soluções a implementar nos próximos anos, perspetivando um investimento global de mais de 30 milhões de euros.

“Conscientes da realidade e necessidade de habitação no concelho, estamos a trabalhar em respostas e soluções desde há muito tempo, captando investimento e desbloqueando situações antigas no quadro da reestruturação da gestão urbanística municipal”, disse Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, acrescentando que a ELH constitui um documento de trabalho para continuar a estratégia definida pelo Município em matéria de habitação.

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Este documento, que segue agora para ser discutido e aprovado em Assembleia Municipal, é um instrumento importante para a projeção do concelho, foi trabalhado em concertação com o IHRU (Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana), em alinhamento com a estratégia nacional em políticas de habitação e adaptado à realidade do concelho, permitindo a candidatura a fundos estruturais no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Tendo em conta o financiamento de intervenções ao abrigo do PRR, o Plano Estratégico de Habitação tem definido um horizonte temporal de intervenção e de investimento até 2027.

A este propósito Jorge Almeida salienta que este é um dossier que não começou com a formalização do documento e que não termina com o plano de investimento previsto. “Este não é um assunto estanque; estivemos, estamos e continuaremos a trabalhar para responder às necessidades dos cidadãos do concelho e a todos os que aqui querem investir, trabalhar e viver”, declarou.

A título de exemplo, adiantou que estão desbloqueados dois loteamentos significativos nas proximidades do centro urbano e que os serviços camarários têm recebido um conjunto de processos para dar início a obras em várias freguesias do concelho.

 

Pressupostos da ELH

A ELH, que foi teve apreciação positiva prévia do IHRU, aposta na habitação como um dos pilares estratégicos da qualidade de vida das populações e no reforço da competitividade do concelho, procurando cumprir três pressupostos fundamentais: “Habitação 1.º” (procurando garantir o acesso à habitação das famílias que vivem em situação de carência habitacional); “+ Habitação” (promovendo soluções habitacionais acessíveis para todos os que não têm resposta no mercado); e “Atrair e Crescer” (apostando na captação de investimento no domínio da habitação e promovendo a fixação de população residente).

A concretização destes objetivos estratégicos, com vista a uma intervenção no parque habitacional do concelho, melhorando o existente e aumentando a oferta, implicam o envolvimento, para além da Câmara Municipal, de um conjunto agentes locais, desde proprietários privados a instituições do setor social, bem como as Juntas e Uniões de Freguesias.

A ELH de Águeda prevê abranger, na primeira prioridade estratégica, cerca de 369 agregados familiares (mais de 120 agregados jovens), que integram 1.051 indivíduos. A resposta a esta necessidade vai passar por várias medidas, entre as quais estão a erradicação de núcleos precários identificados e mapeados; a disponibilização de respostas habitacionais para situações de carência identificadas e a reabilitação do parque habitacional social.

Para responder a esta necessidade, para além do arrendamento de habitações para subarrendamento, da reabilitação de fracções ou de prédios habitacionais e a aquisição de fracções ou de prédios degradados e subsequente reabilitação, o Município prevê a aquisição de terrenos e construção de dois empreendimentos em regime de habitação a custos controlados, um de 50 e outro de 49 fogos habitacionais.

Entre as medidas previstas na ELH estão ainda a promoção da reabilitação de habitação própria, de imóveis de agregados familiares que se encontram em comprovada situação de carência habitacional e financeira, podendo os proprietários contar com a equipa técnica da Autarquia para orientar processos de apresentação de candidaturas a apoios. A ELH prevê também, no alinhamento do que já vinha sendo feito pelo Município, continuar com as medidas de apoio ao arrendamento a famílias carenciadas, bem como com os Programas de apoio a entidades sociais e de acompanhamento e inclusão social.

O Município pretende também, no quadro da ELH, criar uma bolsa de terrenos para atrair investidores para o mercado de habitação (construção a custos controlados), criar benefícios e incentivos à reabilitação urbana e a criação de um programa de estímulo ao arrendamento. Neste programa, pretende-se sensibilizar e mobilizar os proprietários, incentivando os que disponibilizem alojamentos para arrendamento e penalizando os casos de degradação, abandono e indisponibilização (fogos fechados e sem utilização).

Com a ELH, a Câmara de Águeda pretende igualmente continuar a aposta que tem feito na captação de investimento na área da habitação e promovendo a fixação de população no concelho.

 

  1. Câmara aumenta número de Bolsas de Estudo para o Ensino Superior

A Câmara Municipal vai aumentar o número de Bolsas de Estudo para o Ensino Superior para o ano letivo 2022/2023.

“Os constrangimentos resultantes da recente crise económica e o aumento do custo geral de vida, avolumam a sobrecarga para as famílias dos custos com as deslocações, o arrendamento e propinas destes alunos, mas sobretudo porque entendemos que devemos fazer todos os esforços para que ninguém fique impedido, por questões financeiras, de ter acesso a uma educação superior, decidimos ampliar o número de bolsas de estudo a atribuir este ano letivo”, disse Marlene Gaio, Vereadora da Educação da Câmara de Águeda, sublinhando que o esforço financeiro do Município na área da Educação vai muito além da atribuição destes apoios em concreto.

Lembrou o investimento em pessoal não docente, muito para além do ratio do Ministério da Educação, para além de cerca meio milhão de euros que o Município assume em transportes escolares, e a prestação de um conjunto de serviços aos alunos, nomeadamente a formação em competências emocionais, a terapia da fala, o apoio psicológico, o desporto escolar, a semana do Teatro, as viagens de estudo, a astronomia nas Escolas, o Águeda Living Lab, entre outros.

No que se refere às Bolsas de Estudo, a Câmara de Águeda vai atribuir 40 bolsas este ano (um aumento de 10 relativamente ao ano letivo anterior), procurando abranger um maior número de estudantes e famílias de Águeda o que, acrescenta Marlene Gaio, é uma evidência clara da “importância que o Município atribui a esta matéria da Educação e da qualificação superior, tendo sido apoiados 300 alunos ao longo do tempo em que o programa está em vigor”.

Refira-se que a par do Programa de atribuição de Bolsas de Estudo para o Ensino Superior, para alunos de Águeda a estudar em qualquer universidade do país, a Câmara de Águeda proporciona também o Programa para Pagamento de Propinas, que se destina a alunos da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda e tem registado um impacto significativo na comunidade universitária de Águeda.

Os interessados em candidatarem-se ao Programa de Bolsas de Estudo devem formalizar a sua candidatura entre 26 de outubro e 15 de novembro, através do preenchimento de um formulário disponível no Gabinete de Atendimento ao Munícipe ou através do envio das candidaturas para o e-mail geral@cm-agueda.pt.

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João Toscano, Vasco Faim e Sylvain Barreto (em formato de “Trio Phi”) atuaram recentemente no Festival Film Fest – Festival de Cinema Musicado ao Vivo), o maior do género a nível nacional.

No Auditório Municipal Cinema Charlot, em Setúbal, perante uma agradável moldura humana, os músicos naturais do concelho de Cantanhede apresentaram bandas sonoras originais da sua autoria para várias curtas-metragens de cinema mudo.

Recorde-se que este prestigiado festival, que vai já na sua quarta edição, tem contado com a participação de grandes nomes da música portuguesa como Dead Combo, Tó Trips, Mão Morta, para além de grandes nomes do jazz luso.

Com esta iniciativa, o Cineclub Bairrada, que esteve representado no evento por Vasco Espinhal Otero, estreou este ano a parceria com o Festival Film Fest, sendo que anualmente artistas da nossa região e que já atuaram nos cine-concertos promovidos, no âmbito projeto “4ª Clássicas”, irão participar no festival. Pretende, assim, esta associação cinéfila, que congrega os vários concelhos da região da Bairrada, assumir-se como referência nacional e internacional nesta forma de expressão artística.

João Toscano e Vasco Faim são alunos da variante em Música Eletrónica e Produção Musical e, juntamente com outro aluno, foram escolhidos para assegurar a representação nacional pelo IPCB – Instituto Politécnico de Castelo Branco no Festival Riviera, que decorreu no prestigiado Vellore Institute of Technology (VIT), na Índia, em 2020, no qual interpretaram uma peça musical produzida pelos próprios.

Vasco Faim é um jovem artista emergente, cujo último projeto foi apresentado em julho de 2021 no MATS lab 2021 ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no âmbito do Laboratório de Criação (Mestrado em Artes e Tecnologias do Som).

Sylvian Barreto iniciou o percurso artístico em 1999, como DJ, nos movimentos musicais underground no Centro do país. Representado pela jovem agência Young Productions, rapidamente o seu trabalho se torna reconhecido nos meios em que se movimenta, consolidando os conhecimentos de música eletrónica.

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O Executivo da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro aprovou no passado dia 13 de outubro, as propostas de definição das taxas a aplicar no IMI, participação em IRS e Derrama no Concelho para 2023, mantendo os mesmos valores do ano corrente.

Na ocasião, Jorge Pato, Vice-Presidente da Câmara Municipal, explicou que “o aumento muito significativo das despesas devido à inflação, especialmente na área energética, e a incerteza nas receitas forçam-nos a ser mais cautelosos do que gostaríamos, nomeadamente na redução da participação em IRS e Derrama, que temos vindo a baixar nos últimos anos”.

A proposta de participação variável no IRS dos sujeitos passivos com domicílio fiscal no concelho de Oliveira do Bairro, aprovada pela autarquia, mantém-se nos 3%, sendo a percentagem máxima legal de 5%.

Jorge Pato relembra que “desde que assumimos o Executivo da Câmara Municipal, em 2017, temos vindo a reduzir gradualmente esta comparticipação, tendência que pretendemos manter no futuro”, referiu o autarca.

No que diz respeito ao Lançamento da Derrama, cuja taxa incide sobre o lucro tributável sujeito e não isento de IRC (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas), referente a empresas, o valor aprovado pela autarquia de Oliveira do Bairro mantém-se nos 0,8%. De referir que o limite máximo desta taxa é de 1,5%.

Ainda no âmbito da Derrama, foi aprovada a manutenção da taxa reduzida de 0,1% para empresas com um volume de negócios que, no ano anterior, não tenham ultrapassado os 150.000€, “de forma a beneficiar as empresas de menor dimensão e as que estão em fase de início de atividade”, explicou o autarca de Oliveira do Bairro.

Jorge Pato relembrou que o Município continua “disponível para avaliar a redução ou isenção de impostos, como a Derrama, IMI e IMT, a projetos empresariais que sejam considerados de elevado interesse concelhio, de forma a atrair investimento e a criar novos postos de trabalho”.

Na mesma reunião, o Executivo Municipal aprovou a manutenção da taxa a aplicar, em 2023, relativa ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que já se encontra no seu valor mínimo legal.

Mantém-se assim a taxa de 0,3%, no seu valor mínimo previsto na lei, para os prédios urbanos, com reduções tendo em conta o número de dependentes do agregado familiar. A proposta manteve as deduções fixas de 20€ para agregados familiares com um dependente, 40€ com dois e 70€ com três ou mais, valores máximos da majoração prevista na lei.

Todas as propostas serão levadas à próxima Assembleia Municipal do Município de Oliveira do Bairro, para efeitos de competente autorização e aprovação.

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